quarta-feira, 3 de outubro de 2012

FILOSOFIA ESPÍRITA BY ANDRE LUIZ





"Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu." (A. C., 4)

"Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis." (Idem, 4)

"Proceda com inteligência em todas as situações. Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos. "(Idem, 11)

"Dê suas lições sensatamente, na escola da vida, enquanto o livro das provas repousa em suas mãos. Aprender é uma bênção e há milhares de irmãos, não longe de você, aguardando uma bolsa de estudos na reencarnação."(AC. 14)

"Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca será um vida boa." (Idem, 10)

"Busque agir para o bem, enquanto você dispõe de tempo. É perigoso guardar uma cabeça cheia de sonhos, com as mãos desocupadas." (14)

"Guarde o equilíbrio. Paixões e desejos desenfreados são forças de arrasamento na Criação Divina." (Idem, 30)

"Procure um delinqüente e encontrará muitos malfeitores. É necessário, então, que você possua imenso cabedal de amor para renová-los, sem fazer-se criminoso também. (Idem, 19)

"Utilize o corpo físico para recolher as bênçãos da vida Mais Alta, enquanto suas peças se ajustam harmoniosamente. O vaso que reteve essências sublimes ainda espalha perfume, depois de abandonado."(Idem, 14)

"Não é o companheiro dócil que exige a sua compreensão fraternal mais imediata. É aquele que ainda luta por domar a ferocidade da ira, dentro do próprio coração." (Idem, 46)

"Não basta que sua boca esteja perfumada. É imprescindível que permaneça incapaz de ferir." (Idem, 22)

"Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama." (Idem, 24)

"Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade, o que fazer". (Idem, 17)

"Não lhe fira a calúnia. Viva de modo que ninguém possa acreditar no caluniador." (Idem 25)

"Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou." (Agenda Cristã, 4)

"Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre." (Agenda Cristã, 4)

"Evite a impaciência. Você já viveu séculos incontáveis e está diante de milênios sem fim." (Idem, 30)

"Nas lutas habituais, não exija a educação do companheiro. Demonstre a sua." (Idem, 31)

"Seus dias são marcas no caminho evolutivo. Não se esqueça de que compactas assembéias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a tragetória pelos sinais que você está fazendo." (Idem, 32)

"Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciando aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro resplandeça." (Idem 28)

"No desempenho dos deveres cristãos, não aguarde recursos externos para cumpri-los. O melhor patrimônio que você pode dar às boas obras é o seu próprio coração." (Idem, 36)

"Não converta seus ouvidos num paiol de boatos. A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma." (Idem 41)

"O maledicente desejará que você observe, tanto quanto ele, o lado desagradável da vida alheia." (Idem, 48)

"Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas".
(Agenda Cristã, 37)

"Sua capacidade de orientar disciplinará muita gente, melhorando personalidades; contudo, se você não se disciplinar, a Lei o defrontará com o mesmo rigor com que ela se utiliza de você para aprimorar os outros." (Idem, 40)

"Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa, e o maior inimigo de suas realizações mais nobres." (Agenda Cristã, 42)

"O homem imperfeitamente espiritualizado sempre busca igualar os semelhantes a si mesmo. Lembre-se, contudo, de que você é você, com tarefa original e responsabilidades diferentes e, se pretende a felicidade real, não deve esquecer a consulta aos padrões do bem, com o Cristo, em todas as horas de sua vida." (Idem, 48)

"É muito provável que, por enquanto, seja plenamente dispensável a sua cooperação no paraíso. É indiscutível, porém, a realidade de que, no momento, o seu lugar de servir e aprender, ajudar e amar, é na Terra mesmo."(Idem, 46)

"A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra. Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!... (Idem, 43)

"A mente centralizada na oração pode ser comparada a uma flor estelar, aberta ante o Infinito, absorvendo-lhe o orvalho nutriente de vida e luz." ANDRÉ LUIZ (Mecanismos da Mediunidade, XXV)

ESPIRITISMO BY ANDRE LUIZ


"O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos." (ANDRÉ LUIZ, O Espírito da Verdade, FEB, 8)

"Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os Emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível: a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 39, CEC)

"O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o entendimento e a distância entre a fé o fanatismo." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 19, CEC)

"O espírita está informado de que o acaso não existe." (ANDRÉ LUIZ,Conduta Espírita, FEB, 18)
"A Doutrina Espírita está alicerçada na lógica e para ser espírita é impossível fugir dela." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 9)

"O Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 26)

"A Doutrina Espírita nos recomenda a fé raciocinada para que, desde a existência terrestre, possamos compreender que é lícito admirar o pensamento alheio e até seguí-lo, quando a isso nos decidamos, mas é preciso pensar por nós, a fim de que não venhamos a cair irrefletidamente no resvaladouro do erro ou no visco da obsessão." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, 17)

"A Doutrina Espírita é o instituto universal de ensino e proteção, instalado por Allan Kardec, sob orientação do Mestre dos Mestres - Jesus Cristo." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 46)
"O Espiritismo abrange com a sua influência regenerativa e edificante não apenas a individualidade, mas também todos os círculos de atividade em que a pessoa respire." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 5)

"Doutrina que restaura o Cristianismo em sua pureza, é a religião natural da consciência na Terra e no Universo." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 55, CEC)

"O Espiritismo não é simples religião igual às demais: é um método de viver." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 58, CEC)

"O Espiritismo é religião de livre exame, sem poderes humanos que lhe domestiquem as manifestações." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 4, CEC)

"O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos." (ANDRÉ LUIZ, Conduta Espírita, 10, FEB)

"A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana." (ANDRÉ LUIZ, Conduta Espírita, 10, FEB)
"O Espiritismo não tem chefes humanos e nenhum dos seareiros do seu campo de multiformes atividades é imprescindível no cenário de suas realizações." (ANDRÉ LUIZ, Conduta Espírita, 46, FEB)

"A Doutrina Espírita entra no cenário do mundo, precisamente quando a investigação científica arreda para longe todos os resíduos das superstições humanas, a fim de mostrar que religião é sinônimo de vida eterna." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, 22, CEC)
"Doutrina do discernimento, o Espiritismo nos acorda para a valorização das forças da vida, ensinando-nos a preservá-la e a empregá-la com o proveito devido." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, CEC, 3)

"Doutrina Espírita é mensagem de Cristo, anunciando-nos que a felicidade de crer não está unicamente conjugada à responsabilidade de agir, mas também ao júbilo de criar, sentir, continuar e viver." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas,22, CEC)

"Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 51, CEC)

"Pode-se caminhar de muitas maneiras, com inúmeros padrões existenciais, porem, para seguir segundo o Espiritismo só existe uma única medida em todas as situações da romagem humana - o metro da caridade sob a luz da consciência." (ANDRÉ LUIZ, Sol Nas Almas, 58, CEC)

"Espiritismo é caridade em movimento." (ANDRÉ LUIZ, O Espírito da Verdade, 2, FEB)

"A Doutrina Espírita, revivescendo o ensino de Jesus, não desconhece que a necessidade humana espera corações, cérebros e braços empenhados em resolver-lhes os trágicos desafios." (ANDRÉ LUIZ, Sol nas Almas, 40, CEC)

"O espírita vive como vivem os outros, mas em todas as manifestações da existência é chamado a servir aos outros, através da atitude." 9ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 3, CEC)

"O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 19, CEC)

"O Espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 35, CEC)

"Justa, dessa forma, a iniciativa de trazer a Doutrina Espírita à concorrência honesta das normas que as religiões e as filosofias apresentam às criaturas, no sentido de lhes facilitar a existência." (ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, Prefácio)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

As Cores e a Aura Humana


  

                    

As energias que fluem pelos centros de força possuem uma determinada medida de onda e determinada cor; movem-se não em linha reta como as ondas de luz, mas por ondulações.

Segundo as influências que exercem, os centros de força possuem cores diferentes, predominando, em cada um deles, aquela que corresponde à sua natureza e atividade fundamental.
Quanto  à natureza e à disposição que guardam no conjunto humano, os centros de força podem ser:

            -Fisiológicos
            -Emocionais
            -Espirituais

Os chacras espirituais, Frontal e Coronário, mantêm estreitas ligações com as glândulas Epífise e Hipófise ( Pineal e Pituitária ) e funcionam como elementos de ligação com o mundo espiritual superior.
Em alguns indivíduos, os centros frontal e coronário se confundem na aparência, visto que as duas glândulas Pituitária e Pineal, estão no corpo físico, quase que juntas, num compartimento especial do crânio, chamado dorso da Sela Túrsica.


Aqui, encontramos a explicação para a prece de Jesus, que mesmo distante de Lázaro, fêz ao Pai celestial, para que não fosse desligado o último laço que prendia-lhe o Espírito à matéria (O correspondente ao último e essencial cordão). Só assim a "ressurreição" de Lázaro foi possível, ou seja o processo da morte foi revertido com o religamento dos demais secundários porém importantes trilhões de cordões perispirituais ao corpo físico do amigo, sem que  se violasse as leis regentes do nosso orbe.


Segundo estudos avançados, o cordão principal que une o corpo físico ao Espírito, se constitui de dois cordões entrelaçados; um vital e um espiritual, coincidentemente ligados à Pituitária e Pineal.


          
                                         Plexos e Gânglios


Os plexos, estão situados no corpo físico; são conjuntos e aglomerados de nervos e gânglios do sistema vago-simpático que regula a vida vegetativa do corpo humano.

Já os centros de força, são estações de força espiritual ou fluídica situados no perispírito, formam um campo eletro-magnético utilizado pelo Espírito e funcionam em plena ligação com os plexos do corpo material.

Cada centro de força, despertando, aumenta as possibilidades dos sentidos físicos e espirituais, como também das faculdades psíquicas ou mediúnicas.
Cada um que se desenvolve ou desperta, torna o Espírito capaz de perceber novas ordens de vibrações.

As forças espirituais e as cósmicas, vindas do espaço ou da Terra, penetram nos centros de força situados no perispírito, daí passam aos plexos orgânicos e destes aos nervos, transitando assim por todo o organismo, suprindo-o e robustecendo-o ou danificando-o e enfraquecendo-o de acordo com a sintonia ou o permitido ou o buscado.

Alimentação sóbria, pensamentos elevados, atitudes nobres, abstenção de tóxicos, e outros fatores, influem sobremodo no transito livre e desembaraçado das energias pelo binômio centro de força - plexo ; esta compreensão e sua aplicabilidade no quotidiano da vida, é muito importante para o espírita e principalmente para aqueles que aplicam passes, pois que necessitam manter suas próprias forças em perfeito ritmo e capacidade.

Em relação às cores, que compõem  a aura humana,é sempre polêmico afirmar algo, visto que as cores não são estáticas, possuem nuances, transformações, formas, brilho e tonalidades além de combinações com outras cores.

Dizer que uma cor apresentada, significa isto ou aquilo, é querer simplificar e acaba gerando contra-sensos.Por exemplo. Dizer que a presença de uma cor é negativa ou positiva, não deve ser assim interpretado por aquele que se diz espírita.
Assim, no caso de um vermelho, a significação pode ser tanto de liderança como de cólera, etc. . Portanto muito cuidado com as tabelas sobre as cores das auras.

       

Citamos primeiramente  o vermelho, pois que é a cor que mais se presta a interpretações errôneas.
Assim, o vermelho vivo é sinal de dinamismo, quando encontrado em faixas vaporosas em torno da cabeça. Esse dinamismo é de temperamento e não físico, o físico usa a mesma cor, porém localizado ao longo dos membros e da cintura, denotando outra situação.
O vermelho vivo,é a cor dos grandes líderes, generais, comandantes, sindicalistas, dirigentes. Porém combinado com outras cores como o dourado, o azul, o lilás, ainda o amarelo salpicado de vermelho, indica líderes religiosos.
Um vermelho muito escuro, situado na fronte e em cada lado da nuca põe em evidencia a cólera; quando o cinza a ele se acrescenta, temos um quadro de impulsos de violência.
O vermelho carmin, em forma de bruma na parte superior do corpo, mostra força, comando, liderança; se for superabundante, denota autoridade abusiva, se estiver com traços de cinza, podemos estar diante de um quadro de uma pessoa déspota.
Estes dois tipos acima citados emanam energias que podem criar brechas no corpo etérico e propiciar doenças psiquicas.
Se presente a cor de vermelho ferrugem, esta denota avareza, egoísmo e quando por exemplo um vermelho amarronzado estiver presente como uma mancha superpondo algum órgão do corpo, pode estar revelando a presença de um câncer já manifesto fisicamente ou em vias de "descida".
Devemos sempre lembrar que a doença se manifesta nos corpos mais sutis, e "vai descendo" gradativamente até o corpo físico.
Tal mancha exemplificada, vai se formando na aura astral no devido órgão atingido e isso pode levar meses e até anos para que se manifeste no corpo físico, porém o "processo da descida", pode ser interrompido e a mancha ser desfeita, se a pessoa mudar de atitudes ou comportamentos errôneos e anticristãos.
Outros vermelhos vivos, denotam orgulho, com o amarelo denota vontade de agradar.
Podemos inferir  que o orgulho levado a um excesso se torna prejudicial, da mesma forma que a vontade excessiva de agradar pode se tornar em hipocrisia, e tudo isto é denotado pelas tonalidades e misturas das cores áuricas, complexas e difíceis de se ler e de se interpretar e que emanam de nós a todos os instantes.
Daí, podemos avaliar a importância de um psicoscópio tanto quanto a nescessidade de conhecimentos daqueles técnicos que o operam e o interpretam.
Entenderemos também quando Aulus afirma categoricamente que; "grupo mediúnico que funciona sem orientação cristã evangélica, sem cogitar do fundamental problema da elevação moral de todos, melhor seria que cerrasse as suas portas, porque, assim fazendo, cerra-las-ia também às forças da sombra".

Preparando o médium e a mediunidade


Preparando o médium e a mediunidade


José Queid Tufaile Huaixan

Tem-se observado que, embora o Espiritismo esteja conosco há quase cento e cinqüenta anos, ainda hoje as práticas mediúnicas são bastante atrasadas na maioria dos centros. Quando falamos desse atraso, não queremos com isso desmerecer os médiuns que de um modo ou de outro vêm procurando dar o melhor de si. Porém, se tivermos o cuidado de examinar o conteúdo do que fazemos, vamos verificar que produzimos bem pouco.
É pequena a quantidade de desobsessões que conseguimos; quase não dispomos de mensagens que possam ser examinadas racionalmente; trabalhamos com médiuns improdutivos durante anos e se precisamos de uma comunicação do plano espiritual no sentido de nos orientar, até pouco tempo só recorríamos a Francisco Cândido Xavier, na cidade de Uberaba, MG. Não temos confiança nos medianeiros de nossos centros.
Qual seria o motivo de conseguirmos tão pouco com a mediunidade? Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, demonstrou que se pode conseguir mensagens instrutivas do plano espiritual com relativa facilidade. Ele trabalhava com uma equipe séria de médiuns e solucionava 70% das obsessões. Hoje, quase nada conseguimos e as práticas espíritas, em face da fraqueza nos serviços de ordem espiritual, tiveram a atenção voltada para a assistência social.
Existem adeptos que acreditam estar cumprindo com suas obrigações, mesmo não tendo atividades mediúnicas mais ostensivas. Vemos isso com naturalidade. No movimento espírita não existem determinações ou imposições de quem quer que seja. Mas, o mesmo direito que assiste estas pessoas que querem continuar como estão, assiste outras que desejam melhorar-se.
Nossos estudos têm a finalidade de discutir idéias junto aos que crêem poder fazer progredir as práticas espíritas. Para isso, acreditamos ser necessário um diálogo em torno do que é a mediunidade, seu significado, sua utilidade e suas práticas diárias nos centros espíritas. Se assim procedermos, estaremos revendo conhecimentos e criando oportunidade para efetuarmos a reforma das atividades, neste delicado campo da relação com os espíritos.

O que é a mediunidade?

No Brasil é muito comum haver confusão em torno do que seja a mediunidade. Isto acontece em face de que, entre nós, há um hábito quase comum, de nos apegarmos a frases feitas, lançadas por espíritos, médiuns ou escritores. Existem no meio espírita variadas definições a respeito do que seria a mediunidade. Um dos erros comumente encontrados, é aquele em que ela é tida como "uma abençoada oportunidade de se fazer caridade". Com isso, tomou corpo em torno do movimento, a idéia de que o indivíduo deve trabalhar com sua mediunidade para ser salvo.
Dizia o Codificador, que a mediunidade é uma faculdade que o homem possui, por intermédio da qual recebe influência dos espíritos. Afirmava que todos somos mais ou menos médiuns, porém, que considerava médiuns somente aqueles que fossem capazes de produzir fenômenos patentes. Vejamos suas próprias palavras, no seu "Estudo sobre os médiuns", publicado na Revista Espírita de março de 1859.
"Como intérpretes das comunicações espíritas, os médiuns têm um papel de extrema importância e nunca seria demasiada a atenção dada ao estudo de todas as causas que os podem influenciar; e isto não só em seu próprio interesse, como também no daqueles que, não sendo médiuns, deles se servem como intermediários. Poderão assim julgar o grau de confiança que merecem as comunicações por eles recebidas.
Todos, já o dissemos, são mais ou menos médiuns. Mas, convencionou-se dar este nome aos que apresentam manifestações patentes e, por assim dizer, facultativas. Ora, entre estes, as aptidões são muito diversas: pode-se dizer que cada um tem sua especialidade. Ao primeiro exame, duas categorias se desenham muito nitidamente: os médiuns de efeitos físicos e os médiuns de efeitos inteligentes".

Preparando o médium

O primeiro passo para se preparar um médium numa casa espírita é o de identificá-lo como tal, saber distinguir quem deve ou não praticar a mediunidade. Para evitar erros além do normal, é preciso deixar de pensar como pensa todo mundo: que todos são médiuns ostensivos; que praticar mediunidade é fazer caridade; que as perturbações espirituais são provenientes de mediunidade a ser desenvolvida e outras idéias comuns. Tudo isso são interpretações pessoais de criaturas que pouco sabem da Codificação.
Meditando sobre as palavras de Kardec, que foram ditas acima, não é difícil identificarmos os médiuns. Consideremos médiuns só aqueles em que a faculdade se manifestar de forma patente, os que sentem facilmente a presença dos espíritos. Os outros, em quem o nível de influência é muito baixo, ou quase ausente, não devem ser colocados como médiuns, segundo o real significado da palavra.
Os primeiros, são os médiuns de acordo com a definição do Codificador. Os últimos, possuem aquilo que se chama mediunidade natural, que não serve de ponte entre os planos visível e invisível.

As obsessões

Dentre os que sentem de modo ostensivo a presença dos Espíritos, existem aqueles que estão perturbados pela obsessão. Estes, não devem ser orientados para o desenvolvimento, mas sim, encaminhados para um tratamento no centro espírita.
Quando se submete um paciente obsedado ao desenvolvimento da mediunidade, corre-se o risco de vê-lo mergulhar num estado de profundo desequilíbrio. O médium enfermo sofrerá maior agressão do obsessor no exercício da mediunidade, principalmente se sua obsessão apresentar um caráter de gravidade. Por esta razão, não devemos enviar obsedados para as sessões de desenvolvimento mediúnico.
O sensato é tratá-los pelo Espiritismo, acompanhados de tratamento médico se for necessário. Depois, se a sensilidade permanecer aberta a um nível elevado, essas pessoas poderão ser encaminhadas para a educação da mediunidade, se houver disposição para isso.

Estudos

Um dos grandes males que hoje afetam a prática do Espiritismo é a falta de estudos da Doutrina. Se de um lado há centros espíritas que desenvolvem cursos tão complexos como os de uma escola, dificultando o ingresso dos iniciantes, por outro, há casas que se abstêm completamente de qualquer esforço neste sentido. Em resumo: uns estudam demais; outros, de menos.
Perguntado se o exercício da mediunidade pode provocar numa pessoa a invasão dos maus Espíritos e suas conseqüências, Kardec responde demonstrando a importância dos estudos:
"Jamais dissimulamos os escolhos (obstáculos) encontradiços na mediunidade, razão por que multiplicamos, em "O Livro dos Médiuns", as instruções a tal respeito e não temos cessado de recomendar o seu estudo prévio, antes de se entregarem à prática. Assim, desde a publicação daquele livro, o número de obsediados diminuiu sensível e notoriamente, porque poupa uma experiência que os noviços muitas vezes só adquirem às próprias custas. Dizemo-lo ainda, sim, sem experiência a mediunidade tem inconvenientes, dos quais o menor, seria ser mistificado pelos Espíritos enganadores e levianos. Fazer Espiritismo experimental sem estudo é fazer manipulações químicas sem saber química".
O Codificador, já em seu tempo, alertava para o cuidado que se deve ter, quando se vai submeter uma pessoa ao contato com o mundo invisível. Recomendava instrução e a assistência de alguém com experiência. Por isso devemos estabelecer em nossas casas espíritas uma metodologia capaz de iniciar novatos na prática sadia da mediunidade.
Primeiro, devemos levar em conta se a pessoa tem alguma noção do que é a Doutrina Espírita. E, se já tem, se não está distorcida, misturada com aquilo que se chama "Espiritismo popular". No grupo onde trabalhamos, desenvolvemos um cursinho rápido, destinado aos iniciantes, onde eles aprendem os princípios elementares do Espiritismo. É o livro publicado por nós, chamado "Espiritismo para Iniciantes". O curso tem uma duração de dois meses, com uma aula semanal. Estuda a Criação; Deus; a origem da Doutrina Espírita; a Reencarnação; a Mediunidade; os Fluidos; os Passes e a Obsessão. Serve para dar uma noção básica aos que ingressam nos quadros de serviços da casa espírita, inclusive aos que vão lidar com a mediunidade.
As casas podem ministrar orientações já existentes em livros, ou criar seus próprios métodos.
Depois disso, os neófitos devem ser assistidos por alguém habituado às relações com o invisível, num estudo em "O Livro dos Médiuns". Deve-se dedicar especial atenção aos capítulos que falam dos cuidados que se deve ter com os desencarnados. Só após este procedimento, deverá se dar início ao preparo da mediunidade.

Preparando a mediunidade

Uma das fases mais delicadas do preparo do médium é aquela em que o novato vai exercitar sua mediunidade. A maioria dos que se dedicam ao intercâmbio com os espíritos possui grande ansiedade para "receber" as manifestações. Mas, as coisas não são tão simples quanto parecem. O exercício da mediunidade é uma fase de aperfeiçoamento psíquico, onde o indivíduo se submeterá à disciplina de muitas faces de sua personalidade, uma espécie de autoconhecimento, um pouco difícil de ser feito.
Os espíritos inferiores são excitadores das paixões do médium, e acabam por mostrar-lhes os defeitos de sua personalidade, que deverão ser corrigidos. Não há serviço mediúnico sem que o equilíbrio pessoal se dê pela ação dos contrários. O medianeiro chega ao bem pelo conhecimento do mal. Por esta razão, as mesas de desenvolvimento devem contar com pessoas maduras, dotadas de experiência capaz de orientar com segurança. Se não for assim, a prática da mediunidade poderá trazer prejuízos à vida psíquica, coisa que vem sendo muito comum na atualidade.
Citaremos neste trabalho, os pontos que julgamos serem as bases de um exercício mediúnico sadio e esperamos que contribuam de algum modo para ajudar os iniciantes do Espiritismo quanto às relações com os Espíritos.

Animismo

O animismo é a influência que a alma do médium exerce sobre as comunicações. Nos medianeiros onde a faculdade é mais intuitiva, a fator anímico é bem mais elevado, chegando, em alguns casos, a tornar o sensitivo improdutivo. O animismo se apresenta intenso na maioria dos principiantes e vai diminuindo com o desenvolvimento.
Os encarregados de dirigirem os trabalhos práticos precisam demonstrar que a presença ostensiva dos pensamentos do médium nas comunicações é uma coisa natural e, com o tempo, esta influência diminuirá. Os problemas anímicos do sensitivo, que afloram no transe mediúnico, podem ser orientados como se faz em qualquer situação de desarmonia. Todos os iniciantes devem ser esclarecidos que o mais importante fator de transformação e ajuste virá da reflexão evangélica. Falando do animismo, Kardec disse:
"O médium, tendo consciência do que escreve (ou fala), é naturalmente levado a duvidar de sua faculdade: não sabe se a escrita (ou mensagem) é dele mesmo ou de outro Espírito. Mas ele não deve absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir apesar da dúvida. Observando com cuidado a si mesmo, facilmente reconhecerá nos escritos (ou nas palavras) muitas coisas que não lhe pertencem, que são mesmo contrárias aos seus pensamentos, prova evidente de que não procedem de sua mente.
Que continue, pois, e a dúvida se dissipará com a experiência". - Allan Kardec (O Livro dos Médiuns, item 214).

Os Espíritos inferiores

Em "O Livro dos Médiuns", o Codificador afirma que o maior obstáculo às práticas espíritas é a obsessão, o domínio que alguns Espíritos inferiores podem adquirir sobre certas pessoas. Nenhum médium está livre desta influência perniciosa, principalmente quando inicia seu mandato mediúnico. Nesta fase, suas imperfeições morais mais grosseiras são verdadeiros atrativos para as entidades atrasadas e, por esta razão, deve-se estar alerta com a conduta da equipe que trabalha no intercâmbio.
O medianeiro deve cuidar-se com uma disciplina o mais sadia possível, para que não seja vítima dos seres malévolos do mundo invisível. Toda alteração emocional ou psíquica considerada estranha e persistente deve ser comunicada ao orientador da mesa. Se houver suspeita de obsessão, o principiante deve ser afastado dos trabalhos mediúnicos, submetido a um tratamento e depois reconduzido às atividades.
Quando se detectar pessoas impressionáveis, de raciocínio confuso, sistemático ou excêntrico, elas devem ser afastadas definitivamente dos trabalhos práticos, conforme recomenda o Codificador.
Aos novatos:
"A dificuldade encontrada pela maioria dos médiuns iniciantes é a de ter que tratar com os Espíritos inferiores, e eles devem se considerar felizes quando se trata de Espíritos apenas levianos". ( - Allan Kardec - O Livro dos Médiuns, item 211).
Aos mais velhos:
"Suponhamos agora a faculdade mediúnica completamente desenvolvida. Que o médium escreva com facilidade, que seja o que se chama um médium feito. Seria um grande erro de sua parte considerar-se dispensado de novas instruções. Ele só teria vencido uma resistência material, e é então que começam as verdadeiras dificuldades. Mais do que nunca necessitará dos conselhos da prudência e da experiência, se não quiser cair nas mil armadilhas que lhe serão preparadas. Se quiser voar muito cedo com suas próprias asas, não tardará a ser enganado por Espíritos mentirosos, que procurarão explorar-lhe a presunção". ( - Allan Kardec - O Livro dos Médiuns, item 216).

A vida moral

As faculdades mediúnicas estão ligadas a uma disposição orgânica. O mesmo já não se dá quanto ao seu uso, que depende da condição moral do médium. Se tudo depende da moral, nossos grupos necessitam tê-la em alta conta, como uma espécie de farol orientador. Muitas decepções advindas da prática mediúnica são frutos da má orientação dadas aos iniciantes pelos que administram as mesas de desenvolvimento.
Na atualidade, há uma complascência excessiva em torno dos vícios das pessoas. Médiuns, passistas e membros dos grupos alimentam vícios grosseiros como o fumo, a bebida alcoólica e, nos casos mais graves, o adultério, a desonestidade, a sensualidade exagerada e o orgulho.
Se estamos dispostos a reformar as práticas do centro espírita que participamos, temos que cuidar dos aspectos morais dos componentes da casa. São eles que sustentam as atividades em todos os sentidos, mormente as mediúnicas.
Recomendamos o estudo regular nas sessões, e fora delas, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Com isso, se conseguirá elementos morais destinados à auto-reflexão.

Leitura excessiva

O trabalhador espírita estuda sempre. Lê livros teóricos e práticos para o seu enriquecimento doutrinário. Mas, deve evitar a poluição mental por obras espíritas. Há médiuns que não conseguem trabalhar em face de sobrecarregarem suas mentes com leituras.

Assistência material

Não se pode conceber a atividade mediúnica sem o trabalho material. O serviço na seara dos sofredores auxilia o médium a compreender a dor e lhe dá suporte para os embates próprios do mediunato. Todo médium deve ter atividades de assistência material regularmente.
É importante considerarmos a prática da mediunidade como um trabalho que não dispensa o serviço do médium na assistência material. Por acharem que a mediunidade é caridade, apareceu um grande contingente de médiuns que só vão ao centro "receber" espíritos e crêem já estar com seus compromissos cumpridos.

Disciplina

Por fim, a disciplina. Dominar-se é uma das coisas mais difíceis de se fazer. No entanto, aqueles que vão lidar com os espíritos precisam ter um certo domínio sobre si. Se não levarem em conta este fator, o melhor é afastar-se do ministério. Deixar o cigarro, a bebida, a freqüência em ambientes mundanos, melhorar a vida familiar, profissional, adquirir uma conduta regular frente à prece, tudo isso é disciplinar-se. Conhecer a si mesmo e trabalhar as próprias imperfeições é o caminho para uma prática mediúnica sadia.
"Antes de nos dirigirmos aos Espíritos, convém, pois, encouraçarmo-nos contra o assalto dos maus, assim como se marchássemos em terreno onde tememos picadas de cobras. Isto se consegue, inicialmente, pelo estudo prévio, que indica a rota e as precauções a tomar; a seguir, a prece. Mas é necessário bem nos compenetrarmos da verdade que o único preservativo está em nós, na própria força, e nunca nas coisas exteriores; que nem há talismãs, nem amuletos, nem palavras sacramentais, nem fórmulas sagradas ou profanas que tenham a menor eficácia se não tivermos em nós mesmos as qualidades necessárias. Assim, essas qualidades é que devem ser adquiridas" Allan Kardec (Revista Espírita, número de janeiro de 1863, no Estudo sobre os possessos de Morzine).

Jesus e Obsessão


Cristãos eminentes, em variadas escolas do Evangelho, asseveram na atualidade que o problema da obsessão teria nascido no culto da mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, quando a Doutrina Espírita é o recurso para a  supressão do flagelo.

Malham médiuns, fazem sarcasmo, condenam a psicoterapia em favor dos desencarnados sofredores e, por vezes, atinge o disparate de afirmar que a prática medianímica estabelece a loucura.
Esquecem-se, no entanto, de que a vida de Jesus, na Terra, foi uma batalha constante e silenciosa contra obsessões, obsidiados e obsessores.
O combate começa no alvorecer do apostolado divino.
Depois da resplendente consagração na manjedoura, o Mestre encontra o primeiro grande obsidiado na pessoa de Herodes, que decreta a matança de pequeninos, com o objetivo de aniquilá-lo.
Mais tarde, João Batista, o companheiro de eleição que vem ao mundo secundar-lhe a obra sublime, sucumbe degolado, em plena conspiração de agentes da sombra.
Obsessores cruéis não vacilam em procurá-lo, nas orações do deserto, verificando-lhe os valores do sentimento.
A cada passo, surpreende Espíritos infelizes senhoreando médiuns desnorteados.
O testemunho dos apóstolos é sobejamente inequívoco.
Relata Mateus que os obsidiados gerasenos chegavam a ser ferozes; refere-se Marcos ao obsidiado de Cafarnaum, de quem desventurado obsessor se retira clamando contra o Senhor em grandes vozes; narra Lucas o episódio em que Jesus realiza a cura de um jovem lunático, do qual se afasta o perseguidor invisível, logo após arrojar o doente ao chão, em convulsões epileptóides; e reporta-se João a israelitas positivamente obsidiados, que apedrejam o Cristo, sem motivo, na chamada Festa da Dedicação.
Entre os que lhe comungam a estrada, surgem obsessões e psicoses diversas.
Maria de Magdala, que se faria a mensageira da ressurreição, fora vitima de entidades perversas.
Pedro sofria de obsessão periódica.
Judas era enceguecido em obsessão fulminante.
Caifás mostrava-se paranóico.
Pilatos tinha crises de medo.
No dia da crucificação, vemos o Senhor rodeado por obsessões de todos os tipos, a ponto de ser considerado, pela multidão, inferior a Barrabás, malfeitor e obsesso vulgar.
E, por último, como se quisesse deliberadamente legar-nos preciosa lição de caridade para com os alienados mentais, declarados ou não, que enxameiam no mundo, o Divino Amigo prefere partir da Terra na intimidade de dois ladrões, que a ciência de hoje classificaria por cleptomaníacos pertinazes.
À vista disso, ante os escarnecedores de todos os tempos, eduquemos a mediunidade na Doutrina Espírita, porque só a Doutrina Espírita é luz bastante forte, em nome do Senhor, para clarear a razão, quando a mente se transvia, sob o fascínio das trevas.