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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dez passos para a conquista da honestidad e- Em O segundo Elo - Elizabeth Pereira.

                           




 Honestidade não é uma virtude e sim um conjunto delas,que vamos adquirindo paulatinamente ao longo de nossa caminhadade maneira individual e progressiva. A honestidade segue esta ordem:verdade,sinceridade,seriedade,inceridade,doçura,confiabilidade,retidão,dignidade,misericórdia,pureza,autoridade.
 Na ausencia de uma só destas virtudes,não há honestidade. O individuo que estagia na primeira é verdadeiro,na segunda é verdadeiro e sério,na terceira é verdadeiro, sério e sincero, e assim sucessivamente,mas ele só poderá ser chamado honesto quando chegar à ultima virtude: a autoridade. A honestidade é inflexível,pois se é ou não honesto. Não se pode ser muito honesto ou um pouco honesto,pois um minimo de desonestidade abre exceções para atos ilicitos e, onde há um só ato ilicito,por menor que seja,não há honestidade.

Começamos nossa escalada ( para a honestidade) em busca desse tesouro no momento em que alcançamos a verdade.Ser VERDADEIRO é o ponto de partida. na medida em vencemos a tendência à mentira,estamos de posse do melhor conceito sobre nós mesmos. Dizer averdade é não se contradizer,é se preparar e preparar os outros para enfrentar a vida como ela é. Mentir é roubar,de alguém ou de nós mesmos,o direito à verdade. Ser verdadeiro nos livra de penosas culpas.Ser verdadeiro,pode salvar vidas:não foi por acaso que o falso testemunho foi citado como crime no Decáogo,o conjunto de leis perfeitas. Ser verdadeiro quando cometemos um erro é assumir nossa culpa.Somos caridosos com os outros implicados no mesmo desacerto que a falta com a verdade condena em nosso lugar.Dizer a verdade sempre é um ato de coragem,principalmente a verdade a nosso respeito

Se a pessoa consegue dizer a verdade em todas as circunstancias,sem jamais mentir para ninguém ou para si mesma, nãos eria já uma pessoa honesta?(...) - Conheci um homem verdadeiro,tão verdadeiro que respondia afirmativamente a qualquer um que lhe perguntasse se ele havia matado a esposa e desviado dinheiro da empresa que trabalhava.Ao ser interrogado pela polícia,não mentiu;contou a verdade no julgamento e foi condenado a 24 anos de prisão,saindo por bom comportamento nametade da pena.Hoje,livre,casou-se com a amante e goza da fortuna da empresa arrasada. Asseguro-lhe que ele é totalmente verdadeiro. MAs acha que depois de cometer adultério,assassinato e roubo,ele pode ser qualificado como honesto?"(...) Mas Mas ele se encontra a caminho!

O próximo passo é a SERIEDADE. Em posse da verdade, é imprescindivel que tenhamos a seriedade para lidar com ela.Sabendo que não conseguimos mentir,passamos a policiar nossos atos com seriedade,procurando agir de maneira menos reprovável possível. Cônscios de que não conseguiremos ocultar nosos atos,procuramos agir melhor e adquirimos seriedade a cada ato. Mas isso não basta. Um homem verdadeiro e sério não da um golpe numa empresa onde trabalha,pois isso lhe custará o emprego,e não mata a esposa porque não quer ser preso. A seriedade o faz medir as consequencias. Não expõe sua reputação de homem sério. Porém ele não reluta em arrasar o concorrente ou trair sua esposa,alugando corpos de jovens mulheres, e não se sente constrangido em confessar estes gestos tão levianos que considera como vantagens.

Ser verdadeiro  e sério não basta. Por isso,imediatamente após a seriedade é preciso que venha a SINCERIDADE. Um homem verdadeiro,sério e sincero já não consegue negar seus sentimentos e anseios. A sinceridade o impulsiona a agair de maneira a não trair a si mesmo;por isso,dizemos que a sinceridade é uma das virtudes da honestidade que precisa ser adoçada para não ferir o próximo. nesse estágio,o homem mantém uma postura inabalável na empresa que o emprega. MAs ainda age de maneira cruel para com o concorrente. Quando trai a esposa, não hesita em abandona-la para viver um romance novo. Mesmo que se arrependa e volte atrás,ele não deixa de viver o arrebatamento da paixão fugaz,magoando a companheira. Em contrapartida,quando volta não trai mais pois é sincero. E assim ele se torna confiável. 

Ao se tornar CONFIÁVEL, o homem tem aquela postura inabalável no trabalho não mais por medo de perder o emprego e sim porque mereceo cargo que ocupa ea confiança que lhe foi outorgada. Na batalha com o ocncorrente procura ser escrupuloso,sem a esperteza asquerosa dos homens que querem levar vantagem em tudo. Com a esposa , desenvolve a empatia e a confiança mútua, não desmerece a confiança que adquiriu. não consegue mais não ser confiável e, sem esforço, mantém-se fiel a ela e a si próprio.

Poderiam me dizer: mas isso não basta? E eu diria: não. Ainda não podemos chamar de honesto este homem,pois a honestidade,como disse antes é inflexível.

Quero que vocês tomem o fator trabalho como honestidade material e o fator casamento comohonestidade moral agora. Pois logo após a confiabilidade vem a  RETIDÂO. Reto quer dizer  que não apresenta nehuma curvatura ou desvio. ser um homem reto não é apenas ser leal à familia e ao trabalho. Não é apenas não apoderar-se tampouco dos sentimentos alheios,tiranizando os mais fracos. O homem reto é aquele que,além disso,não sedesvia do CAMINHO DE DEUS,que tem peito para seguir JESUS e ser seguido por ele para casa e o trabalho, que professa sua fé sem medo em todos os ambientes onde permanece. Que estende a mão aquele que encontra no caminho e nao teme FAZER O BEM, que não receia dividir para multiplicar  os talentos e tem como lemaa máxima de FAZER AOS OUTROS APENAS O QUE GOSTARIA QUE LHE FOSSE FEITO.

A conquistas eguinte é a DIGNIDADE. Esta só nos vem com a sensação de DEVER CUMPRIDO NO CAMINHO DO BEM. È nesse estágio que  devemos arrancar o ORGULHo que nos envenena a alma e às vezes não nos permite perdoar a uma ofensa que, na verdade, já fi superada pelo simples fato de que achamos que isso nos fazparecer fracos. Ter dignidade é ter nosso próprio ponto de vista do que é fraqueza ou fortaleza. PErdoar é ter força. Não podemos ser dignos se não dignificamos alguém com nosso perdão. Não há dignidade em um coração repleto de mágoa. Não há dignidade no orgulho ferido, e sim nele morto. Então,amigos,não se esqueçam: não se pode ser honesto comum coração empedernido pelo orgulho,pois este mente a respeito da gravidade da ofensa sofrida e da pequenez da cometida,e a verdade é a primeira virtude da escalada magna.

O coração livre é o que traz a virtude seguinte:a MISERICÒRDIA. O homem digno tem o coração bondoso,não mais prende ao mal, se rejubila em fazer a vontade do Pai e amar sem limites. Suas virtudes o elevam ao estado de pureza que enterneceos demais,que o amam pelo que ele é e desejam ser iguais a ele. Torna-se um líder,não precisa se esforçar para fazer valer a ordeme amoral. Tem autoridade, é honesto.

Vejambem, meus amigos: ser honesto é bem mais do que não tirar proveito material ou moral d outrem. È, antes de mais nada,não nos roubar o direito de sermos nós mesmos. È fácil taxar uma pessoa como desonesta. Dificil é assumir que só percebemos um defeito quando o conhecemmos bem. O homem honesto não vê a desonestidade do outro,pois não a conhece."

**************************** cONTINUA  NA PRÓXIMA PUBLICAÇÃO************************************************

sábado, 26 de outubro de 2013

Doença psíquica: a dor da alma

Socorro Capiberibe – Presidente da AMPARE

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Socorro
Doença psíquica: a dor da alma
        O que dizer a alguém tão curvado sob o peso de tantos medos; tão fragilizado com o pesado fardo da insegurança; tão assustado com o horrendo fantasma do pânico; tão desesperado diante da incerteza de uma solução?...
      O que fazer, quando no vigor dos anos, se deixa de sorrir e de sonhar; quando o sorriso dá lugar ao pranto; quando todos os medos afloram e adquirem um tamanho desproporcional; quando a simples arte de viver torna-se algo tão difícil de realizar?...
      É possível que, nunca tendo se sentido assim, a gente chegue até mesmo a aconselhar:
"tire umas férias; faça uma viagem; tente relaxar; vá ao cinema; vá ao teatro; vá bater pernas, olhar vitrines, vá passear..." Outros, menos sensíveis, talvez  usem frases como estas: "deixe de bobagem; isso é tolice; você é tão jovem; não existe razão para você se sentir assim; isso é frescura; isso é chilique; é falta do que fazer; é doença de gente chique... pobre não pode se dar o luxo de ter estresse... não tem tempo para sentir "essas coisas", nem dinheiro para pagar psicólogo... terapia é fricote de quem é rico..." Não faltará com certeza gente para receitar: "tome água com açúcar; coma bastante alface; maracujá é calmante; antes de dormir tome um chá: camomila, cidreira, capim santo, flor de laranjeira, maçã com canela... você vai melhorar..."
      E aquela pessoa sentindo-se tão triste, tão assustada, tão desarmada, tão humilhada, tão indefesa, tão infeliz... Ouve em silêncio, baixa a cabeça, fica perdida, sem direção; a voz embarga, a lágrima rola, não se controla, nada conforta, não tem palavras, nada diz. Chora seu pranto, sozinha em seu canto, sentindo na pele a mais profunda frustração. Ninguém a entende; todos opinam os mais religiosos sugerem orações. Nada dá certo; o mal continua; o medo aumenta; o pânico se instala; o desespero a invade e a torna incapaz. Incapaz de sorrir, de sonhar, de viver... Incapaz de sair, de trabalhar e até de crer.
      Não sabe o que tem... Mas, sabe que tem. Tem consciência dos seus medos, mas não os controla. Percebe o que sente e embora desconheça a sua razão, sente tudo o que diz. Tem uma ferida que dói escondida no fundo da alma, que ninguém pode ver nem pode tocar. Só sabe quem sente... Só sente quem tem... Não merece crédito... Não comove as pessoas... É pura frescura... Não dói em ninguém.
      É assim a doença emocional... Não mostra sangue. Não é palpável. Os exames clínicos não detectam; as sofisticadas máquinas de tomografia e ressonância magnética não registram; a maioria das pessoas ignora; boa parte dos médicos não valoriza... mas, nem por isso é menos dolorosa. A dor da alma é tão forte e provoca tanto sofrimento quanto à dor do corpo e ainda é dilatada pelo preconceito dos menos informados, muitos dos quais dentro da própria família. É importante se conscientizar de que a doença emocional – como toda doença – merece respeito e tratamento digno e adequado, com profissionais competentes e especializados. Convém ressaltar, que em se tratando de "doença democrática" que não escolhe sexo, idade, classe social, credo ou profissão, qualquer pessoa, até mesmo médico e psicólogo, pode ser acometida pela doença psíquica.
       Para finalizar fica uma palavra amiga aos pacientes com depressão, transtorno do pânico, demais transtornos de ansiedade e do humor, de quem viveu a doença na sua forma mais intensa: "Jamais se deixem abater pela descrença porque a cura é possível e viver ainda é e sempre será o bem maior. Existirão momentos de incerteza e desânimo ao longo do tratamento, mas o importante é vencê-los e manter-se firme na medicação e na psicoterapia, porque lutar vale a pena e a cura é a maior conquista ."
(Por Socorro Capiberibe – sócia fundadora e presidente da AMPARE – 18 anos de transtorno do pânico – atualmente há 10 anos sem crises. O texto foi retirado do livro de sua autoria: O fantasma do pânico ou o fundo do poço: como esquecer? – 3ª edição – esgotada.)
Esta e eoutras matérias você encontra no site atualizado da AMPARE - Fique por dentro - Visite agora: www.simepe.org.br/ampare

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

MORTES PREMATURAS

Citando o Dicionário Aurélio, prematuro significa que se manifesta ou sucede antes do tempo; precoce.

Uma criança, por exemplo, ao desencarnar, pode parecer morte prematura para os encarnados e não ser prematura do ponto de vista espiritual, por ser exatamente o período necessário para aquela etapa evolutiva. Já alguém que desencarna com mais idade, após uma enfermidade, como foi o caso de André Luiz, pode não ser considerada prematura do ponto de vista material, mas ser prematura do ponto de vista espiritual, pois foi abreviado o tempo de vida programado, neste caso, por mau uso das possibilidades orgânicas, ou seja, um suicídio indireto.

Desta forma, a morte pode ser considerada prematura sob dois pontos de vista:
Do plano material – quando há a desencarnação daqueles ainda em tenra idade ou de jovens e adultos com perspectiva de muitos anos ainda de vida;
Do plano espiritual – quando a desencarnação é prematura em relação ao tempo programado da encarnação. A abreviação do período encarnatório pode ocorrer:
• Por mau uso das possibilidades orgânicas, em suicídio direto ou indireto;
• Por uso excessivo das possibilidades orgânicas, para o bem dos outros – não é considerado suicídio;
• Por misericórdia divina, no caso de comportamento inadequado que levasse a maiores prejuízos.

André Luiz, no livro “Evolução em Dois Mundos”, respondendo à questão “Podemos considerar a desencarnação da alma, em plena infância, como sendo uma punição das Leis Divinas, na maioria das vezes?”, esclarece: “Muitas existências são frustradas no berço, não por simples punição externa da Lei Divina, mas porque a própria Lei Divina funciona em todos nós, desde que todos existimos no hausto do Criador. Frequentemente, através do suicídio, integralmente deliberado, ou do próprio desregramento, operamos em nossa alma desequilíbrios, quais tempestades ocultas, que desencadeamos, por teimosia, no campo da natureza íntima. (...) Segundo observamos, portanto, as existências interrompidas, no alvorecer do corpo denso, raramente constituem balizas terminais de prova indispensável na senda humana, porque, na maioria dos sucessos em que se evidenciam, representam cursos rápidos de socorro ou tratamento do corpo espiritual desequilibrado por nossos próprios excessos e inconsequências, compelindo-nos a reconhecer, com o Apóstolo Paulo (“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que habita em vós, o qual vos foi dado por Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço, portanto glorificai a Deus no vosso corpo.” [I Coríntios, 6:19-20]), que o nosso instrumento de manifestação, seja onde for, é templo da Força Divina, por intermédio do qual, associando corpo e alma, nos cabe a obrigação de aperfeiçoar-nos, aprimorando a vida, na exaltação constante a Deus.”

Na obra “Nosso Lar”, André Luiz, melindrado por ser tachado de suicida, recebe a seguinte orientação: “Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. O meu amigo, no entanto, iludiu excelentes oportunidades, esperdiçando patrimônios preciosos da experiência física. A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos Maiores da Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não se consumou. Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.”

Encontramos, no livro “Obreiros da Vida Eterna”, um caso em que a personagem Dimas não chegou a aproveitar todo o tempo a ele destinado, por sobrecarga física e emocional em tarefas voltadas para o Bem. André Luiz é orientado, a respeito do tema, conforme segue: “Dimas não conseguiu preencher toda a cota de tempo que lhe era lícito utilizar, em virtude do ambiente de sacrifício que lhe dominou os dias, na existência a termo. Acostumado, desde a infância, à luta sem mimos, desenvolveu o corpo, entre deveres e abnegações incessantes. (...) É verdade que não podemos louvar o trabalhador que perde qualquer órgão fundamental da vida física em atrito com as perturbações que companheiros encarnados criam e incentivam para si mesmos; no entanto, faz-se preciso considerar as circunstâncias em jogo. Dimas poderia receber, com naturalidade, semelhantes emissões destrutivas, mantendo-se na serenidade intangível do legítimo apóstolo do Evangelho. Todavia, não se organiza de um dia para outro o anteparo psíquico contra o bombardeio dos raios perturbadores da mente alheia, como não é fácil improvisar cais seguro ante o oceano em ressaca. (...) Segundo observamos, há existências que perdem pela extensão, ganhando, porém, pela intensidade. A visão imperfeita dos homens encarnados reclama o exame acurado dos efeitos, mas a visão divina jamais despreza minuciosas investigações sobre as causas...”

Na obra “Trilhas da Libertação”, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda conta o caso do médium Davi, que desencarnou por um fulminante ataque do coração quando intentava assassinar um oponente. “No momento da prece, em rogativa de socorro, o irmão Ernesto, sabendo da deficiência cardíaca de seu pupilo, exortou, sem palavras, a interferência do Pai para evitar uma tragédia mais grave, no que foi atendido.”

Em todos esses casos, não há injustiça de Deus e sim a Sua misericórdia e justiça. A vida verdadeira não é a vida física e sim a vida espiritual. O Espírito Sanson, na obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo”; assevera: “Frequentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.”
Bons estudos!
Carla e Hendrio
XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. “Evolução em Dois Mundos”. Pelo Espírito André Luiz. 14ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1995. 2ª parte, item 17.
XAVIER, Francisco Cândido. “Nosso Lar”. Pelo Espírito André Luiz. 23ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1981. Capítulo 04.
XAVIER, Francisco Cândido. “Obreiros da Vida Eterna”. Pelo Espírito André Luiz. 23ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1998. Capítulo 13.
FRANCO, Divaldo P. “Trilhas da Libertação”. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo “Novos Rumos”.
KARDEC, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 2ª ed. de bolso. Rio de Janeiro: RJ, FEB: 1999. Capítulo V, item 21.
Postado por Lições dos Espíritos às 20:08 https://blogger.googleusercontent.com/img/proxy/AVvXsEhEzBVrnwsTRHbjRadCRvMuVGY89OxNfb-QJkbtME-D7Qz0FlX2_DIwD3GJj_aMDuOehLYKyAOHi-ttE6lZA3MBgAY22H3tDjXPx3slkBCwWmgCzvtr8I6QwUuQR_ZgK83micvltezTuIHQAA0c=


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Adoção de crianças por parte de homossexuais (visão espírita)


Homossexualidade e família                                                                                                                 Como é vista a adoção de crianças, para a construção de uma família, por parte de homossexuais masculinos ou femininos?
O Pai-Criador vê sempre as intenções que inspiram as ações. Assim, vale refletir que o amor que se dedica a uma criança, tornando-a filha sentimental, independe da inclinação sexual adotada pelos pais ou pelas mães postiços.
Acompanhamos inúmeras situações em que os cuidados desenvolvidos para atender a criança fizeram com que os indivíduos ou pares homossexuais alterassem a rota dos próprios passos, enobrecendo o sentimento paternal ou maternal, ausentando-se da promiscuidade ou do desassossego íntimo, passando a sintonizar com frequências luminosas, acalmando o coração e os pensamentos - quando antes experimentavam tormentos – conquistando, então valores espirituais de grande significação, superando imensas no cerne d' alma.
A adoção, desse modo, corresponde a um gesto sublime que Deus sempre abençoará.

Uma criança que seja criada por homossexuais de quaisquer dos gêneros não poderá assimilar os mesmos hábitos e tendências e complicar-se na vida? Não haveria isso uma distorção nos propósitos educacionais dessa criança no mundo?

Restará saber onde uma criança correria mais riscos, se nas ruas da amargura, vivenciando de tudo o que a sombra do abandono costuma propiciar, ou se no aconchego de um lar, mesmo que postiço, liderado por irmãos ou irmãs situados na faixa da homossexualidade.
O bom senso aplicado ao conhecimento espírita leva-nos a pensar na ação de vários fatores sobre a vida do ser reencarnado, tais como as experiências do seu pretérito; a bagagem intelectual e moral trazida pelo espírito; as influências espirituais às quais está sujeito; a educação que receba desde o berço; a nutrição afetivo-emocional que tenha recebido. Tudo isso somado ao livre-arbítrio de sua inteira responsabilidade, tão logo comece a ajuizar a respeito de si mesmo e da própria vida, na fase psicológica devida.
Não deveremos apelar para a fatalidade e supor que alguém agasalhado afetivamente por homossexuais tenha que copiar-lhes as posturas todas. Não, não pode ser assim.
Caso enveredemos pela proposta fatalista, sem as considerações que apresentamos, teremos muita dificuldade em entender e explicar como é que filhos e filhas de pais heterossexuais, amados, bem instruídos e educados, se apresentam homossexuais em alguma fase da vida, muitas vezes desde a infância.
Quantos são os casos em que os pais, heterossexuais convictos, ao descobrir as inclinações filiais para algum nível de homossexualidade, aplicam-lhes corretivos físicos ou psicológicos agressivos - correspondendo à maturidade dos seus entendimentos -, conduzem-nos a terapias específicas com profissionais respeitáveis, levam-nos a práticas sexuais que julgam compatíveis com a sua morfologia, principalmente em se tratando de meninos, e acabam vencidos, frustrados, perante o vigor com que esses filhos e filhas mostram suas inclinações inversivas.
Sem que exploremos outros filões reflexivos, importante é saber que o amor em família. nuclear ou não-nuclear, será sempre a melhor chave para alcançarmos o íntimo dos nossos seres queridos, fazendo-nos seus amigos e confidentes, evitando-se, então, que se prostituam, que enlouqueçam, que se suicidem, instigados por ódios ou por complexos de culpa motivados pela forma preconceituosa, zombeteira ou cruel com que são discriminados.
O lar deve ser o porto seguro para todo o viajor da evolução, visto ser muito raro achar alguém que, ostensivamente ou à surdina do mundo íntimo, não tenha experimentado ou ainda experimente os conflitos da sexualidade, conseqüências previsíveis do direcionamento das bagagens emocionais dos dois gêneros sexuais, já que são os mesmos os espíritos que ora renascem homens, ora mulheres. 1
Os casos de aberrações em que menores são explorados sexualmente, mal direcionados, chantageados, são incontáveis mundo afora, seviciados muitas vezes por pais, mães ou por outros membros da consangüinidade, o que é matéria permanente nas páginas da mídia jornalística.
Onde vibram, pois, o amor, a maturidade e a vontade de servir, tudo segue para abençoados fins.(do livro Desafios da Vida Familiar, pelo Espírito Camilo, psicografia de J. Raul Teixeira)
http://www.sebemnet.org.br/index.php/espiritismo/artigos-item-menu/551-adocao-de-criancas-para-a-construcao-de-uma-familia-por-parte-de-homossexuais-visao-espirita

domingo, 31 de março de 2013

SE O CORPO ADOECE É PORQUE A MENTE ADOECEU.

Somos o que pensamos, se o corpo adoece é porque a mente adoeceu. O Corpo é resultado da mente.Cada pensamento que temos gera uma emoção, e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto em trilhões de células. Pensamentos positivos, de entusiasmo, alegria, bem-querer promovem a secreção de Serotonina – substância responsável pelo humor, sensação de bem-estar, regulação do sono, apetite, atividades motoras e funções cognitivas. Da mesma forma, pensamentos negativos como de raiva, culpa, ressentimento, impaciência, desconfiança, medo facilitam a secreção de Cortisol – chamado o hormônio do stress que afeta os sistemas fisiológicos e imunológicos, provocando insônias, depressão, alterações de humor, perda muscular, retenção de líquidos, aumento da gordura abdominal e mesmo a compulsão alimentar.Isso acontece porque nosso cérebro é “BURRO” e não faz distinção entre o que é realidade ou mera imaginação.Imagine uma pessoa que trabalhou até mais tarde e quando sai do trabalho percebe que já não há mais ninguém na rua, olha para o relógio e se dá conta de que já são quase meia noite e poucas luzes permanecem acessas. Apreensiva ela continua caminhando e, de repente, ela ouve uma explosão..  BUMMM…  sente medo… Imediatamente um arrepio sobe por sua espinha e ela começa a pensar  “Ai meu Deus deve ser um ladrão, eu aqui sozinha, meu celular sem bateria, nem que eu grite muito alto não há ninguém por perto para me socorrer..  A respiração começa a acelerar, o corpo fica tenso, as mãos frias, o suor começa a escorrer pela testa,os olhos se abrem em estado de alerta.


Diante desse pensamento de temor, o corpo dessa pessoa tem uma resposta emocional e consequentemente uma resposta física:
  • A glândula pineal avisa as supra renais “mais adrenalina na corrente sanguínea”
  • As supra renais enviam adrenalina através do sangue direto para o coração
  • O coração bombeia sangue mais rapidamente
  • As veias se contraem, forçando a elevação da pressão arterial
  • O fígado produz mais glicose aumentando a energia corporal
  • O pâncreas fabrica mais insulina
  • O estômago e o intestino reduzem o seu funcionamento poupando energia que poderá ser desviada para outro lugar
  • E ela esta pronta para CORRER..
Acontece que era só um rojão, a imaginação fez todo o resto..     Se pensarmos que algo ruim pode acontecer, o cérebro entende que já esta acontecendo. O cérebro não faz diferença entre essa imaginação de perigo e o perigo real. Nesse instante todo o organismo se prepara para reagir ao perigo iminente, mas que, na verdade, não passa de imaginação. Vale ressaltar, que essa sabedoria corporal tem origem em nossos ancestrais que, diferente do mundo moderno, precisavam estar sempre prontos para correr, ou virariam alimento para algum animal faminto. Essa reação era derivada de um perigo real de ataque, voltando o corpo ao estado natural uma vez que a ameaça fosse vencida. Na atualidade, nosso comando mental produz no organismo todas essas substâncias, mas por IMAGINAÇÃO de perigo, de raiva, de insegurança e, na maioria das vezes, ela não cessa, pois, a eternizamos em nossos pensamentos. Sendo assim, pessoas que tem pensamentos negativos com frequência, geram no organismo esses tipos de consequências danosas, que com o passar do tempo fatalmente afetarão sua saúde física e mental, desenvolvendo males como a ansiedade crônica, depressão, síndrome do pânico, sem falar no sistema imunológico que quando afetado possibilita ataques de vírus e bactéria causadores de alergias, gripes, e um sem número de enfermidades.
Lembre-se de se lembra de nunca esquecer que SE O CORPO ADOECE É PORQUE A MENTE ADOECEU.
A vida que vivemos nada mais é do que a exteriorização de nossos pensamentos constantes, assim como o equilíbrio e o desequilíbrio da nossa saúde física e mental.
O que você anda pensando ultimamente? Onde tem colocado o foco da sua atenção? Como tem estado sua saúde? A quem, ou ao que voce tem responsabilizado por esses males?
Ítala Masruha - http://www.italarmasruha.com.br/slider/somos-o-que-pensamos-se-o-corpo-adoece-e-porque-a-mente-adoeceu-o-corpo-e-resultado-da-mente/

sábado, 30 de março de 2013

O AUTO-AMOR, ESCUTANDO OS SENTIMENTOS


Por Carlos Pereira

Jesus Cristo, indagado por um doutor da lei judaica sobre o maior mandamento, assim respondeu:“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante a aquele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos”. Qual deles é o mais importante? Evidentemente que eles se interagem entre si, mas como se pode amar a Deus e ao próximo sem primeiro se amar?

O ato de amar a si próprio é passível de se aprender e o mais genuíno ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Isto, porém, não ocorre do dia para a noite, o auto-amor é um aprendizado de longa duração, até porque amar é uma lição para a eternidade.

O amor a si não se confunde com o egoísmo, porque quem tem atitude amorosa consigo está centrado no self. Conseguiu deslocar o foco de seus sentimentos para a fonte de sabedoria e elevação, criando ressonância com o ritmo de Deus. Amar-se é ir ao encontro de si mesmo, como denominava Carl Gustav Jung.

Ao amarmo-nos, começamos a vencer o individualismo e partimos para conquistar a nossaindividuação, isto é, o processo paulatino de expressar nossa singularidade, a “Marca de Deus” em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós. Para chegarmos a nossa individuação, é necessário aprender a escutar a nossa alma.

Escutar a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Ao escutar a alma, haveremos, inevitavelmente, de encontrarmos a nossa luz, mas também a nossa sombra, que somente se tornará uma ameaça se não for reconhecida. A nossa sombra só pode ser prejudicial quando negligenciamos identificá-la com atenção, respeito e afabilidade. Como se relacionar, então, com a nossa sombra?

Apenas um caminho: desenvolver crescentemente a nossa luz interior para que ela ocupe o espaço de sombra existente. A etapa inicial para a expansão da luz em nós é a aceitação. Aceitar os nossos sentimentos, desejos, ações, impulsos e pensamentos. Aceitar é entrar em contato sem reprimir. É criar uma conexão sem julgamento, uma vez que aceitação não significa condenação ou adesão passiva, mas entender, investigar e redirecionar esse patrimônio sem rigidez e desamor.

Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso, o auto-amor é também o autoperdão. Perdoar é ter uma atitude de compaixão que nos distancie dos julgamentos e críticas severas e inflexíveis.
Há algo, porém, que nos impede de aceitarmos como somos: o orgulho. O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal que nos faz criar ilusões sobre nossa verdadeira situação. O orgulho traz consigo a arrogância. O sentimento de arrogar significa a exacerbada estima a si mesmo, o autoconceito superdimensionado, o desejo compulsivo de se impor aos demais. O pior, ainda, é a nossa arrogância de acreditar convictamente no julgamento que fazemos acerca do nosso próximo, atitude esta que destrói profundamente a convivência humana.

A superação do orgulho se consegue através do exercício da humildade, ou seja, descobrindo-se quem se é. Nem mais, nem menos. Com a humildade, é possível se reconhecer e começar a se aceitar. Com a humildade, nasce o desejo de servir ao próximo, saindo-se de si e indo ao encontro do outro.

Após a aceitação do que temos e do que somos, superando o orgulho, devemos buscar desenvolver a autonomia dos sentimentos, que é a habilidade de gerir bons sentimentos em relação a nós mesmos; é a capacidade de libertar-se dos padrões idealizados, assumindo a sua realidade de busca do melhor possível; é libertar-se da correnteza da baixa auto-estima proveniente do subconsciente. As quatro principais vivências que conduzem a autonomia de sentimentos são: a auto-estima, a resistência emocional, saber o que se quer e escutar os sentimentos.

A pior conseqüência da falta de autonomia dos sentimentos é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Neste caso, a aprovação alheia passa a ser mais importante do que a própria aprovação interior.

Quem se ama, escuta os seus sentimentos e aprende a discernir o que quer da vida, a sua intenção-básica de existir, pois quem não sabe o que quer não toma decisões afinadas com seu íntimo e tampouco vive em paz. Quanto mais consciência se tem de suas reais intenções, mais a criatura visualiza seu futuro, sustenta seus ideais, melhora a relação consigo, alcança o clima de serenidade, dilata a sua responsabilidade e sintoniza-se com seu planejamento reencarnatório.

Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.

Quem se ama, aprende o sentido impermanente e transitório da vida e se desprende de tudo aquilo que possa lhe aprisionar e impedir sua evolução.

Quem se ama, dispensa a imponência das máscaras e é feliz por ser quem é.

Brilhe a vossa luz!

Texto construído baseado no livro “ESCUTANDO SENTIMENTOS – A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS”, de Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira.

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Pensamentos, o Alicerce da nossa Personalidade




Se quisermos ter uma vida em plenitude, é preciso darmos especial valor ao teor dos nossos pensamentos, pois são eles que constituem a base de nossa personalidade. O encadeamento de informações deste texto reforça esta tese, o que significa que, para bem viver, a qualidade dos nossos pensamentos tem peso fundamental.

Pesquisadores do comportamento humano afirmam que nossa personalidade pode ser definida como um conjunto de hábitos. Desse modo, é de fundamental importância termos hábitos adequados. Mas será que existe receita para transformarmos nossos hábitos para que eles sejam adequados? O sábio filósofo Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) indicou-nos uma maneira de proceder e caminharmos nessa direção. Segundo o filósofo, nossos hábitos são criados a partir da nossa iniciativa de passarmos a ter novas atitudes. Reforçando o óbvio, passarmos a ter atitudes que até então não tínhamos. Segundo Aristóteles se persistentemente repetirmos novas atitudes, adquiriremos novos hábitos. Mas, vale ressaltar: adquirir hábitos adequados ou inadequados vai depender, exclusivamente, dos tipos de novas atitudes que escolhermos. Boas atitudes, hábitos adequados. Más atitudes, hábitos inadequados.

Sobre a importância de nossas atitudes, William James (1898-1944), um dos mais proeminentes psicólogos norte-americanos, disse: “A maior descoberta da minha geração é que o homem pode mudar sua vida, simplesmente mudando suas atitudes”. Mas como mudar para melhor nossas atitudes? Lembre-se que as atitudes são geradas pelos nossos sentimentos. Exemplificando, se eu estou sentindo amor por uma pessoa, minhas atitudes serão conduzidas em direção ao amor. Por outro lado, se tenho sentimento de ódio, minhas atitudes serão voltadas para o ódio. Chegamos à conclusão de que nossos sentimentos são o norte “do bem” ou “do mal” viver, pois, são nossos sentimentos que irão gerar boas ou más atitudes. No entanto, falta ainda descobrir:“Como cultivar bons sentimentos”? É a resposta a esta pergunta que inicia a construção do prédio de nossa personalidade. Saber a resposta, mas também nos conscientizarmos de sua importância, fará com que tenhamos uma personalidade saudável. Vamos à resposta.

No começo deste texto, afirmamos que nossos pensamentos sustentam nossa vida, pois constituem a base de nossa personalidade. Qual a razão dessa afirmação? O motivo é que nosso pensamento gera sentimento. O que deve induzir a questionarmo-nos periodicamente: “Qual é a qualidade dos meus pensamentos atuais?” É importante fazermos continuamente essa reflexão, pois se são nossos pensamentos que geram sentimentos, estes por sua vez geram atitudes que, conseqüentemente, formam novos hábitos que, por fim, modelam nossa personalidade.

Que importância nós estamos dando ao teor dos nossos pensamentos?

Para que nossa reflexão relativa a este auto-questionamento tenha ainda mais consistência, ressalto que, dentre inúmeros pensamentos que temos ao longo do dia, dois deles são os que se destacam em importância. Por essa razão, merecem nossa especial atenção. Quais são estes dois pensamentos tão importantes? Bem, o primeiro deles, é o pensamento que temos no momento em que nos levantamos, e o segundo é aquele o que domina nossa mente antes de dormirmos. Sintetizando, os pensamentos basilares são o primeiro e o último de cada dia. Esses dois pensamentos são vitais para o nosso bem ou mal viver. Ter autodomínio para bem direcioná-los, é a fonte de uma vida com real significado e sentido.

Numa auspiciosa época em que - quebrando paradigma - pesquisa da revista Fast Company(EUA) dirigida ao mundo empresarial, coloca Jesus Cristo como um dos dez maiores líderes de todos os tempos, assume especial valor o comentário a seguir do autor espiritual Emmanuel. Ele nos mostra um caminho excepcional para termos bons pensamentos. De forma simples e objetiva Emmanuel aponta-nos o caminho da excelência no cultivo de bons pensamentos. Orienta-nos ele:
“Lava os teus pensamentos em esforço diário, nas fontes do Cristo”(*).

(*) Capítulo 120 do livro Caminho, verdade e vida (FEB), Emmanuel/Francisco Cândido Xavier. Obs.: Os livros do autor espiritual Emmanuel ultrapassaram a tiragem de dois milhões de exemplares.


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Perdoando mesmo que em silêncio


"Imagino que para lidar com as diferenças entre nós e as outras pessoas, temos que aprender compaixão, autocontrole, piedade, perdão, simpatia e amor – virtudes sem as quais nem nós, nem o mundo, podemos sobreviver."(Wendell Berry)

Uma das virtudes mais difíceis de alcançar é a capacidade de perdoar! Perdão de verdade, que não seja da boca para fora, mas vindo do coração, mesmo que não seja verbalizado. Perdão que tira do peito todo ressentimento e afasta as amarguras. Perdão que sara as feridas provocadas por alguém ou por acontecimentos do dia-a-dia. Perdão que alivia a vida e nela restaura a paz. Perdão que refaz o estado anterior à dor. Perdão que tranqüiliza a mente e acalma a alma. Perdão que permite abrandar as reações e apaziguar as relações. Perdão que desfaz manchas de mágoas e cicatriza os sofrimentos.

Existem muitas maneiras de definir o perdão, porque o perdão é muitas coisas ao mesmo tempo. É uma decisão, uma atitude, um processo e uma forma de vida. Algo que oferecemos a outras pessoas e algo que aceitamos para nós mesmos.

O perdão é uma decisão, a de ver além dos limites da personalidade de outra pessoa, de seus medos, particularidades, neuroses e erros. A decisão de ver a essência pura, não condicionada por histórias pessoais, que tem uma capacidade ilimitada e sempre é digna de respeito e amor. O perdão é a opção de “ver a luz da lâmpada e não a tela”.

O perdão é uma atitude, que pressupõe estar disposto a aceitar a responsabilidade das próprias percepções, compreendendo que são opções, não fatos objetivos. É a atitude de optar por olhar para uma pessoa que talvez alguém tenha julgado e perceber que na realidade, é algo mais que a pessoa “terrível” ou insensível que vemos.

O perdão é um processo, que exige que mudemos nossas percepções uma vez ou outra. Não é algo que aconteça de uma vez por todas. Nossa visão habitual está obscurecida pelos juízos e percepções do passado projetados no presente. Nisto, as aparências nos enganam com facilidade. Quando optamos por mudar nossa perspectiva por uma visão mais profunda, mais ampla e abrangente, podemos reconhecer e afirmar a maior verdade a respeito de quem somos nós e quem são os demais. Como resultado desta mudança, surgem de um modo natural uma maior compreensão e compaixão por nós mesmos e pelos demais.

O perdão é uma forma de vida que nos converte gradualmente de vítimas de nossas circunstâncias em poderosos e amorosos co-criadores de nossa realidade. Enquanto forma de vida, pressupõe o compromisso de experimentar cada momento livre de percepções passadas, de ver cada instante como algo novo, com clareza e sem temor. É o desaparecimento das percepções que dificultavam nossa capacidade de amar.

Ao perdoar nós nos desvinculamos da tristeza, embora permaneça o registro do que vivemos. Somos capazes de lembrar sem desgosto, e depois de algum tempo, que é curador, tudo poderá ser apenas uma lembrança, nada mais. Isso é caminho para o esquecimento

O verdadeiro perdão não precisa ser dito. Ele deve ser vivido mesmo que o outro não saiba, porque, às vezes, o outro não quer mesmo saber se perdoamos ou não. Isso pode não importar para a outra pessoa, embora tenhamos marca profunda dela, como bicho que tem dono. Enquanto não perdoamos, somos prisioneiros de alguém ou de uma situação. Sem perdoar não nos libertamos.

O perdão é algo que vai além da nossa emoção, não importa se o outro sabe ou não que perdoamos. Perdoamos aqueles que nos importam e os que não têm, absolutamente, nenhum significado para nós. O amor ajuda a perdoar, e perdoamos muito por causa dele. Esquecemos em nome do amor, se é maior do que a dor que nós vivemos. E se a pessoa que nos feriu não nos importa, podemos perdoar, porque, simplesmente, não tem relevância na nossa vida a ponto de cultivarmos por ela qualquer sentimento, nem raiva, ódio, o que seja. Nós perdoamos quem amamos para desviar do ressentimento e para reconstituir e reforçar os laços que nos unem a essas pessoas. Com aquelas outras não há laços, elas não têm significado para nós. Melhor perdoar e esquecer.

O perdão flui quando conseguimos restaurar o nosso estado de felicidade, quando recuperamos o que tínhamos antes, mesmo que não seja igual ao que perdemos, e que até pode ser melhor. Quando temos de volta em nossas mãos o que nos foi tirado, nós perdoamos a quem nos tirou, ainda que não seja essa a pessoa a trazer de volta o que era nosso. Nós perdoamos quando sentimos que a vida nos devolveu o que estava perdido. É uma sensação de justiça, ainda que tardia e por outro caminho.

Daí a importância da felicidade, que é a melhor de todas as vinganças, senão a única. A felicidade nos mostra que vale a pena perdoar não só os outros, mas a nós também. Afinal, se não nos perdoamos, jamais saberemos como faz bem o perdão que se dá ao outro, mesmo que em silêncio.

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PERDÃO - Perguntas e respostas com Richard Simonetti



1 – Um dos temas preferidos de Jesus é o perdão. Em inúmeras passagensevangélicas o recomenda. Onde fica a justiça?
A justiça é assunto de Deus. O perdão é necessidade nossa. Não fazemos nenhumfavor ao perdoar o ofensor.  A mágoa, o ressentimento, o rancor, o ódio, corroem nossas entranhas. Se perdoamos, ficamos livres.
2 – Deus perdoa?

Está superado o Jeová, o Deus implacável da tradição mosaica, disposto a vingar-se até a quarta geração daqueles que o aborreciam. Jesus nos mostra o Deus Pai, de infinito amor e misericórdia, sempre pronto a relevar nossas impertinências. Ocorre que o Senhor nos programou para o Bem, de tal forma que quando nos comprometemos com o mal é como se nos agredíssemos, colhendo desajustes e dores que reajustam nossas emoções e corrigem nossos rumos.
3  – Por isso Jesus diz, na cruz, que seus ofensores não sabiam o que estavam fazendo?
O envolvimento com o mal, quando levamos prejuízos ao semelhante, tem consequências danosas para nós. Se as pudéssemos avaliar em toda sua extensão haveríamos de cortar a própria mão antes de agredir alguém, ou a própria língua,antes de nos comprometermos na injúria.
4 – Considerando que o ofendido é uma vítima, não tem o direito de sentir-se magoado e ressentido?
Sem dúvida, mas não é conveniente. Mágoas, rancores, ressentimentos, são desajustantes. Perturbam os mecanismos imunológicos e favorecem a evolução de doenças graves, como o câncer.
5 – E quando a pessoa diz: “perdoo, mas nunca mais lhe dirigirei a palavra?”
Não perdoou. Apenas emitiu uma sentença condenatória. O desafeto pode até gostar, mas não é conveniente, principalmente quando essa situação surge no relacionamento familiar. Quando pais e filhos, marido e mulher, castigam-se mutuamente com o mutismo, a afetividade, a alegria e o bem-estar vão embora.
6  – Perdoar talvez não seja difícil; o problema é esquecer… esquecer, apenas cultiva a volúpia da mágoa. E cada vez que lembra o mal que lhe fizeram, exercitando a vocação para vítima, sofre tudo outra vez. É como jogar ácido num ferimento, ao invés de curá-lo com cicatrizante.
7 – Isso significa que esquecer os prejuízos que nos causaram é o mínimo que podemos fazer em favor de nossa própria estabilidade?
Exatamente. Se os ofensores não sabem o que fazem, algo semelhante ocorre com os que não perdoam. Não têm idéia dos desajustes e sofrimentos a que se submetem, não pelo mal que lhes fizeram, mas pelo mal que estão fazendo a si mesmos.
8 – Qual a atitude mais razoável, diante das ofensas?
Não ter que perdoar. Basta que cultivemos a compreensão. Quem compreende jamais se sente ofendido. Com ela aprendemos que cada pessoa está numa faixa de evolução, de entendimento. Não podemos exigir que dê mais do que tem. E ninguém é intrinsecamente mau. Somos todos filhos de Deus