Mostrando postagens com marcador PERDÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PERDÃO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Como você pode superar a mágoa?





A Vida, realmente, é dura e profunda. Muitas vezes, embora as pessoas não dêem importância, as coisas acontecem e isso não tem relação com você estar preparado ou não. Infelizmente... A vida é como um teste que ignora se você está preparado! As coisas acontecem e você tem que lidar com isso! Você não estará preparado para lidar, por exemplo, com a morte de sua mãe em tempo algum, mas é provável que isso aconteça... Essa é a lei da Vida. Coisas ruins podem acontecem! Então, Como você pode superar as mágoas, os momentos de lamúrias, de machucados e as feridas que você vem passando? (...) Essa é uma questão central da Vida! A Vida nos coloca frente à problemas para que possamos lidar e aprender algo realmente relevante com isso! As coisas acontecem e nós temos que aprender como superar e aproveitar das situações, para então crescermos e principalmente, ajudar os outros! Tudo que acontece com você tem um sentido! Nossas vidas não são sem sentido, embora algumas vezes nossos sentimentos digam que isso não é verdade! A vida é bem maior do que nossos sentimentos, nossas habilidades para lidar e aceitar a dura realidade da dor... A dor é uma dádiva! Sim... Isso mesmo que eu acabo de dizer: A dor é uma benção!!! A dor nos mostra que estamos indo na direção errada. Ela nos diz que algo está fora do lugar, e diz: “EI, você está indo muito longe de onde gostaria, deseja e quer estar. Acorde!!!” Respondendo a pergunta, o primeiro passo para superar a dor e a mágoa, é estar consciente de que você foi ferido. O próximo passo é compreender que embora você esteja ferido, você não tem o direito de permanecer assim o resto de sua vida! Alguma vez você já soube que você tem o poder de escolher os caminhos de sua vida? As pessoas te machucaram... e você? O que vêm fazendo com você mesmo? O que vem fazendo com as feridas da vida? Você TEM o poder de escolher o que você quer ser, para além das feridas!!! E então o que vai escolher? Ser ferido ou ser curado? Você quer viver ferido ou livre? Você precisa liberar perdão!!! Para seu próprio bem!!! Você realmente não precisa viver o resto da vida ferido! Eu te encorajo a deixar as mágoas, as dores e perdoar! O perdão nos faz ser livres da dor e dos sentimentos ruins! O perdão é uma escolha que nos deixa completamente abertos para a Vida! E finalmente, se você perdoar, você certamente estará em paz, feliz e livre do passado, para viver o presente e o futuro sem estar repetindo sua história familiar! Muitos me chegam ao consultório sem saberem que seus maiores “fantasmas” de hoje são “fantasmas” de sua família também! Então... O que você está esperando para perdoar? Você se lembrou de alguém enquanto estava lendo? Perdoe ele ou ela e VOCÊ viverá livre do poder da dor, e por consequência, das mágoas. Recomendo carinhosamente Exerça perdão hoje mesmo! Por Raphael dos Anjos
ww.raphaeldosanjospsicologo.com/blog_psicologo_itaguai_rj/perfil_materia.asp?id=18

sábado, 30 de março de 2013

O AUTO-AMOR, ESCUTANDO OS SENTIMENTOS


Por Carlos Pereira

Jesus Cristo, indagado por um doutor da lei judaica sobre o maior mandamento, assim respondeu:“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante a aquele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos”. Qual deles é o mais importante? Evidentemente que eles se interagem entre si, mas como se pode amar a Deus e ao próximo sem primeiro se amar?

O ato de amar a si próprio é passível de se aprender e o mais genuíno ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Isto, porém, não ocorre do dia para a noite, o auto-amor é um aprendizado de longa duração, até porque amar é uma lição para a eternidade.

O amor a si não se confunde com o egoísmo, porque quem tem atitude amorosa consigo está centrado no self. Conseguiu deslocar o foco de seus sentimentos para a fonte de sabedoria e elevação, criando ressonância com o ritmo de Deus. Amar-se é ir ao encontro de si mesmo, como denominava Carl Gustav Jung.

Ao amarmo-nos, começamos a vencer o individualismo e partimos para conquistar a nossaindividuação, isto é, o processo paulatino de expressar nossa singularidade, a “Marca de Deus” em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós. Para chegarmos a nossa individuação, é necessário aprender a escutar a nossa alma.

Escutar a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Ao escutar a alma, haveremos, inevitavelmente, de encontrarmos a nossa luz, mas também a nossa sombra, que somente se tornará uma ameaça se não for reconhecida. A nossa sombra só pode ser prejudicial quando negligenciamos identificá-la com atenção, respeito e afabilidade. Como se relacionar, então, com a nossa sombra?

Apenas um caminho: desenvolver crescentemente a nossa luz interior para que ela ocupe o espaço de sombra existente. A etapa inicial para a expansão da luz em nós é a aceitação. Aceitar os nossos sentimentos, desejos, ações, impulsos e pensamentos. Aceitar é entrar em contato sem reprimir. É criar uma conexão sem julgamento, uma vez que aceitação não significa condenação ou adesão passiva, mas entender, investigar e redirecionar esse patrimônio sem rigidez e desamor.

Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso, o auto-amor é também o autoperdão. Perdoar é ter uma atitude de compaixão que nos distancie dos julgamentos e críticas severas e inflexíveis.
Há algo, porém, que nos impede de aceitarmos como somos: o orgulho. O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal que nos faz criar ilusões sobre nossa verdadeira situação. O orgulho traz consigo a arrogância. O sentimento de arrogar significa a exacerbada estima a si mesmo, o autoconceito superdimensionado, o desejo compulsivo de se impor aos demais. O pior, ainda, é a nossa arrogância de acreditar convictamente no julgamento que fazemos acerca do nosso próximo, atitude esta que destrói profundamente a convivência humana.

A superação do orgulho se consegue através do exercício da humildade, ou seja, descobrindo-se quem se é. Nem mais, nem menos. Com a humildade, é possível se reconhecer e começar a se aceitar. Com a humildade, nasce o desejo de servir ao próximo, saindo-se de si e indo ao encontro do outro.

Após a aceitação do que temos e do que somos, superando o orgulho, devemos buscar desenvolver a autonomia dos sentimentos, que é a habilidade de gerir bons sentimentos em relação a nós mesmos; é a capacidade de libertar-se dos padrões idealizados, assumindo a sua realidade de busca do melhor possível; é libertar-se da correnteza da baixa auto-estima proveniente do subconsciente. As quatro principais vivências que conduzem a autonomia de sentimentos são: a auto-estima, a resistência emocional, saber o que se quer e escutar os sentimentos.

A pior conseqüência da falta de autonomia dos sentimentos é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Neste caso, a aprovação alheia passa a ser mais importante do que a própria aprovação interior.

Quem se ama, escuta os seus sentimentos e aprende a discernir o que quer da vida, a sua intenção-básica de existir, pois quem não sabe o que quer não toma decisões afinadas com seu íntimo e tampouco vive em paz. Quanto mais consciência se tem de suas reais intenções, mais a criatura visualiza seu futuro, sustenta seus ideais, melhora a relação consigo, alcança o clima de serenidade, dilata a sua responsabilidade e sintoniza-se com seu planejamento reencarnatório.

Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.

Quem se ama, aprende o sentido impermanente e transitório da vida e se desprende de tudo aquilo que possa lhe aprisionar e impedir sua evolução.

Quem se ama, dispensa a imponência das máscaras e é feliz por ser quem é.

Brilhe a vossa luz!

Texto construído baseado no livro “ESCUTANDO SENTIMENTOS – A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS”, de Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira.

http://casadocaminhobm.blogspot.com.br/2010_08_01_archive.html

Perdoando mesmo que em silêncio


"Imagino que para lidar com as diferenças entre nós e as outras pessoas, temos que aprender compaixão, autocontrole, piedade, perdão, simpatia e amor – virtudes sem as quais nem nós, nem o mundo, podemos sobreviver."(Wendell Berry)

Uma das virtudes mais difíceis de alcançar é a capacidade de perdoar! Perdão de verdade, que não seja da boca para fora, mas vindo do coração, mesmo que não seja verbalizado. Perdão que tira do peito todo ressentimento e afasta as amarguras. Perdão que sara as feridas provocadas por alguém ou por acontecimentos do dia-a-dia. Perdão que alivia a vida e nela restaura a paz. Perdão que refaz o estado anterior à dor. Perdão que tranqüiliza a mente e acalma a alma. Perdão que permite abrandar as reações e apaziguar as relações. Perdão que desfaz manchas de mágoas e cicatriza os sofrimentos.

Existem muitas maneiras de definir o perdão, porque o perdão é muitas coisas ao mesmo tempo. É uma decisão, uma atitude, um processo e uma forma de vida. Algo que oferecemos a outras pessoas e algo que aceitamos para nós mesmos.

O perdão é uma decisão, a de ver além dos limites da personalidade de outra pessoa, de seus medos, particularidades, neuroses e erros. A decisão de ver a essência pura, não condicionada por histórias pessoais, que tem uma capacidade ilimitada e sempre é digna de respeito e amor. O perdão é a opção de “ver a luz da lâmpada e não a tela”.

O perdão é uma atitude, que pressupõe estar disposto a aceitar a responsabilidade das próprias percepções, compreendendo que são opções, não fatos objetivos. É a atitude de optar por olhar para uma pessoa que talvez alguém tenha julgado e perceber que na realidade, é algo mais que a pessoa “terrível” ou insensível que vemos.

O perdão é um processo, que exige que mudemos nossas percepções uma vez ou outra. Não é algo que aconteça de uma vez por todas. Nossa visão habitual está obscurecida pelos juízos e percepções do passado projetados no presente. Nisto, as aparências nos enganam com facilidade. Quando optamos por mudar nossa perspectiva por uma visão mais profunda, mais ampla e abrangente, podemos reconhecer e afirmar a maior verdade a respeito de quem somos nós e quem são os demais. Como resultado desta mudança, surgem de um modo natural uma maior compreensão e compaixão por nós mesmos e pelos demais.

O perdão é uma forma de vida que nos converte gradualmente de vítimas de nossas circunstâncias em poderosos e amorosos co-criadores de nossa realidade. Enquanto forma de vida, pressupõe o compromisso de experimentar cada momento livre de percepções passadas, de ver cada instante como algo novo, com clareza e sem temor. É o desaparecimento das percepções que dificultavam nossa capacidade de amar.

Ao perdoar nós nos desvinculamos da tristeza, embora permaneça o registro do que vivemos. Somos capazes de lembrar sem desgosto, e depois de algum tempo, que é curador, tudo poderá ser apenas uma lembrança, nada mais. Isso é caminho para o esquecimento

O verdadeiro perdão não precisa ser dito. Ele deve ser vivido mesmo que o outro não saiba, porque, às vezes, o outro não quer mesmo saber se perdoamos ou não. Isso pode não importar para a outra pessoa, embora tenhamos marca profunda dela, como bicho que tem dono. Enquanto não perdoamos, somos prisioneiros de alguém ou de uma situação. Sem perdoar não nos libertamos.

O perdão é algo que vai além da nossa emoção, não importa se o outro sabe ou não que perdoamos. Perdoamos aqueles que nos importam e os que não têm, absolutamente, nenhum significado para nós. O amor ajuda a perdoar, e perdoamos muito por causa dele. Esquecemos em nome do amor, se é maior do que a dor que nós vivemos. E se a pessoa que nos feriu não nos importa, podemos perdoar, porque, simplesmente, não tem relevância na nossa vida a ponto de cultivarmos por ela qualquer sentimento, nem raiva, ódio, o que seja. Nós perdoamos quem amamos para desviar do ressentimento e para reconstituir e reforçar os laços que nos unem a essas pessoas. Com aquelas outras não há laços, elas não têm significado para nós. Melhor perdoar e esquecer.

O perdão flui quando conseguimos restaurar o nosso estado de felicidade, quando recuperamos o que tínhamos antes, mesmo que não seja igual ao que perdemos, e que até pode ser melhor. Quando temos de volta em nossas mãos o que nos foi tirado, nós perdoamos a quem nos tirou, ainda que não seja essa a pessoa a trazer de volta o que era nosso. Nós perdoamos quando sentimos que a vida nos devolveu o que estava perdido. É uma sensação de justiça, ainda que tardia e por outro caminho.

Daí a importância da felicidade, que é a melhor de todas as vinganças, senão a única. A felicidade nos mostra que vale a pena perdoar não só os outros, mas a nós também. Afinal, se não nos perdoamos, jamais saberemos como faz bem o perdão que se dá ao outro, mesmo que em silêncio.

http://xiruzada.blogspot.com.br/2012/07/perdoando-mesmo-que-em-silencio-imagino.html


PERDÃO - Perguntas e respostas com Richard Simonetti



1 – Um dos temas preferidos de Jesus é o perdão. Em inúmeras passagensevangélicas o recomenda. Onde fica a justiça?
A justiça é assunto de Deus. O perdão é necessidade nossa. Não fazemos nenhumfavor ao perdoar o ofensor.  A mágoa, o ressentimento, o rancor, o ódio, corroem nossas entranhas. Se perdoamos, ficamos livres.
2 – Deus perdoa?

Está superado o Jeová, o Deus implacável da tradição mosaica, disposto a vingar-se até a quarta geração daqueles que o aborreciam. Jesus nos mostra o Deus Pai, de infinito amor e misericórdia, sempre pronto a relevar nossas impertinências. Ocorre que o Senhor nos programou para o Bem, de tal forma que quando nos comprometemos com o mal é como se nos agredíssemos, colhendo desajustes e dores que reajustam nossas emoções e corrigem nossos rumos.
3  – Por isso Jesus diz, na cruz, que seus ofensores não sabiam o que estavam fazendo?
O envolvimento com o mal, quando levamos prejuízos ao semelhante, tem consequências danosas para nós. Se as pudéssemos avaliar em toda sua extensão haveríamos de cortar a própria mão antes de agredir alguém, ou a própria língua,antes de nos comprometermos na injúria.
4 – Considerando que o ofendido é uma vítima, não tem o direito de sentir-se magoado e ressentido?
Sem dúvida, mas não é conveniente. Mágoas, rancores, ressentimentos, são desajustantes. Perturbam os mecanismos imunológicos e favorecem a evolução de doenças graves, como o câncer.
5 – E quando a pessoa diz: “perdoo, mas nunca mais lhe dirigirei a palavra?”
Não perdoou. Apenas emitiu uma sentença condenatória. O desafeto pode até gostar, mas não é conveniente, principalmente quando essa situação surge no relacionamento familiar. Quando pais e filhos, marido e mulher, castigam-se mutuamente com o mutismo, a afetividade, a alegria e o bem-estar vão embora.
6  – Perdoar talvez não seja difícil; o problema é esquecer… esquecer, apenas cultiva a volúpia da mágoa. E cada vez que lembra o mal que lhe fizeram, exercitando a vocação para vítima, sofre tudo outra vez. É como jogar ácido num ferimento, ao invés de curá-lo com cicatrizante.
7 – Isso significa que esquecer os prejuízos que nos causaram é o mínimo que podemos fazer em favor de nossa própria estabilidade?
Exatamente. Se os ofensores não sabem o que fazem, algo semelhante ocorre com os que não perdoam. Não têm idéia dos desajustes e sofrimentos a que se submetem, não pelo mal que lhes fizeram, mas pelo mal que estão fazendo a si mesmos.
8 – Qual a atitude mais razoável, diante das ofensas?
Não ter que perdoar. Basta que cultivemos a compreensão. Quem compreende jamais se sente ofendido. Com ela aprendemos que cada pessoa está numa faixa de evolução, de entendimento. Não podemos exigir que dê mais do que tem. E ninguém é intrinsecamente mau. Somos todos filhos de Deus



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O Espiritismo e a Mulher


Léon Denis


Mulher, um ser especial
Encontram-se, em ambos os sexos, excelentes médiuns; é à mulher, entretanto, que parecem outorgadas as mais belas faculdades psíquicas. Daí o eminente papel que lhe está reservado na difusão do novo Espiritualismo.
Malgrado às imperfeições inerentes a toda criatura humana, não pode a mulher, para quem a estuda imparcialmente, deixar de ser objeto de surpresa e algumas vezes de admiração. Não é unicamente em seus traços pessoais que se realizam, em a Natureza e na Arte, os tipos da beleza, da piedade e da caridade; no que se refere aos poderes íntimos, à intuição e adivinhação, sempre foi ela superior ao homem. Entre as filhas de Eva é que obteve a antiguidade as suas célebres videntes e sibilas. Esses maravilhosos poderes, esses dons do Alto, a Igreja entendeu, na Idade Média, aviltar e suprimir, mediante os processos instaurados por feitiçaria. Hoje encontram eles sua aplicação, porque é sobretudo por intermédio da mulher que se afirma a comunhão com a vida invisível.
Mais uma vez se revela a mulher em sua sublime função de mediadora que o é em toda a Natureza. Dela provém a vida; e ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova senão por seu amor e seus ternos cuidados. E essa função preponderante que desempenha no domínio da vida, ainda a vem preencher no domínio da morte. Mas nós sabemos que a morte e a vida são uma, ou antes, são as duas formas alternadas, os dois aspectos contínuos da existência.

Mediadora também é a mulher no domínio das crenças. Sempre serviu de intermediária entre a nova fé que surge e a fé antiga que definha e vai desaparecendo. Foi o seu papel no passado, nos primeiros tempos do Cristianismo, e ainda o é na época presente.
O Catolicismo não compreendeu a mulher, a quem tanto devia. Seus monges e padres, vivendo no celibato, longe da família, não poderiam apreciar o poder e o encanto desse delicado ser, em quem enxergavam antes um perigo.
A antiguidade pagã teve sobre nós a superioridade de conhecer e cultivar a alma feminina. Suas faculdades se expandiam livremente nos mistérios. Sacerdotisa nos tempos védicos, ao altar doméstico, intimamente associada, no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto, por toda a parte era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida. A essa compreensão do papel que a mulher desempenha, nela personificando a Natureza, com suas profundas intuições, suas percepções sutis, suas adivinhações misteriosas, é que foi devida a beleza, a força, a grandeza épica das raças grega e céltica.
Porque, tal seja a mulher, tal é o filho, tal será o homem. É a mulher que, desde o berço, modela a alma das gerações. É ela que faz os

Mulher, mãe da vida...
heróis, os poetas, os artistas, cujos feitos e obras fulguram através dos séculos. Até aos sete anos o filho permanecia no gineceu sob a direção materna. E sabe-se o que foram as mães gregas, romanas e gaulesas. Para desempenhar, porém, tão sagrada missão educativa, era necessária a iniciação no grande mistério da vida e do destino, o conhecimento da lei das preexistências e das reencarnações; porque só essa lei dá à vida do ser, que vai desabrochar sob a égide materna, sua significação tão bela e tão comovedora.
Essa benéfica influência da mulher iniciada, que irradiava sobre o mundo antigo como uma doce claridade, foi destruída pela lenda bíblica da queda original.
Segundo as Escrituras, a mulher é responsável pela proscrição do homem; ela perde Adão e, com ele, toda a Humanidade; atraiçoa Sansão. Uma passagem do Eclesiastes a declara “uma coisa mais amarga que a morte”. O casamento mesmo parece um mal: “Que os que têm esposas sejam como se não as tivessem” – exclama Paulo.
Nesse ponto, como em tantos outros, a tradição e o espírito judaico prevaleceram, na Igreja, sobre modo de entender do Cristo, que foi sempre benévolo, compassivo, afetuoso para com a mulher. Em todas as circunstâncias a escuda ele com sua proteção; dirige-lhe suas mais tocantes parábolas. Estende-lhe sempre a mão, mesmo quando decaída. Por isso as mulheres reconhecidas lhe formam uma espécie de cortejo; muitas o acompanharão até a morte.
A situação da mulher, na civilização contemporânea, é difícil, não raro dolorosa. Nem sempre a mulher tem para si os usos e as leis; mil perigos a cercam, se ela fraqueja, se sucumbe, raramente se lhe estende mão amiga. A corrupção dos costumes fez da mulher a vítima do século. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio – tal é a sorte de grande número de pobres criaturas em nossas sociedades opulentas.
Uma reação, porém, já se vai operando. Sob a denominação de feminismo, um certo movimento se acentua legítimo em seu princípio, exagerado, entretanto, em seus intuitos; porque ao lado de justas reivindicações, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas cópia, paródia do homem. O movimento feminista desconhece o verdadeiro papel da mulher e tende a transviá-la do destino que lhe está natural e normalmente traçado. O homem e a mulher nasceram para funções diferentes, mas complementares. No ponto de vista da ação social, são equivalentes e inseparáveis.
O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-a sem esforço e sem estardalhaço. Restitui a mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade. Faz mais, reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço.
A grande sensibilidade da mulher a constitui o médium por excelência, capaz de exprimir, de traduzir os pensamentos, as emoções, os sofrimentos das almas, os altos ensinos dos Espíritos celestes. Na aplicação de suas faculdades encontra ela profundas alegrias e uma fonte viva de consolações. A feição religiosa do Espiritismo a atrai e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que estendem, para além do túmulo, aos entes desaparecidos. O perigo para ela, como para o homem, está no orgulho dos poderes adquiridos, na suscetibilidade exagerada. O ciúme, suscitando rivalidades entre médiuns, torna-se muitas vezes motivo de desagregação para os grupos.
Daí a necessidade de desenvolver na mulher, ao mesmo tempo que os poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, numa palavra, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão mediatriz.
O Materialismo, não ponderando senão o nosso organismo físico, faz da mulher um ser inferior por sua fraqueza e a impele à sensualidade. Ao seu contato, essa flor de poesia verga ao peso das influências degradantes, se deprime e envilece. Privada de sua função mediadora, de sua imaculada auréola, tornada escrava dos sentidos, não é mais um ser instintivo, impulsivo, exposto às sugestões dos apetites mórbidos. O respeito mútuo, as sólidas virtudes domésticas desaparecem; a discórdia e o adultério se introduzem no lar; a família se dissolve, a felicidade se aniquila. Uma nova geração, desiludida e céptica, surge do seio de uma sociedade em decadência.
Com o Espiritualismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte; vem associar-se intimamente à obra de harmonia social, ao movimento geral das idéias. O corpo não é mais que uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual. Assim, o moderno Espiritualismo restabelece o mesmo critério dos Celtas, nossos pais; firma a igualdade dos sexos sobre a identidade da natureza psíquica e o caráter imperecível do ser humano, e a ambos assegura posição idêntica nas agremiações de estudo.
Pelo Espiritismo se subtrai a mulher ao vértice dos sentidos e ascende à vida superior. Sua alma se ilumina de clarão mais puro; seu coração se torna o foco irradiador de ternos sentimentos e nobilíssimas paixões. Ela reassume no lar a encantadora missão que lhe pertence, feita de dedicação e piedade, seu importante e divino papel de mãe, de irmã e educadora, sua nobre e doce função persuasiva.
Cessa, desde então, a luta entre os dois sexos. As duas metades da Humanidade se aliam e equilibram no amor, para cooperarem juntas no plano providencial, nas obras da Divina Inteligência.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A lição do perdão



O que você faria se, de repente, por uma circunstância qualquer, tivesse nas suas mãos a possibilidade de decidir a respeito do destino de uma pessoa que muito lhe prejudicou?
Alguém que estendeu o manto da calúnia e destruiu o seu bom nome perante os amigos? Alguém que usurpou, com métodos desonestos, a sua empresa, fruto de seu labor de tantos anos?
Alguém que tenha ferido brutalmente a um membro da sua família?
Será que você lembraria da lição do perdão, ensinada por Jesus? Será que acudiriam à sua mente as palavras do mestre Galileu: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia?
Ou, ainda, a exortação a respeito de nos reconciliarmos ainda hoje com nosso adversário?
A propósito, conta-se que um escravo tornou-se de grande valor para o seu senhor, por causa da sua honradez e bom comportamento.
Dessa forma, seu senhor o elevou a uma posição de importância, na qualidade de administrador de suas fazendas.
Numa ocasião, o senhor desejou comprar mais vinte escravos e mandou que o novo administrador os escolhesse. Disse, contudo, que queria os mais fortes e os que trabalhassem melhor.
O escravo foi ao mercado e começou a sua busca. Em certo momento, fixou a vista num velho e decrépito escravo. Apontando-o para o seu senhor, disse-lhe que aquele devia ser um dos escolhidos.
O fazendeiro ficou surpreendido com a escolha e não queria concordar. O negociante de escravos acabou por dizer que se o fazendeiro comprasse vinte homens, ele daria o velho de graça.
Feita a compra, os escravos foram levados para a fazenda do seu novo senhor.
O escravo administrador passou a tratar o velho com maior cuidado e atenção do que a qualquer dos outros.
Levou-o para sua casa. Dava-lhe da sua comida. Quando tinha frio, levava-o para o sol. Quando tinha calor, colocava-o debaixo das árvores de cacau, à sombra.
Admirado das atenções que o seu antigo escravo dispensava a um outro escravo, seu senhor lhe perguntou por que fazia aquilo.
Decerto deveria ter algum motivo especial: É seu parente, talvez seu pai?
A resposta foi negativa.
É então seu irmão mais velho?
Também não, respondeu o escravo.
Então é seu tio ou outro parente.
Não tenho parentesco algum com ele. Nem mesmo é meu amigo.
Então, perguntou o fazendeiro, por que motivo tem tanto interesse por ele?
Ele é meu inimigo, senhor. Vendeu-me a um negociante e foi assim que me tornei escravo.
Mas eu aprendi, nos ensinamentos de Jesus, que devemos perdoar os nossos inimigos. Esta é a minha oportunidade de exercitar meu aprendizado.
*   *   *
O perdão acalma e abençoa o seu doador.
Maior é a felicidade de quem expressa o perdão. O perdoado é alguém em processo de recuperação. No entanto, aquele que lhe dispensa o esquecimento do mal, já alcançou as alturas do bem e da solidariedade.
Quando se entenda que perdoar é conquistar enobrecimento, o homem se fará forte pelas concessões de amor e compreensão que seja capaz de distribuir.
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida e no 
cap. 18 do livro Trigo de Deus, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de 
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
            Em 13.02.2009.

http://neuberf.blogspot.com.br/2013/01/a-licao-do-perdao.html

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher, um ser especial

Léon Denis

Mulher, um ser especial
Encontram-se, em ambos os sexos, excelentes médiuns; é à mulher, entretanto, que parecem outorgadas as mais belas faculdades psíquicas. Daí o eminente papel que lhe está reservado na difusão do novo Espiritualismo.
Malgrado às imperfeições inerentes a toda criatura humana, não pode a mulher, para quem a estuda imparcialmente, deixar de ser objeto de surpresa e algumas vezes de admiração. Não é unicamente em seus traços pessoais que se realizam, em a Natureza e na Arte, os tipos da beleza, da piedade e da caridade; no que se refere aos poderes íntimos, à intuição e adivinhação, sempre foi ela superior ao homem. Entre as filhas de Eva é que obteve a antiguidade as suas célebres videntes e sibilas. Esses maravilhosos poderes, esses dons do Alto, a Igreja entendeu, na Idade Média, aviltar e suprimir, mediante os processos instaurados por feitiçaria. Hoje encontram eles sua aplicação, porque é sobretudo por intermédio da mulher que se afirma a comunhão com a vida invisível.
Mais uma vez se revela a mulher em sua sublime função de mediadora que o é em toda a Natureza. Dela provém a vida; e ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova senão por seu amor e seus ternos cuidados. E essa função preponderante que desempenha no domínio da vida, ainda a vem preencher no domínio da morte. Mas nós sabemos que a morte e a vida são uma, ou antes, são as duas formas alternadas, os dois aspectos contínuos da existência.

Mediadora também é a mulher no domínio das crenças. Sempre serviu de intermediária entre a nova fé que surge e a fé antiga que definha e vai desaparecendo. Foi o seu papel no passado, nos primeiros tempos do Cristianismo, e ainda o é na época presente.
O Catolicismo não compreendeu a mulher, a quem tanto devia. Seus monges e padres, vivendo no celibato, longe da família, não poderiam apreciar o poder e o encanto desse delicado ser, em quem enxergavam antes um perigo.
A antiguidade pagã teve sobre nós a superioridade de conhecer e cultivar a alma feminina. Suas faculdades se expandiam livremente nos mistérios. Sacerdotisa nos tempos védicos, ao altar doméstico, intimamente associada, no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto, por toda a parte era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida. A essa compreensão do papel que a mulher desempenha, nela personificando a Natureza, com suas profundas intuições, suas percepções sutis, suas adivinhações misteriosas, é que foi devida a beleza, a força, a grandeza épica das raças grega e céltica.
Porque, tal seja a mulher, tal é o filho, tal será o homem. É a mulher que, desde o berço, modela a alma das gerações. É ela que faz os

Mulher, mãe da vida...
heróis, os poetas, os artistas, cujos feitos e obras fulguram através dos séculos. Até aos sete anos o filho permanecia no gineceu sob a direção materna. E sabe-se o que foram as mães gregas, romanas e gaulesas. Para desempenhar, porém, tão sagrada missão educativa, era necessária a iniciação no grande mistério da vida e do destino, o conhecimento da lei das preexistências e das reencarnações; porque só essa lei dá à vida do ser, que vai desabrochar sob a égide materna, sua significação tão bela e tão comovedora.
Essa benéfica influência da mulher iniciada, que irradiava sobre o mundo antigo como uma doce claridade, foi destruída pela lenda bíblica da queda original.
Segundo as Escrituras, a mulher é responsável pela proscrição do homem; ela perde Adão e, com ele, toda a Humanidade; atraiçoa Sansão. Uma passagem do Eclesiastes a declara “uma coisa mais amarga que a morte”. O casamento mesmo parece um mal: “Que os que têm esposas sejam como se não as tivessem” – exclama Paulo.
Nesse ponto, como em tantos outros, a tradição e o espírito judaico prevaleceram, na Igreja, sobre modo de entender do Cristo, que foi sempre benévolo, compassivo, afetuoso para com a mulher. Em todas as circunstâncias a escuda ele com sua proteção; dirige-lhe suas mais tocantes parábolas. Estende-lhe sempre a mão, mesmo quando decaída. Por isso as mulheres reconhecidas lhe formam uma espécie de cortejo; muitas o acompanharão até a morte.
A situação da mulher, na civilização contemporânea, é difícil, não raro dolorosa. Nem sempre a mulher tem para si os usos e as leis; mil perigos a cercam, se ela fraqueja, se sucumbe, raramente se lhe estende mão amiga. A corrupção dos costumes fez da mulher a vítima do século. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio – tal é a sorte de grande número de pobres criaturas em nossas sociedades opulentas.
Uma reação, porém, já se vai operando. Sob a denominação de feminismo, um certo movimento se acentua legítimo em seu princípio, exagerado, entretanto, em seus intuitos; porque ao lado de justas reivindicações, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas cópia, paródia do homem. O movimento feminista desconhece o verdadeiro papel da mulher e tende a transviá-la do destino que lhe está natural e normalmente traçado. O homem e a mulher nasceram para funções diferentes, mas complementares. No ponto de vista da ação social, são equivalentes e inseparáveis.
O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-a sem esforço e sem estardalhaço. Restitui a mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade. Faz mais, reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço.
A grande sensibilidade da mulher a constitui o médium por excelência, capaz de exprimir, de traduzir os pensamentos, as emoções, os sofrimentos das almas, os altos ensinos dos Espíritos celestes. Na aplicação de suas faculdades encontra ela profundas alegrias e uma fonte viva de consolações. A feição religiosa do Espiritismo a atrai e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que estendem, para além do túmulo, aos entes desaparecidos. O perigo para ela, como para o homem, está no orgulho dos poderes adquiridos, na suscetibilidade exagerada. O ciúme, suscitando rivalidades entre médiuns, torna-se muitas vezes motivo de desagregação para os grupos.
Daí a necessidade de desenvolver na mulher, ao mesmo tempo que os poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, numa palavra, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão mediatriz.
O Materialismo, não ponderando senão o nosso organismo físico, faz da mulher um ser inferior por sua fraqueza e a impele à sensualidade. Ao seu contato, essa flor de poesia verga ao peso das influências degradantes, se deprime e envilece. Privada de sua função mediadora, de sua imaculada auréola, tornada escrava dos sentidos, não é mais um ser instintivo, impulsivo, exposto às sugestões dos apetites mórbidos. O respeito mútuo, as sólidas virtudes domésticas desaparecem; a discórdia e o adultério se introduzem no lar; a família se dissolve, a felicidade se aniquila. Uma nova geração, desiludida e céptica, surge do seio de uma sociedade em decadência.
Com o Espiritualismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte; vem associar-se intimamente à obra de harmonia social, ao movimento geral das idéias. O corpo não é mais que uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual. Assim, o moderno Espiritualismo restabelece o mesmo critério dos Celtas, nossos pais; firma a igualdade dos sexos sobre a identidade da natureza psíquica e o caráter imperecível do ser humano, e a ambos assegura posição idêntica nas agremiações de estudo.
Pelo Espiritismo se subtrai a mulher ao vértice dos sentidos e ascende à vida superior. Sua alma se ilumina de clarão mais puro; seu coração se torna o foco irradiador de ternos sentimentos e nobilíssimas paixões. Ela reassume no lar a encantadora missão que lhe pertence, feita de dedicação e piedade, seu importante e divino papel de mãe, de irmã e educadora, sua nobre e doce função persuasiva.
Cessa, desde então, a luta entre os dois sexos. As duas metades da Humanidade se aliam e equilibram no amor, para cooperarem juntas no plano providencial, nas obras da Divina Inteligência.
em http://visaoespiritabr.com.br/reencarnacao/o-espiritismo-e-a-mulher 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O PERDÃO COMO TERAPIA


“Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados;  perdoai e sereis perdoados.” (Lucas, 6:37) 

A Natureza ensina-nos a praticar o perdão através do exemplo: as árvores que têm os seus troncos decepados pela moto-serra, que são consumidas ou agredidas pelo fogo, voltam a oferecer-nos a beleza das suas vestes pouco tempo depois, quando os rebentos despontam aqui e ali, na raíz presa à terra. 

Também nós estamos presos a este planeta pelos compromissos assumidos e só com a força da renovação espiritual alcançaremos novas esferas, mais puras e iluminadas. 

Perdoar é transformar os ambientes de discórdia em harmonia, e por isso Jesus incentiva-nos a não julgar e a não condenar. Vai ainda mais além, estimulando-nos a perdoar de um modo total, inclusivamente aos que nos julgaram e condenaram indevidamente. 

Quem esquece a falta de um ofensor, sabe quão grande é o tesouro de tranquilidade que amealha. 

Quem não se ofende com as injúrias, já se livrou do pesado fardo da vingança e respira a atmosfera do amor. 

Quem julga, condena; e quem condena, não perdoa. Mas quando temos o prazer de perdoar, começamos a entrar pela porta da felicidade! 

Quem conhece a ciência do perdão, nunca deixa o ofensor sem ajuda ainda que, ao princípio, este auxílio apenas se dê através da prece. 

Quem se deixa levar pela mágoa, acumula energias nocivas à sua volta, assimilando-as e, desse modo, colabora para que essas energias procurem os órgãos físicos mais debilitados do seu corpo e, por sintonia, ali se alojem, provocando doenças e desequilíbrios físicos graves. Quantos tumores, úlceras, polipos, disenterias, alergias, descontroles da pressão arterial, etc. poderiam ser atenuados se quem está doente desse o seu perdão! 

Perdão é sinónimo de felicidade, pela confiança que cresce em quem perdoa na coragem e na fé, na amizade e na fraternidade. 

Trabalhemos para nos limparmos do orgulho e do egoísmo, renovando-nos sempre, tentando aumentar o nosso círculo de amizades através da força do perdão. Se ainda não nos for possível perdoar frente a frente (às vezes o agressor ainda não aceita o perdão), então façamo-lo pelos pensamentos e atitudes, a fim de que o amor possa sair de nós, irradiando para toda a humanidade. 

Perdoar é esquecer as ofensas. E para o espírito ainda ignorante, é um dever. 

Aquele que pela sua elevação moral não se ofende, não precisa de perdoar, porque no  seu coração já não existem as paixões inferiores. 

Se começarmos a pensar na harmonia, se a estudarmos e nela meditarmos, os nossos pensamentos e sentimentos cederão perante a evidência e começaremos a avançar para as manifestações de amor legítimo. E, assim, já não teremos de perdoar, pela simples razão de que não nos ofendemos. 


E, como a inversa também é verdadeira, igualmente não precisaremos de ser perdoados pelos nossos equívocos porque, sob a luz da perseverança e da humildade, estaremos a tentar ofender os outros cada vez menos. 

Juselma Coelho.
EM http://celeirodeluz2.blogspot.com/2011/09/o-perdao-como-terapia.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BlogEspiritaCeleiroDeLuz+%28Blog+Esp%C3%ADrita+Celeiro+de+Luz%29