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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Vencer as mágoas é questão de atitude

Certa vez um discípulo foi perguntar ao mestre como poderia esquecer as magoas que os outros cometiam com ele.

O mestre disse: pegue esse saco e coloque para cada magoa, que você se lembra, uma batata destas.

Você deve levar essa saco com você por todo tempo! Volte aqui depois de 6 semanas!

E assim fez o discípulo. Já no final da primeira semana, era incomodo carregar aquele saco.
Na segunda semana já deixava-o muito nervoso e descontente.
Na terceira semana ele só pensava nas batatas.
Na quarta semana as batatas começaram a apodrecer e o cheiro não deixava com que ninguém ficasse ao seu lado.
O cheiro era insuportável!
Uma semana antes do prazo o discípulo voltou ao mestre.
Mestre não aguento mais carregar essas batatas. Além de pesadas elas cheiram mal!
Minha vida se resumiu a levar essas batatas e ficar só, pois ninguém aguenta ficar ao meu lado!
Então vejo que aprendeu a lição- disse o mestre.
Como assim mestre? Eu vim aqui pedir ao senhor que me ensinasse a parar de me sentir magoado pelo que os outro me fazem... e o senhor me fez carregar batatas... Ainda não entendi...
As batatas são sua magoas. Você pode deixa-las para trás e viver sua vida.
Ou apenas carrega-las para sempre, tornado cada vez mais pesado essa saco. E de tão azedo que você vai ficando, as pessoas não mais vão querer ficar ao seu lado.
Pois sua vida se resumiu a levar batatas podres.
Você prefere continuar a levar batatas ou joga-las fora?
Mestre- Eu quero joga-las fora!- Obrigado!.
 ''Bem-aventurados os limpos de coração, 
porque verão a Deus''. Mateus 5:8
Deus abençoe!


Como você pode superar a mágoa?





A Vida, realmente, é dura e profunda. Muitas vezes, embora as pessoas não dêem importância, as coisas acontecem e isso não tem relação com você estar preparado ou não. Infelizmente... A vida é como um teste que ignora se você está preparado! As coisas acontecem e você tem que lidar com isso! Você não estará preparado para lidar, por exemplo, com a morte de sua mãe em tempo algum, mas é provável que isso aconteça... Essa é a lei da Vida. Coisas ruins podem acontecem! Então, Como você pode superar as mágoas, os momentos de lamúrias, de machucados e as feridas que você vem passando? (...) Essa é uma questão central da Vida! A Vida nos coloca frente à problemas para que possamos lidar e aprender algo realmente relevante com isso! As coisas acontecem e nós temos que aprender como superar e aproveitar das situações, para então crescermos e principalmente, ajudar os outros! Tudo que acontece com você tem um sentido! Nossas vidas não são sem sentido, embora algumas vezes nossos sentimentos digam que isso não é verdade! A vida é bem maior do que nossos sentimentos, nossas habilidades para lidar e aceitar a dura realidade da dor... A dor é uma dádiva! Sim... Isso mesmo que eu acabo de dizer: A dor é uma benção!!! A dor nos mostra que estamos indo na direção errada. Ela nos diz que algo está fora do lugar, e diz: “EI, você está indo muito longe de onde gostaria, deseja e quer estar. Acorde!!!” Respondendo a pergunta, o primeiro passo para superar a dor e a mágoa, é estar consciente de que você foi ferido. O próximo passo é compreender que embora você esteja ferido, você não tem o direito de permanecer assim o resto de sua vida! Alguma vez você já soube que você tem o poder de escolher os caminhos de sua vida? As pessoas te machucaram... e você? O que vêm fazendo com você mesmo? O que vem fazendo com as feridas da vida? Você TEM o poder de escolher o que você quer ser, para além das feridas!!! E então o que vai escolher? Ser ferido ou ser curado? Você quer viver ferido ou livre? Você precisa liberar perdão!!! Para seu próprio bem!!! Você realmente não precisa viver o resto da vida ferido! Eu te encorajo a deixar as mágoas, as dores e perdoar! O perdão nos faz ser livres da dor e dos sentimentos ruins! O perdão é uma escolha que nos deixa completamente abertos para a Vida! E finalmente, se você perdoar, você certamente estará em paz, feliz e livre do passado, para viver o presente e o futuro sem estar repetindo sua história familiar! Muitos me chegam ao consultório sem saberem que seus maiores “fantasmas” de hoje são “fantasmas” de sua família também! Então... O que você está esperando para perdoar? Você se lembrou de alguém enquanto estava lendo? Perdoe ele ou ela e VOCÊ viverá livre do poder da dor, e por consequência, das mágoas. Recomendo carinhosamente Exerça perdão hoje mesmo! Por Raphael dos Anjos
ww.raphaeldosanjospsicologo.com/blog_psicologo_itaguai_rj/perfil_materia.asp?id=18

domingo, 31 de março de 2013

SE O CORPO ADOECE É PORQUE A MENTE ADOECEU.

Somos o que pensamos, se o corpo adoece é porque a mente adoeceu. O Corpo é resultado da mente.Cada pensamento que temos gera uma emoção, e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto em trilhões de células. Pensamentos positivos, de entusiasmo, alegria, bem-querer promovem a secreção de Serotonina – substância responsável pelo humor, sensação de bem-estar, regulação do sono, apetite, atividades motoras e funções cognitivas. Da mesma forma, pensamentos negativos como de raiva, culpa, ressentimento, impaciência, desconfiança, medo facilitam a secreção de Cortisol – chamado o hormônio do stress que afeta os sistemas fisiológicos e imunológicos, provocando insônias, depressão, alterações de humor, perda muscular, retenção de líquidos, aumento da gordura abdominal e mesmo a compulsão alimentar.Isso acontece porque nosso cérebro é “BURRO” e não faz distinção entre o que é realidade ou mera imaginação.Imagine uma pessoa que trabalhou até mais tarde e quando sai do trabalho percebe que já não há mais ninguém na rua, olha para o relógio e se dá conta de que já são quase meia noite e poucas luzes permanecem acessas. Apreensiva ela continua caminhando e, de repente, ela ouve uma explosão..  BUMMM…  sente medo… Imediatamente um arrepio sobe por sua espinha e ela começa a pensar  “Ai meu Deus deve ser um ladrão, eu aqui sozinha, meu celular sem bateria, nem que eu grite muito alto não há ninguém por perto para me socorrer..  A respiração começa a acelerar, o corpo fica tenso, as mãos frias, o suor começa a escorrer pela testa,os olhos se abrem em estado de alerta.


Diante desse pensamento de temor, o corpo dessa pessoa tem uma resposta emocional e consequentemente uma resposta física:
  • A glândula pineal avisa as supra renais “mais adrenalina na corrente sanguínea”
  • As supra renais enviam adrenalina através do sangue direto para o coração
  • O coração bombeia sangue mais rapidamente
  • As veias se contraem, forçando a elevação da pressão arterial
  • O fígado produz mais glicose aumentando a energia corporal
  • O pâncreas fabrica mais insulina
  • O estômago e o intestino reduzem o seu funcionamento poupando energia que poderá ser desviada para outro lugar
  • E ela esta pronta para CORRER..
Acontece que era só um rojão, a imaginação fez todo o resto..     Se pensarmos que algo ruim pode acontecer, o cérebro entende que já esta acontecendo. O cérebro não faz diferença entre essa imaginação de perigo e o perigo real. Nesse instante todo o organismo se prepara para reagir ao perigo iminente, mas que, na verdade, não passa de imaginação. Vale ressaltar, que essa sabedoria corporal tem origem em nossos ancestrais que, diferente do mundo moderno, precisavam estar sempre prontos para correr, ou virariam alimento para algum animal faminto. Essa reação era derivada de um perigo real de ataque, voltando o corpo ao estado natural uma vez que a ameaça fosse vencida. Na atualidade, nosso comando mental produz no organismo todas essas substâncias, mas por IMAGINAÇÃO de perigo, de raiva, de insegurança e, na maioria das vezes, ela não cessa, pois, a eternizamos em nossos pensamentos. Sendo assim, pessoas que tem pensamentos negativos com frequência, geram no organismo esses tipos de consequências danosas, que com o passar do tempo fatalmente afetarão sua saúde física e mental, desenvolvendo males como a ansiedade crônica, depressão, síndrome do pânico, sem falar no sistema imunológico que quando afetado possibilita ataques de vírus e bactéria causadores de alergias, gripes, e um sem número de enfermidades.
Lembre-se de se lembra de nunca esquecer que SE O CORPO ADOECE É PORQUE A MENTE ADOECEU.
A vida que vivemos nada mais é do que a exteriorização de nossos pensamentos constantes, assim como o equilíbrio e o desequilíbrio da nossa saúde física e mental.
O que você anda pensando ultimamente? Onde tem colocado o foco da sua atenção? Como tem estado sua saúde? A quem, ou ao que voce tem responsabilizado por esses males?
Ítala Masruha - http://www.italarmasruha.com.br/slider/somos-o-que-pensamos-se-o-corpo-adoece-e-porque-a-mente-adoeceu-o-corpo-e-resultado-da-mente/

terça-feira, 19 de março de 2013

Enfrentando uma Grande Perda

                   



Muitas situações na vida nos trazem a sensação de um mal irreparável. As situações mais dolorosas referem-se à perda de um ente querido.
As pessoas ficam com a sensação de terem sido roubadas em algo a que tinham direito. Passam por um processo doloroso que envolve sofrimento, medo, revolta, raiva, culpa, depressão, isolamento, desinteresse pelas atividades costumeiras ou excesso de atividades (fuga); apresentam sintomas físicos e psicológicos de estresse, podendo até vir a adoecer.
O tempo requerido para o "luto" (fase de maior sofrimento) e a maneira de vivê-lo depende muito das circunstâncias da perda, o significado desta para a pessoa, seu modo particular de lidar com situações de crise, apoio disponível no seu meio familiar e social, como a comunidade onde vive encara esta perda, suas próprias crenças e outros aspectos. 

A recuperação de uma perda significativa leva de alguns meses a dois anos e, mesmo aí, alguns aspectos podem continuar não muito bem resolvidos. 
Mas, além da tristeza, as situações dolorosas podem fazer com que descubramos em nós mesmos forças antes desconhecidas, faz com que repensemos nossas vidas e nossos valores, passando a perceber o que realmente é importante e o que é supérfluo, e podem nos transformar em pessoas mais ricas espiritual e emocionalmente.

Apesar das pessoas sentirem e reagirem diferentemente, existem pontos em comum nas situações de perda, quando geralmente passam por fases semelhantes. Quando descobrem que estão com uma doença grave ou isto acontece com uma pessoa muito próxima, a morte inesperada de alguém que amam, ou com quase todos os outros tipos de perda, primeiro passam pelo estágio de choque e negação, não querendo acreditar na realidade. Depois vem a fase da raiva, revolta (contra tudo, todos e até contra Deus) e muita mágoa. Mais tarde passam a negociar com Deus e com a vida, tentando fazer trocas e promessas; depois ficam deprimidos, perguntando-se "por que eu?", "por que ele (ou ela)?" ou "por que comigo (ou conosco)?". A seguir a tendência é retraírem-se por algum tempo, afastando-se dos outros, enquanto buscam alcançar um estado de entendimento, paz, de aceitar aquilo que não pode ser mudado. (E. Kubler-Ross). 

Muitos param em determinada fase e não vão adiante na superação da perda que já aconteceu ou, no caso de doença, irá ocorrer; alguns pulam de uma fase para outra, podendo retornar a fases anteriores; outros caminham para a superação. Isto vai depender muito do suporte que recebem do meio, dos amigos, de terapeutas ou orientadores; do entendimento que têm sobre a vida e sua finalidade, de suas crenças filosóficas e/ ou religiosas e outros aspectos. 

Seguem-se algumas sugestões que podem ajudar nesta fase difícil:
1 - Fale sobre sua perda e sua dor
Nos primeiros meses muitos têm esta necessidade, deixe que os outros saibam que este assunto não deve ser evitado e que lhe faz bem falar sobre isto, abrir-se com alguém de confiança, ajuda no entendimento e na aceitação. Quando os amigos entendem o processo, percebem que ouvindo e compartilhando o sofrimento, estão ajudando; e você vai se sentir melhor desabafando. Entretanto, em algumas situações, ou com algumas pessoas, quando não quiser falar sobre o assunto, também diga isto claramente.

2 - Enfrente o sentimento de culpa
Quando se perde alguém importante é difícil sentir que se fez o bastante. Discutir este sentimento com alguém compreensivo e de confiança vai ajudar a distinguir a culpa real e irreal e, aos poucos, esta começa a diminuir. Não pode se sentir responsável por não prever os acontecimentos, ou culpa como se tivesse tido a intenção de prejudicar alguém. Além do mais, temos que aceitar a realidade de que ninguém é perfeito, fazemos o possível de acordo com nossa capacidade.

3 - Trabalhe os sentimentos de raiva e revolta
Estes sentimentos existem em face de uma grande perda; é importante percebê-los e expressar os sentimentos de raiva e amargura. Não adianta negá-los ou envergonhar-se deles, são normais e irão desaparecendo com o tempo e a aceitação do fato.

4 - Idealização
Há uma fase em que a pessoa pensa em suas falhas como pai, mãe, filho, cônjuge, irmão, namorado ou amigo... e vê a pessoa que se foi como um ser perfeito. Com o tempo, começará a vê-la como um ser humano real, com suas qualidades e defeitos, assim como todos nós. 

5 - Não se isole
Mesmo que não se sinta à vontade para compartilhar seu sofrimento e prefira ficar sozinho, precisa buscar a companhia de outras pessoas. Amigos e familiares que o estimem podem ajudar muito. Não se esqueça que não está só; muitos o estimam, querem lhe dar amor e conforto, assim como precisam do seu amor e atenção. Isto consola, renova suas forças e ajuda na construção de novos objetivos e, com o tempo, a recuperar a alegria de viver. Estas pessoas podem fazer muito por você e você por elas.

6 - Mudança de valores
Diante da morte ou de uma grande perda, a pessoa tende a repensar seus valores, a reavaliar seus objetivos de vida; deixar de lado coisas que anteriormente valorizava e que agora percebe que são insignificantes e/ou fúteis, e a valorizar aspectos que percebe serem realmente mais importantes. Muitas vezes implementa mudanças positivas na sua maneira de ser e de viver, tornando-se menos preocupada com o ter e mais com o SER, evoluindo moral, emocional e Espiritualmente. 

7 - "Nunca mais serei o mesmo"...
É freqüente haver um grande sofrimento neste pensamento que pode ser real, mas isto não significa que nunca mais possa ser feliz. Embora esta idéia possa parecer inaceitável no período do sofrimento, as transformações podem nos enriquecer. Geralmente é isto que acontece, quando a pessoa aceita trabalhar e superar a fase de mágoa e revolta, decidindo que pode e deve viver o melhor possível.

8 - Evite decisões importantes ou grandes mudanças
O primeiro ano após a perda, geralmente não é um período adequado para tomar decisões importantes ou fazer grandes mudanças, a menos que as circunstâncias o exijam. Uma pessoa amargurada tem a capacidade de julgamento diminuída. Se algumas mudanças forem necessárias e inadiáveis, peça a ajuda de alguém competente e não envolvido emocionalmente com os problemas.

9 - Reserve períodos e local para lembranças
Não fique o tempo todo pensando e vendo objetos da pessoa que se foi. Coloque alguns pertences dela numa caixa ou armário, não os deixe espalhados. Tente reservar algum período específico do dia (no início), da semana ou do mês, para pensar na pessoa e no seu luto, quando também poderá rever os objetos. Evite fazer isto o resto do tempo, pois nada de bom e útil se consegue com a tristeza contínua. Para algumas pessoas isto não é fácil de conseguir, mas é necessário à sobrevivência e recuperação.

10 - Prevendo dias e datas difíceis
É útil saber que vai sentir-se mais triste, solitário e infeliz em certos dias e datas do que em outros, isto mesmo após já ter-se passado algum tempo e com a vida mais estabilizada. Estes dias especiais geralmente envolvem datas de aniversário, Natal, passagem de ano, Páscoa e outros, onde a falta da pessoa se faz mais presente. Planeje passá-los com amigos ou familiares, pois é provável que fique mais triste, choroso e deprimido que em outras ocasiões. Não se isole, é bom que esteja em companhia de pessoas que o estimem.

11 - A crença de que a vida transcende nossa estada na terra e num Ser Superior
Desde a antigüidade, a maioria dos povos de todas as regiões do globo, com culturas e religiões diferentes, acredita na imortalidade da alma ou espírito e na existência de um Deus ou "Algo Superior". Isto é quase que uma intuição que trazemos desde o nascimento. Um Ser com Amor Incondicional e Sabedoria, perfeito e justo, não castiga as pessoas, mas sempre quer o seu bem, sua evolução, mesmo que muitos de nós ainda não tenhamos a capacidade para entender o porquê de muitos acontecimentos. Hoje, mais do que nunca, temos tido provas da imortalidade do espírito e de que tudo na vida tem um propósito positivo, que nada acontece por acaso. Mesmo que não sejamos religiosos, esta crença traz consolo. Pensar que a pessoa não acabou, mas apenas deixou seu corpo e transferiu-se para um tipo de vida diferente, em outro plano, faz com que as pessoas sintam-se melhor diante da perda; e significará que a separação é temporária, não definitiva.

12 - Culpa por sentir-se bem
É comum as pessoas não se permitirem alegria após uma grande perda, não aceitando convites de amigos, ou evitando atividades agradáveis. Não lute para continuar sendo ou parecendo infeliz. Perceba que sentir-se contente, ter novos objetivos, não é deslealdade nem significa que não ama ou está esquecendo o ente querido. Conseguir prazer em algo significa que está trazendo um pouco de alívio ao seu sofrimento; retomando ou recomeçando a construir sua vida. Além disso, se a pessoa que se foi o estima, com certeza gostaria de vê-lo bem e não sofrendo, preferiria vê-lo contente e isto lhe daria mais tranqüilidade. Procure investir em seu bem estar, engajando-se em atividades produtivas e que lhe são agradáveis, e poderá tornar sua vida melhor ainda do que antes, se aprendeu algo com o acontecido, se cresceu com o sofrimento e compreensão do que é realmente mais importante na vida. 

13 - Reajuste-se à vida e ao trabalho
Tirar alguns dias ou semanas para reequilibrar-se e, depois, uma folga ocasional, quando necessário, é perfeitamente normal. Mas as atividades devem ser retomadas assim que for possível, pois são importantes no processo de recuperação. Seja paciente consigo mesmo, porque nos primeiros meses sua capacidade física e mental podem não ser as mesmas. Deve diminuir sua carga horária ou o número de atividades, se sentir que é excessiva; mas a inatividade prolongada faz as pessoas repetirem ou prolongarem a fase depressiva sem nenhum benefício. Com o tempo poderá também perceber que é importante utilizar um pouco da sua energia em uma atividade que possa ajudar outras pessoas e/ou instituições, saindo um pouco de seu pequeno mundo e percebendo a importância e bem estar que traz ajudar ao próximo, de conseguir tornar outros um pouco mais felizes e menos carentes física e psicologicamente. 

14 - Liberte-se de expectativas irreais
Acreditar que a vida deveria ser diferente, não envolvendo escolhas dolorosas, sofrimentos e perdas é irreal e só traz revolta, o que só prejudica. Tornando nossas expectativas quanto a nós mesmos, aos outros e à vida mais realistas, fica mais difícil nos frustrarmos e mais fácil nos adaptarmos. Ninguém passa por situações que não mereça por puro acaso; nem enfrenta uma carga maior do que a que tenha capacidade para carregar. Saber que não vivemos num mundo desorganizado pois existem leis universais, que "nada acontece por acaso" e tudo tem uma razão de ser justa e produtiva, nos leva a encarar os acontecimentos (com relação a nós e aos outros envolvidos), mesmo os mais difíceis, como oportunidades de aprendizagem e crescimento.

15 - Integrando a perda
As pessoas não "têm" que ser "vítimas", qualquer que seja a perda, por pior que tenha sido. Situações de muito sofrimento podem ser transformadas em aprendizado. É preciso deixar de lado as perguntas centradas no passado (que é imutável) e no sofrimento ("Por que isso aconteceu comigo"?) e começar a fazer perguntas que abrem as portas para o futuro: "Agora que isto aconteceu o que posso e devo fazer? O que posso aprender com isto? O que posso fazer para Ser e sentir-me melhor?". Geralmente quando chegamos na fase da aceitação, atingimos a compreensão e crescemos com a experiência, a dor se vai. Fica a saudade de uma pessoa com a qual convivemos e que nos proporcionou bons momentos e ensinamentos, tanto com suas qualidades, como com seus defeitos; com a qual compartilhamos uma parte de nossa vida. Só se tem saudade de algo que foi bom ou nos trouxe algo de positivo. Deve ser mais triste não ter de quem sentir saudade, seja de uma pessoa deste ou de outro plano. 

16 - Pesar excessivamente longo
Quando um sofrimento excessivo consome alguém por mais de um ano, geralmente o problema principal não é a perda em si, mas algum outro aspecto que precisa ser entendido. Muitas vezes isto ocorre quando havia uma dependência excessiva em relação à pessoa que se foi, quando a culpa por algum motivo é um componente muito forte na situação, problemas emocionais pessoais ativados ou reforçados pela perda ou outras razões significativas. Amigos, conselheiros ou um psicólogo podem ser necessários neste caso.

17 - Procure ajuda profissional, se necessário
A maioria dos que procuram ajuda de psicoterapeuta não são doentes mentais, são pessoas comuns enfrentando problemas, passando por uma crise e muitas delas sofrendo uma perda. Um profissional da área é alguém com quem você pode dividir seu sofrimento, sua revolta, seu medo, suas lembranças dolorosas, sua culpa e seus conflitos; que pode compreendê-lo e ajudá-lo. As sessões de terapia podem ajudá-lo também a tomar decisões práticas que o farão sentir-se melhor. Você pode precisar de apenas algumas sessões, muitos meses para superar a fase mais difícil, ou mais tempo; tudo vai depender do significado individual da perda, da maneira como reage às crises e à terapia. 

No início do pesar, uma das formas mais comuns de manifestar o sofrimento é resistir a crescer com ele. A vida pode ser prejudicada ou fortalecida por uma perda. Ninguém permanece o mesmo. Cada situação é única e só a própria pessoa pode buscar e encontrar respostas relativas ao "outro eu" e à outra vida que vão emergir.
Cada pessoa decide se vai ou não crescer com essa experiência dolorosa, e quando.

Maria José Gomes da Silva Nery, Psicóloga Clínica - Campinas (SP)
E-mail: majonery@yahoo.com.br

http://www.pingosdeluz.com.br/artigos/enfrentando_uma_grande_perda.asp

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A terapia da Vassoura do Dr Inácio Ferreira



Fonte: http://janalauxen.blogspot.com/2008/11/vassoura.html

Na série de livros do Dr. Inácio Ferreira (1904-1988), escrita em parceria com o médium Carlos Baccelli, um detalhe muito especial (e comum, em quase todos os seus livros) é o jeito pouco ortodoxo como Inácio (que era médico psiquiatra e diretor do Sanatório Espírita de Uberaba) enxerga determinados problemas.
Sempre quando foi indagado sobre as possibilidades e alternativas para a recuperação de pacientes insanos, esquizofrênicos e paranóicos em geral, ele respondeu:
- Vassoura.
Vassoura? perguntavam, curiosos, seus ouvintes, que por certo esperavam uma imensa dissertação acerca da psiquê humana e suas infinitas particularidades.
- Quem se ocupa com algum trabalho não tem tempo para ficar pensando bobagens, remoendo mágoas, afundando-se desnecessariamente em sofrimentos e insanidades. Vassoura não cura, mas fortalece.

E é.Definitivamente.
Foi a essa conclusão que eu também cheguei, após colocar o dedo na tomada repetidas vezes, sem aprender que a maldita dava choque.
Porque remédios podem aliviar, especialistas podem escutar, mas o que resolve mesmo é parar de ficar a toa pelo mundo, pensando na morte da bezerra, e colocar a mão na massa.

Eu, por exemplo, sofro da doença mais idiota e modernosa que qualquer latino-americano comum pode sofrer, que é a Síndrome do Pânico.
Bem, para falar a verdade, eu acho esse nome meio catastrófico demais perante o que realmente sinto, mas é como a medicina o definiu, enfim: Síndrome do Pânico. Um transtorno psicológico caracterizado pela ocorrência de inesperados ataques de pânico, seguidos por uma expectativa ansiosa ante a possibilidade de ter novos ataques. As crises consistem em períodos de intensa angústia, geralmente com início súbito e acompanhadas por uma sensação de catástrofe iminente. Os sintomas variam entre taquicardia, tontura, boca seca, tremores e náuseas, além de muitos outros.

É mais ou menos isso que me acontece, só que em menor grau.
Passo horas do meu dia imaginando todas as dezenas de centenas de milhares de tragédias que podem acometer a mim ou aos meus, e já vou sofrendo, com inacreditável antecipação, por coisas que, muito provavelmente, nunca irão acontecer.
Se o cachorro late é porque um ladrão entrou no pátio; se a pessoa não liga é porque ocorreu alguma tragédia; se o avião passa no céu por certo vai cair bem em cima da minha casa.
São sandices, que meu consciente reconhece como sandices.
Mas e o inconsciente? Quem é que manda nele?

Eu não mando no meu, e por isso ele faz o que quer comigo.
O fato é que, desde que apresentei os primeiros sintomas, há quase dois anos, já fiz de tudo um pouco: de remédios até mandingas, não teve o que eu não tentei.

Não nego que melhorei.
Mas basta eu bobear que não dá outra: todas aquelas sensações sinistras e angustiantes voltam, com força total. É como se elas estivessem sempre ali, a me espreitar, me observar e, ao menor descuido meu, aproveitassem para cair matando.
É uma luta diária, sim senhor.
E sabem em que momentos esta batalha se torna mais leve, e eu tenho a nítida sensação de que já ganhei?
Quando estou fazendo alguma coisa.
Se estou lendo, lavando roupa, varrendo o chão, escrevendo, pagando contas, indo no supermercado, enfim: quando estou fazendo hoje as coisas que poderia perfeitamente deixar para fazer amanhã.
Somente nessas horas eu posso dizer que me sinto, plenamente, livre deste sentimento tão canalha.
A desocupação, sem dúvidas, produz monstros.

Então é isso o que posso aconselhar para você, que está tristonho, desanimado, preocupado com as contas que não param de chegar e com o dinheiro que não pára de sair.
Você que padece por amor, você que recebeu um grande golpe, que sofreu uma grande perda, que amarga dura decepção.
Você que toma tarjas pretas como se fosse água, e paga fortunas aos psicólogos e aos grandes laboratórios farmacêuticos.
Você aí, sentado no sofá, sem ânimo nem para levantar e fazer um xixi.
Para todos nós: vassoura.
Porque se ela não cura os males da alma, ao menos os coloca em segundo plano.
Afinal, quem é que vai se preocupar com o cachorro latindo e o avião voando se tem aquela louça toda para lavar?
 http://espiritismoemuberaba.blogspot.com.br/2010/04/terapia-da-vassoura-de-dr-inacio.html

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Doenças Escolhidas


Convictos de que o Espírito escolhe as provações que experimentará na Terra, quando se mostre na posição moral de resolver quanto ao próprio destino, é justo recordar que a criatura, durante a reencarnação, elege, automaticamente, para si mesma, grande parte das doenças que se lhe incorporam às preocupações.Não precisamos lembrar, nesse capítulo, as grandes calamidades particulares, quais sejam o homicídio, de que o autor arrasta as conseqüências na forma de extrema perturbação espiritual, ou o suicídio frustrado, que assinala o corpo daquele que o perpetra com dolorosos e aflitivos remanescentes.Deter-nos-emos, de modo ligeiro, no exame das decisões lamentáveis, que assumimos quando enleados no carro físico, se saber que lhe martelamos ou desagregamos as peças. Sempre que já tenhamos deixado as constrições do primitivismo, todos sabemos que a prática do bem é simples dever e que a prática do bem é o único antídoto eficiente contra o império do mal em nós próprios.Entretanto, rendemo-nos, habitualmente, às sugestões do mal, criando em nós não apenas condições favoráveis à instalação de determinadas moléstias no cosmo orgânico, mas também ligações fluídicas aptas a funcionarem como pontos de apoio para as influências perniciosas interessadas em vampirizar-nos a vida.Seja na ingestão de alimento inadequado, por extravagâncias à mesa, seja no uso de entorpecentes, no alcoolismo mesmo brando, no aborto criminoso e nos abusos sexuais, estabelecemos em nosso prejuízo as síndromes abdominais de caráter urgente, as úlceras gastrintestinais, as afecções hepáticas, as dispepsias crônicas, as pancreatites, as desordens renais, as irritações do cólon, os desastres circulatórios, as moléstias neoplásicas, a neurastenia, o traumatismo do cérebro, as enfermidades degenerativas do sistema nervoso, além de todo um largo cortejo de sintomas outros, enquanto que na crítica inveterada, na inconformação, na inveja, no ciúme, no despeito, na desesperação e na avareza, engendramos variados tipos de crueldade silenciosa com que, viciando o próprio pensamento, atraímos o pensamento viciado das Inteligências menos felizes, encarnadas ou desencarnadas, que nos rodeiam.Exteriorizando idéias conturbadas, assimilamos as idéias conturbadas que se agitam em torno de nosso passo, elementos esses que se nos ajustam ao desequilíbrio emotivo, agravando-nos as potencialidades alérgicas ou pesando nas estruturas nervosas que conduzem a dor.Mantidas tais conexões, surgem freqüentemente os processos obsessivos que, muitas vezes, sem afetarem a razão, nos mantêm no domínio das enfermidades – fantasmas que nos esterilizam as forças e, pouco a pouco, nos corroem a existência.Guardemo-nos, assim, contra a perturbação, procurando o equilíbrio e compreendendo no bem – expressando bondade e educação – a mais alta fórmula para a solução de nossos problemas.E ainda mesmo em nos sentindo enfermos, arrastando-nos embora, aperfeiçoemo-nos ajudando aos outros, na certeza de que, servindo ao próximo, serviremos a nós mesmos, esquecendo, por fim, o mercado da invigilância onde cada um adquire as doenças que deseja para tormento próprio.
Livro: Religião dos Espíritos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.hospedagem com construtor de sites

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Jesus e Obsessão


Cristãos eminentes, em variadas escolas do Evangelho, asseveram na atualidade que o problema da obsessão teria nascido no culto da mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, quando a Doutrina Espírita é o recurso para a  supressão do flagelo.

Malham médiuns, fazem sarcasmo, condenam a psicoterapia em favor dos desencarnados sofredores e, por vezes, atinge o disparate de afirmar que a prática medianímica estabelece a loucura.
Esquecem-se, no entanto, de que a vida de Jesus, na Terra, foi uma batalha constante e silenciosa contra obsessões, obsidiados e obsessores.
O combate começa no alvorecer do apostolado divino.
Depois da resplendente consagração na manjedoura, o Mestre encontra o primeiro grande obsidiado na pessoa de Herodes, que decreta a matança de pequeninos, com o objetivo de aniquilá-lo.
Mais tarde, João Batista, o companheiro de eleição que vem ao mundo secundar-lhe a obra sublime, sucumbe degolado, em plena conspiração de agentes da sombra.
Obsessores cruéis não vacilam em procurá-lo, nas orações do deserto, verificando-lhe os valores do sentimento.
A cada passo, surpreende Espíritos infelizes senhoreando médiuns desnorteados.
O testemunho dos apóstolos é sobejamente inequívoco.
Relata Mateus que os obsidiados gerasenos chegavam a ser ferozes; refere-se Marcos ao obsidiado de Cafarnaum, de quem desventurado obsessor se retira clamando contra o Senhor em grandes vozes; narra Lucas o episódio em que Jesus realiza a cura de um jovem lunático, do qual se afasta o perseguidor invisível, logo após arrojar o doente ao chão, em convulsões epileptóides; e reporta-se João a israelitas positivamente obsidiados, que apedrejam o Cristo, sem motivo, na chamada Festa da Dedicação.
Entre os que lhe comungam a estrada, surgem obsessões e psicoses diversas.
Maria de Magdala, que se faria a mensageira da ressurreição, fora vitima de entidades perversas.
Pedro sofria de obsessão periódica.
Judas era enceguecido em obsessão fulminante.
Caifás mostrava-se paranóico.
Pilatos tinha crises de medo.
No dia da crucificação, vemos o Senhor rodeado por obsessões de todos os tipos, a ponto de ser considerado, pela multidão, inferior a Barrabás, malfeitor e obsesso vulgar.
E, por último, como se quisesse deliberadamente legar-nos preciosa lição de caridade para com os alienados mentais, declarados ou não, que enxameiam no mundo, o Divino Amigo prefere partir da Terra na intimidade de dois ladrões, que a ciência de hoje classificaria por cleptomaníacos pertinazes.
À vista disso, ante os escarnecedores de todos os tempos, eduquemos a mediunidade na Doutrina Espírita, porque só a Doutrina Espírita é luz bastante forte, em nome do Senhor, para clarear a razão, quando a mente se transvia, sob o fascínio das trevas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

II Jornada Pernambucana de Saúde e Espiritualidade - AME /PE


Já se encontram disponíveis os ingressos da II Jornada Pernambucana de Saúde e Espiritualidade, a qual realizar-se-á nos dias 26 e 27.11.11 no Espaço Ciência e Cultura do Hospital Pedro II. Os ingressos a princípio se encontram à disposição na livraria do GEFA (terças das 19:30-21:30h ,  quartas das 15:30-18h, sábados das 19:30-21:30h e  domingos das 17-19h), na FEP e a partir de 09 de setembro na Livraria Renascer. Informamos que neste fim de semana estaremos na Mostra Espírita, que ocorrerá no Centro de Convenções.

Valor: R$ 20,00 até 31.10; R$25,00 a partir de 01.11

Informações: (81) 9976-5362/ 8810-5225 ou clicando  em http://ameepe.wufoo.com/forms/fale-conosco-ameepe/