Embarque em uma jornada de autodescoberta e transformação espiritual com nosso blog. Aqui, buscamos a meditação, a paz interior e a cura emocional como ferramentas para a busca de si mesmo. Nossos conteúdos abrangem temas que fazem bem a nosso espírito,histórias inspiradoras que iluminam o nosso caminho para a espiritualização. Celebramos a rica tapeçaria do conhecimento da vida,sem distinções.Apreciamos o belo,as trocas significativa, um espaço seguro para compartilhar, aprender e crescer.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Palestra Gratidão na Visão Espírita - Nazareno Feitosa
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6 DE JANEIRO, DIA DA GRATIDÃO Aprenda como cultivar esse sentimento no seu dia-a-dia
6 DE JANEIRO, DIA DA GRATIDÃO
Aprenda como cultivar esse sentimento no seu dia-a-dia
Hoje comemora-se o Dia da Gratidão. É um momento para celebrar a sua existência, as paixões, parentes, amigos e todas as pequenas coisas que trazem alegria à sua vida. O que você valoriza? Quem você aprecia? Como você expressa sua gratidão aos outros?
A gratidão é um conjunto de vários sentimentos: amor, ternura, amizade... É o reconhecimento de que não somos os únicos responsáveis pela nossa própria condição. Ser grato é reconhecer que outras pessoas também participaram na produção de nossa vida. Um pouco de humildade que obriga a reconhecer o outro como parte de nossa alegria. É poder dedicar, compartilhar a graça recebida.
Mas é importante não confundir gratidão com bajulação ou lisonjas, com servilismo. Não há hierarquia na gratidão, não há diferenças. Sentir-se grato, com um sentimento constante de dívida impagável, pode não ser muito saudável. A gratidão é sempre boa na medida da alegria que a acompanha. E a angústia de uma dívida constante carece de alegria.
CULTIVE A GRATIDÃO
- A gratidão te lembra das coisas positivas da vida. Faz você feliz com as pessoas e situações em sua vida, sejam eles pessoas queridas, uma pessoa que conheceu que foi atenciosa com você, ou mesmo um bem-te-vi que canta em sua janela.
- A gratidão te lembra do que é realmente importante. É mais difícil reclamar sobre as pequenas coisas quando você é grato por seus filhos estarem vivos e saudáveis. É difícil se estressar com as contas a pagar quando você é grato pelo teto sobre sua cabeça.
- A gratidão faz você agradecer aos outros. O simples ato de dizer "obrigado" a alguém pode fazer uma grande diferença na vida dessa pessoa. As pessoas gostam de serem apreciadas por quem elas são e pelo que fazem. Não custa nada, mas faz alguém feliz. E fazer outra pessoa feliz vai fazer você feliz também.
- A gratidão transforma o negativo em positivo. Seja grato por ter desafios. Seja grato pois você pode aprender com estes desafios. Seja grato pelos desafios fazerem de você uma pessoa mais forte.
PEQUENAS SUGESTÕES PARA UM DIA-A-DIA COM MAIS GRATIDÃO
- Medite com gratidão. Somente uns 2 ou 3 minutos pela manhã para lembrar por quem ou pelo que você é grato. Você só precisa fechar seus olhos e silenciosamente pensar nas coisas e pessoas que tem a agradecer por fazerem parte da sua vida.
- Diga obrigado. Quando alguém faz algo de bom para você, ainda que algo pequeno lembre-se de agradecer. E realmente seja agradecido.
- Enxergue diferente o "negativo" em sua vida. Há sempre duas maneiras de olhar para alguma coisa. Muitas vezes passamos por algo negativo, estressante, perigoso, triste, difícil. Os problemas podem ser vistos como oportunidades para crescer, para ser criativo, para aprender, para mudar. A mesma coisa pode ser olhada de uma forma mais positiva. É uma ótima maneira de se lembrar que há o lado bom em quase tudo.
- Veja qualidades nas pessoas. Tente se concentrar nas qualidades das pessoas ao invés de seus traços negativos. Se você percebe as qualidades de alguém, isso serve de incentivo para essa pessoa. Essa mudança de atitude pode ajudar a melhorar o seu relacionamento com os outros, permitindo-lhes saber que você os aprecia como são.
- Liste as coisas boas que aconteceram durante o dia. Antes de dormir, lembre-se de tudo que aconteceu de bom no seu dia. Leva um minuto ou dois, muito pouco para ter um sono mais tranquilo e feliz.
de
É terapeuta holística e autora do livro "Pedras e Cristais - Em Busca do Equilíbrio". Ministra cursos de Geoterapia (em SP e via internet) e de todos os níveis de Reiki. Saiba mais »
contato: simonekn@gmail.com
do site : http://www.personare.com.br/6-de-janeiro-dia-da-gratidao-m1122
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sábado, 26 de outubro de 2013
Doença psíquica: a dor da alma
Socorro Capiberibe – Presidente da AMPARE
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Socorro
Doença psíquica: a dor da alma
O que dizer a alguém tão curvado sob o peso de tantos medos; tão fragilizado com o pesado fardo da insegurança; tão assustado com o horrendo fantasma do pânico; tão desesperado diante da incerteza de uma solução?...
O que fazer, quando no vigor dos anos, se deixa de sorrir e de sonhar; quando o sorriso dá lugar ao pranto; quando todos os medos afloram e adquirem um tamanho desproporcional; quando a simples arte de viver torna-se algo tão difícil de realizar?...
É possível que, nunca tendo se sentido assim, a gente chegue até mesmo a aconselhar:
"tire umas férias; faça uma viagem; tente relaxar; vá ao cinema; vá ao teatro; vá bater pernas, olhar vitrines, vá passear..." Outros, menos sensíveis, talvez usem frases como estas: "deixe de bobagem; isso é tolice; você é tão jovem; não existe razão para você se sentir assim; isso é frescura; isso é chilique; é falta do que fazer; é doença de gente chique... pobre não pode se dar o luxo de ter estresse... não tem tempo para sentir "essas coisas", nem dinheiro para pagar psicólogo... terapia é fricote de quem é rico..." Não faltará com certeza gente para receitar: "tome água com açúcar; coma bastante alface; maracujá é calmante; antes de dormir tome um chá: camomila, cidreira, capim santo, flor de laranjeira, maçã com canela... você vai melhorar..."
E aquela pessoa sentindo-se tão triste, tão assustada, tão desarmada, tão humilhada, tão indefesa, tão infeliz... Ouve em silêncio, baixa a cabeça, fica perdida, sem direção; a voz embarga, a lágrima rola, não se controla, nada conforta, não tem palavras, nada diz. Chora seu pranto, sozinha em seu canto, sentindo na pele a mais profunda frustração. Ninguém a entende; todos opinam os mais religiosos sugerem orações. Nada dá certo; o mal continua; o medo aumenta; o pânico se instala; o desespero a invade e a torna incapaz. Incapaz de sorrir, de sonhar, de viver... Incapaz de sair, de trabalhar e até de crer.
Não sabe o que tem... Mas, sabe que tem. Tem consciência dos seus medos, mas não os controla. Percebe o que sente e embora desconheça a sua razão, sente tudo o que diz. Tem uma ferida que dói escondida no fundo da alma, que ninguém pode ver nem pode tocar. Só sabe quem sente... Só sente quem tem... Não merece crédito... Não comove as pessoas... É pura frescura... Não dói em ninguém.
É assim a doença emocional... Não mostra sangue. Não é palpável. Os exames clínicos não detectam; as sofisticadas máquinas de tomografia e ressonância magnética não registram; a maioria das pessoas ignora; boa parte dos médicos não valoriza... mas, nem por isso é menos dolorosa. A dor da alma é tão forte e provoca tanto sofrimento quanto à dor do corpo e ainda é dilatada pelo preconceito dos menos informados, muitos dos quais dentro da própria família. É importante se conscientizar de que a doença emocional – como toda doença – merece respeito e tratamento digno e adequado, com profissionais competentes e especializados. Convém ressaltar, que em se tratando de "doença democrática" que não escolhe sexo, idade, classe social, credo ou profissão, qualquer pessoa, até mesmo médico e psicólogo, pode ser acometida pela doença psíquica.
Para finalizar fica uma palavra amiga aos pacientes com depressão, transtorno do pânico, demais transtornos de ansiedade e do humor, de quem viveu a doença na sua forma mais intensa: "Jamais se deixem abater pela descrença porque a cura é possível e viver ainda é e sempre será o bem maior. Existirão momentos de incerteza e desânimo ao longo do tratamento, mas o importante é vencê-los e manter-se firme na medicação e na psicoterapia, porque lutar vale a pena e a cura é a maior conquista ."
(Por Socorro Capiberibe – sócia fundadora e presidente da AMPARE – 18 anos de transtorno do pânico – atualmente há 10 anos sem crises. O texto foi retirado do livro de sua autoria: O fantasma do pânico ou o fundo do poço: como esquecer? – 3ª edição – esgotada.)
Esta e eoutras matérias você encontra no site atualizado da AMPARE - Fique por dentro - Visite agora: www.simepe.org.br/ampare
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
ESTUDO DINÂMICO DO EVANGELHO - CONHEÇA!
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
Uma linda história

Artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista
Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (...) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional... Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
— Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores... Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Indaguei:
— E o que morte representa para você, minha querida?
— Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
— É isso mesmo.
— Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
— E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela.
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
— E o que saudade significa para você, minha querida?
— Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu.
Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.
Paz e luz a todos _/\_
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domingo, 31 de março de 2013
SE O CORPO ADOECE É PORQUE A MENTE ADOECEU.
Somos o que pensamos, se o corpo adoece é porque a mente adoeceu. O Corpo é resultado da mente.Cada pensamento que temos gera uma emoção, e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto em trilhões de células. Pensamentos positivos, de entusiasmo, alegria, bem-querer promovem a secreção de Serotonina – substância responsável pelo humor, sensação de bem-estar, regulação do sono, apetite, atividades motoras e funções cognitivas. Da mesma forma, pensamentos negativos como de raiva, culpa, ressentimento, impaciência, desconfiança, medo facilitam a secreção de Cortisol – chamado o hormônio do stress que afeta os sistemas fisiológicos e imunológicos, provocando insônias, depressão, alterações de humor, perda muscular, retenção de líquidos, aumento da gordura abdominal e mesmo a compulsão alimentar.Isso acontece porque nosso cérebro é “BURRO” e não faz distinção entre o que é realidade ou mera imaginação.Imagine uma pessoa que trabalhou até mais tarde e quando sai do trabalho percebe que já não há mais ninguém na rua, olha para o relógio e se dá conta de que já são quase meia noite e poucas luzes permanecem acessas. Apreensiva ela continua caminhando e, de repente, ela ouve uma explosão.. BUMMM… sente medo… Imediatamente um arrepio sobe por sua espinha e ela começa a pensar “Ai meu Deus deve ser um ladrão, eu aqui sozinha, meu celular sem bateria, nem que eu grite muito alto não há ninguém por perto para me socorrer.. A respiração começa a acelerar, o corpo fica tenso, as mãos frias, o suor começa a escorrer pela testa,os olhos se abrem em estado de alerta.
Diante desse pensamento de temor, o corpo dessa pessoa tem uma resposta emocional e consequentemente uma resposta física:
- A glândula pineal avisa as supra renais “mais adrenalina na corrente sanguínea”
- As supra renais enviam adrenalina através do sangue direto para o coração
- O coração bombeia sangue mais rapidamente
- As veias se contraem, forçando a elevação da pressão arterial
- O fígado produz mais glicose aumentando a energia corporal
- O pâncreas fabrica mais insulina
- O estômago e o intestino reduzem o seu funcionamento poupando energia que poderá ser desviada para outro lugar
- E ela esta pronta para CORRER..
Acontece que era só um rojão, a imaginação fez todo o resto.. Se pensarmos que algo ruim pode acontecer, o cérebro entende que já esta acontecendo. O cérebro não faz diferença entre essa imaginação de perigo e o perigo real. Nesse instante todo o organismo se prepara para reagir ao perigo iminente, mas que, na verdade, não passa de imaginação. Vale ressaltar, que essa sabedoria corporal tem origem em nossos ancestrais que, diferente do mundo moderno, precisavam estar sempre prontos para correr, ou virariam alimento para algum animal faminto. Essa reação era derivada de um perigo real de ataque, voltando o corpo ao estado natural uma vez que a ameaça fosse vencida. Na atualidade, nosso comando mental produz no organismo todas essas substâncias, mas por IMAGINAÇÃO de perigo, de raiva, de insegurança e, na maioria das vezes, ela não cessa, pois, a eternizamos em nossos pensamentos. Sendo assim, pessoas que tem pensamentos negativos com frequência, geram no organismo esses tipos de consequências danosas, que com o passar do tempo fatalmente afetarão sua saúde física e mental, desenvolvendo males como a ansiedade crônica, depressão, síndrome do pânico, sem falar no sistema imunológico que quando afetado possibilita ataques de vírus e bactéria causadores de alergias, gripes, e um sem número de enfermidades.
Lembre-se de se lembra de nunca esquecer que SE O CORPO ADOECE É PORQUE A MENTE ADOECEU.
A vida que vivemos nada mais é do que a exteriorização de nossos pensamentos constantes, assim como o equilíbrio e o desequilíbrio da nossa saúde física e mental.
O que você anda pensando ultimamente? Onde tem colocado o foco da sua atenção? Como tem estado sua saúde? A quem, ou ao que voce tem responsabilizado por esses males?
Ítala Masruha - http://www.italarmasruha.com.br/slider/somos-o-que-pensamos-se-o-corpo-adoece-e-porque-a-mente-adoeceu-o-corpo-e-resultado-da-mente/
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sábado, 30 de março de 2013
O AUTO-AMOR, ESCUTANDO OS SENTIMENTOS
Por Carlos Pereira
Jesus Cristo, indagado por um doutor da lei judaica sobre o maior mandamento, assim respondeu:“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante a aquele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos”. Qual deles é o mais importante? Evidentemente que eles se interagem entre si, mas como se pode amar a Deus e ao próximo sem primeiro se amar?
O ato de amar a si próprio é passível de se aprender e o mais genuíno ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Isto, porém, não ocorre do dia para a noite, o auto-amor é um aprendizado de longa duração, até porque amar é uma lição para a eternidade.
O amor a si não se confunde com o egoísmo, porque quem tem atitude amorosa consigo está centrado no self. Conseguiu deslocar o foco de seus sentimentos para a fonte de sabedoria e elevação, criando ressonância com o ritmo de Deus. Amar-se é ir ao encontro de si mesmo, como denominava Carl Gustav Jung.
Ao amarmo-nos, começamos a vencer o individualismo e partimos para conquistar a nossaindividuação, isto é, o processo paulatino de expressar nossa singularidade, a “Marca de Deus” em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós. Para chegarmos a nossa individuação, é necessário aprender a escutar a nossa alma.
Escutar a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Ao escutar a alma, haveremos, inevitavelmente, de encontrarmos a nossa luz, mas também a nossa sombra, que somente se tornará uma ameaça se não for reconhecida. A nossa sombra só pode ser prejudicial quando negligenciamos identificá-la com atenção, respeito e afabilidade. Como se relacionar, então, com a nossa sombra?
Apenas um caminho: desenvolver crescentemente a nossa luz interior para que ela ocupe o espaço de sombra existente. A etapa inicial para a expansão da luz em nós é a aceitação. Aceitar os nossos sentimentos, desejos, ações, impulsos e pensamentos. Aceitar é entrar em contato sem reprimir. É criar uma conexão sem julgamento, uma vez que aceitação não significa condenação ou adesão passiva, mas entender, investigar e redirecionar esse patrimônio sem rigidez e desamor.
Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso, o auto-amor é também o autoperdão. Perdoar é ter uma atitude de compaixão que nos distancie dos julgamentos e críticas severas e inflexíveis.
Há algo, porém, que nos impede de aceitarmos como somos: o orgulho. O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal que nos faz criar ilusões sobre nossa verdadeira situação. O orgulho traz consigo a arrogância. O sentimento de arrogar significa a exacerbada estima a si mesmo, o autoconceito superdimensionado, o desejo compulsivo de se impor aos demais. O pior, ainda, é a nossa arrogância de acreditar convictamente no julgamento que fazemos acerca do nosso próximo, atitude esta que destrói profundamente a convivência humana.
A superação do orgulho se consegue através do exercício da humildade, ou seja, descobrindo-se quem se é. Nem mais, nem menos. Com a humildade, é possível se reconhecer e começar a se aceitar. Com a humildade, nasce o desejo de servir ao próximo, saindo-se de si e indo ao encontro do outro.
Após a aceitação do que temos e do que somos, superando o orgulho, devemos buscar desenvolver a autonomia dos sentimentos, que é a habilidade de gerir bons sentimentos em relação a nós mesmos; é a capacidade de libertar-se dos padrões idealizados, assumindo a sua realidade de busca do melhor possível; é libertar-se da correnteza da baixa auto-estima proveniente do subconsciente. As quatro principais vivências que conduzem a autonomia de sentimentos são: a auto-estima, a resistência emocional, saber o que se quer e escutar os sentimentos.
A pior conseqüência da falta de autonomia dos sentimentos é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Neste caso, a aprovação alheia passa a ser mais importante do que a própria aprovação interior.
Quem se ama, escuta os seus sentimentos e aprende a discernir o que quer da vida, a sua intenção-básica de existir, pois quem não sabe o que quer não toma decisões afinadas com seu íntimo e tampouco vive em paz. Quanto mais consciência se tem de suas reais intenções, mais a criatura visualiza seu futuro, sustenta seus ideais, melhora a relação consigo, alcança o clima de serenidade, dilata a sua responsabilidade e sintoniza-se com seu planejamento reencarnatório.
Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.
Quem se ama, aprende o sentido impermanente e transitório da vida e se desprende de tudo aquilo que possa lhe aprisionar e impedir sua evolução.
Quem se ama, dispensa a imponência das máscaras e é feliz por ser quem é.
Brilhe a vossa luz!
Texto construído baseado no livro “ESCUTANDO SENTIMENTOS – A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS”, de Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira.
O ato de amar a si próprio é passível de se aprender e o mais genuíno ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Isto, porém, não ocorre do dia para a noite, o auto-amor é um aprendizado de longa duração, até porque amar é uma lição para a eternidade.
O amor a si não se confunde com o egoísmo, porque quem tem atitude amorosa consigo está centrado no self. Conseguiu deslocar o foco de seus sentimentos para a fonte de sabedoria e elevação, criando ressonância com o ritmo de Deus. Amar-se é ir ao encontro de si mesmo, como denominava Carl Gustav Jung.
Ao amarmo-nos, começamos a vencer o individualismo e partimos para conquistar a nossaindividuação, isto é, o processo paulatino de expressar nossa singularidade, a “Marca de Deus” em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós. Para chegarmos a nossa individuação, é necessário aprender a escutar a nossa alma.
Escutar a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Ao escutar a alma, haveremos, inevitavelmente, de encontrarmos a nossa luz, mas também a nossa sombra, que somente se tornará uma ameaça se não for reconhecida. A nossa sombra só pode ser prejudicial quando negligenciamos identificá-la com atenção, respeito e afabilidade. Como se relacionar, então, com a nossa sombra?
Apenas um caminho: desenvolver crescentemente a nossa luz interior para que ela ocupe o espaço de sombra existente. A etapa inicial para a expansão da luz em nós é a aceitação. Aceitar os nossos sentimentos, desejos, ações, impulsos e pensamentos. Aceitar é entrar em contato sem reprimir. É criar uma conexão sem julgamento, uma vez que aceitação não significa condenação ou adesão passiva, mas entender, investigar e redirecionar esse patrimônio sem rigidez e desamor.
Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso, o auto-amor é também o autoperdão. Perdoar é ter uma atitude de compaixão que nos distancie dos julgamentos e críticas severas e inflexíveis.
Há algo, porém, que nos impede de aceitarmos como somos: o orgulho. O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal que nos faz criar ilusões sobre nossa verdadeira situação. O orgulho traz consigo a arrogância. O sentimento de arrogar significa a exacerbada estima a si mesmo, o autoconceito superdimensionado, o desejo compulsivo de se impor aos demais. O pior, ainda, é a nossa arrogância de acreditar convictamente no julgamento que fazemos acerca do nosso próximo, atitude esta que destrói profundamente a convivência humana.
A superação do orgulho se consegue através do exercício da humildade, ou seja, descobrindo-se quem se é. Nem mais, nem menos. Com a humildade, é possível se reconhecer e começar a se aceitar. Com a humildade, nasce o desejo de servir ao próximo, saindo-se de si e indo ao encontro do outro.
Após a aceitação do que temos e do que somos, superando o orgulho, devemos buscar desenvolver a autonomia dos sentimentos, que é a habilidade de gerir bons sentimentos em relação a nós mesmos; é a capacidade de libertar-se dos padrões idealizados, assumindo a sua realidade de busca do melhor possível; é libertar-se da correnteza da baixa auto-estima proveniente do subconsciente. As quatro principais vivências que conduzem a autonomia de sentimentos são: a auto-estima, a resistência emocional, saber o que se quer e escutar os sentimentos.
A pior conseqüência da falta de autonomia dos sentimentos é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Neste caso, a aprovação alheia passa a ser mais importante do que a própria aprovação interior.
Quem se ama, escuta os seus sentimentos e aprende a discernir o que quer da vida, a sua intenção-básica de existir, pois quem não sabe o que quer não toma decisões afinadas com seu íntimo e tampouco vive em paz. Quanto mais consciência se tem de suas reais intenções, mais a criatura visualiza seu futuro, sustenta seus ideais, melhora a relação consigo, alcança o clima de serenidade, dilata a sua responsabilidade e sintoniza-se com seu planejamento reencarnatório.
Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.
Quem se ama, aprende o sentido impermanente e transitório da vida e se desprende de tudo aquilo que possa lhe aprisionar e impedir sua evolução.
Quem se ama, dispensa a imponência das máscaras e é feliz por ser quem é.
Brilhe a vossa luz!
Texto construído baseado no livro “ESCUTANDO SENTIMENTOS – A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS”, de Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira.
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Perdoando mesmo que em silêncio
"Imagino que para lidar com as diferenças entre nós e as outras pessoas, temos que aprender compaixão, autocontrole, piedade, perdão, simpatia e amor – virtudes sem as quais nem nós, nem o mundo, podemos sobreviver."(Wendell Berry)

Uma das virtudes mais difíceis de alcançar é a capacidade de perdoar! Perdão de verdade, que não seja da boca para fora, mas vindo do coração, mesmo que não seja verbalizado. Perdão que tira do peito todo ressentimento e afasta as amarguras. Perdão que sara as feridas provocadas por alguém ou por acontecimentos do dia-a-dia. Perdão que alivia a vida e nela restaura a paz. Perdão que refaz o estado anterior à dor. Perdão que tranqüiliza a mente e acalma a alma. Perdão que permite abrandar as reações e apaziguar as relações. Perdão que desfaz manchas de mágoas e cicatriza os sofrimentos.
Existem muitas maneiras de definir o perdão, porque o perdão é muitas coisas ao mesmo tempo. É uma decisão, uma atitude, um processo e uma forma de vida. Algo que oferecemos a outras pessoas e algo que aceitamos para nós mesmos.
O perdão é uma decisão, a de ver além dos limites da personalidade de outra pessoa, de seus medos, particularidades, neuroses e erros. A decisão de ver a essência pura, não condicionada por histórias pessoais, que tem uma capacidade ilimitada e sempre é digna de respeito e amor. O perdão é a opção de “ver a luz da lâmpada e não a tela”.
O perdão é uma atitude, que pressupõe estar disposto a aceitar a responsabilidade das próprias percepções, compreendendo que são opções, não fatos objetivos. É a atitude de optar por olhar para uma pessoa que talvez alguém tenha julgado e perceber que na realidade, é algo mais que a pessoa “terrível” ou insensível que vemos.
O perdão é um processo, que exige que mudemos nossas percepções uma vez ou outra. Não é algo que aconteça de uma vez por todas. Nossa visão habitual está obscurecida pelos juízos e percepções do passado projetados no presente. Nisto, as aparências nos enganam com facilidade. Quando optamos por mudar nossa perspectiva por uma visão mais profunda, mais ampla e abrangente, podemos reconhecer e afirmar a maior verdade a respeito de quem somos nós e quem são os demais. Como resultado desta mudança, surgem de um modo natural uma maior compreensão e compaixão por nós mesmos e pelos demais.
O perdão é uma forma de vida que nos converte gradualmente de vítimas de nossas circunstâncias em poderosos e amorosos co-criadores de nossa realidade. Enquanto forma de vida, pressupõe o compromisso de experimentar cada momento livre de percepções passadas, de ver cada instante como algo novo, com clareza e sem temor. É o desaparecimento das percepções que dificultavam nossa capacidade de amar.
Ao perdoar nós nos desvinculamos da tristeza, embora permaneça o registro do que vivemos. Somos capazes de lembrar sem desgosto, e depois de algum tempo, que é curador, tudo poderá ser apenas uma lembrança, nada mais. Isso é caminho para o esquecimento
O verdadeiro perdão não precisa ser dito. Ele deve ser vivido mesmo que o outro não saiba, porque, às vezes, o outro não quer mesmo saber se perdoamos ou não. Isso pode não importar para a outra pessoa, embora tenhamos marca profunda dela, como bicho que tem dono. Enquanto não perdoamos, somos prisioneiros de alguém ou de uma situação. Sem perdoar não nos libertamos.
O perdão é algo que vai além da nossa emoção, não importa se o outro sabe ou não que perdoamos. Perdoamos aqueles que nos importam e os que não têm, absolutamente, nenhum significado para nós. O amor ajuda a perdoar, e perdoamos muito por causa dele. Esquecemos em nome do amor, se é maior do que a dor que nós vivemos. E se a pessoa que nos feriu não nos importa, podemos perdoar, porque, simplesmente, não tem relevância na nossa vida a ponto de cultivarmos por ela qualquer sentimento, nem raiva, ódio, o que seja. Nós perdoamos quem amamos para desviar do ressentimento e para reconstituir e reforçar os laços que nos unem a essas pessoas. Com aquelas outras não há laços, elas não têm significado para nós. Melhor perdoar e esquecer.
O perdão flui quando conseguimos restaurar o nosso estado de felicidade, quando recuperamos o que tínhamos antes, mesmo que não seja igual ao que perdemos, e que até pode ser melhor. Quando temos de volta em nossas mãos o que nos foi tirado, nós perdoamos a quem nos tirou, ainda que não seja essa a pessoa a trazer de volta o que era nosso. Nós perdoamos quando sentimos que a vida nos devolveu o que estava perdido. É uma sensação de justiça, ainda que tardia e por outro caminho.
Daí a importância da felicidade, que é a melhor de todas as vinganças, senão a única. A felicidade nos mostra que vale a pena perdoar não só os outros, mas a nós também. Afinal, se não nos perdoamos, jamais saberemos como faz bem o perdão que se dá ao outro, mesmo que em silêncio.
http://xiruzada.blogspot.com.br/2012/07/perdoando-mesmo-que-em-silencio-imagino.html
sexta-feira, 15 de março de 2013
Nas horas difíceis da ingratidão e da injustiça...
Não te preocupes com a ingratidão, a inveja, o ciúme e a falta de reconhecimento dos outros. Eles não sabem o que fazem; se soubessem, certamente não te tratariam da forma como trataram.
Segue o teu caminho fazendo o que te parece certo e tentando acertar, sem medo de ser feliz. O teu ego e o teu orgulho ferido só servem para deixar as coisas como estão: ruins.
Não te preocupes com as percepções que esses outros têm a teu respeito: eles só podem ver o que os seus olhos lhe permitem ver, de acordo com seus paradigmas.
Pensa de forma positiva, faz o melhor que puderes; se for a vontade de Deus, tudo se resolverá da forma que tu desejas; caso contrário, mais tarde, poderás perceber que, ainda assim, tudo está bem e correto. O Pai celestial nunca abandona seus filhos; Ele sempre nos ajuda, mesmo quando não percebemos.
Evita cultivar sentimentos de mágoa, rancor, raiva e desprezo pelas fraquezas e falhas alheias; respeita teus sentimentos, identifica-os, porém não os cultive. Livra te deles e segue em frente. Tudo se resolverá!
UM CARINHOSO ABRAÇO. CÉSAR: Cerikky!
http://psicologiaevidalivres.blogspot.com.br/2009/02/nas-horas-dificeis-da-ingratidao-e-da.html
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Espiritismo e o novo papa, Francisco
Francisco é o maior líder cristão do mundo. No Brasil temos o privilégio de conviver com as mais variadas denominações religiosas, a grande maioria cristãs. Às vezes nos esquecemos de que todos somos cristãos, mesmo que com visões bem diferentes. E dentre os cristãos, foi escolhido hoje o representante do catolicismo, que conta, entre seus adeptos, com uma em cada seis pessoas no mundo. Não é pouca coisa.
Por isso a importância de refletirmos sobre o que representa e, acima de tudo, o que pode representar para o mundo, ou para o Brasil, que nos toca mais de perto (que os meus leitores de Portugal e Angola me perdoem o bairrismo).
Há fatores que chamam a atenção em relação ao novo papa. É um latino-americano, jesuíta, conservador e com posições políticas bem definidas. A escolha de um papa argentino pode contar com a antipatia de brasileiros menos esclarecidos, que se deixam influenciar pela grande mídia, principalmente esportiva, e acreditam que exista uma rivalidade entre Brasil e Argentina. Bobagem.
A espiritualidade superior certamente acompanha com grande interesse a missão cósmica do papa Francisco. A missão de guiar espiritualmente mais de um bilhão de espíritos encarnados na Terra neste período de transição. É a oportunidade que a América Latina recebe para propor inovações ao Velho Mundo.
A exemplo de João Paulo II, há uma tentativa, por parte de Francisco, de aproximação com outras denominações cristãs. Em 2006, num evento com a presença de evangélicos pentecostais e católicos carismáticos, o então cardeal Bergoglio, hoje papa Francisco, pediu e recebeu, de joelhos, uma oração dos pastores presentes. Dificilmente os espíritas irão contar com a boa vontade do novo papa, mas uma harmonia em nome do cristianismo já está de bom tamanho.
Muito se tem falado em crise na Igreja Católica, e é verdade que ela vem perdendo fiéis. Mas a crise que nós percebemos não é no catolicismo, é uma crise instalada nos costumes da população mundial, é uma crise cultural global. Francisco terá muito trabalho. Se lembrarmos, sem preconceito e sem ranços históricos, que o principal objetivo da Igreja Católica é a evangelização (e nisso a Companhia de Jesus é tradicional na América do Sul), perceberemos que sua missão é nobre, é o preparo dos espíritos encarnados, neste despontar do terceiro milênio, para as mudanças planejadas para o planeta. No meio espírita este assunto é comum – transição planetária, mudanças na Terra – mas seria ridículo pensar que as mudanças em curso serão protagonizadas exclusivamente por espíritas. Esperamos que Francisco tenha forças para encetar essas mudanças.
O novo papa é um homem de costumes simples. Talvez dê ênfase ao combate ao materialismo consumista e destruidor que viceja hoje. Há um grande planejamento espiritual em curso, é fácil perceber que a escolha do novo papa faz parte disso.
Muito se critica o conservadorismo católico. Mas os conservadores são necessários em qualquer corrente de pensamento. Sem o conservadorismo não há base, não há linha-mestra. Pessoalmente acho que o catolicismo vai perder muito mais fieis do que vem perdendo, principalmente no Brasil. As pessoas buscam resultados diretos e palpáveis para as suas vidas, um envolvimento espiritual mais humano e menos formal. Encontram isso nas diversas igrejas evangélicas e no espiritismo. Os que restarem no catolicismo serão religiosos de fato, não apenas seguidores tradicionais. Então ressurgirá uma nova Igreja, muito mais dinâmica e ativa, com um papel destacado na sociedade. Uma Igreja evangelizadora e tolerante, ativa nas questões ambientais e sociais e ciosa da integridade moral de seus representantes.
A escolha de um papa latino-americano é significativa. É prenúncio de mudanças profundas, que podem não se concretizar no papado de Francisco, mas que começarão agora. É forte a possibilidade de que o diálogo religioso e cultural se consolide no mundo. Parabéns aos católicos. Parabéns aos argentinos. Parabéns aos cristãos. Estejamos unidos em objetivos superiores.
http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-e-o-novo-papa-francisco/
sexta-feira, 1 de março de 2013
Sedentarismo Espiritual
A
compreensão da vida é tarefa difícil para os empreendedores da sensibilidade.
As pessoas são vulneráveis, falta entendimento em todos os sentidos, uns com os
outros. Tudo é transição neste pequeno tempo em que somos submetidos a provação
terrena. Procuramos com o sopro divino a busca de dias melhores, porém, por
prazeres transitórios que tornam nosso espírito sedentário a coleta planetária.
Virtudes são desperdiçadas pela inflexão de valores. Nada é verdadeiro, só a própria
verdade. De todas as conseqüências mundanas a pior é falta de consciência que
assola o cotidiano e acarreta grande prejuízo a evolução do espírito. Homens
destruindo, arrancando, desmatando, violência proliferando em todos os níveis.
Porém, ainda há tempo para se adotar o amor como meio de se restabelecer o
equilíbrio dos desencantos. Esta poderosa arma é a melhor solução para os
conflitos do mundo moderno. Vive-se na esperança de realizações pequenas,
indultas, em desprezo ao volume das informações salutares. Tudo corre a revelia
do próprio homem. Degeneram-se o conteúdo sensorial que prescinde o
crescimento. Na grande viagem a destinos ignorados somos meros passageiros
obstinados pela torrente do egoísmo a preencher espaços inadequados do
pretérito então desconhecido. Quanto maior a vontade e o desejo na mesma
densidade é a proporção que a inteligência opera para a resolução da
interpretação dos anseios. Corre-se pela busca incansável de aparências exíguas,
indeterminantes, fulminadas pela pequenez da inteligência emocional. O mundo
opera pela ausência de conhecimento, pois conhecer é a capacidade de aprender
para o exercício da vida social. Todos somos responsáveis na interação da
capacidade de amar, com o saber e com a disponibilidade razoável para o
trabalho que induz a soluções criativas na seqüência da reflexão e análise
critica da sensibilidade e postura de cada um. De nada adiante – como se mostra
a experiência – transmissão de artifícios ausentes para fomentar a libertação
do ser humano. O maior poder do homem é a sabedoria e não a inteligência, pois
há divergência entre o ser e o saber. Relativamente é temerário pensar que nada
prescinde sem a devida necessidade, porque a razão é elemento indispensável
para a definição da verdade. Enfim, há meios, contornos e no processo evolutivo
insubstituível de cada um há reserva de decisão superior para compreensão dos
mistérios desconhecidos que impera na avaliação da conduta do ser. Seja como
for, nada é obtido sem resultado. A celeuma da construção existencial é interpretado
na proporção de nossos adimplementos pretéritos através do diálogo e
transposição aperfeiçoável da elaboração conjugada mediante aplicação do
sistema maior que liberta e condiciona o homem a compreensão de si mesmo. Com a
arte e a criatividade amparadas pela égide do saber e paixão o trabalho se
encerra capacitando, via de conseqüência, a dinâmica do viver com a valoração que
antecede o ensaio gratificado pela tarefa recepcionada pelo caminho almejado. Por
tudo isto, exercite agora mesmo a oportunidade por estar neste caminho, pois
certamente, verá adiante, o resultado que a vida lhe proporcionou e você
mereceu.
Umberto
Vettori – 29 de novembro de 2007.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
(IN) TOLERÂNCIA RELIGIOSA.....UMA REFLEXÃO PARA A PAZ E O ECUMENISMO - 01
ESPIRITISMO - PRECONCEITO E INTOLERANCIA RELIGIOSA - PADRE FABIO DE MELO FALA SOBRE CHICO XAVIER
Trecho editado da memorável entrevista que o Padre Fábio de Melo concedeu em 26.Jun.2010 no programa do SBT "De Frente com Gabi". Marília Gabriela perguntou tudo o que qualquer pessoa gostaria de perguntar (de forma respeitosa) a um padre da Santa Madre Igreja. Fábio a tudo respondeu com a classe e o equilíbrio que o caracteriza, e ao final, após comentar fatos reais que vivenciou com intolerância e preconceito religioso, enalteceu o trabalho que Chico Xavier realizou em favor do Bem Maior.
Uma pérola destilada por Fábio de Melo: "O mundo só vai ter solução no dia que a gente descobrir que, antes das nossas denominações religiosas, nós somos pessoas, com sonhos, esperanças e que o mundo vai ficar mais bonito, na medida em que, mesmo rezando em templos diferentes, depois do templo, a gente possa comer no mesmo restaurante."
A entrevista completa pode ser vista nos links abaixo.
Padre Fábio de Melo no Programa De Frente com Gabi no SBT
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=dHMFGl...
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=ca8dS3...
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=jaoOjz...
Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=NxsQr4...
Parte 5 - http://www.youtube.com/watch?v=XApQ-c...
Fábio de Melo
Wikipedia, a enciclopédia livre da Internet
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1b...
Uma pérola destilada por Fábio de Melo: "O mundo só vai ter solução no dia que a gente descobrir que, antes das nossas denominações religiosas, nós somos pessoas, com sonhos, esperanças e que o mundo vai ficar mais bonito, na medida em que, mesmo rezando em templos diferentes, depois do templo, a gente possa comer no mesmo restaurante."
A entrevista completa pode ser vista nos links abaixo.
Padre Fábio de Melo no Programa De Frente com Gabi no SBT
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=dHMFGl...
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=ca8dS3...
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=jaoOjz...
Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=NxsQr4...
Parte 5 - http://www.youtube.com/watch?v=XApQ-c...
Fábio de Melo
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http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1b...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A PORTA DA DOR
O velho jargão de que se busca um
grupo espírita pelo amor ou pela dor, infelizmente ainda é real.
As portas do amor são buscadas por
quem procura o conhecimento, por ele mesmo.
É aquela criatura que pensa e sente o
mundo com uma espiritualidade natural, ou seja, é a pessoa que vislumbra que há
mais nesse universo infinito do que pode conceber a nossa vã filosofia. Então,
ela caminha, procura aqui e acolá explicações para a vida. O que essas pessoas
possuem é uma saudável inquietação intelectual. Às vezes, estão confusas, mas
são facilmente acalmadas em grupos de estudo com o conhecimento da filosofia
espírita contida em O Livro dos Espíritos. E, em geral, ao se encontrarem com
ela a abraçam felizes e harmonizados.
Outros, porém, sequer enxergam essas
portas. Trilham os caminhos da dor, chegam como soldados retornando da guerra,
feridos, maltratados, sofridos e, o pior de tudo, em desespero e ansiosos. O
sofrimento é para eles como uma batata quente nas mãos, e não sabem o que fazer
com ele. Correm de um lado a outro, fazem de tudo um pouco, acedem uma vela
para Deus e outro para o diabo, lado a lado, e na mesma hora.
Trabalhar nas portas do amor é um
bálsamo revigorante. Mas trabalhar nos portais da dor humana exige muito.
Precisamos ter bom conhecimento do Espiritismo e da sua ferramenta de ação, que
é o Magnetismo; precisamos nos apoiar em conhecimentos científicos
especializados, para mais bem aplicá-los. E, acima, de tudo precisamos
compreender a natureza humana e conhecer a nós mesmos.
Lidar com as feridas, os males e
dores, até pode ser simples. Difícil mesmo é ver o desespero e socorrê-lo. Não
aquele desespero que grita e chora a altos brados; mas, aquele silencioso que
rói a alma e desfaz tudo que se pode conquistar de bom, em qualquer forma de
tratamento e/ou atendimento.
Ele vem recheado com falta de
aceitação, com falta de reflexão sobre a vida, com um acentuado materialismo e
hedonismo (tão divulgados em nossa cultura atual), ele tem pressa. Meu Deus!
Como tem pressa. É indisciplinado, credo e descrente ao mesmo tempo, pede
orientação e faz o que bem entende, não escuta. Traz consigo a ansiedade e a
depressão, que ganharão rapidamente grande espaço. É avesso ao conhecimento.
Quer um guia, alguém que lhe diga o que fazer, exige atenção.
Amigos, esse é o acompanhante
invisível de muitas pessoas que buscam as sociedades espíritas e, em especial,
o atendimento magnético. Ele é mil vezes mais difícil de atender do que um
obsessor desencarnado, não tem passe dispersivo que afaste e corte ligações
mentais.
Exige dos magnetizadores muito
diálogo, muita compreensão e paciência, tolerância, e o aprendizado de suportar
a ingratidão (não estou falando do muito obrigado nem do reconhecimento
público, falo da entrega e da confiança com que o atendido gratifica o magnetizador,
tal como o bebê gratifica a mãe largando-se confiante e alegre em seus braços),
e aprendermos que o outro tem direito de errar, que não existe aprendizado a
força para questões da alma, portanto não podemos interferir que o sofrimento
pode ser muito amenizado apenas pela forma equilibrada com que é visto e
vivido, e, que, por fim, não nos cabe socorrer quem deseja sofrer e tão pouco
podemos nos afligir com essa decisão.
O trabalho na porta da dor necessita
grande preparo para lidar com nossas emoções que são desafiadas por esses
comportamentos desesperados e diante dos quais precisamos manter o equilíbrio
tanto emocional quanto mental, enxergando o que de fato faz a pessoa sofrer,
além das suas queixas imediatas.
Se a compreensão que nos oferece a Doutrina
Espírita sobre a condição humana não for muito firme, poderemos encontrar
magnetizadores que não se julgarão jamais aptos ao trabalho. Faltará
autoconhecimento, logo serão carentes de compreensão do outro e se perderão nos
conflitos emocionais aos quais esse trabalho nos expõe.
As virtudes do amor ao conhecimento,
da disciplina, da perseverança e da confiança, não necessitam ser aprendidos
pelos magnetizadores espíritas apenas para o trabalho direto, mas para serem
vividos e ensinados aos atendidos.
Nas portas da dor existe a invisível
sinalização para a porta do amor, ajudá-los a enxergá-la e percorrê-la é também
nossa tarefa.
Jornal Vórtice ANO II, n.º 10,
março/2010
http://tdmmagnetismobatuira.blogspot.com.br/2012/11/a-porta-da-dor.html
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