segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DIFERENÇA DE AMOR E PAIXÃO - Richard Simonettii


A  jovem pergunta à Chico Xavier:

– Chico, amor é sinônimo de paixão?
– Ah! minha filha, amor é comidinha fresca, roupa lavada e passada, mamadeira prontinha....paixão é como o Joelma, pega fogo e acaba tudo. 

Observação: Joelma era um Edifício que pegou fogo em 1974.
Com a simplicidade e a jovialidade dos sábios, o médium estabelece diferenças fundamentais entre amor e paixão.
A paixão situa-se nos domínios do instinto, busca apenas a auto-afirmação, o prazer a qualquer preço, sem preocupações além da hora presente.
Apoiando-se no desejo de comunhão sexual, a paixão é fogo arrebatador, que obscurece a razão e leva ao desatino, deixando, depois, apenas cinzas, como aconteceu com o Edifício Joelma.
O apaixonado ama como quem aprecia um doce.
Deleita-se! É saboroso! Satisfaz o paladar!
Por isso logo deixa de amar, atendendo a várias razões:
•Saciou-se.
•Enjoou.
•Deseja novos sabores.
A partir daí, há campo aberto para o adultério e a separação, sem que a pessoa tome consciência do mal que causa ao parceiro e, principalmente, à prole, quando há filhos.
Enquanto perdura a paixão, podem ocorrer problemas mais graves e comprometedores:
•Crimes.
Bárbaros assassinatos são cometidos por amantes que se sentem traídos e negligenciados ou que foram abandonados. Perdendo o domínio sobre o parceiro, tratam de eliminá-lo, como quem joga fora um doce que azedou.
•Maus tratos.
É característica masculina, própria de machistas incorrigíveis, sempre dispostos a agredir para impor sua vontade, com o que apenas conturbam a relação, matando a afetividade na parceira.
• Suicídio.
Uma das causas mais comuns dessa ação nefasta, que precipita o indivíduo em sofrimentos inenarráveis no Mundo Espiritual, é a paixão contrariada. O sentir-se traído, negligenciado, ou não correspondido.

O amor situa-se nos domínios do sentimento verdadeiro.
Sustenta-se numa regra básica: pensar no bem-estar do ser amado, com a consciência de que nossa felicidade está diretamente subordinada a ver a felicidade do outro (mesmo que seja com outra pessoa).
As uniões felizes, os casamentos que se estendem além da morte, ensejando reencontros felizes na Espiritualidade, são aqueles em que os cônjuges revelam maturidade suficiente para mudar de pessoa na conjugação do verbo de suas ações.
Da primeira do singular –EU, para a terceira – ELE, trocando cuidados recíprocos, a se exprimirem em carinho e solicitude.
http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2012/10/diferenca-de-amor-e-paixao-richard_13.html


domingo, 14 de outubro de 2012

“O Espiritismo é uma religião e nós nos ufanamos disso”

Especial                                                                                                                                                                      Ano 6 - N° 282 - 14 de Outubro de 2012                                                                                                       JORGE HESSEN                                                                                                                    jorgehessen@gmail.com
                                                                                                                         
Esta frase foi dita em novembro de 1868, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, por Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo.Circula pela internet, e também em alguns periódicos espíritas, absurdas críticas à literatura de Emmanuel. Trata-se, sem dúvida, de improfícua tentativa de desmerecer a extraordinária obra do excelso médium Chico Xavier e de entronizar-se a hegemonia ideológica desses agentes da perturbação.Não é preciso fazer um grande esforço para identificar nesses irmãos a carência de sensatez, pelo fato de se encontrarem inteiramente distanciados da Doutrina dos Espíritos, engolfados nas malhas do fascínio obsessivo. Melancólicos críticos de Chico Xavier, Emmanuel e André Luiz, tais confrades permanecem no torpor hipnótico, delirando no interior de uma composição descarrilada que culminou na tolice apontada como "emmanuelismo", patrocinada por “espíritas” que não têm mais o que fazer de útil. Essa ojeriza a Emmanuel há muito existe no movimento Espírita, da mesma forma a aversão a André Luiz, desde a publicação do livro Nosso Lar. Recentemente, deliberamos assistir a uma apresentação em vídeo sobre o que apelidam de “Emmanuelismo”. Vimos; contudo, não suportamos a mutilada pseudopesquisa e paramos de assistir para não obliterar nosso mundo cerebral.Entre as “preciosidades” do conteúdo, afirma-se que até para os próprios “espíritas” Emmanuel é um “pseudossábio”. Não sabemos em qual fonte bebericaram para afirmação tão incoerente.
Emmanuel: um pseudossábio?  A fundamental descrição de Emmanuel que fazemos é: ele nem enaltece, nem recrimina. Demonstra, conscientiza. É veemente, faz notar que os que se  recuperam são incólumes aos horrores do amanhã. Por isso exorta-nos à reforma íntima. Nós que o interpretamos, e consentimos em admirá-lo, deixamos escapar um grito de conforto: "Sim, nós somos capazes!” Isso é meio poético, mas é assim que sentimos o benfeitor Emmanuel.  É evidente que para um espírita consciente o assunto cheira a discussão estéril, sem lógica. Retrucá-lo pode ser perda de tempo, mas, mesmo assim, vamos utilizar um tempinho para escrever sobre essa doideira, lembrando que teremos o cuidado para não esbarrarmos na mesma faixa de sintonia. É risível o esforço dos confrades (reencarnações tupiniquins dos ex-científicos do século XIX) que consideram Emmanuel um pseudossábio. Quem consideram sábio? Afonso Angeli Torteroli? Ou eles mesmos? irrisão!! Escrevemos com o propósito de alertar os leitores, pois “conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia do que muitos sejam enganados e se tornem suas vítimas". (1)
Esses irmãos, sob o guante de fértil imaginação e desnorteados no raciocínio, reverberam que o jovem “católico” Chico Xavier, quando teve a visão mediúnica daquele que teria sido o padre Manoel da Nóbrega em pretérita encarnação, e que passou a ser identificado como Emmanuel, certificou-se de que este seria o seu mentor espiritual. Com isso, todo o processo mediúnico do extraordinário médium mineiro teria sido plasmado por um “misticismo católico”. (!?...)
Espiritismo: uma academia de expoente es do “saber”?Destarte, os atuais idólatras de Torteroli (aquele “científico” que abusava da resignação do “místico” Bezerra de Menezes, no século XIX) andam dizendo que, por ter sido jesuíta, Emmanuel impôs um viés catoliquizante ao Movimento Espírita. Ora, se esses companheiros estudassem com inteligência os princípios espíritas, identificariam que o Espiritismo não precisou se catoliquizar com as sublimes mensagens do grande arquiteto do catolicismo, o Doctor Gratia, Aurélio Agostinho, ex-bispo de Hipona, que ditou dezenas mensagens insertas no Pentateuco Kardeciano. O importante é a essência de suas orientações, que em nada ferem a Terceira Revelação; ao contrário, contribuem para clareá-la ao fulgor do Evangelho. "O Espiritismo é uma doutrina moral que fortalece os sentimentos religiosos em geral, e se aplica a todas as religiões; é de todas, e não pertence a nenhuma em particular. Por isso não aconselha ninguém que mude de religião.” (2)
A rigor, o que está escamoteada na retórica desses aventureiros da ilusão, sob o tema “Emmanuelismo”, é, nada mais nada menos, uma restrição velada ao aspecto religioso da Doutrina Espírita sustentado dignamente no Brasil pela FEB e abrilhantado por Chico Xavier na prática mediúnica. Esses kardequeólogos “PhD’s de coisa nenhuma”, longe do uso do bom senso, insistem em divulgar a “progressista” tese de que se é preciso fugir do “Cristo Católico”, do religiosismo, do igrejismo no Espiritismo e transformá-lo numa academia de expoentes do “saber”, sob a batuta deles, obviamente! Isso só pode ser chacota! Jesus: o tipo mais perfeito, nosso guia e modelo  Sob o império dessa compulsiva tendência filosófica, vão para a internet, redigem livros, artigos, promovem palestras inócuas, aguilhoados às diretivas telepáticas das “inteligências” sombrias do Umbral. Mas, gostem ou não, queiram ou não, o Cristo é o modelo de virtudes para todos os homens, e não foi Emmanuel que o disse, mas os imortais que participaram da codificação do Espiritismo e o próprio Kardec. Não nos custa lembrar aqui o que lemos na questão 625 d´O Livro dos Espíritos: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?” Resposta: “Jesus”.
Comentando a resposta, Kardec anotou, em seguida: “Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava”. (L.E., item 625.)
Tais confrades têm-se colocado como vítimas da pecha de afugentadores do Mestre Jesus das hostes doutrinárias. Trôpegos, cavalgam sem norte, suspirando a falácia de que peregrinam o calvário do xenofobismo contra eles. Talvez porque, numa entrevista cedida a confrades de Uberaba, Chico advertiu: "Se tirarem Jesus do Espiritismo, vira comédia. Se tirarem Religião do Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião. Se tirarem a religião, o que é que fica? Jesus está na nossa vivência diária, porquanto em nossas dificuldades e provações, o primeiro nome de que nos lembramos, capaz de nos proporcionar alívio e reconforto, é Jesus". (3)
Jesus: Messias divino, o enviado de Deus
Atacam, com o mesmo propósito, até a figura do pioneiríssimo Olympio Teles de Menezes, alcunhando-o de espiritólico. As hordas das regiões densas são poderosas e se "organizam", uma vez que têm, como meta, a proscrição de Jesus dos estudos espíritas. Confrades esses, aprisionados por astutos cavaleiros das brumas umbralinas, atestam que Kardec escreveu o Evangelho para apaziguar os teólogos, tentando uma aproximação com a Igreja (pasme, leitor, e acredite se quiser!).Ficam rubros de fúria quando leem Kardec, que afirmou: "O Espiritismo é uma religião e nós nos ufanamos disso". (4) Além disso, o Espírito São Luís adverte que "os Espíritos não vêm subverter a religião, como alguns o pretendem. Vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Daqui a algum tempo, muito maior será do que é hoje o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes".(5) O mestre lionês assevera com todas as letras que o "Espiritismo repousa sobre as bases fundamentais da religião e respeita todas as crenças; um de seus efeitos é incutir sentimentos religiosos nos que os não possuem, fortalecê-los nos que os tenham vacilantes". (6)
Para os arautos da antirreligião que afirmam ser "Jesus somente o emergir de um arquétipo plasmado no inconsciente coletivo", lembramos que o Mestre da Galileia foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade. E para Kardec, o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi um Espírito superior, dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre: “Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino”. (7)
Referências bibliográficas:
(1) Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 2000, cap. X, 20:21
(2) Kardec, Allan. Revista Espírita, fevereiro de 1862 - Resposta dirigida aos Espíritas Lionenses por ocasião do Ano-Novo, Brasília: Edicel, 2001
(3) Entrevistas com Chico Xavier disponíveis em http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/religiao/espiritismo-sem-jesus.html e http://www.meumundo.americaonline.com.br/eespirita/espiritismo_sem_jesus.htm
(4)  Kardec, Allan. Revista Espírita, dezembro de 1868, discurso de Kardec em reunião pública realizada na noite de 01/11/1868, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Brasília: Edicel, 2001
(5)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 2002, perg. 1.010 (a)
(6)  Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns RJ: Ed. FEB, 2000, Capítulo III, Do Método, Item 24,
(7)  Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 1998, XV, item 2.


               http://www.oconsolador.com.br/ano6/282/especial.html                                

Dia da Caridade


Lei nº 5.063, de 4 de julho de 1966
Institui o “Dia da Caridade”
                O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
                Art. 1º É instituído o “Dia da Caridade”, que será comemorado anualmente a 19 de julho, com a finalidade de difundir e incentivar a prática da solidariedade e do bom entendimento entre os homens.
                Art. 2º A organização do plano para as comemorações ficará a cargo dos Ministérios da Saúde e Educação e Cultura, constando obrigatòriamente, sem prejuízo de outras iniciativas, de visitas a hospitais, casas de misericórdias, asilos, orfanatos, creches e presídios, e a todos os demais lugares onde a pobreza e a dor mais se façam sentir.
                Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
                Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
                Brasília, 4 de julho de 1966; 145º da Independência e 78º da República.
H.Castello Branco.
Raimundo Moniz de Aragão.
Raymundo de Britto.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Reencarnação - história de vidas passadas - Documentário Discovery

Documentário exibido pela Discovery Channel em 2006. 
O que acontece conosco depois da morte? É possível voltar? Dois terços da população de todo o mundo, pessoas das mais distintas religiões, acreditam que sim. Mas, a ciência moderna persiste em rejeitar essa idéia. Existem evidências científicas sobre vidas passadas? A resposta pode estar em um grupo de crianças que cientistas de diferentes áreas do saber vêm estudando. Essas crianças, ainda muito jovens, manifestaram memórias extremamente vivas de existências e mortes experienciadas anteriormente à vida que levam atualmente. Elas forneceram detalhes surpreendentes sobre pessoas que jamais conheceram, lugares em que nunca estiveram e fatos que não presenciaram, pelo menos não nesta vida. Esse vídeo mostra o trabalho dos pesquisadores desse fascinante assunto em busca de provas sobre a existência, ou não, da Reencarnação.

CASAMENTO SEM ACASO



Adésio Alves Machado em http://bvespirita.com/Casamento%20Sem%20Acaso%20(Ad%C3%A9sio%20Alves%20Machado).pdf
 Nem todos sentem e vêem o funcionamento da lei divina, agindo sobre nós, da mesma
maneira, tudo depende do grau de entendimento que se possui. Bastante desconfortados nos sentimos quando lemos na literatura espírita a conceituação da existência de casamento fortuito. Consideramos insustentável tal afirmação caso tenhamos um entendimento equilibrado de como funciona a lei de Deus.
A infelicidade matrimonial estaria nas mãos do “acaso”, restando apenas um caminho as “vítimas do acaso”, qual seja o cancelamento do laço conjugal, e sair em busca de um outro.Sabemos que iremos desagradar alguns irmãos que acreditam em “acaso” no casamento,o que lamentamos. Contudo, a verdade precisa sair em socorro de milhares de pessoas que devem estar com esta falsa conceituação doutrinária, competindo-nos levar-lhes o que extraímos das Veneráveis Vozes. Divulgar o “acaso” no casamento seria fomentar a indústria do desquite e do divórcio. Sem embargo, estaríamos contribuindo para a destruição do casamento, banalizando-o como querem muitos, levando o caos às famílias, elas que são a base da Família Universal.
Fala-se na existência de cinco tipos de casamentos: acidentais, provacionais, sacrificiais,afins e transcendentes. Concordamos plenamente com os últimos quatro tipos. Com relação ao primeiro, os acidentais, somos diametralmente opostos. Usaremos a lógica e a razão.O casamento se estabelece sob a proteção divina, e obedece uma supervisão Espiritual que fornece todos os recursos e meios para que o espírito encontre a sua felicidade. Duro é admitir que haveria de permeio o “acaso” no casamento, o nada intervindo na vontade de um DEUS onipotente, presciente, providenciário, amoroso, justo e bom como no-Lo mostrou JESUS. O primeiro e mais convincente argumento, capaz de destruir na base o casamento por
“acaso”, é a existência da Presciência Divina. Ora, desde o instante em que temos a certeza de que DEUS sabe o que acontecerá daqui a pouco com tudo existente nesse cosmo infinito, onde encaixar, utilizando a lógica e o bom senso, o “acaso”? Fere-se frontalmente a lógica e a razão,sendo, portanto, irracional o conceito.Emmanuel diz: “É, imprescindível, contudo, examinar a transitoriedade das ligações corpóreas, ponderando que não existem uniões casuais no lar terreno” (1). Emmanuel foge da palavra “casamento”, englobando, dessarte, toda e qualquer união afetiva, seja oficializada ou não, seja a primeira, a segunda ou mais.O Espírito André Luiz: “Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano Espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais,  legalizadas ou não  (realçamos), sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum”. (2)Desfaz-se um casamento somente quando se deseja evitar um mal maior, como por exemplo um crime, um suicídio, um descalabro moral  na família, ou o cumprimento de uma missão.
Importa lembrar que não nascemos com a finalidade de sermos maridos, esposas, mães,pais, filhos, filhas, avós, avôs, tios, tias, etc., mas irmãos, segundo Jesus conceituou em Mateus 23:8. Fosse o acaso no casamento uma realidade, todo o trabalho dos Espíritos Técnicos em Reencarnação seria jogado fora, nada adiantou se preocuparem em estabelecer um programa de vida, porque o nosso esquecimento anulará a iniciativa dEles! Ora, é passar certificado de incompetência para os Embaixadores do CRISTO, ou não é? Programam com detalhes e depois não têm como fazer para que a programação seja executada?! Conceber tal situação, é para nós impossível porque irracional. É querer medir a capacidade dos Espíritos Superiores com a bitola humana.
Os Espíritos Guias aproveitam as circunstâncias para intervir na vida do seu protegido,colocando-o diante do programa preestabelecido. Continuar, depois, aí sim, é do livre arbítrio do comprometido, do faltoso. Quem vem abraçar a religião espírita é colocado dentro do Espiritismo.No entanto, prosseguir nele é do livre arbítrio do tutelado. 2 Ainda de Emmanuel: “De qualquer modo, é forçoso reconhecer que não existem no mundo conjugações afetivas, sejam elas quais forem, sem raízes nos princípios cármicos, nos quais nossas responsabilidades são esposadas em comum”.(3)Nosso livre arbítrio exercemos no mundo espiritual (4). Por que seria lá e não cá? É no mundo espiritual que, livres de quaisquer implicações e pressões terrenas, sentimo-nos melhor apoiados para traçar os nossos planos futuros. Lá usufruímos o auxílio mprescindível dos Espíritos Técnicos em Reencarnação, teremos uma detalhada retrospectiva do presente e do passado, do que realizamos de certo e de errado... As carências, lacunas evidenciam-se.Lá escolhemos: o cônjuge; onde residir; o que corrigir moralmente; a que religião ligar-se;a que nível sócio-econômico pertenceremos; a quem perdoar... Feito este levantamento de nossas necessidades, elabora-se a nova reencarnação com a nossa anuência, quando para isso temos condições evolutivas, ou nos sujeitamos aos Técnicos em Reencarnações.Os acontecimentos marcantes de nossa próxima reencarnação são previstos,
programados, mais ainda aqueles capazes de influenciarem em nossa moral. A tarefa, pois, dos Técnicos em Reencarnação, é a de nos colocar frente a frente com esses compromissos.Concluído este trabalho, compete-nos seguir ou não, utilizando o nosso livre arbítrio aqui..Seria o casamento, realmente, algo assim tão importante que sempre merecesse uma programação antes do retorno à carne? Ter filhos também? Ser pai e ser mãe pode ser considerado como um “...grandíssimo dever e que envolve, mais do que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro”. Paternidade é,  portanto, “uma verdadeira missão”, como
asseveraram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, na perg.853.
Percebe-se que casamento é algo de muita responsabilidade para ser exposto ao “acaso”. Evidencia-se mais que a missão não pode ficar na dependência do “acaso”, mas sim de uma programação devidamente elaborada para que o objetivo reencarnatório possa redundar no progresso do Espírito. E a missão somente terá condição de ser bem programada se realizada no mundo espiritual, como vamos percebendo.
Para muitos toda dificuldade está no fato de que DEUS prevê o futuro e o homem não (O Livro dos Espíritos perg.579). Repitamos: se DEUS sabe antecipadamente o que nos sucederá, anula, e totalmente, a imaginária acidentalidade do casamento ou da união afetiva.  Quando o homem ou a mulher acha que está “acidentalmente” se casando com essa ou aquela pessoa, está, na realidade, unindo-se com a pessoa determinada pela Lei Divina. Com a resposta à pergunta 459, no mesmo livro, ficamos sabendo que os Espíritos influem em nossas vidas muito mais do que imaginamos, e que, de ordinário, são eles que nos
dirigem. Se assim acontece, qual seria a dificuldade da nossa programação ser posta diante de nós pelos Espíritos Superiores? Não vemos, absolutamente, nenhuma impossibilidade nisso. É do nosso livre arbítrio seguir adiante ou desistir, deixar-nos arrastar ou não pelas pressões do mundo.
DEUS seria muito limitado se não conseguisse fazer com que duas criaturas se casassem aqui, quando no passado, mais ainda do que hoje, os pais terrenos impunham os casamentos aos seus filhos sem a mínima possibilidade de lhes ser dada a escolha, à mulher principalmente. O momento tecnológico que ora atravessamos pode ajudar no discernimento, caso tudo quanto já foi expresso não tenha mudado opiniões inconsistentes, porque ilógicas sobre casualidade no casamento. Surgiu a informática, a Internet com a sua parafernália de instrumentos. São aparelhos inventados pelo homem,  difíceis de serem concebidos por nós,
afastados que estamos de seus mínimos detalhes. A verdade é que o computador contém milhões de informações que nos chegam de imediato bastando um simples “clique”. Operam-se, nessas horas, mudanças radicais, surgem pastas, arquivos contendo uma variedade enorme de elementos. Quer dizer: nisto, todo homem acredita ser possível realizar. Agora, DEUS ser capaz de acionar o seu poder, os seus recursos, utilizar-se dos Espíritos que atuam tanto em nossas vidas a ponto de nos dirigir, malgrado a nossa desobediência, e fazer com que duas pessoas se juntem afetivamente aqui, não pode, é impossível? Fica, pelo menos para nós que não admitimos tal impossibilidade de DEUS, que ELE, “a inteligência suprema, a causa primeira de todas as coisas”, tudo pode, muito mais realizar do que apenas unir dois espíritos aqui.
Incomoda-nos asperamente perceber a minimização do poder de DEUS. Como a potênciadivina mostra-se inconcebível pelo homem, ele admite ser impossível para DEUS realizar esses encontros entre duas pessoas.  3 Pergunta 472 de “O Livro dos Espíritos” é oportunidade para sabermos que, quando os Espíritos nos atraem ao mal se limitam a aproveitar as circunstâncias existentes ou também as criam, induzindo, mau grado nosso, para aquilo que cobiçamos.  Perguntamos, diante de tal resposta: No nosso mundo as pessoas são impelidas para o casamento, às uniões afetivas apenas pelo amor, ou entram em jogo outros interesses como a beleza física, o prestígio, o poder, o dinheiro...? Quantos maridos e esposas somente passam a conhecer melhor suas companhias depois que estão morando juntos? Isto acontece porque foram movidos pelas circunstâncias, pelas aparências, pelos interesses egoísticos armazenados no passado, e não pela simpatia, pela afinidade de gostos, de idéias, de prazeres... .
Raciocinemos: se Espíritos inferiores podem criar situações embaraçosas para nos atrair para esta ou aquela tomada de posição, por que motivo os Espíritos Superiores, Eles que atuam como Ministros de DEUS, como nos dizem as respostas às perguntas 113, 558, 562a e 910 de “O Livro dos Espíritos”, não poderiam, achar-se-iam incapacitados? Ainda podemos raciocinar sobre a resposta à pergunta 388, elaborada nestes termos: “Os encontros, que costumam dar-se, de algumas pessoas e que comumente se atribuem ao acaso,
não seriam efeito de uma certa relação de simpatia?” Meditemos a resposta: “Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor”. O magnetismo e seus escaninhos, ainda desconhecidos pelo homem, servem como uma luva no nosso caso, ou não?
De Emmanuel apreciemos ainda: “O colégio familiar tem suas origens sagradas na esfera espiritual. Em seus laços, reúnem-se todos aqueles  que se comprometeram, no Além, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva”.(5). Não poderiam ser as “forças cegas” quem nos dirigiriam para o casamento, ainda mais quando surgem os filhos. Ora, são Espíritos retornando ao palco da vida terrena sem nada terem a ver com seus pais? Viverão num ambiente que nada  fizeram por merecê-lo? Estes filhos também estariam sujeitos a conviver conosco sem uma programação, tudo na base do “viremse, o problema é de vocês?”O acaso é o nada (6), e como poderia o nada interferir em nossos destinos, quando a vida na Terra, a nossa reencarnação tem a finalidade de nos fazer avançar na senda da perfeição?.(7)
Não abandonemos Emmanuel: “O matrimônio na Terra é  sempre uma resultante de determinadas resoluções tomadas na vida do infinito (realçamos), antes da reencarnação dos Espíritos, seja por orientação dos mentores mais elevados, quando a entidade não possui a indispensável educação para manejar as suas próprias faculdades, ou em conseqüência de compromissos livremente assumidos pelas almas, antes de suas novas experiências no mundo; razão pela qual  os consórcios humanos estão previstos na existência dos indivíduos (realçamos), no quadro escuro das provas expiatórias, ou no acervo de valores das missões que
regeneram e santificam”.(8) Obsequiou-nos Camilo, mentor de Raul Teixeira: 1 - “ ...não ocorrem episódios referentes à lei divina à revelia do Criador. Os renascimentos poderão ser chamados “acidentais”, porque se
deram dentro de contextos que a sociedade familiar não esperava, ou que o casal não desejava, de modo consciente; 2 - o modo de vida do reencarnante, seu estilo de vida, muitas vezes não exteriorizados, mas alimentados no íntimo, onde residem desejos e se nutrem fantasias, já o haviam condicionado ao episódio, dito inesperado ou acidental; 3 - a “lei do acaso”, tão bem defendida pela estatística, não tem sentido ( realçamos ) no campo da vida moral, onde a cada um é dado conforme suas obras”.(9) Com a excelente obra do Dr. Vitor Ronaldo Costa (10), reforçamos nossos argumentos: “Do ponto de vista espiritual, a gravidez não é um acontecimento casual, simples fruto biológico de um relacionamento sexual fortuito como alguns imaginam. O ser humano, depositário da centelha divina, só é gerado com a devida aquiescência de Deus e, portanto, uma gestação jamais pode ser considerada inoportuna em virtude de suas repercussões transcendentais”. Raciocinemos: se Deus tudo sabe e pode, como admitir uma gestação casual? Para ocorrer a gestação não tem de haver casamento ou uma união sexual entre homem e mulher? Como tais
acontecimentos transcendentais podem ficar sob o jugo do acaso se o acaso é o nada? Utilizemos a palavra abalizada da Venerável Joanna  de Ângelis: “Os filhos são programados na esfera extrafísica da vida, tendo-se em vista as injunções crédito-débito, defluentes das reencarnações passadas”.(11) Raciocinemos: para haver nascimento de filhos, haverá ou não necessidade de casamento ou união de um homem e uma mulher? 4 O que mais dizer para eliminar dúvidas sobre o “acaso” no casamento? Sinceramente, não sabemos. Nossa palavra é por demais insignificante, mas  trouxemos a de Espíritos Nobres, merecedoras, sem embargo, da melhor das nossas atenções. Assim sendo, confessamos publicamente a nossa ignorância, mas ressaltamos a  sabedoria de Espíritos Superiores desencarnados como Emmanuel, André Luiz, Camilo e Joanna de Ângelis. Ficaremos com eles ou com os que defendem a existência do acaso no casamento?
Ao ferimos o cônjuge ou alguém com quem mantivemos  um relacionamento afetivo, já programamos (um “acaso”) um novo encontro, no futuro, na outra reencarnação. E Joanna de Ângelis afirma: “Não renascestes ali por circunstância anacrônica ou casual - Não resides com uma família problema por fator fortuito nem por engano dos Espíritos Egrégios - Escolhestes, antes do retorno ao veículo físico, aqueles que dividiriam contigo as aflições superlativas e os próprios desenganos - Solicitastes a bênção da presença dos que te cercam em casa, para librares com segurança nos cimos para onde rumas” (12)  Querendo esclarecer, ainda mais, vamos ao livro de Suely Caldas Schubert “Visão Espírita para o 3º Milênio”, quando encontramos, do Prof. César Reis, à página 42, o seguinte, se referindo às famílias e logicamente aos casamentos:  “Costumamos dizer que há um processo de otimização nas reencarnações, que não acontecem por acaso. Há um sentido em reencarnar.Portanto é difícil aceitar que seja um processo meramente aleatório, casual, acidental”(realçamos).Fizemos o nosso esforço para que nos encaminhemos na vida com mais equilíbrio.
Resultados? Estão com Deus. Chegando perto do final vale ainda aditar: “Uma teoria não pode ser aceita como verdadeira senão com a cláusula de satisfazer a razão e dar conta de todos os fatos que abrange;
se um só fato lhe trouxer desmentido, é que não contém a verdade absoluta” (13). Deixaremos consignada uma explicação para uma pergunta que deve estar fervilhando na cabeça de muitos(as) leitores(as): “E quando se tem um ou mais casamentos ou uniões afetivas?” Respondemos sem pestanejar um milímetro: Tudo quanto se aplica a um casamento se aplica a vários. Deus não ignora que um homem ou uma mulher  terá várias uniões afetivas, sabe sim. Sabe que um cônjuge abandonaria o lar e partiria na busca de outra companhia que o levaria à felicidade conjugal.
Bibliografia:
(1) Livro “Pão Nosso”, edição FEB, autor espiritual Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, pág.246.
(2) Livro “Evolução em dois mundos”, autor espiritual André Luiz, psicografia de Chico Xavier, edição FEB, 2ª
parte, pag.186.
(3) Livro “Vida e Sexo”, autor espiritual Emmanuel, psicografia Chico Xavier, cap. 7, pag.35.
(4) Livro “O Livro dos Espíritos”, perguntas 258,399,859a, 866, 872 e 984, autoria de  Allan Kardec, edição
FEB, tradução Guillon Ribeiro.
(5) Livro “O Consolador”, autor espiritual Emmanuel, edição FEB, psicografia Chico Xavier, perg. 175.
(6) Livro “O Livro dos Espíritos”, perg.8, edição FEB, tradução Guillon Ribeiro.
(7) id ibidem pergs. 132 e 133
(8) Livro “O Consolador” , autor espiritual Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, perg.179, edição FEB.
(9) Livro “Desafios e Educação”, autor espiritual Camilo, psicografia de Raul Teixeira, edição da Editora
Frater.
(10) Livro “Gerenciando as Emoções” – À Luz da Sabedoria Crística, da Editora Otimismo Ltda, 2ª Parte
caso 16.
(11) Livro “Leis Morais da Vida”, psicografia de Divaldo  Pereira Franco, cap. Lei de Reprodução, Editora
Livraria Alvorada, por Joanna de Ângelis.
(12) Livro “Dimensões da Verdade”, Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, cap.
“Dentro do Lar”, pag.164.
 (13) Livro “O Céu e o Inferno” , 21ª edição da FEB, Kardec, Allan, pagina 17.
(Artigo originalmente publicado na Revista Internacional de Espiritismo em março de
2003)