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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019





                                 

                             1. Executar alegremente as próprias obrigações.
                             2. Silenciar diante da ofensa.
                             3. Esquecer o favor prestado.
                             4. Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
                             5. Emudecer a nossa agressividade.
                             6. Não condenar as opiniões que divergem da nossa.
                             7. Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
                             8. Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.
                             9. Treinar a paciência constante.
                          10. Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.
                          11. Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
                          12. Desculpar sem desculpar-se.
                          13. Não dizer mal de ninguém.
                          14. Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
                          15. Alegrar-se com a alegria dos outros.
                          16. Não aborrecer quem trabalha.
                          17. Ajudar espontaneamente.
                          18. Respeitar o serviço alheio.
                          19. Reduzir os problemas particulares.
                          20. Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

                                                                                                       (Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

FELIZ 2015!!! - NOSSO BLOG DESEJA A TODOS MUITA PAZ!

Nosso blog começara na próxima semana um projeto de evangelização pessoal,abordando temas como a reforma intima, relacionamentos, Conflitos familiares,entre outros, abordados a luz da Doutrina Espirita.

A primeira Série  está intitulada como : Eu fui,Eu sou, Eu serei....reflexões de um Espírito!

Aproveite o vídeo abaixo, simples e suave!!!! Feliz 2015 ! Paz e Alegria !



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dor e Sofrimento





por Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. O Problema da Dor: 4.1. A Dor Segundo a Medicina; 4.2. Necessidade da Dor; 4.3. Repensando a Dor. 5. O Problema do Sofrimento: 5.1. Sofrimento Segundo a Medicina; 5.2. A Posição Religiosa; 5.3. Repensando o Sofrimento. 6. Dor, Sofrimento e Espiritismo: 6.1. As Aflições sob a Ótica Espírita; 6.2. Remorso, Arrependimento e Resgate; 6.3. Jugo Leve. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO
O que se entende por dor? E sofrimento? Há diferença entre dor e sofrimento? Como analisar a dor e o sofrimento sob o ponto de vista da Doutrina Espírita?
2. CONCEITO
Dor. Em sentido geral é a sensação desagradável e penosa, resultante de uma lesão, contusão, ferimento ou funcionamento anômalo de um órgão. Por extensão, o termo se aplica a sentimentos de tristeza, mágoa, aflição, pesar, que podem repercutir de maneira mais ou menos intensa sobre o organismo, causando mal-estar.
Sofrimento. É a dor física ou moral. Quando enfrentado pelo indivíduo com coragem e resignação torna-se fator de aperfeiçoamento espiritual, capaz de conduzir ao heroísmo e à santidade. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)
3. HISTÓRICO
Os papiros do Egito e os documentos da Pérsia e da Grécia antiga descrevem não só a ocorrência da dor como também o desenvolvimento de medidas visando seu controle. Nos túmulos dos antepassados foram encontrados diversos apetrechos visando à cura da dor.
Na antiguidade, atribuía-se a dor aos maus espíritos. Dado o caráter religioso da dor, a Medicina era exercida por sacerdotes, que empregavam remédios naturais, sacrifício e prece para aliviar a dor.
Ao observar que os animais banhavam-se com barro para proteger-se das picadas dos insetos e os cachorros purgavam-se comendo plantas e raízes, o ser humano começou a usar os vegetais como os primeiros instrumentos analgésicos.
Os rituais, o uso de plantas medicinais, as manipulações físicas, a aplicação de calor, frio ou fricção do passado ainda continuam a ser utilizados. Hoje, porém, temos um maior acervo de pesquisas científicas, inclusive com a aplicação do lazer.
4. O PROBLEMA DA DOR
4.1. A DOR SEGUNDO A MEDICINA
De acordo com a medicina, a dor tem duas características importantes: a) fenômeno dual, em que de um lado está a percepção da sensação e, do outro, a resposta emocional do paciente a ela; b) dor sentida como aguda. Nesse caso, ela pode ser passageira ou crônica (persistente). O combate à dor física é feito com diagnósticos, exames, remédios e cirurgias auxiliadas pelas modernas técnicas computadorizadas.
4.2. NECESSIDADE DA DOR
A dor física anuncia que algo em nós não vai bem e precisa de melhora. Embora sempre queiramos fugir dela, ela nos oferece a oportunidade de reflexão — volta para o nosso interior —, objetivando o conhecimento de nós mesmos.
Dada a grande coerência da dor, tanto sofrem os grandes gênios e como as pessoas mais apagadas. Nesse sentido, observe o sofrimento anônimo daqueles que dão exemplo de santidade aos que lhe sentem os efeitos, mesmos ocultos e sigilosos.
A dor não é castigo: é contingência inerente à vida, cuja atuação visa a
4.3. REPENSANDO A DOR
A "dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos". É aguilhão, forja, fornalha, lapidaria, crisol e rútila. É agente de progresso, moeda luminosa, "lixívia que saneia e embranquece a alma enodoada pelos mais hediondos crimes". É "agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral". É "valioso curso de aprimoramento para todos os aprendizes da escola humana". É "o instrumento invisível que Deus utiliza para converter-nos, a pouco e pouco, em falenas de luz". É "nossa companheira – lanterna acesa em escura noite – guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial". (Equipe Feb, 1995)
5. O PROBLEMA DO SOFRIMENTO
5.1. SOFRIMENTO SEGUNDO A MEDICINA
A dor é fisiológica; o sofrimento, psicológico. O sofrimento é um conceito mais abrangente e complexo do que a dor. Em se tratando de uma doença, é o sentimento de angústia, vulnerabilidade, perda de controle e ameaça à integridade do eu. Pode existir dor sem sofrimento e sofrimento sem dor. O sofrimento, sendo mais vasto, é existencial. Ele inclui as dimensões psíquicas, psicológicas, sociais e espirituais do ser humano. A dor influi no sofrimento e o sofrimento influi na dor.
5.2. A POSIÇÃO RELIGIOSA
A simples reflexão sobre a dor e o sofrimento basta para evidenciar que eles têm uma razão de ser muito profunda. A dor é um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. Se não fosse a dor sucumbiríamos a muitas doenças sem sequer nos dar conta do perigo. O sofrimento, mais profundo do que a simples dor sensível e que afeta toda a existência, também tem a sua razão de ser. É através dele que o homem se insere na vida mística e religiosa. Por mais real que seja a razão de um sofrimento, não basta apenas a coragem para enfrentá-lo; necessitamos também do estímulo místico, ou seja, da religião. (Idígoras, 1983)
5.3. REPENSANDO O SOFRIMENTO
"O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição, mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Espírito vence a matéria". "O sofrimento é um meio poderoso de educação para as Almas, pois desenvolve a sensibilidade, que já é, por si mesma, um acréscimo de vida". "O sofrimento é o misterioso operário que trabalha nas profundezas de nossa alma, e trabalha por nossa elevação". "Em todo o universo o sofrimento é sobretudo um meio educativo e purificador". "O primeiro juiz enviado por Deus é o sofrimento, que procura despertar a consciência adormecida". "É apelo à ascensão. Sem ele seria difícil acordar a consciência para a realidade superior. Aguilhão benéfico, o sofrimento evita-nos a precipitação nos despenhadeiros do mal, auxilia-nos a prosseguir entre as margens do caminho, mantendo-nos a correção necessária ao êxito do plano redentor". (Equipe Feb, 1995)

6. DOR, SOFRIMENTO E ESPIRITISMO
6.1. AS AFLIÇÕES SOB A ÓTICA ESPÍRITA
A noção de castigo está relacionada com a ofensa a Deus. Dependendo do grau da ofensa, o castigo pode ser eterno. Ao ofender a Deus, o crente sofre e, com isso, a sua vida se torna um vale de lágrimas. O Espiritismo, ao contrário, ensina-nos que todos os nossos sofrimentos estão afeitos à lei de ação e reação. Allan Kardec, no cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, trata do problema das aflições, mostrando-nos a sua justiça. Fala-nos das causas atuais e anteriores das aflições, do suicídio, do bem e mal sofrer, da perda de pessoas amadas, dos tormentos voluntários etc. Estudando pormenorizadamente este capítulo vamos aprendendo que Deus, inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento e o ressarcimento da falta cometida.
6.2. REMORSO, ARREPENDIMENTO E RESGATE
É da Lei Divina que o ser humano receba, em si mesmo, o que plantou, nesta ou em outras encarnações. A lei de causa e efeito nos mostra que tudo o que fizermos de errado nesta ou em outras vidas deve ser reparado. O primeiro passo é o remorso. O remorso é um estado de alma que nos faz remoer o que fizemos de errado, mostrando as nossas falhas e os nossos deslizes com relação à lei natural. O arrependimento, que vem em seguida, torna-nos mais humildes e mais obedientes a Deus. Depois de remoída e arrependida, a falta deve ser reparada, por isso o resgate. Remorso, arrependimento e resgate fecham o ciclo de uma determinada dor, de um determinado sofrimento. Embora possamos receber ajuda externa (por exemplo, de um mentor espiritual), a solução está dentro de nós mesmos, pois implica determinação na mudança de atitude e comportamento.
6.3. JUGO LEVE
Allan Kardec, no cap. VI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz-nos que todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perda de entes queridos encontram sua consolação na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Naquele que não crê na vida futura as aflições se abatem com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem suavizar-lhe a amargura. O jugo será leve desde que obedeçamos à lei. Mas, que lei? A lei áurea deixada por Jesus: "Fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito". Praticando-a, vamos atualizando as nossas potencialidades de justiça, amor e caridade, primeiramente com relação a Deus e, secundariamente, com relação a nós mesmos e ao nosso próximo.
7. CONCLUSÃO
O Espiritismo é o "Consolador" prometido por Jesus. Meditando sobre os seus princípios, vamos construindo um edifício sólido, alicerçado na fé raciocinada, ou seja, na fé que usa o sentimento, mas preponderantemente a razão. 
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
São Paulo, 09/01/2010




sábado, 30 de março de 2013

O AUTO-AMOR, ESCUTANDO OS SENTIMENTOS


Por Carlos Pereira

Jesus Cristo, indagado por um doutor da lei judaica sobre o maior mandamento, assim respondeu:“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante a aquele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos”. Qual deles é o mais importante? Evidentemente que eles se interagem entre si, mas como se pode amar a Deus e ao próximo sem primeiro se amar?

O ato de amar a si próprio é passível de se aprender e o mais genuíno ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Isto, porém, não ocorre do dia para a noite, o auto-amor é um aprendizado de longa duração, até porque amar é uma lição para a eternidade.

O amor a si não se confunde com o egoísmo, porque quem tem atitude amorosa consigo está centrado no self. Conseguiu deslocar o foco de seus sentimentos para a fonte de sabedoria e elevação, criando ressonância com o ritmo de Deus. Amar-se é ir ao encontro de si mesmo, como denominava Carl Gustav Jung.

Ao amarmo-nos, começamos a vencer o individualismo e partimos para conquistar a nossaindividuação, isto é, o processo paulatino de expressar nossa singularidade, a “Marca de Deus” em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós. Para chegarmos a nossa individuação, é necessário aprender a escutar a nossa alma.

Escutar a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Ao escutar a alma, haveremos, inevitavelmente, de encontrarmos a nossa luz, mas também a nossa sombra, que somente se tornará uma ameaça se não for reconhecida. A nossa sombra só pode ser prejudicial quando negligenciamos identificá-la com atenção, respeito e afabilidade. Como se relacionar, então, com a nossa sombra?

Apenas um caminho: desenvolver crescentemente a nossa luz interior para que ela ocupe o espaço de sombra existente. A etapa inicial para a expansão da luz em nós é a aceitação. Aceitar os nossos sentimentos, desejos, ações, impulsos e pensamentos. Aceitar é entrar em contato sem reprimir. É criar uma conexão sem julgamento, uma vez que aceitação não significa condenação ou adesão passiva, mas entender, investigar e redirecionar esse patrimônio sem rigidez e desamor.

Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso, o auto-amor é também o autoperdão. Perdoar é ter uma atitude de compaixão que nos distancie dos julgamentos e críticas severas e inflexíveis.
Há algo, porém, que nos impede de aceitarmos como somos: o orgulho. O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal que nos faz criar ilusões sobre nossa verdadeira situação. O orgulho traz consigo a arrogância. O sentimento de arrogar significa a exacerbada estima a si mesmo, o autoconceito superdimensionado, o desejo compulsivo de se impor aos demais. O pior, ainda, é a nossa arrogância de acreditar convictamente no julgamento que fazemos acerca do nosso próximo, atitude esta que destrói profundamente a convivência humana.

A superação do orgulho se consegue através do exercício da humildade, ou seja, descobrindo-se quem se é. Nem mais, nem menos. Com a humildade, é possível se reconhecer e começar a se aceitar. Com a humildade, nasce o desejo de servir ao próximo, saindo-se de si e indo ao encontro do outro.

Após a aceitação do que temos e do que somos, superando o orgulho, devemos buscar desenvolver a autonomia dos sentimentos, que é a habilidade de gerir bons sentimentos em relação a nós mesmos; é a capacidade de libertar-se dos padrões idealizados, assumindo a sua realidade de busca do melhor possível; é libertar-se da correnteza da baixa auto-estima proveniente do subconsciente. As quatro principais vivências que conduzem a autonomia de sentimentos são: a auto-estima, a resistência emocional, saber o que se quer e escutar os sentimentos.

A pior conseqüência da falta de autonomia dos sentimentos é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Neste caso, a aprovação alheia passa a ser mais importante do que a própria aprovação interior.

Quem se ama, escuta os seus sentimentos e aprende a discernir o que quer da vida, a sua intenção-básica de existir, pois quem não sabe o que quer não toma decisões afinadas com seu íntimo e tampouco vive em paz. Quanto mais consciência se tem de suas reais intenções, mais a criatura visualiza seu futuro, sustenta seus ideais, melhora a relação consigo, alcança o clima de serenidade, dilata a sua responsabilidade e sintoniza-se com seu planejamento reencarnatório.

Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.

Quem se ama, aprende o sentido impermanente e transitório da vida e se desprende de tudo aquilo que possa lhe aprisionar e impedir sua evolução.

Quem se ama, dispensa a imponência das máscaras e é feliz por ser quem é.

Brilhe a vossa luz!

Texto construído baseado no livro “ESCUTANDO SENTIMENTOS – A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS”, de Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira.

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Pensamentos, o Alicerce da nossa Personalidade




Se quisermos ter uma vida em plenitude, é preciso darmos especial valor ao teor dos nossos pensamentos, pois são eles que constituem a base de nossa personalidade. O encadeamento de informações deste texto reforça esta tese, o que significa que, para bem viver, a qualidade dos nossos pensamentos tem peso fundamental.

Pesquisadores do comportamento humano afirmam que nossa personalidade pode ser definida como um conjunto de hábitos. Desse modo, é de fundamental importância termos hábitos adequados. Mas será que existe receita para transformarmos nossos hábitos para que eles sejam adequados? O sábio filósofo Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) indicou-nos uma maneira de proceder e caminharmos nessa direção. Segundo o filósofo, nossos hábitos são criados a partir da nossa iniciativa de passarmos a ter novas atitudes. Reforçando o óbvio, passarmos a ter atitudes que até então não tínhamos. Segundo Aristóteles se persistentemente repetirmos novas atitudes, adquiriremos novos hábitos. Mas, vale ressaltar: adquirir hábitos adequados ou inadequados vai depender, exclusivamente, dos tipos de novas atitudes que escolhermos. Boas atitudes, hábitos adequados. Más atitudes, hábitos inadequados.

Sobre a importância de nossas atitudes, William James (1898-1944), um dos mais proeminentes psicólogos norte-americanos, disse: “A maior descoberta da minha geração é que o homem pode mudar sua vida, simplesmente mudando suas atitudes”. Mas como mudar para melhor nossas atitudes? Lembre-se que as atitudes são geradas pelos nossos sentimentos. Exemplificando, se eu estou sentindo amor por uma pessoa, minhas atitudes serão conduzidas em direção ao amor. Por outro lado, se tenho sentimento de ódio, minhas atitudes serão voltadas para o ódio. Chegamos à conclusão de que nossos sentimentos são o norte “do bem” ou “do mal” viver, pois, são nossos sentimentos que irão gerar boas ou más atitudes. No entanto, falta ainda descobrir:“Como cultivar bons sentimentos”? É a resposta a esta pergunta que inicia a construção do prédio de nossa personalidade. Saber a resposta, mas também nos conscientizarmos de sua importância, fará com que tenhamos uma personalidade saudável. Vamos à resposta.

No começo deste texto, afirmamos que nossos pensamentos sustentam nossa vida, pois constituem a base de nossa personalidade. Qual a razão dessa afirmação? O motivo é que nosso pensamento gera sentimento. O que deve induzir a questionarmo-nos periodicamente: “Qual é a qualidade dos meus pensamentos atuais?” É importante fazermos continuamente essa reflexão, pois se são nossos pensamentos que geram sentimentos, estes por sua vez geram atitudes que, conseqüentemente, formam novos hábitos que, por fim, modelam nossa personalidade.

Que importância nós estamos dando ao teor dos nossos pensamentos?

Para que nossa reflexão relativa a este auto-questionamento tenha ainda mais consistência, ressalto que, dentre inúmeros pensamentos que temos ao longo do dia, dois deles são os que se destacam em importância. Por essa razão, merecem nossa especial atenção. Quais são estes dois pensamentos tão importantes? Bem, o primeiro deles, é o pensamento que temos no momento em que nos levantamos, e o segundo é aquele o que domina nossa mente antes de dormirmos. Sintetizando, os pensamentos basilares são o primeiro e o último de cada dia. Esses dois pensamentos são vitais para o nosso bem ou mal viver. Ter autodomínio para bem direcioná-los, é a fonte de uma vida com real significado e sentido.

Numa auspiciosa época em que - quebrando paradigma - pesquisa da revista Fast Company(EUA) dirigida ao mundo empresarial, coloca Jesus Cristo como um dos dez maiores líderes de todos os tempos, assume especial valor o comentário a seguir do autor espiritual Emmanuel. Ele nos mostra um caminho excepcional para termos bons pensamentos. De forma simples e objetiva Emmanuel aponta-nos o caminho da excelência no cultivo de bons pensamentos. Orienta-nos ele:
“Lava os teus pensamentos em esforço diário, nas fontes do Cristo”(*).

(*) Capítulo 120 do livro Caminho, verdade e vida (FEB), Emmanuel/Francisco Cândido Xavier. Obs.: Os livros do autor espiritual Emmanuel ultrapassaram a tiragem de dois milhões de exemplares.


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