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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A PORTA DA DOR



O velho jargão de que se busca um grupo espírita pelo amor ou pela dor, infelizmente ainda é real.
As portas do amor são buscadas por quem procura o conhecimento, por ele mesmo.
É aquela criatura que pensa e sente o mundo com uma espiritualidade natural, ou seja, é a pessoa que vislumbra que há mais nesse universo infinito do que pode conceber a nossa vã filosofia. Então, ela caminha, procura aqui e acolá explicações para a vida. O que essas pessoas possuem é uma saudável inquietação intelectual. Às vezes, estão confusas, mas são facilmente acalmadas em grupos de estudo com o conhecimento da filosofia espírita contida em O Livro dos Espíritos. E, em geral, ao se encontrarem com ela a abraçam felizes e harmonizados.
Outros, porém, sequer enxergam essas portas. Trilham os caminhos da dor, chegam como soldados retornando da guerra, feridos, maltratados, sofridos e, o pior de tudo, em desespero e ansiosos. O sofrimento é para eles como uma batata quente nas mãos, e não sabem o que fazer com ele. Correm de um lado a outro, fazem de tudo um pouco, acedem uma vela para Deus e outro para o diabo, lado a lado, e na mesma hora.
Trabalhar nas portas do amor é um bálsamo revigorante. Mas trabalhar nos portais da dor humana exige muito. Precisamos ter bom conhecimento do Espiritismo e da sua ferramenta de ação, que é o Magnetismo; precisamos nos apoiar em conhecimentos científicos especializados, para mais bem aplicá-los. E, acima, de tudo precisamos compreender a natureza humana e conhecer a nós mesmos.
Lidar com as feridas, os males e dores, até pode ser simples. Difícil mesmo é ver o desespero e socorrê-lo. Não aquele desespero que grita e chora a altos brados; mas, aquele silencioso que rói a alma e desfaz tudo que se pode conquistar de bom, em qualquer forma de tratamento e/ou atendimento.
Ele vem recheado com falta de aceitação, com falta de reflexão sobre a vida, com um acentuado materialismo e hedonismo (tão divulgados em nossa cultura atual), ele tem pressa. Meu Deus! Como tem pressa. É indisciplinado, credo e descrente ao mesmo tempo, pede orientação e faz o que bem entende, não escuta. Traz consigo a ansiedade e a depressão, que ganharão rapidamente grande espaço. É avesso ao conhecimento. Quer um guia, alguém que lhe diga o que fazer, exige atenção.
Amigos, esse é o acompanhante invisível de muitas pessoas que buscam as sociedades espíritas e, em especial, o atendimento magnético. Ele é mil vezes mais difícil de atender do que um obsessor desencarnado, não tem passe dispersivo que afaste e corte ligações mentais.
Exige dos magnetizadores muito diálogo, muita compreensão e paciência, tolerância, e o aprendizado de suportar a ingratidão (não estou falando do muito obrigado nem do reconhecimento público, falo da entrega e da confiança com que o atendido gratifica o magnetizador, tal como o bebê gratifica a mãe largando-se confiante e alegre em seus braços), e aprendermos que o outro tem direito de errar, que não existe aprendizado a força para questões da alma, portanto não podemos interferir que o sofrimento pode ser muito amenizado apenas pela forma equilibrada com que é visto e vivido, e, que, por fim, não nos cabe socorrer quem deseja sofrer e tão pouco podemos nos afligir com essa decisão.
O trabalho na porta da dor necessita grande preparo para lidar com nossas emoções que são desafiadas por esses comportamentos desesperados e diante dos quais precisamos manter o equilíbrio tanto emocional quanto mental, enxergando o que de fato faz a pessoa sofrer, além das suas queixas imediatas.
Se a compreensão que nos oferece a Doutrina Espírita sobre a condição humana não for muito firme, poderemos encontrar magnetizadores que não se julgarão jamais aptos ao trabalho. Faltará autoconhecimento, logo serão carentes de compreensão do outro e se perderão nos conflitos emocionais aos quais esse trabalho nos expõe.
As virtudes do amor ao conhecimento, da disciplina, da perseverança e da confiança, não necessitam ser aprendidos pelos magnetizadores espíritas apenas para o trabalho direto, mas para serem vividos e ensinados aos atendidos.
Nas portas da dor existe a invisível sinalização para a porta do amor, ajudá-los a enxergá-la e percorrê-la é também nossa tarefa.
Jornal Vórtice ANO II, n.º 10, março/2010
http://tdmmagnetismobatuira.blogspot.com.br/2012/11/a-porta-da-dor.html


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Diálogos Espíritas


As sociedades científicas nem sempre têm ao seu dispor os instrumentos próprios para as observações e, no entanto, não deixam de encontrar assuntos de discussão. À falta de poetas e de oradores, as sociedades literárias lêem e comentam as obras dos autores antigos e modernos. As sociedades religiosas meditam as Escrituras. As sociedades espíritas devem fazer o mesmo e grande proveito tirarão daí para seu progresso, instituindo conferências em que seja lido e comentado tudo o que diga respeito ao Espiritismo, pró ou contra. Dessa discussão, a que cada um dará o tributo de suas reflexões, saem raios de luz que passam despercebidos numa leitura individual.

A par das obras especiais, os jornais formigam de fatos, de narrativas, de acontecimentos, de rasgos de virtudes ou de vícios, que levantam graves problemas morais, cuja solução só o Espiritismo pode apresentar, constituindo isso ainda um meio de se provar que ele se prende a todos os ramos da ordem social.
Garantimos que a uma sociedade espírita, cujos trabalhos se mostrassem organizador nesse sentido, munida ela dos materiais necessários a executá-los, não sobraria tempo bastante para consagrar às comunicações diretas dos Espíritos. Daí o chamarmos para esse ponto a atenção dos grupos realmente sérios, dos que mais cuidam de instruir-se, do que de achar um passatempo.

(Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, Cap. XXIX, item 347)

No início do século XXI – a Era do Espírito –, mais que nunca, frente aos apelos das fontes de informação e da ciência, vêm se emoldurando novas e arrojadas concepções sobre todos os assuntos, especialmente, o Espírito. O interesse nessa questão vem envolvendo estetas, cineastas, escritores e cientistas. Trazem à baila as temáticas espiritualistas e espíritas recheadas de misticismo e do sobrenatural, abolindo a lógica e convencendo pelo drama e pelas crendices, com fantasias que ainda agradam a infantilidade humana.

Torna-se, então, muito oportuno que incitemos um repensar na metodologia de ensino e aprendizagem nas instituições doutrinárias, a fim de que o conhecimento seja levado para o campo da sensatez e da contextualização, sem os aparatos dos quais precisamos ir dispensando.

Não basta saber muito, é preciso aferir se o que sabemos sobre o Espiritismo está tornando-nos melhores: menos místicos, mais sensatos; menos egoístas, mais bondosos; menos ritualistas, mais fervorosos; menos ortodoxos, mais progressistas; menos materialistas, mais amorosos...

O diálogo aberto que insere o questionamento fraterno é a tônica didática que carecemos no momento. A aceitação tácita e passiva é uma postura pedagógica incompatível com o dinamismo da proposta educacional do Espiritismo. A relação professor-aluno deverá, quanto possível, ser substituída pela forma dialogal, sinérgica, parceira. A pesquisa, o estudo, a utilização das modernas mídias, as dinâmicas de grupo tão atuais, o trabalho em equipe são campos didáticos que oportunizam o debate, a participação pró-ativa e o intercâmbio.
Diálogos Espíritas deve ser um evento permanente, coordenado por facilitadores do ato de pensar, jamais por “expositor de respostas prontas”. O diálogo é a pedagogia do Espírito, porque com ele ensejamos o construtivismo em que cada qual trabalha com seus conteúdos e sentidos, sob a orientação de um facilitador mais experimentado e de boa vontade. Uma didática construtivista, questionadora, em que o membro componente de um sistema não poderá ser apenas um elemento passivo, mas, sim, um agente transformador e integrante de um processo educacional dinâmico que excita o raciocínio, problematiza princípios e opera mudanças éticas. A concepção de um novo modelo pedagógico, para nossas células doutrinárias, é um motivo para urgentes reflexões em favor da causa que abraçamos. O melhor recurso de estudo é o trabalho em grupos, voltados à construção do conhecimento, o qual vem da experiência do fazer, que por sua vez é a vivência de cada qual cooperando com o entendimento de todos.

Temas dos quais guardamos muitas certezas são os mais recomendados para o diálogo, pois os temas polêmicos já são muito debatidos, embora nada nos impeça de revê-los. Nem sempre nossas certezas advêm da fé raciocinada, portanto, abalar nossas certezas é caminho para crescimento, para a aquisição de convicções sólidas, aprovadas pela razão e assimiladas pelo sentimento, a fim de não as abandonarmos nos momentos de prova e dor.

A convivência nos Diálogos Espíritas exigirá tolerância e respeito às diferenças para a aquisição da compreensão.

É fundamental abalar nossas certezas de concepções e abrirmo-nos a análises imparciais, acerca de outras vertentes de conhecimento e informação sobre a diversidade dos assuntos da humanidade, criar pontes de saber entre a cultura espírita e os valores do saber acadêmico, científico e filosófico. Entre nós, nas salas de estudos espíritas, cabe-nos favorecer a dúvida, a consulta, o salutar hábito de discordar sem tornar-se antipático. Aprender a discordar. Discordar com amor, eis o desafio. Discordar com embasamento, eis o dever.

Princípios

Não há uma entidade espiritual, uma organização humana, um médium ou uma fonte de instrução que não possa ser discutida, redargüida e melhorada. Suprimindo o clima de desrespeito, tudo pode e deve ser repensado com fins enobrecedores.
(Cícero Pereira, Unidos pelo amor, p. 176)

O princípio básico dos Diálogos Espíritas é o de que, nada sendo perfeito, tudo pode ser melhorado para ter mais utilidade, permitindo aos debatedores expressarem-se com idéias mais arejadas frente ao relativismo universal, e mais apropriadas à sua segurança e necessidade individual.
Diálogos Espíritas devem ser éticos, frutíferos e funcionais.

* Sua ética, a fraternidade.
* Seus frutos, sensatos.
* Sua função, o crescimento pessoal.

Educar-se para pensar sob uma perspectiva espiritualizante é um desafio de rara oportunidade. Mais significativo que colecionar respostas é aprender a investigar pedagogicamente, filosofar para crescer.

Objetivos

A beleza da reunião de pessoas está em não ter a obrigatoriedade de ser igual, todavia, apenas ser.
(Ivone do Amaral Pereira, Unidos pelo Amor, p. 198)
O objetivo maior de Diálogos Espíritas deve ser a aquisição da sabedoria, diferente de acumular conhecimentos e desenvolver a inteligência. Sábios são aqueles que colocam a inteligência e a informação a serviço de sua melhoria integral e de quantos os rodeiam. Pouco, aliás, nos valerá o debate cujo coração e emoções não sejam, igualmente, parte integrante do processo. Ainda que tais emoções não estejam ajustadas, não devemos temê-las, pois são integrantes do patrimônio moral do nosso grupo debatedor e, como tais, devem ser trabalhadas sem máscaras e com incondicional respeito e fraternidade.
Diálogos Espíritas pretende conduzir o aprofundamento e a liberdade das discussões, proporcionalmente, ao nível de relacionamento que já tenham galgado os membros do grupo. Quanto mais confiança e afinidade, mais possibilidade de êxito. Não havendo essa conquista, será imperioso, pouco a pouco, investir na saúde interpessoal dos conjuntos doutrinários, o que permitirá sempre maior maleabilidade sem quaisquer incidentes indesejáveis. É preciso cristalinidade de opiniões, porque se não opinarmos entre amigos que buscam o crescimento, expondo sinceramente nossos sentimentos, os sufocaremos nos escaninhos “secretos” da mente, podendo conflitos, dúvidas e problemas, com o tempo, converterem-se em virulenta crise da razão, despertando sentimentos enfermiços que inclinam para o desânimo, o isolacionismo e a deserção.
Diálogos Espíritas não tem metodologia centralizada e sim participativa, levando à interiorização. Nos Diálogos Espíritas não haverá perdas, todos devem ganhar. Ganha-se discernimento, experiência, visão, e enseja-se o urgentíssimo espírito de equipe, sem o qual o êxito das atividades de uma agremiação espírita está fadado a se guardar nos estreitos limites do imediatismo e das relações autoritárias.
Diálogos Espíritas tem por objetivo o diálogo, a troca, o “abalar das certezas”, a renovação e vitalização das concepções, a ampliação da visão sobre temas da vida.
Diálogos Espíritas não é apenas um círculo de reuniões onde se filosofa e estuda, mas um hábito mental de superar crendices sem fundamento, eximindo-nos do “fanatismo pacífico” de cada dia, libertando-nos das cadeias dos raciocínios comuns e aprendendo a construir uma seqüência de idéias afinadas com a lógica de Deus, uma visão que escapa até mesmo de alguns padrões dogmatizados dentro do próprio movimento espírita. Uma visão de eternidade.
Diálogos Espíritas não tem medo do novo; de duvidar, com o desejo de aprender. Pretende “treinar a compreensão”; permitir o valor de todos em favor da busca de cada individualidade.
Diálogos Espíritas pretende construir uma convivência fraterna entre os seus participantes, aquela que educa e liberta. Pretende contribuir para a formação da mentalidade alteritária e solidária, desafios de todos nós, trabalhadores da Seara Bendita.
Diálogos Espíritas pretende promover preciosas aquisições pessoais, tais como:
1.     obter novos enfoques para temas supostamente esgotados;despertar o interesse ao estudo, à pesquisa e ao intercâmbio social;
2.     ter motivação para desenvolver pesquisas;
3.     aprender a aprender;
4.     aprender a fazer;
5.     aprender a ser;
6.     aprender a viver juntos;
7.     aprender a dialogar e discordar de idéias sem sermos contra quem as apresentam;
8.     promover descobertas, reciclagem;
9.     despertar interesse ao estudo, à pesquisa e ao intercâmbio, o desejo de aprender e não o de convencer ou converter;
10.   aprender a tecer crítica, externar pontos de vista, arrolar fundamentação teórica, ouvir “religiosamente” a opinião alheia;
11.   aprender a ouvir sem sentenciar juízos imediatos;
12.   debater, discordar “sem gostar menos”.
Quatro pilares da educação para o século 21

Diálogos Espíritas, como estratégia pedagógica,deve ser desenvolvido sob a visão espírita associada aos Quatro pilares da educação para o século 21, que fluem do Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors .
Os Quatro pilares da educação para o século 21 são a seguir resumidos, adaptados para os propósitos de Diálogos Espíritas:


·         Aprender a conhecer – combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida. Aprender sempre, continuamente.
·         Aprender a fazer – a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem às pessoas. Teoria e prática juntas. Aprender a assimilar o fruto dos estudos e pesquisas em benefício do desenvolvimento pessoal, da reforma íntima.
·         Aprender a ser – para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades inatas de cada espírito, encarnado ou desencarnado: ética, memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se, generosidade, fraternidade.
·         Aprender a viver juntos – desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências – realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos – no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. Aprender a trabalhar em equipe. Aprender a ser alteritário(a) e altruísta.

Quando e onde

As instituições espíritas podem – e devem – realizar Diálogos Espíritas, em suas dependências, de acordo com as suas disponibilidades, usando espaços ociosos e pessoas de boa vontade que tenham formação espírita e mente aberta para o novo, o inovador, o contraditório, a criatividade.
Diálogos Espíritas podem, também, ser realizados por grupos de espíritas, fora do centro espírita, a fim de possibilitar a participação de pessoas não espíritas que se interessem pelos temas em debate.
A periodicidade pode ser semanal, quinzenal ou mensal, dependendo da disponibilidade das pessoas envolvidas no projeto. Recomenda-se que as reuniões tenham, no máximo, noventa minutos de duração, com hora certa para início e término.
Os livros Atitude de Amor, Seara Bendita, Unidos pelo Amor e outros psicografados por Wanderley Soares de Oliveira e por outros médiuns, sintonizados com a fase de amadurecimento do Espiritismo, devem servir de inspiração para os temas para os Diálogos Espíritas, tendo os livros da Codificação como base.

Bibliografia
DUFAUX, Ermance de La Jonchére e PEREIRA, Cícero. Unidos pelo Amor. Psicografia de Wanderley Soares de Oliveira. Belo Horizonte: Inede, 2004.
EDUCAÇÃO: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC/Unesco, 2006.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco, 2007.
O organizador do projeto e do texto é Celso da Costa Frauches, espírita e consultor sênior do ILAPE / Instituto Latino-Americano de Planejamento Educacional – www.ilape.edu.br –, Brasília, DF.
A proposta de Diálogos Espíritas e toda a sua fundamentação fluem dos textos de Cícero Pereira, ditados ao médium Wanderley Soares de Oliveira e publicados no livro Unidos pelo Amor, editados pelo Inede em 2004, em Belo Horizonte. Na maioria dos parágrafos a transcrição é quase integral.
O Relatório está publicado em forma de livro, no Brasil, com o título Educação: Um Tesouro a Descobrir, UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ESPIRITISMO BY ANDRE LUIZ


"O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos." (ANDRÉ LUIZ, O Espírito da Verdade, FEB, 8)

"Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os Emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível: a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 39, CEC)

"O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o entendimento e a distância entre a fé o fanatismo." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 19, CEC)

"O espírita está informado de que o acaso não existe." (ANDRÉ LUIZ,Conduta Espírita, FEB, 18)
"A Doutrina Espírita está alicerçada na lógica e para ser espírita é impossível fugir dela." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 9)

"O Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 26)

"A Doutrina Espírita nos recomenda a fé raciocinada para que, desde a existência terrestre, possamos compreender que é lícito admirar o pensamento alheio e até seguí-lo, quando a isso nos decidamos, mas é preciso pensar por nós, a fim de que não venhamos a cair irrefletidamente no resvaladouro do erro ou no visco da obsessão." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, 17)

"A Doutrina Espírita é o instituto universal de ensino e proteção, instalado por Allan Kardec, sob orientação do Mestre dos Mestres - Jesus Cristo." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 46)
"O Espiritismo abrange com a sua influência regenerativa e edificante não apenas a individualidade, mas também todos os círculos de atividade em que a pessoa respire." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 5)

"Doutrina que restaura o Cristianismo em sua pureza, é a religião natural da consciência na Terra e no Universo." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 55, CEC)

"O Espiritismo não é simples religião igual às demais: é um método de viver." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 58, CEC)

"O Espiritismo é religião de livre exame, sem poderes humanos que lhe domestiquem as manifestações." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 4, CEC)

"O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos." (ANDRÉ LUIZ, Conduta Espírita, 10, FEB)

"A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana." (ANDRÉ LUIZ, Conduta Espírita, 10, FEB)
"O Espiritismo não tem chefes humanos e nenhum dos seareiros do seu campo de multiformes atividades é imprescindível no cenário de suas realizações." (ANDRÉ LUIZ, Conduta Espírita, 46, FEB)

"A Doutrina Espírita entra no cenário do mundo, precisamente quando a investigação científica arreda para longe todos os resíduos das superstições humanas, a fim de mostrar que religião é sinônimo de vida eterna." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, 22, CEC)
"Doutrina do discernimento, o Espiritismo nos acorda para a valorização das forças da vida, ensinando-nos a preservá-la e a empregá-la com o proveito devido." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, CEC, 3)

"Doutrina Espírita é mensagem de Cristo, anunciando-nos que a felicidade de crer não está unicamente conjugada à responsabilidade de agir, mas também ao júbilo de criar, sentir, continuar e viver." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas,22, CEC)

"Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 51, CEC)

"Pode-se caminhar de muitas maneiras, com inúmeros padrões existenciais, porem, para seguir segundo o Espiritismo só existe uma única medida em todas as situações da romagem humana - o metro da caridade sob a luz da consciência." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 58, CEC)

"Espiritismo é caridade em movimento." (ANDRÉ LUIZ, O Espírito da Verdade, 2, FEB)

"A Doutrina Espírita, revivescendo o ensino de Jesus, não desconhece que a necessidade humana espera corações, cérebros e braços empenhados em resolver-lhes os trágicos desafios." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, 40, CEC)

"O espírita vive como vivem os outros, mas em todas as manifestações da existência é chamado a servir aos outros, através da atitude." 9ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 3, CEC)

"O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 19, CEC)

"O Espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 35, CEC)

"Justa, dessa forma, a iniciativa de trazer a Doutrina Espírita à concorrência honesta das normas que as religiões e as filosofias apresentam às criaturas, no sentido de lhes facilitar a existência." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, Prefácio)

terça-feira, 13 de julho de 2010