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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Pyramids emmiting light - Pirâmides emitindo pilar de raios de luz:



Pirâmides emitindo pilar de raios de luz

Posted by  on February 15, 2014
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 O que se passa com as antigas pirâmides? As pirâmides são uma das construções mais enigmáticas no nosso planeta e algumas parecem estar emitindo um pilar de luz para o espaço.
Ninguém discute que o sentido de culto a esses edifícios vai muito além de serem túmulos comuns. E eis uma nova notícia polêmica: os cientistas registraram radiações de luz intensa que emanam a partir exatamente do topo das pirâmides na direção do Espaço. Além disso, esse fenômeno ocorre em toda a parte no planeta. Ao que estaria ligado essa inesperada “ativação” e fenômeno? 
Edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com
O que se passa com as antigas pirâmides?
Voz da Rússia – Aliona Rakitina - 26 Janeiro, 2.014, às 12:56
A resposta a essa pergunta não é simples, pois nós, até agora, pouco sabemos sobre a verdadeira natureza das pirâmides. Muitos cientistas convergem na ideia de que essas construções são os mais antigos receptores e transmissores de informação existentes no planeta. E, nos últimos tempos, essas hipóteses parecem confirmar-se.
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Pirâmide do Sol, na Península do Yucatan, no México, atribuída a cultura Maya, emitiu um pilar de luz em 2010.
Mas o que poderá existir de comum entre a pirâmide de Kukulcán, situada na península de Iucatã, no México, as pirâmides do Vale de Xianyang na China, as pirâmides da cultura Norte Chico nos Andes e as pirâmides na Bósnia? Trata-se de templos edificados mais ou menos ao mesmo tempo que as pirâmides egípcias de Gize, que, recentemente, começaram a revelar uma atividade nunca antes registrada e vista.
uitas pessoas tornaram-se testemunhas de como essas pirâmides lançam uma potente coluna de luz para o céu. Há também fotos e vídeos que confirmam esse fenômeno anormal (deve assinalar-se que os materiais fornecidos aos cientistas não foram montados e que não há dúvidas de que não se trata de uma falsificação).
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Em duas fotos, à da direita registra um Pilar de Luz sendo enviado aos céus e capturado pela lente da câmara de um Ipod, após um forte relâmpago no local. Foto Hector Siliezar
O astrofísico Anton Ermolenko está convencido de que os acontecimentos ocorridos devem ser sujeitos a um estudo atento:
“A comunidade científica mundial deve indubitavelmente prestar mais atenção ao que se passa com as pirâmides. O fato de elas começarem a acordar do seu sono milenar é, por si só, um fenômeno único. Considero que não devemos ignorar factos evidentes, mas tentar definir por que é que ocorrem anualmente. Pois não se trata de um caso único, mas de um fenômeno de massas que se observa da Ásia até à América do Sul.”
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O principal aspecto que interessa tanto aos cientistas, assim como as pessoas comuns que buscam informações, consiste em saber qual a causa dessas radiações de luz e para onde elas são dirigidas. Pois é evidente que é difícil considerar uma coincidência banal tudo o que esta acontecendo e, por isso, é preciso tempo e dinheiro para investigar este fenômeno. Quem sabe se não estamos a poucos passos da descoberta dos grandes mistérios das pirâmides?
Mais informações sobre Pirâmides em:
  1. http://thoth3126.com.br/antartica-com-o-degelo-aparecem-piramides/
  2. http://thoth3126.com.br/as-piramides-de-gize-egito-e-de-teotihuacan-mexico/
  3. http://thoth3126.com.br/a-conexao-terramaldekmarte-em-gize-cydonia-e-teotihuacanmirador/
  4. http://thoth3126.com.br/piramides-na-europa-na-bosnia-herzegovina/
  5. http://thoth3126.com.br/piramides-no-egito-a-sua-historia-dos-subterraneos-perdida-e-secreta/
  6. http://thoth3126.com.br/piramides-no-egito-a-historia-perdida-e-secreta-dos-subterraneos-em-gize-final/
  7. http://thoth3126.com.br/piramide-na-china-uma-base-alienigena/
  8. http://thoth3126.com.br/geometria-sagrada-a-flor-da-vida-e-a-linguagem-da-luz/
A verdadeira história dos construtores das Pirâmides:
  1. http://thoth3126.com.br/category/maldek/
Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

COMPROVANDO A REENCARNAÇÃO



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O delegado João Alberto Fiorini vem fazendo um trabalho exemplar de pesquisa científica na área da reencarnação, coletando casos e evidências em todo o país, e submetendo-as a análise criteriosa.
O delegado João Alberto Fiorini – cujo trabalho foi apresentado na edição anterior de Espiritismo & Ciência – continua desenvolvendo seu trabalho de pesquisa científica na área da reencarnação, levantando uma série de casos que, na pior das hipóteses, representam enigmas interessantes e que merecem maior atenção.
Já apresentamos a linha principal dessa pesquisa, e agora vamos observar mais de perto alguns dos casos com os quais o pesquisador entrou em contato.
Fiorini se envolveu numa série de investigações, a princípio tentando identificar impressões digitais de seres encarnados com as impressões daqueles que já desencarnaram. Ele está convicto de que será impossível encontrar duas impressões exatamente iguais, mas as possíveis semelhanças encontradas podem indicar um caminho interessante para a pesquisa.
Da mesma forma, outros sinais corpóreos – como marcas de nascença e outros traços marcantes – podem ser uma indicação segura para a pesquisa de reencarnação.
Nesse sentido, o delegado levantou alguns casos interessantes, nos últimos meses. Um desses casos ocorreu em Alagoas – os nomes dos envolvidos não serão citados – e envolve o senhor J., desencarnado em 1997, e seu neto, nascido em 1999. O pai da criança resolveu entrar em contato com Fiorini devido a um sonho que teve. No sonho, apareceu-lhe um velho amigo de seu pai, e ele aproveitou para lhe perguntar sobre seu genitor. A resposta foi que o senhor J. “estava se preparando para voltar”, ou seja, reencarnar. Nessa época, sua esposa sequer estava grávida.
Alguns dias depois, sua irmã também teve um sonho no qual uma voz lhe avisava que “o próximo a nascer na família será o senhor J.”. A criança nasceu na data referida, e apresentou alguns sinais interessantes que podem, de fato, indicar um caso de reencarnação.
Quando o senhor J. tinha cerca de 18 anos, sofreu um acidente com uma espingarda de chumbo para caça, que disparou em sua mão direita. Apesar dos chumbos terem sido retirados, um permaneceu na junta do polegar direito, provocando uma deformação, que ele sequer se incomodou em tentar corrigir.
Mais tarde, já em idade avançada, tentou uma cirurgia – sem sucesso – de modo que seu polegar ficou permanentemente curvado para a palma da mão. O que chamou a atenção de todos foi que, alguns meses após o nascimento da criança, ficou comprovado que ela apresentava a mesma característica que o avô no polegar direito, ou seja, este era levemente curvado para a palma da mão.
Outro detalhe também chamou a atenção de Fiorini ao investigar o caso. Antes do senhor J. falecer, ele teve um aneurisma cerebral, do lado parietal esquerdo do cérebro, o que paralisou todo o lado direito do corpo. Seu neto apresenta sinais de ser canhoto, o que levanta a possibilidade de que o aneurisma tenha influenciado o perispírito. Claro que isso não comprova um caso de reencarnação, mas é mais uma evidência que vem se somar às demais levantadas.
Digitais
Na linha das impressões digitais, João Alberto Fiorini também teve acesso a um caso no Ceará, envolvendo a senhora M.L., desencarnada em 1989, e sua possível reencarnação, o menino J.V., nascido em 1999. Nesse caso, as impressões digitais das duas pessoas foram colhidas e submetidas a exame datiloscópico.
A história chegou ao conhecimento de Fiorini por meio de um grupo espírita cearense, e teve início quando a jovem F.A., que vivia na companhia de uma família desde sua infância, ficou grávida. As pessoas da família ficaram surpresas, entendendo que aquele ser não estava para vir ao mundo por acaso, mas por determinação espiritual.
O passo seguinte, portanto, foi ter acesso aos irmãos instrutores espirituais e solicitar informações a respeito da situação. A resposta deles foi que se tratava, na verdade, da reencarnação da citada senhora M.L., também relacionada à família, e que havia desencarnado há poucos anos. Essa senhora teria uma necessidade de se reajustar com a Lei Divina e, dessa forma, renasceu em um corpo masculino, pois somente assim poderia cumprir adequadamente sua missão.
Uma primeira avaliação das impressões digitais foi realizada, constatando-se que elas são do mesmo padrão. O delegado Fiorini também apresentou as digitais para uma avaliação independente da primeira, e o resultado foi que elas “apresentam coincidências em seu tipo fundamental”, ou seja, têm o mesmo padrão datiloscópico. O perito também comprovou que tanto a desencarnada quanto o encarnado possuem o mesmo número de linhas − doze − nas digitais.
Mais uma vez, é preciso que se diga que não se trata de uma comprovação científica de reencarnação, mas sim, de mais uma evidência levantada nesse sentido. Fiorini destacou que é impossível existir duas impressões exatamente iguais, mas as semelhanças podem ser significativas, e esse trabalho de coletar casos semelhantes vem se somar ao de outros pesquisadores, como o dr. Hernani Guimarães Andrade, e o dr. Ian Stevenson, que há anos vem coletando relatos de crianças que falam sobre vidas passadas, em todo o mundo.
Marcas no Corpo
Fiorini foi convidado por uma família de Avaré, São Paulo, para investigar um caso que teve origem em 1971. Na época, um homem de 31 anos de idade foi vítima de um disparo acidental de arma de fogo, vindo a falecer. A família disse que, após vinte anos, ele teria renascido como seu neto, e que existiam fortes indícios nesse sentido.
“A partir daí”, diz João Alberto, “passei a efetuar várias perguntas de praxe, além de estudar minuciosamente o inquérito policial, bem como suas peças complementares como certidão de óbito, auto de levantamento de cadáver, laudo de exame de corpo de delito, auto de exame do instrumento do crime e, por fim, um exame cardiológico chamado de ecocardiografia, o qual muito me chamou a atenção”.
Pelo exame do auto de levantamento de cadáver, Fiorini percebeu que o calibre da arma em questão era 6.35mm. Coincidentemente, o exame cardiológico da criança apresentava uma fissura interventricular medindo 6mm no ventrículo esquerdo do coração. Ou seja, o calibre da arma era quase o mesmo da fissura no coração. Posteriormente, a criança, que hoje já tem 11 anos, faria uma cirurgia de correção para fechar o orifício interventricular.
Mais que isso, Fiorini também solicitou um exame datiloscópico das impressões do falecido e da criança, e o resultado foi que as impressões eram quase idênticas, de tal forma que foram necessários vários dias para se encontrar pequenas diferenças entre elas. “Não tive mais dúvidas”, diz Fiorini. “Estava diante de uma situação com fortíssimas evidências de reencarnação, embora o tempo de intermissão fosse de vinte anos”.
Inicialmente, o caso foi tido como de um suicídio, mas no relatório da autoridade policial, é dito que a esposa da vítima é de opinião que ocorreu um disparo acidental da arma, uma vez que, na oportunidade, o marido não apenas estava calmo como também fazia planos para o futuro, pensando em adquirir a casa onde residiam.
Esses casos podem somar-se a uma série de outros semelhantes, acumulando evidências fortes no sentido de comprovar a reencarnação, desde que sempre analisados com o critério científico rigoroso proposto pelo delegado João Alberto Fiorini.
Comprovando a Reencarnação
Gilberto Schoereder
Ainda não foi possível comprovar a reencarnação através das impressões digitais, mais a excelente idéia já esta sendo aproveitada por João Alberto Fiorini e, em breve, é possível que tenhamos novidades nesse campo.
As técnicas para se investigar e comprovar possíveis casos de reencarnação já são conhecidas no meio espirita . Nos últimos anos, João Alberto Fiorini, delegado de Polícia atuando na Agência de Inteligência do Paraná, vem desenvolvendo um novo método, especialista em impressões digitais, ele entende que é possível confirmar um caso de reencarnação utilizando essa forma de pesquisa cientifica.
Esse caminho começou a ser seguido em 1999. Na época, João Alberto se recuperava de uma cirurgia realizada em São Paulo e teve a oportunidade de ler um artigo publicado num jornal, em 1935, escrito por Carlos Bernardo Loureiro. A matéria foi reproduzida no jornal da Federação Espirita do Estado de São Paulo e se referia a um menino que já havia falecido há dez ou quinze anos. O autor da matéria era um dos grandes estudiosos do assunto na época e gostava de comparar impressões digitais.
Fiorini sabia que não é possível existirem duas impressões digitais iguais, mas ainda assim, ele levou a sério e resolveu estudar mais : fazer uma pesquisa para saber se não haveria qualquer possibilidade de se encontrar duas impressões semelhantes.
" Eu já era Espírita " , explica João Alberto , " mais ainda não tinha feito qualquer pesquisa cientifica ".
"A partir daí, comecei a fazer um estudo profundo sobre impressões digitais pesquisando tudo o que poderia existir em livros brasileiros e norte-americanos na área da medicina ".
A pesquisa levou-o a conversar com membros do conselho de dermatologia do Paraná e a conhecer o trabalho do Dr. Agnaldo Gonçalves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Assim ficou sabendo porque as pessoas tem impressões digitais, impressões palmares e as linhas nas mãos e nos pés.
Em seu livro " Anais Brasileiros de Dermatologia ", o Dr. Gonçalves diz que os desenhos formados nas mãos e pés estariam ligados a genética, variando de mão para mão, de raça e de sexo . " Se você verificar as impressões digitais das mulheres ", informa Fiorini " vai ver que ela tem uma tendência maior à presilha, que é um tipo de desenho " . Mas uma parte da formação dessas linhas – e não se sabe quanto ao certo – pode estar relacionada aos movimentos do feto no útero.
Mesmo no caso dos gêmeos univitelinos, as impressões digitais são diferentes".
PESQUISA
Segundo uma pesquisa realizada anteriormente em Cambridge, Inglaterra, Fiorini também observou as digitais de homossexuais. O estudo inglês havia mostrado que os homossexuais apresentavam características de impressões no polegar direito que se aproximavam das características femininas. Com uma pesquisa realizada principalmente com travestis, o pesquisador brasileiro comprovou que as digitais apresentavam a presilha de uma digital feminina, conhecimento que serviu para seus estudos posteriores.
O normal é que os homens não apresentem a presilha, mais sim o verticilo, outro tipo de desenho. Então ele se perguntou, por que os homossexuais não teriam o verticilo. A situação não fazia muito sentido, cientificamente falando. Ele também observou as digitais de mulheres criminosas que deveriam apresentar presilha.
Mas, ao estudar os sinais, percebeu que a incidência maior era o verticilo – a característica masculina . "Isso me surpreendeu muito " diz Fiorini " e comecei a ver nas impressões digitais algo a que as pessoas não deram muita importância, como se não tivesse interesse científico".
Vendo pelo lado espiritual, explica Fiorini, uma pessoa ao desencarnar, fica de 0 a 250 anos no plano espiritual. Em outras palavras, ela tanto pode reencarnar rapidamente, quanto pode demorar um tempo mais longo; mas, o mais comum é que essa reencarnação ocorra dentro de um período de 40 a 70 anos. Se imaginarmos que uma mulher morre e retorna rapidamente em mais ou menos dois anos, porém ocupando o corpo de um homem, ela virá então trazendo ainda as características femininas. Assim, segundo João Alberto, a questão envolvendo homossexualidade nada tem a ver com desvio de personalidade como muitas pessoas ainda insistem em dizer, mas esta relacionada com a vida anterior e com o fato da reencarnação ocorrer muito próxima . "Eu cheguei a essa conclusão " ele conta. "Eu sou o único que está levando a pesquisa para esse lado. O Dr. Hernani Guimarães Andrade também já pesquisou, mas ele fala apenas do tempo de intermissão. "Eu vou além, entendendo que essas impressões digitais não se alteram quando o espírito reencarna".
METODOLOGIA
A seqüência lógica dos estudos e pesquisas do Dr. João Alberto Fiorini foi entrar em contato com o Dr. Hernani Guimarães Andrade, Presidente do Instituto de Pesquisas Psicobiofísicas - em Bauru São Paulo - a quem Fiorini considera um dos maiores cientistas do mundo em assuntos de reencarnação. Ele também é um nome muito respeitado por parapsicólogos, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo.
Outro ponto de apoio para suas investigações foi o exaustivo trabalho do Dr. Ian Stevenson, que já investigou mais de três mil possíveis casos de reencarnação.
Baseando-se em depoimentos de crianças, Stevenson (de reputação internacional) começou a coletar depoimentos de crianças de todas as partes do mundo, sempre que elas se referiam a sua existência numa encarnação anterior.
Stevenson e sua equipe coletavam esses depoimentos, arrumavam as informações que as crianças forneciam sobre suas possíveis vidas passadas e iam ao local em que elas teriam vivido para comprovar ou não essas informações.
Os resultados obtidos foram tão impressionantes que grande parte da comunidade cientifica ficou abalada em suas convicções e noções, até então restritas sobre o tema reencarnação.
A pergunta que o Fiorini fez ao Dr. Hernani foi se era possível um espírito retornar com a mesma digital. Ele respondeu que acreditava ser possível, se a pessoa volta com marcas, sinais, cicatrizes e até mesmo doenças, por que não com as mesmas impressões digitais ?
Conversando com ele, estabeleceu um método de pesquisa que consiste em procurar crianças, geralmente entre quatro anos de idade, que tenham o costume de afirmar que viveram em outro lugar, em outra época, que tiveram determinado tipo de ações ou conheceram certas pessoas. Isso ocorre pelo fato do perispírito dessas crianças não estar adaptado ao corpo somático, adaptação que só irá ocorrer aos sete anos. Se o tempo de intermissão for muito curto - geralmente no Brasil essa reencarnação se dá de dois até oito anos – essas crianças começam a falar sobre suas vidas passadas.
Fiorini recomenda aos pais de filhos pequenos – com até cerca de oito anos de idade – que fiquem atentos às informações que essas crianças fornecem sobre suas supostas vidas anteriores. Sempre que não se force a criança a falar sobre o assunto, mas que anote detalhadamente toda e qualquer informação que ela "deixe escapar".
Ocorre que as crianças, até essa idade, ainda estão muito ligadas ao mundo espiritual de onde vieram – explica o perito – Portanto, as lembranças de suas vidas anteriores ainda estão muito vivas em seu consciente. Com o passar do tempo essas lembranças vão se apagando do consciente e transferindo-se para o inconsciente.
Ele sugere, ainda, que nos casos em que se desconfie que uma criança seja reencarnação de determinada pessoa conhecida, que se busque reunir o maior número possível de evidencias: foto, fichas médica e dentária, e - principalmente - documentos em que constem as impressões digitais do falecido. Gilberto Schoereder
http://evangelicosfalsosprofetas.blogs.sapo.pt/18453.html

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Diálogos Espíritas


As sociedades científicas nem sempre têm ao seu dispor os instrumentos próprios para as observações e, no entanto, não deixam de encontrar assuntos de discussão. À falta de poetas e de oradores, as sociedades literárias lêem e comentam as obras dos autores antigos e modernos. As sociedades religiosas meditam as Escrituras. As sociedades espíritas devem fazer o mesmo e grande proveito tirarão daí para seu progresso, instituindo conferências em que seja lido e comentado tudo o que diga respeito ao Espiritismo, pró ou contra. Dessa discussão, a que cada um dará o tributo de suas reflexões, saem raios de luz que passam despercebidos numa leitura individual.

A par das obras especiais, os jornais formigam de fatos, de narrativas, de acontecimentos, de rasgos de virtudes ou de vícios, que levantam graves problemas morais, cuja solução só o Espiritismo pode apresentar, constituindo isso ainda um meio de se provar que ele se prende a todos os ramos da ordem social.
Garantimos que a uma sociedade espírita, cujos trabalhos se mostrassem organizador nesse sentido, munida ela dos materiais necessários a executá-los, não sobraria tempo bastante para consagrar às comunicações diretas dos Espíritos. Daí o chamarmos para esse ponto a atenção dos grupos realmente sérios, dos que mais cuidam de instruir-se, do que de achar um passatempo.

(Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, Cap. XXIX, item 347)

No início do século XXI – a Era do Espírito –, mais que nunca, frente aos apelos das fontes de informação e da ciência, vêm se emoldurando novas e arrojadas concepções sobre todos os assuntos, especialmente, o Espírito. O interesse nessa questão vem envolvendo estetas, cineastas, escritores e cientistas. Trazem à baila as temáticas espiritualistas e espíritas recheadas de misticismo e do sobrenatural, abolindo a lógica e convencendo pelo drama e pelas crendices, com fantasias que ainda agradam a infantilidade humana.

Torna-se, então, muito oportuno que incitemos um repensar na metodologia de ensino e aprendizagem nas instituições doutrinárias, a fim de que o conhecimento seja levado para o campo da sensatez e da contextualização, sem os aparatos dos quais precisamos ir dispensando.

Não basta saber muito, é preciso aferir se o que sabemos sobre o Espiritismo está tornando-nos melhores: menos místicos, mais sensatos; menos egoístas, mais bondosos; menos ritualistas, mais fervorosos; menos ortodoxos, mais progressistas; menos materialistas, mais amorosos...

O diálogo aberto que insere o questionamento fraterno é a tônica didática que carecemos no momento. A aceitação tácita e passiva é uma postura pedagógica incompatível com o dinamismo da proposta educacional do Espiritismo. A relação professor-aluno deverá, quanto possível, ser substituída pela forma dialogal, sinérgica, parceira. A pesquisa, o estudo, a utilização das modernas mídias, as dinâmicas de grupo tão atuais, o trabalho em equipe são campos didáticos que oportunizam o debate, a participação pró-ativa e o intercâmbio.
Diálogos Espíritas deve ser um evento permanente, coordenado por facilitadores do ato de pensar, jamais por “expositor de respostas prontas”. O diálogo é a pedagogia do Espírito, porque com ele ensejamos o construtivismo em que cada qual trabalha com seus conteúdos e sentidos, sob a orientação de um facilitador mais experimentado e de boa vontade. Uma didática construtivista, questionadora, em que o membro componente de um sistema não poderá ser apenas um elemento passivo, mas, sim, um agente transformador e integrante de um processo educacional dinâmico que excita o raciocínio, problematiza princípios e opera mudanças éticas. A concepção de um novo modelo pedagógico, para nossas células doutrinárias, é um motivo para urgentes reflexões em favor da causa que abraçamos. O melhor recurso de estudo é o trabalho em grupos, voltados à construção do conhecimento, o qual vem da experiência do fazer, que por sua vez é a vivência de cada qual cooperando com o entendimento de todos.

Temas dos quais guardamos muitas certezas são os mais recomendados para o diálogo, pois os temas polêmicos já são muito debatidos, embora nada nos impeça de revê-los. Nem sempre nossas certezas advêm da fé raciocinada, portanto, abalar nossas certezas é caminho para crescimento, para a aquisição de convicções sólidas, aprovadas pela razão e assimiladas pelo sentimento, a fim de não as abandonarmos nos momentos de prova e dor.

A convivência nos Diálogos Espíritas exigirá tolerância e respeito às diferenças para a aquisição da compreensão.

É fundamental abalar nossas certezas de concepções e abrirmo-nos a análises imparciais, acerca de outras vertentes de conhecimento e informação sobre a diversidade dos assuntos da humanidade, criar pontes de saber entre a cultura espírita e os valores do saber acadêmico, científico e filosófico. Entre nós, nas salas de estudos espíritas, cabe-nos favorecer a dúvida, a consulta, o salutar hábito de discordar sem tornar-se antipático. Aprender a discordar. Discordar com amor, eis o desafio. Discordar com embasamento, eis o dever.

Princípios

Não há uma entidade espiritual, uma organização humana, um médium ou uma fonte de instrução que não possa ser discutida, redargüida e melhorada. Suprimindo o clima de desrespeito, tudo pode e deve ser repensado com fins enobrecedores.
(Cícero Pereira, Unidos pelo amor, p. 176)

O princípio básico dos Diálogos Espíritas é o de que, nada sendo perfeito, tudo pode ser melhorado para ter mais utilidade, permitindo aos debatedores expressarem-se com idéias mais arejadas frente ao relativismo universal, e mais apropriadas à sua segurança e necessidade individual.
Diálogos Espíritas devem ser éticos, frutíferos e funcionais.

* Sua ética, a fraternidade.
* Seus frutos, sensatos.
* Sua função, o crescimento pessoal.

Educar-se para pensar sob uma perspectiva espiritualizante é um desafio de rara oportunidade. Mais significativo que colecionar respostas é aprender a investigar pedagogicamente, filosofar para crescer.

Objetivos

A beleza da reunião de pessoas está em não ter a obrigatoriedade de ser igual, todavia, apenas ser.
(Ivone do Amaral Pereira, Unidos pelo Amor, p. 198)
O objetivo maior de Diálogos Espíritas deve ser a aquisição da sabedoria, diferente de acumular conhecimentos e desenvolver a inteligência. Sábios são aqueles que colocam a inteligência e a informação a serviço de sua melhoria integral e de quantos os rodeiam. Pouco, aliás, nos valerá o debate cujo coração e emoções não sejam, igualmente, parte integrante do processo. Ainda que tais emoções não estejam ajustadas, não devemos temê-las, pois são integrantes do patrimônio moral do nosso grupo debatedor e, como tais, devem ser trabalhadas sem máscaras e com incondicional respeito e fraternidade.
Diálogos Espíritas pretende conduzir o aprofundamento e a liberdade das discussões, proporcionalmente, ao nível de relacionamento que já tenham galgado os membros do grupo. Quanto mais confiança e afinidade, mais possibilidade de êxito. Não havendo essa conquista, será imperioso, pouco a pouco, investir na saúde interpessoal dos conjuntos doutrinários, o que permitirá sempre maior maleabilidade sem quaisquer incidentes indesejáveis. É preciso cristalinidade de opiniões, porque se não opinarmos entre amigos que buscam o crescimento, expondo sinceramente nossos sentimentos, os sufocaremos nos escaninhos “secretos” da mente, podendo conflitos, dúvidas e problemas, com o tempo, converterem-se em virulenta crise da razão, despertando sentimentos enfermiços que inclinam para o desânimo, o isolacionismo e a deserção.
Diálogos Espíritas não tem metodologia centralizada e sim participativa, levando à interiorização. Nos Diálogos Espíritas não haverá perdas, todos devem ganhar. Ganha-se discernimento, experiência, visão, e enseja-se o urgentíssimo espírito de equipe, sem o qual o êxito das atividades de uma agremiação espírita está fadado a se guardar nos estreitos limites do imediatismo e das relações autoritárias.
Diálogos Espíritas tem por objetivo o diálogo, a troca, o “abalar das certezas”, a renovação e vitalização das concepções, a ampliação da visão sobre temas da vida.
Diálogos Espíritas não é apenas um círculo de reuniões onde se filosofa e estuda, mas um hábito mental de superar crendices sem fundamento, eximindo-nos do “fanatismo pacífico” de cada dia, libertando-nos das cadeias dos raciocínios comuns e aprendendo a construir uma seqüência de idéias afinadas com a lógica de Deus, uma visão que escapa até mesmo de alguns padrões dogmatizados dentro do próprio movimento espírita. Uma visão de eternidade.
Diálogos Espíritas não tem medo do novo; de duvidar, com o desejo de aprender. Pretende “treinar a compreensão”; permitir o valor de todos em favor da busca de cada individualidade.
Diálogos Espíritas pretende construir uma convivência fraterna entre os seus participantes, aquela que educa e liberta. Pretende contribuir para a formação da mentalidade alteritária e solidária, desafios de todos nós, trabalhadores da Seara Bendita.
Diálogos Espíritas pretende promover preciosas aquisições pessoais, tais como:
1.     obter novos enfoques para temas supostamente esgotados;despertar o interesse ao estudo, à pesquisa e ao intercâmbio social;
2.     ter motivação para desenvolver pesquisas;
3.     aprender a aprender;
4.     aprender a fazer;
5.     aprender a ser;
6.     aprender a viver juntos;
7.     aprender a dialogar e discordar de idéias sem sermos contra quem as apresentam;
8.     promover descobertas, reciclagem;
9.     despertar interesse ao estudo, à pesquisa e ao intercâmbio, o desejo de aprender e não o de convencer ou converter;
10.   aprender a tecer crítica, externar pontos de vista, arrolar fundamentação teórica, ouvir “religiosamente” a opinião alheia;
11.   aprender a ouvir sem sentenciar juízos imediatos;
12.   debater, discordar “sem gostar menos”.
Quatro pilares da educação para o século 21

Diálogos Espíritas, como estratégia pedagógica,deve ser desenvolvido sob a visão espírita associada aos Quatro pilares da educação para o século 21, que fluem do Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors .
Os Quatro pilares da educação para o século 21 são a seguir resumidos, adaptados para os propósitos de Diálogos Espíritas:


·         Aprender a conhecer – combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida. Aprender sempre, continuamente.
·         Aprender a fazer – a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem às pessoas. Teoria e prática juntas. Aprender a assimilar o fruto dos estudos e pesquisas em benefício do desenvolvimento pessoal, da reforma íntima.
·         Aprender a ser – para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades inatas de cada espírito, encarnado ou desencarnado: ética, memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se, generosidade, fraternidade.
·         Aprender a viver juntos – desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências – realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos – no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. Aprender a trabalhar em equipe. Aprender a ser alteritário(a) e altruísta.

Quando e onde

As instituições espíritas podem – e devem – realizar Diálogos Espíritas, em suas dependências, de acordo com as suas disponibilidades, usando espaços ociosos e pessoas de boa vontade que tenham formação espírita e mente aberta para o novo, o inovador, o contraditório, a criatividade.
Diálogos Espíritas podem, também, ser realizados por grupos de espíritas, fora do centro espírita, a fim de possibilitar a participação de pessoas não espíritas que se interessem pelos temas em debate.
A periodicidade pode ser semanal, quinzenal ou mensal, dependendo da disponibilidade das pessoas envolvidas no projeto. Recomenda-se que as reuniões tenham, no máximo, noventa minutos de duração, com hora certa para início e término.
Os livros Atitude de Amor, Seara Bendita, Unidos pelo Amor e outros psicografados por Wanderley Soares de Oliveira e por outros médiuns, sintonizados com a fase de amadurecimento do Espiritismo, devem servir de inspiração para os temas para os Diálogos Espíritas, tendo os livros da Codificação como base.

Bibliografia
DUFAUX, Ermance de La Jonchére e PEREIRA, Cícero. Unidos pelo Amor. Psicografia de Wanderley Soares de Oliveira. Belo Horizonte: Inede, 2004.
EDUCAÇÃO: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC/Unesco, 2006.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco, 2007.
O organizador do projeto e do texto é Celso da Costa Frauches, espírita e consultor sênior do ILAPE / Instituto Latino-Americano de Planejamento Educacional – www.ilape.edu.br –, Brasília, DF.
A proposta de Diálogos Espíritas e toda a sua fundamentação fluem dos textos de Cícero Pereira, ditados ao médium Wanderley Soares de Oliveira e publicados no livro Unidos pelo Amor, editados pelo Inede em 2004, em Belo Horizonte. Na maioria dos parágrafos a transcrição é quase integral.
O Relatório está publicado em forma de livro, no Brasil, com o título Educação: Um Tesouro a Descobrir, UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999.