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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Reforma Íntima – Porque é tão difícil e como fazer?

Afinal, porque é tão difícil realizar a reforma íntima?
É o que tentaremos, humildemente, ajudar a entender. Depois, compreendendo a dificuldade, é possível entender como fazê-la.
Primeiro, devemos analisar o que visa a reforma íntima: alterar nossos hábitos diários, deixando para trás hábitos infelizes e introduzindo em nossas vidas hábitos edificantes, o que resultará na sublimação de nosso espírito, com a elevação moral e intelectual.
Porém, a impressão que possuímos é que somente espíritos evoluídos conseguem manter hábitos edificantes durante o dia a dia. Nós, pessoas normais, temos enorme dificuldade de fazer a reforma íntima.
Essa dificuldade surge de vários fatores, vejamos:
1º – Nossa mente está habituada a determinado padrão vibratório. Conforme ensinamentos da Espiritualidade Superior, todo e qualquer pensamento emite vibrações. Assim, ao longo das vidas, possuímos o reflexo condicionado de manter determinado padrão vibratório. O resultado disso é a acomodação natural de nossa mente neste padrão vibratório. Até porque ele está em sintonia com todas as outras consciências que estão na mesma escala evolutiva. Dessa forma, naturalmente, a mente tende a emitir sempre o mesmo padrão de ondas mentais.
2º – Nosso subconsciente está alimentado de reflexos condicionados inferiores de outras vidas e de outros estágios da evolução. Antes de chegarmos na fase Humana, quando ainda éramos apenas uma crisálida de consciência nos reinos inferiores, foi necessário o desenvolvimento de instintos que, aos poucos, agora na fase humana, vão dando lugar à razão e ao sentimento. Na nossa atual fase, estamos lutando para largar estes instintos inferiores, ainda de ordem animalizada, para chegarmos no estágio da Razão e Sentimento.
Nossas reencarnações anteriores ainda eram muito inferiores. Basta pensarmos que há 200 anos atrás havia a escravidão no Brasil.
Disso resulta que ao longo dessas reencarnações em épocas ainda atrasadas da Humanidade, desenvolvemos reflexos condicionados ligados a hábitos grosseiros e inferiores.
Com a nova reencarnação trazemos, em nosso subconsciente, esses reflexos condicionados que, se não possuirmos controle mental rígido, manterão hábitos inferiores, impossibilitando a reforma íntima.
3º – A influência religiosa do passado, faz com que consideramos ruim fazer a reforma íntima. Soa como “chato” largar de beber cerveja, controlar a mente quanto a pornografia, não fumar, não usar drogas. São consideradas bobas as pessoas tranquilas, pacíficas, caridosas. Isso tudo porque ainda temos a mente presa a esta dimensão densa. Não conseguimos elevar um pouco nossa mente para entender que nas outras dimensões mais sutis a matéria, onde o espírito vive, é completamente diferente. Nestes lugares, a alegria e felicidade, com seus naturais prazeres, vale infinitamente mais do que qualquer vício que mantemos aqui, nesta vida imersa em dimensão grosseira.
4º – A influência espiritual. Atualmente possuímos mais de 7 bilhões de habitantes encarnados no planeta. Assim, aumentou o número de desencarne de consciências em conjunto e numa época em que o vícios materiais se multiplicam. Com isso, muitos desses espíritos permanecem na crosta terrestre, procurando viver entre os encarnados para manter os vícios de suas mentes.
O resultado dessa maior convivência é, naturalmente, uma maior influência, procurando nos levar a manter hábitos inferiores.
*Disso tudo resulta que precisamos lutar contra os estímulos inferiores que nascem de nosso próprio subconsciente e da influência externa dos espíritos infelizes, entendendo que a reforma íntima nos capacitará para a verdadeira Vida Maior (que não nasce apenas do desencarne, mas sim da nossa elevação para planos de vida superiores, em dimensões vibratórias mais sutis).
Precisamos reprogramar nossas mentes.
Necessitamos largar os hábitos inferiores e adquirir hábitos edificantes. Com isso alteraremos nosso padrão vibratório e não receberemos influências inferiores.
Porém, ninguém conseguirá fixar “a partir de amanhã não serei mais egoísta”.
Isso porque, o vícios internos do espírito, ligados a moral, levam anos e até mesmo vidas para depuração.
De outro lado, os vícios externos podem ser combatidos imediatamente.
Sabendo disso precisamos estipular uma estratégia para a reforma íntima.
Esta estratégia envolve tanto os vícios internos quanto externo do Espírito, com a diferença de que terá repercussão imediata nos vícios externos e mediata nos vícios internos.
Dentro desse cenário, devemos adotar em nossa vida diária, como hábitos que não podem ser adiados:
1 – oração diária (ao acordar, ao dormir, indo para o trabalho, voltando, caminhando, correndo, sempre é possível elevar o pensamento e fazer uma prece agradecendo a Deus tudo que possui e pedindo proteção para a vida diária).
2 – Evangelho no Lar (estabelecer um dia na semana, em determinado horário, para orar em família, ver “artigo” a respeito no site).
3 – Ler mensagens edificantes (as mensagens trazidas pela Espiritualidade Superior iluminam nossas mentes e ampliam nossos conceitos, ensinando a praticar condutas edificantes).
4 – Meditação diária (reservar 5 minutos do dia para ouvir música relaxante, evitando pensar nos problemas do trabalho, da família, apenas elevar o pensamento a Deus e meditar).
5 – Alimentação saudável e exercícios físicos regulares (precisamos conservar a saúde de nosso veículo de manifestação nesta dimensão vibratória). A prática de exercícios físicos regulares ajuda a elevar a sensação de bem estar, contribuindo na manutenção do padrão vibratório.
Estas cinco práticas caracterizam-se por serem hábitos edificantes que catalisarão bons pensamentos e proporcionarão a elevação de nosso padrão vibratório, além da mudança interna de nossas condutas inferiores.
Em conjunto com estes hábitos, devemos vigiar nossos pensamentos, cortando no nascedouro qualquer estímulo não edificantes. Se o estímulo era de nosso subconsciente, demos um passo para reprogramação de nossa mente; se o estímulo era influência de espírito infeliz, afastamos a má companhia.
Imaginar fazer a reforma íntima sem conhecê-la e sem traçar uma estratégia é ineficaz, porque estamos lutando contra uma programação de nossa mente de milhares de anos, além da influência de espíritos infelizes que habitam a Crosta Terrestre.
Ao estabelecer estas cinco condutas edificantes, dificilmente a reforma íntima não avançará em nossa vida mental.
Com certeza nossos amigos espirituais aguardam ansiosamente pela nossa elevação, por isso, ajuda não faltará!
*
Por Breno Costa - http://avidanomundoespiritual.com.br/reforma-intima-porque-e-tao-dificil-e-como-fazer/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

RAUL TEIXEIRA - SOBRE O CARNAVAL

O carnaval não precisa entrar em extinção. Ele precisa voltar às bases da alegria verdadeira. As pessoas têm direito à distração e ao contentamento. Sabemos que as culturas permanecem, mas vão sendo transformadas de conformidade com as épocas.
De acordo com o tipo de espíritos reencarnados em determinadas épocas, as festas culturais, herdadas de nossos ancestrais, vão tomando características diferentes. Isso ocorre com quaisquer festas, seja o Natal, o carnaval, a páscoa ou as festas juninas.
O carnaval hoje sofre, infelizmente, a predominância da viciação, da violência e da pornografia, em função dos espíritos pervertidos que participam dessa loucura. Se olharmos para o lado da descontração sadia, da alegria verdadeira, é claro que é uma festa positiva. Nosso posicionamento não deverá ser contra essa festividade,  que pode se dar em qualquer época do ano. Devemos, sim, ensinar às criaturas a saber usar bem a sua liberdade e a oportunidade de ser feliz, mesmo que seja através dos folguedos do mundo, uma vez que para os espíritas conscientes não pode haver espaço para improdutivos radicalismos ou para a ignorância quanto aos níveis de entendimento ou de desenvolvimento de cada criatura.

http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/entrevistas/443-entrevista-com-raul-teixeira

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

REFORMA INTIMA - MÓDULO I - CONCEITOS - 0 QUE DIZEMOS?

Portal do Espírito

A sua referência sobre Doutrina Espírita na Internet 

Reforma Íntima em seis perguntas

Centro Espírita Celeiro de Luz
1.     O que é a Reforma Íntima?
A Reforma intima é um processo continuo de auto-conhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.
2.     Por que a Reforma Íntima?
Porque é o meio de nos libertarmos dás imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos comestivelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.
3.     Para que a Reforma Íntima?
Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.
4.     Onde fazer a Reforma Íntima?
Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigas e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.
5.     Quando fazer a Reforma Íntima?
O momento é agora e já ; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.
6.     Como fazer a Reforma Íntima?
Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é o ingresso num Grupo de Estudos Regulares e Sistematizados da Doutrina Espírita, cujo objetivo central é exatamente nosso aperfeiçoamento moral. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Dai em diante o trabalho continua de modo progressivo, porém com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer nossa Reforma Íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.

O CONHECIMENTO DE SI MESMO

As bases da REFORMA ÍNTIMA foram lançadas por Allan Kardec no LIVRO DOS ESPÍRITOS na pergunta 919 : "Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrebatamento do mal ?
Um sábio da antigüidade vos disse: ‘CONHECE-TE A TI MESMO’."
Na resposta à pergunta 919-A, feita por Kardec aos Espíritos, SANTO AGOSTINHO afirma : "O Conhecimento de Si Mesmo é, portanto, a chave do progresso individual".
Todo esforço individual no sentido de melhorar nesta vida e resistir ao arrebatamento do mal só pode ser realizado conscientemente, por disposição própria, distinguindo-se claramente os impulsos íntimos e optando-se por disposições que nos levem a mudança de comportamento.
A disposição de conhecer-se a si mesmo surge de duas maneiras:
1.     surge naturalmente como fruto do amadurecimento espiritual de cada um
2.     provocada pela ação do sofrimento renovador, que sensibiliza a criatura e desperta-a para os valores novos do espírito.
Uns chegam pela compreensão natural outros pela dor, que também é um meio de despertar nossa atenção

CONHECER-SE PELA AUTO-ANÁLISE

919-A - AK - "Compreendemos toda a sabedoria dessa máxima ( Conhece-te a ti mesmo ) mas a dificuldade está precisamente em se conhecer a si próprio. Qual o meio de se chegar a isso ????
A pergunta de AK Santo Agostinho, responde, oferecendo o resultado de sua própria experiência:
"Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: ao fim de cada dia interrogava a minha consciência, passava em revista o que havia feito e me perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever, e se ninguém teria motivo para se queixar de mim. Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma".
Isso é AUTO-ANÁLISE - É UM PROCESSO SISTEMÁTICO E PERMANENTE DE EFEITOS DIÁRIOS E CONTÍNUOS, ONDE VAMOS

AO ENCONTRO DE NÓS MESMOS.

O processo de auto-análise pode e deve ser utilizado mais intensamente pelo homem, como meio de auto educação permanente e ordenada.
PRECISAMOS sair da condição de indivíduos conduzidos pelos envolvimento do meio, reagindo e mudando , para passarmos a categoria de condutores de nós mesmos, com amplo conhecimento de nossas potencialidades em desenvolvimento.

FAÇA SUA AVALIAÇÃO INDIVIDUAL

CONHECIMENTO DE SI MESMO

Medite, preencha e analise os resultados:
1.     Acha que o conhecimento de si mesmo é a chave do melhoramento individual ?
Sim ( ) Não ( ) Sem idéia formada ( )
2.     Acredita ser conhecedor de si mesmo, em profundidade suficiente, podendo assim identificar os seus próprios impulsos?
Sim ( ) Não ( ) Superficialmente ( )
3.     Já se preocupou em descobrir os porquês de suas principais manifestações impulsivas no terreno das emoções?
Sim ( ) Não ( ) Raramente ( )
4.     Refletir sobre si mesmo e auto-analisar-se é difícil?
Sim ( ) Não ( ) Sem experiência ( )
5.     Como reage quando sente que ofendeu alguém?
Fica penalizado ( ) Sente-se inquieto ( )
Reage com indiferença ( ) Pede desculpas ( )
Pratica autopunição ( )
6.     Entristece-se ao constatar no seu intimo, por vezes, sentimentos fortes que não consegue dominar?
Sim ( ) Não ( ) Indiferente ( )
7.     Já tentou relacionar os seus principais defeitos?
Sim ( ) Não ( ) Não vê razões para o fazer ( )
8.     Diante de algum erro ou falha sua, como se sente?
Indiferente ( ) Deprimido ( ) Procura corrigir-se ( )
9.     á sofreu alguma dor profunda ou passou por período de doença que lhe tenha feito mudar os seus hábitos ou corrigir algum defeito?
Sim ( ) Não ( )
10. Acha que se sentiria mais feliz e alegre compreendendo e controlando melhor as suas reações desagradáveis?
Sim ( ) Não ( ) Indiferente ( )

PONDERE E PROCURE DECIDIR-SE

O que foi abordado até aqui teve como objetivo levar o leitor a refletir sobre a importância do Conhecimento de Si Mesmo, que é a chave do melhoramento individual.
Analise agora as suas respostas, dadas a esse pequeno teste, e conclua por você mesmo como se encontra diante desse trabalho de exploração da sua consciência. É evidente que muito pouco sabemos sobre nós mesmos, mas chegaremos, agora ou depois, cedo ou tarde, à conclusão de que um dia desejaremos ser conduzidos pela própria vontade no caminho do bem. Então, o primeiro passo é exatamente esse: Conhecer-se a Si Mesmo.
Convidamos você a tomar agora a decisão de realizar esse trabalho, caso ainda não o tenha feito ou, se quiser, seguir a leitura abaixo indicada, para maiores reflexões. Os próximos capítulos lhe farão conhecer o campo de batalha a ser enfrentado dentro de você mesmo.

O QUE SE PODE TRANSFORMAR INTIMAMENTE

Esta parte foi desenvolvida sobre três temas básicos, a saber:
  • os vícios;
  • os defeitos;
  • as virtudes.

A VONTADE FERRAMENTA FUNDAMENTAL

Há vários métodos que ensinam para fazer algo, porém todos partem de um pressuposto: A Vontade.
A vontade pode ser fraca ou forte, e ela diz muito do propósito e da capacidade de decisão que imprimimos à nossa vida. A vontade, como vimos, pode ser fortalecida por afirmações repetidas por nós mesmos, como forças desencadeadoras de nossas potencialidades psíquicas, pensando e até dizendo: "eu quero ........", "eu não tenho necessidade ........", "eu vou deixar de ........".
Assim, vamos fortalecendo a vontade e, ao largarmos o "vício X", devemos fazê-lo de uma só vez, pois não é aconselhável deixar aos poucos.
O acompanhamento médico, porém, é recomendado em qualquer caso.
Resistir de todos os modos aos impulsos que naturalmente vão surgir: dessa forma, no decorrer dos dias, a autoconfiança aumenta.
Com isso desenvolvemos um treinamento de grande valor com relação ao
domínio e ao controle da vontade, conduzindo-a em direção ao aperfeiçoamento interior, trabalho esse do qual sempre nos afastamos, levados por envolvimentos de toda sorte.
Nada se conquista sem trabalho. E, vencendo o ........ , capacitamo-nos a superar outros condicionamentos que nos prejudicam igualmente na caminhada evolutiva.

VÍCIOS

Os primeiros abrangem aqueles considerados mais comuns, tidos até mesmo como costumes sociais, mas que acarretam, pelos malefícios provocados, sérios danos à nossa constituição orgânica e psíquica. Pela ordem, são eles :
  • o fumo;
  • o álcool;
  • o jogo;
  • a gula;
  • os abusos sexuais
A respeito dos vícios, ninguém em nossa sociedade, é criticado ou rejeitado pelo fato de fumar, beber, jogar, comer bem ou ter aventuras sexuais. Tudo isso já foi até mesmo consagrado como natural, e portanto, aceito amplamente como "costume da época".
Estamos alheios aos perigos e às conseqüências que os citados hábitos nos acarretam, mas um pouco já sabemos:
  • fumo - câncer no pulmão - enfisema - etc
  • álcool - cirrose - ressaca, enxaqueca
  • aventuras sexuais - doenças venéreas - AIDS
  • comer demais - obesidade - colesterol etc.
Em alguns países já existem restrições a propaganda de álcool e cigarros , inclusive no Brasil cigarros só podem ter propaganda na TV após as 22h tem que colocar no maço de cigarro que o cigarro faz mal a saúde.
DEFEITOS
  • orgulho
  • vaidade
  • inveja
  • ciúme
  • avareza
  • ódio
  • vingança
Os defeitos para o homem são os grandes impedimentos do seu progresso moral.
Vamos conhecer as características peculiares de cada um desses defeitos para ser mais fácil identificar e combater.
"O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA" diz um ditado militar, e devemos aplicar a nossa BATALHA ÍNTIMA aqui também vamos precisar da ferramenta VONTADE
PEDRO CAMARGO "VINÍCIUS"- no livro-O MESTRE NA EDUCAÇÃO- cap. 20 - Querer é poder? - " Há muita gente que procura com afinco realizar seu ‘querer’, por este ou aquele meio, desprezando precisamente o processo seguro do êxito: o saber. Daí os fracassos, o desânimo, a descrença e o pessimismo de muitos".
E NO FINAL CONCLUI:

"SABER É PODER, REPETIMOS. AQUELE QUE SABE PODE. AQUELE QUE QUER, E IGNORA A MANEIRA DE REALIZAR SEU ‘QUERER’, NÃO PODE COISA ALGUMA".

ORGULHO

amor próprio acentuado- contraria-se por qualquer coisa reage explosivamente a qualquer observação ou critica de seu comportamento menospreza as idéias do próximo, preocupa-se com a aparência exterior, dá demasiada importância a posição social e ao prestigio pessoal.

VAIDADE

apresentação pessoal exuberante no vestir nos adornos, intolerância com aqueles cuja posição social ou intelectual é mais humilde, aspiração a cargos e posição de destaque não reconhecimento de sua própria culpabilidade diante do infortúnio que passa.

INVEJA

desejo manifestado dentro de nós de possuir algo que vemos em alguém ou na propriedade de alguém crítica a alguém que faz pouco e muito possui estado de depressão, causando tristeza, sofrimento, inconformação e revolta com a própria sorte apego aos valores transitórios da existência: posição social, objetos de uso pessoal, bens materiais, recursos financeiros.

CIÚME

nosso apego a objetos e a pessoas - posse.

AVAREZA

apego ao dinheiro e a objetos materiais que possuímos.

ÓDIO

o ódio é uma manifestação dos mais primitivos sentimentos do homem animal, o ódio nos leva a cometer os atos mais indignos de violência, de agressividade, causando dissensões e até mortes, contraindo muitas vezes as mais penosas dívidas para o futuro junto com o ódio fica o rancor.
Como combater:
1.     perdoando aos que nos ofendem , Jesus deu a fórmula "não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete"
2.     o primeiro passo é segurá-lo de todos os modos. Calemos a boca, contamos até dez ou até cem, caso seja preciso. Depois procurar um local onde possamos nos recolher e ir nos acalmando mentalmente, para serenar nosso ânimo exaltado.

VINGANÇA

é uma reação carregada de fortes emoção , por uma ofensa a nós dirigida, geralmente são emoções fortes como o ódio que levam as criaturas a atos criminosos de vingança.

VIRTUDES

  • humildade
  • modéstia
  • sobriedade
  • resignação
  • sensatez
  • generosidade
  • afabilidade
  • doçura
  • compreensão
  • tolerância
  • perdão
  • misericórdia
  • paciência
VIRTUDE - não é algo tão distante assim do nosso modo de ser - dicionário - disposição firme e constante para a prática do bem.
LE 893 - "O sublime da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem intenção oculta".

Humildade , Modéstia e Sobriedade

podemos resumir essas três virtudes como sendo:
Despretensioso , Conformado , Resignado , Simples , Submisso , Respeitoso , Reservado , Comedido , Moderado , Sóbrio.

Resignação

Para sermos resignados precisamos aprender a não lamentar a nossa sorte e a aceitar com submissão pacientemente os sofrimentos da vida.

Sensatez

Pessoa que age com cautela e sabedoria . Sabedoria pressupõe conhecimento das verdades espirituais e portanto da importância dos fatos e ocorrências da vida como meio de nos elevar na escala da evolução espiritual.

Generosidade

Ser bom, pródigo , saber fazer o bem , ser desapegado dos bens terrenos, ter alegria e satisfação em servir

Afabilidade e Doçura

São manifestações naturais da benevolência para com as criaturas, resultantes do amor ao próximo. Afável e doce é ser:
cortês, agradável, bondoso, brando, suave, sereno meigo e terno.

Compreensão e Tolerância

Ser compreensivo é estar preparado para aceitar as reações, a conduta, o modo de ser das pessoas sem prejulgamentos ou condenações é aceitar as pessoas como elas são.
A tolerância e conseqüência da compreensão, como não nos cabe salientar os erros e os defeitos alheios nem mesmo criticar, devemos admitir, desculpar, aceitar, perdoar, atenuar e mesmo comutar erros.

Perdão

Devemos perdoar sempre - Jesus - perdoar não sete vezes mas setenta vezes sete vezes - ILIMITADAMENTE

Misericórdia

É o esquecimento e perdão das ofensas
E S E - "O esquecimento das ofensas é o apanágio das almas elevadas, que pairam acima dos golpes que lhes queiram desferir"

Paciência

Num mundo de pressa e correrias, como ser pacientes ???
O relógio é o nosso maior tormento !!!
Discutimos, perdemos a calma, nos irritamos, nos exasperamos, nos desequilibramos emocionalmente durante o dia várias vezes.
Aí entra a paciência que serena, pacífica, sem reações violentas, calma, branda. Tolerante, é a aceitação tranqüila, a vigilância ponderada.
Cada um de nós poderá identificar, nos momentos diários, as ocasiões em que deverá aplicar a paciência.

UM MÉTODO PRÁTICO DE AUTO-ANÁLISE

LE-919-A - S. Agostinho " Aquele que, todas as noites, lembrasse todas as suas ações do dia e se perguntasse o que fez de bem ou de mal, pedindo a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, porque, acreditai-me, Deus o assistirá".

ESTABELECER METAS

Comecemos por definir o que deve e precisa ser modificado em nós: estabeleçamos nossas metas. Analisemos o que queremos modificar.

COMO ENFRENTAMOS OS VÍCIOS MAIS COMUNS

Um caminho é começar pelos hábitos ou vícios que ainda nos condicionam a satisfações ou necessidades prejudiciais ao nosso corpo e ao nosso espírito.

FIXANDO RESULTADOS PROGRESSIVOS

Os resultados progressivos tem sido causa de desanimo, ao estabelecer nossas metas achamos que as mudanças tem que ser drásticas e grandes.
Mas como não conseguimos cumpri-las da noite para o dia nos desiludimos e perdemos a vontade e a coragem de continuar.
Fixar prazos- semana, mês , bimestre, semestre , ano.
Ex. cigarro - hoje 10 dentro de um mês 5 dois meses fim
álcool quantas vezes ingerimos na semana - todos os dia - daqui a seis meses uma vez por semana - um ano parar . Assim por diante...

FAZENDO UMA PROGRAMAÇÃO GERAL

A escolha das prioridades dos vícios e dos defeitos a eliminar ficará a nosso critério individual. Temos assim em nossa programação cerca de 18 meses para eliminar 03 dos 05 vícios indicados no quadro.
Algumas auto-sugestões :
Abandonarei o cigarro decididamente...
Evitarei a bebida corajosamente...
Controlarei os excessos alimentares tranqüilamente...

A PRÁTICA DO ORAR NO PROPÓSITO DE VIGIAR

Oremos, com o melhor de nossas intenções, com toda a emoção, e recebamos o influxo das energias suaves que nos serão dirigidas em sustentação aos nossos propósitos.

CULTIVO DAS VIRTUDES

Pode parecer que só nos preocupamos com o nosso lado inferior. Mas não precisamos também cultivar as virtudes.
Um modo de cultivar as virtudes e tentar a substituição dos defeitos por virtudes:
ORGULHO pela HUMILDADE
VAIDADE pela MODÉSTIA e SOBRIEDADE
INVEJA pela RESIGNAÇÃO
CIÚME pela SENSATEZ e PIEDADE
AVAREZA pela GENEROSIDADE e BENEFICÊNCIA
ÓDIO pela AFABILIDADE e DOÇURA
VINGANÇA pelo PERDÃO
INTOLERÂNCIA pela MISERICÓRDIA
IMPACIÊNCIA pela PACIÊNCIA e MANSUETUDE
OCIOSIDADE pela DEDICAÇÃO e DEVOTAMENTO



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dez passos para a conquista da honestidad e- Em O segundo Elo - Elizabeth Pereira.

                           




 Honestidade não é uma virtude e sim um conjunto delas,que vamos adquirindo paulatinamente ao longo de nossa caminhadade maneira individual e progressiva. A honestidade segue esta ordem:verdade,sinceridade,seriedade,inceridade,doçura,confiabilidade,retidão,dignidade,misericórdia,pureza,autoridade.
 Na ausencia de uma só destas virtudes,não há honestidade. O individuo que estagia na primeira é verdadeiro,na segunda é verdadeiro e sério,na terceira é verdadeiro, sério e sincero, e assim sucessivamente,mas ele só poderá ser chamado honesto quando chegar à ultima virtude: a autoridade. A honestidade é inflexível,pois se é ou não honesto. Não se pode ser muito honesto ou um pouco honesto,pois um minimo de desonestidade abre exceções para atos ilicitos e, onde há um só ato ilicito,por menor que seja,não há honestidade.

Começamos nossa escalada ( para a honestidade) em busca desse tesouro no momento em que alcançamos a verdade.Ser VERDADEIRO é o ponto de partida. na medida em vencemos a tendência à mentira,estamos de posse do melhor conceito sobre nós mesmos. Dizer averdade é não se contradizer,é se preparar e preparar os outros para enfrentar a vida como ela é. Mentir é roubar,de alguém ou de nós mesmos,o direito à verdade. Ser verdadeiro nos livra de penosas culpas.Ser verdadeiro,pode salvar vidas:não foi por acaso que o falso testemunho foi citado como crime no Decáogo,o conjunto de leis perfeitas. Ser verdadeiro quando cometemos um erro é assumir nossa culpa.Somos caridosos com os outros implicados no mesmo desacerto que a falta com a verdade condena em nosso lugar.Dizer a verdade sempre é um ato de coragem,principalmente a verdade a nosso respeito

Se a pessoa consegue dizer a verdade em todas as circunstancias,sem jamais mentir para ninguém ou para si mesma, nãos eria já uma pessoa honesta?(...) - Conheci um homem verdadeiro,tão verdadeiro que respondia afirmativamente a qualquer um que lhe perguntasse se ele havia matado a esposa e desviado dinheiro da empresa que trabalhava.Ao ser interrogado pela polícia,não mentiu;contou a verdade no julgamento e foi condenado a 24 anos de prisão,saindo por bom comportamento nametade da pena.Hoje,livre,casou-se com a amante e goza da fortuna da empresa arrasada. Asseguro-lhe que ele é totalmente verdadeiro. MAs acha que depois de cometer adultério,assassinato e roubo,ele pode ser qualificado como honesto?"(...) Mas Mas ele se encontra a caminho!

O próximo passo é a SERIEDADE. Em posse da verdade, é imprescindivel que tenhamos a seriedade para lidar com ela.Sabendo que não conseguimos mentir,passamos a policiar nossos atos com seriedade,procurando agir de maneira menos reprovável possível. Cônscios de que não conseguiremos ocultar nosos atos,procuramos agir melhor e adquirimos seriedade a cada ato. Mas isso não basta. Um homem verdadeiro e sério não da um golpe numa empresa onde trabalha,pois isso lhe custará o emprego,e não mata a esposa porque não quer ser preso. A seriedade o faz medir as consequencias. Não expõe sua reputação de homem sério. Porém ele não reluta em arrasar o concorrente ou trair sua esposa,alugando corpos de jovens mulheres, e não se sente constrangido em confessar estes gestos tão levianos que considera como vantagens.

Ser verdadeiro  e sério não basta. Por isso,imediatamente após a seriedade é preciso que venha a SINCERIDADE. Um homem verdadeiro,sério e sincero já não consegue negar seus sentimentos e anseios. A sinceridade o impulsiona a agair de maneira a não trair a si mesmo;por isso,dizemos que a sinceridade é uma das virtudes da honestidade que precisa ser adoçada para não ferir o próximo. nesse estágio,o homem mantém uma postura inabalável na empresa que o emprega. MAs ainda age de maneira cruel para com o concorrente. Quando trai a esposa, não hesita em abandona-la para viver um romance novo. Mesmo que se arrependa e volte atrás,ele não deixa de viver o arrebatamento da paixão fugaz,magoando a companheira. Em contrapartida,quando volta não trai mais pois é sincero. E assim ele se torna confiável. 

Ao se tornar CONFIÁVEL, o homem tem aquela postura inabalável no trabalho não mais por medo de perder o emprego e sim porque mereceo cargo que ocupa ea confiança que lhe foi outorgada. Na batalha com o ocncorrente procura ser escrupuloso,sem a esperteza asquerosa dos homens que querem levar vantagem em tudo. Com a esposa , desenvolve a empatia e a confiança mútua, não desmerece a confiança que adquiriu. não consegue mais não ser confiável e, sem esforço, mantém-se fiel a ela e a si próprio.

Poderiam me dizer: mas isso não basta? E eu diria: não. Ainda não podemos chamar de honesto este homem,pois a honestidade,como disse antes é inflexível.

Quero que vocês tomem o fator trabalho como honestidade material e o fator casamento comohonestidade moral agora. Pois logo após a confiabilidade vem a  RETIDÂO. Reto quer dizer  que não apresenta nehuma curvatura ou desvio. ser um homem reto não é apenas ser leal à familia e ao trabalho. Não é apenas não apoderar-se tampouco dos sentimentos alheios,tiranizando os mais fracos. O homem reto é aquele que,além disso,não sedesvia do CAMINHO DE DEUS,que tem peito para seguir JESUS e ser seguido por ele para casa e o trabalho, que professa sua fé sem medo em todos os ambientes onde permanece. Que estende a mão aquele que encontra no caminho e nao teme FAZER O BEM, que não receia dividir para multiplicar  os talentos e tem como lemaa máxima de FAZER AOS OUTROS APENAS O QUE GOSTARIA QUE LHE FOSSE FEITO.

A conquistas eguinte é a DIGNIDADE. Esta só nos vem com a sensação de DEVER CUMPRIDO NO CAMINHO DO BEM. È nesse estágio que  devemos arrancar o ORGULHo que nos envenena a alma e às vezes não nos permite perdoar a uma ofensa que, na verdade, já fi superada pelo simples fato de que achamos que isso nos fazparecer fracos. Ter dignidade é ter nosso próprio ponto de vista do que é fraqueza ou fortaleza. PErdoar é ter força. Não podemos ser dignos se não dignificamos alguém com nosso perdão. Não há dignidade em um coração repleto de mágoa. Não há dignidade no orgulho ferido, e sim nele morto. Então,amigos,não se esqueçam: não se pode ser honesto comum coração empedernido pelo orgulho,pois este mente a respeito da gravidade da ofensa sofrida e da pequenez da cometida,e a verdade é a primeira virtude da escalada magna.

O coração livre é o que traz a virtude seguinte:a MISERICÒRDIA. O homem digno tem o coração bondoso,não mais prende ao mal, se rejubila em fazer a vontade do Pai e amar sem limites. Suas virtudes o elevam ao estado de pureza que enterneceos demais,que o amam pelo que ele é e desejam ser iguais a ele. Torna-se um líder,não precisa se esforçar para fazer valer a ordeme amoral. Tem autoridade, é honesto.

Vejambem, meus amigos: ser honesto é bem mais do que não tirar proveito material ou moral d outrem. È, antes de mais nada,não nos roubar o direito de sermos nós mesmos. È fácil taxar uma pessoa como desonesta. Dificil é assumir que só percebemos um defeito quando o conhecemmos bem. O homem honesto não vê a desonestidade do outro,pois não a conhece."

**************************** cONTINUA  NA PRÓXIMA PUBLICAÇÃO************************************************

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Separação conjulgal - Divaldo P Franco

DIANTE DA AUTO-OBSESSÃO


São comuns esses fenômenos de auto-obsessão entre as criaturas humanas por cultivarem pensamentos negativos e insensatos que os aprisionam nas malhas fortes das próprias ondas mentais enfermiças.

Diante das injunções de tal natureza, como de outras, o valioso recurso da oração é terapia poderosa que desagrega essas energias mórbidas e propicia aragem mental salutar para novas e superiores formulações, que passarão a envolver o paciente, restaurando-lhe o equilíbrio. Especialmente antes do repouso pelo sono diário, a vigilância mental se torna de alta importância, a fim de que as propostas enobrecidas do pensamento induzam o espírito a viajar às regiões ditosas de onde retornará renovado edificado e predisposto à conduta correta.
        Na raiz de qualquer transtorno obsessivo sempre se encontra presente a inferioridade moral do paciente, cuja irradiação vibratória propicia o campo hábil para as conexões e fixações perturbadoras.

 Desse modo, ao lado da oração é indispensável a renovação interior para melhor, conduzindo à ação caridosa, dignificadora, responsável pelo crescimento espiritual do ser.

Sem olvidar-se o estudo do Espiritismo, que é o mais completo tratado de psicoterapia que se encontra à disposição, aquele que deseja uma existência saudável deve iniciar o esforço pelo conseguir, pensando na forma correta, otimista, confiante, para viver em paz construindo a sociedade harmônica, parte integrante do anseio de todos os homens e mulheres de Bem.



FONTE:

Livro: Mediunidade: desafios e bênçãos
Capítulo 4: Formas pensamento
Autores: Divaldo Pereira Franco/ Manoel Philomeno de Miranda

Prazer extraconjugal e consequências para o parceiro

DIVALDO FRANCO E A TERAPIA DE VIDAS PASSADAS


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Zilma Gaspareto assume não ser mais Espírita !


Reportagem da Revista Isto É  sobre Zíbia Gasparetto (Edição nº 2.272 - 03/06/13)
por Marco Milani

A edição nº 2.272 da Revista Isto É tem como título de chamada de capa: “O Império Espírita de Zíbia Gasparetto”. Em que pese o forte apelo para atrair leitores simpatizantes e contraditores do Espiritismo, a chamada induz à associação dos interesses financeiros da referida escritora à exploração comercial da crença espírita.
Inicialmente destacando o sucesso mercadológico de Zíbia Gasparetto e o luxo de seu escritório no qual o repórter João Loes foi recebido, a matéria comenta a trajetória da psicógrafa, desde o início de suas experiências mediúnicas até a fundação do rentável negócio editorial mantido por ela e sua família.
A reportagem destaca a declaração da escritora de que não segue mais o Espiritismo, pois a mesma optou por trilhar caminhos que seriam incompatíveis com os princípios espíritas. Segundo a entrevistada, ela preferiu ter mais liberdade para agir e afirma não ter qualquer problema em receber os direitos autorais das obras psicografadas. “Não há problema em se ganhar dinheiro com a mediunidade”, diz ela. Em determinando momento da entrevista, Zíbia Gasparetto afirma, despudoradamente, que “Chico Xavier abriu mão dos direitos dos livros dele, mas uma vez chorou para mim, arrependido do que tinha feito”.
O texto é finalizado com a perspectiva de expansão dos negócios da família Gasparetto no nicho espiritualista, mencionando a abertura de novas frentes comerciais no rádio e televisão para constituir o império que a chamada de capa da revista erroneamente rotulou de espírita, pois se trata de um negócio privado construído sobre bases bem materiais.
O primeiro aspecto que deve ser criticado nessa reportagem é a conduta distorcida do responsável pela revista. Uma vez que na própria reportagem a entrevistada não se declara espírita, a Revista Isto É, portanto, comete dolo intencional ao usar o termo “espírita” em sua chamada de capa. A deplorável decisão do editor desse periódico pode induzir o leitor a associar o enriquecimento da mencionada escritora ao Espiritismo, fato esse que desvirtua o preceito espírita de não se cobrar pela atividade mediúnica. Ora, Sr. Editor, até que ponto as supostas vendas adicionais da revista compensam um ato de mau jornalismo?
O segundo aspecto a ser mencionado é a infeliz afirmação de Zíbia Gasparetto de que o médium Chico Xavier teria se arrependido de ter cedido integralmente os direitos autorais de seus livros. Ora Dª Gasparetto, será que a sua consciência está pesando por saber das consequências do apego à riqueza transitória e sua afirmação sobre Chico é uma tentativa de atenuar esse peso? Desde quando um homem que deu provas durante toda a sua vida de desinteresse material passou a reclamar sobre a situação financeira? Carece de fundamentação e lógica essa sua afirmação.
E o terceiro e último aspecto que merece ser mencionado é até favorável à Zíbia Gasparetto. Deve-se reconhecer que a mesma foi coerente ao não mais se afirmar adepta da Doutrina Espírita. Que bom seria se todas as pessoas descontentes com o Espiritismo simplesmente parassem de se autodenominar espíritas e assumissem outras linhas espiritualistas. Seria mais racional e elas parariam de gerar modismos e celeumas para tentar adequar a doutrina às próprias convicções. 
http://educadorespirita1.blogspot.com.br/2013/06/reportagem-da-revista-isto-e-sobre.html?spref=fb

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dor e Sofrimento





por Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. O Problema da Dor: 4.1. A Dor Segundo a Medicina; 4.2. Necessidade da Dor; 4.3. Repensando a Dor. 5. O Problema do Sofrimento: 5.1. Sofrimento Segundo a Medicina; 5.2. A Posição Religiosa; 5.3. Repensando o Sofrimento. 6. Dor, Sofrimento e Espiritismo: 6.1. As Aflições sob a Ótica Espírita; 6.2. Remorso, Arrependimento e Resgate; 6.3. Jugo Leve. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO
O que se entende por dor? E sofrimento? Há diferença entre dor e sofrimento? Como analisar a dor e o sofrimento sob o ponto de vista da Doutrina Espírita?
2. CONCEITO
Dor. Em sentido geral é a sensação desagradável e penosa, resultante de uma lesão, contusão, ferimento ou funcionamento anômalo de um órgão. Por extensão, o termo se aplica a sentimentos de tristeza, mágoa, aflição, pesar, que podem repercutir de maneira mais ou menos intensa sobre o organismo, causando mal-estar.
Sofrimento. É a dor física ou moral. Quando enfrentado pelo indivíduo com coragem e resignação torna-se fator de aperfeiçoamento espiritual, capaz de conduzir ao heroísmo e à santidade. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)
3. HISTÓRICO
Os papiros do Egito e os documentos da Pérsia e da Grécia antiga descrevem não só a ocorrência da dor como também o desenvolvimento de medidas visando seu controle. Nos túmulos dos antepassados foram encontrados diversos apetrechos visando à cura da dor.
Na antiguidade, atribuía-se a dor aos maus espíritos. Dado o caráter religioso da dor, a Medicina era exercida por sacerdotes, que empregavam remédios naturais, sacrifício e prece para aliviar a dor.
Ao observar que os animais banhavam-se com barro para proteger-se das picadas dos insetos e os cachorros purgavam-se comendo plantas e raízes, o ser humano começou a usar os vegetais como os primeiros instrumentos analgésicos.
Os rituais, o uso de plantas medicinais, as manipulações físicas, a aplicação de calor, frio ou fricção do passado ainda continuam a ser utilizados. Hoje, porém, temos um maior acervo de pesquisas científicas, inclusive com a aplicação do lazer.
4. O PROBLEMA DA DOR
4.1. A DOR SEGUNDO A MEDICINA
De acordo com a medicina, a dor tem duas características importantes: a) fenômeno dual, em que de um lado está a percepção da sensação e, do outro, a resposta emocional do paciente a ela; b) dor sentida como aguda. Nesse caso, ela pode ser passageira ou crônica (persistente). O combate à dor física é feito com diagnósticos, exames, remédios e cirurgias auxiliadas pelas modernas técnicas computadorizadas.
4.2. NECESSIDADE DA DOR
dor física anuncia que algo em nós não vai bem e precisa de melhora. Embora sempre queiramos fugir dela, ela nos oferece a oportunidade de reflexão — volta para o nosso interior —, objetivando o conhecimento de nós mesmos.
Dada a grande coerência da dor, tanto sofrem os grandes gênios e como as pessoas mais apagadas. Nesse sentido, observe o sofrimento anônimo daqueles que dão exemplo de santidade aos que lhe sentem os efeitos, mesmos ocultos e sigilosos.
A dor não é castigo: é contingência inerente à vida, cuja atuação visa a
4.3. REPENSANDO A DOR
A "dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos". É aguilhão, forja, fornalha, lapidaria, crisol e rútila. É agente de progresso, moeda luminosa, "lixívia que saneia e embranquece a alma enodoada pelos mais hediondos crimes". É "agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral". É "valioso curso de aprimoramento para todos os aprendizes da escola humana". É "o instrumento invisível que Deus utiliza para converter-nos, a pouco e pouco, em falenas de luz". É "nossa companheira – lanterna acesa em escura noite – guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial". (Equipe Feb, 1995)
5. O PROBLEMA DO SOFRIMENTO
5.1. SOFRIMENTO SEGUNDO A MEDICINA
A dor é fisiológica; o sofrimento, psicológico. O sofrimento é um conceito mais abrangente e complexo do que a dor. Em se tratando de uma doença, é o sentimento de angústia, vulnerabilidade, perda de controle e ameaça à integridade do eu. Pode existir dor sem sofrimento e sofrimento sem dor. O sofrimento, sendo mais vasto, é existencial. Ele inclui as dimensões psíquicas, psicológicas, sociais e espirituais do ser humano. A dor influi no sofrimento e o sofrimento influi na dor.
5.2. A POSIÇÃO RELIGIOSA
A simples reflexão sobre a dor e o sofrimento basta para evidenciar que eles têm uma razão de ser muito profunda. A dor é um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. Se não fosse a dor sucumbiríamos a muitas doenças sem sequer nos dar conta do perigo. O sofrimento, mais profundo do que a simples dor sensível e que afeta toda a existência, também tem a sua razão de ser. É através dele que o homem se insere na vida mística e religiosa. Por mais real que seja a razão de um sofrimento, não basta apenas a coragem para enfrentá-lo; necessitamos também do estímulo místico, ou seja, da religião. (Idígoras, 1983)
5.3. REPENSANDO O SOFRIMENTO
"O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição, mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Espírito vence a matéria". "O sofrimento é um meio poderoso de educação para as Almas, pois desenvolve a sensibilidade, que já é, por si mesma, um acréscimo de vida". "O sofrimento é o misterioso operário que trabalha nas profundezas de nossa alma, e trabalha por nossa elevação". "Em todo o universo o sofrimento é sobretudo um meio educativo e purificador". "O primeiro juiz enviado por Deus é o sofrimento, que procura despertar a consciência adormecida". "É apelo à ascensão. Sem ele seria difícil acordar a consciência para a realidade superior. Aguilhão benéfico, o sofrimento evita-nos a precipitação nos despenhadeiros do mal, auxilia-nos a prosseguir entre as margens do caminho, mantendo-nos a correção necessária ao êxito do plano redentor". (Equipe Feb, 1995)

6. DOR, SOFRIMENTO E ESPIRITISMO
6.1. AS AFLIÇÕES SOB A ÓTICA ESPÍRITA
A noção de castigo está relacionada com a ofensa a Deus. Dependendo do grau da ofensa, o castigo pode ser eterno. Ao ofender a Deus, o crente sofre e, com isso, a sua vida se torna um vale de lágrimas. O Espiritismo, ao contrário, ensina-nos que todos os nossos sofrimentos estão afeitos à lei de ação e reação. Allan Kardec, no cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, trata do problema das aflições, mostrando-nos a sua justiça. Fala-nos das causas atuais e anteriores das aflições, do suicídio, do bem e mal sofrer, da perda de pessoas amadas, dos tormentos voluntários etc. Estudando pormenorizadamente este capítulo vamos aprendendo que Deus, inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento e o ressarcimento da falta cometida.
6.2. REMORSO, ARREPENDIMENTO E RESGATE
É da Lei Divina que o ser humano receba, em si mesmo, o que plantou, nesta ou em outras encarnações. A lei de causa e efeito nos mostra que tudo o que fizermos de errado nesta ou em outras vidas deve ser reparado. O primeiro passo é o remorso. O remorso é um estado de alma que nos faz remoer o que fizemos de errado, mostrando as nossas falhas e os nossos deslizes com relação à lei natural. O arrependimento, que vem em seguida, torna-nos mais humildes e mais obedientes a Deus. Depois de remoída e arrependida, a falta deve ser reparada, por isso o resgate. Remorso, arrependimento e resgate fecham o ciclo de uma determinada dor, de um determinado sofrimento. Embora possamos receber ajuda externa (por exemplo, de um mentor espiritual), a solução está dentro de nós mesmos, pois implica determinação na mudança de atitude e comportamento.
6.3. JUGO LEVE
Allan Kardec, no cap. VI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz-nos que todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perda de entes queridos encontram sua consolação na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Naquele que não crê na vida futura as aflições se abatem com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem suavizar-lhe a amargura. O jugo será leve desde que obedeçamos à lei. Mas, que lei? A lei áurea deixada por Jesus: "Fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito". Praticando-a, vamos atualizando as nossas potencialidades de justiça, amor e caridade, primeiramente com relação a Deus e, secundariamente, com relação a nós mesmos e ao nosso próximo.
7. CONCLUSÃO
O Espiritismo é o "Consolador" prometido por Jesus. Meditando sobre os seus princípios, vamos construindo um edifício sólido, alicerçado na fé raciocinada, ou seja, na fé que usa o sentimento, mas preponderantemente a razão. 
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
São Paulo, 09/01/2010