quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Boa tarde!




"Curando-se das Inquietações e Mágoas", por Ana Guimarães


MORTES PREMATURAS

Citando o Dicionário Aurélio, prematuro significa que se manifesta ou sucede antes do tempo; precoce.

Uma criança, por exemplo, ao desencarnar, pode parecer morte prematura para os encarnados e não ser prematura do ponto de vista espiritual, por ser exatamente o período necessário para aquela etapa evolutiva. Já alguém que desencarna com mais idade, após uma enfermidade, como foi o caso de André Luiz, pode não ser considerada prematura do ponto de vista material, mas ser prematura do ponto de vista espiritual, pois foi abreviado o tempo de vida programado, neste caso, por mau uso das possibilidades orgânicas, ou seja, um suicídio indireto.

Desta forma, a morte pode ser considerada prematura sob dois pontos de vista:
Do plano material – quando há a desencarnação daqueles ainda em tenra idade ou de jovens e adultos com perspectiva de muitos anos ainda de vida;
Do plano espiritual – quando a desencarnação é prematura em relação ao tempo programado da encarnação. A abreviação do período encarnatório pode ocorrer:
• Por mau uso das possibilidades orgânicas, em suicídio direto ou indireto;
• Por uso excessivo das possibilidades orgânicas, para o bem dos outros – não é considerado suicídio;
• Por misericórdia divina, no caso de comportamento inadequado que levasse a maiores prejuízos.

André Luiz, no livro “Evolução em Dois Mundos”, respondendo à questão “Podemos considerar a desencarnação da alma, em plena infância, como sendo uma punição das Leis Divinas, na maioria das vezes?”, esclarece: “Muitas existências são frustradas no berço, não por simples punição externa da Lei Divina, mas porque a própria Lei Divina funciona em todos nós, desde que todos existimos no hausto do Criador. Frequentemente, através do suicídio, integralmente deliberado, ou do próprio desregramento, operamos em nossa alma desequilíbrios, quais tempestades ocultas, que desencadeamos, por teimosia, no campo da natureza íntima. (...) Segundo observamos, portanto, as existências interrompidas, no alvorecer do corpo denso, raramente constituem balizas terminais de prova indispensável na senda humana, porque, na maioria dos sucessos em que se evidenciam, representam cursos rápidos de socorro ou tratamento do corpo espiritual desequilibrado por nossos próprios excessos e inconsequências, compelindo-nos a reconhecer, com o Apóstolo Paulo (“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que habita em vós, o qual vos foi dado por Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço, portanto glorificai a Deus no vosso corpo.” [I Coríntios, 6:19-20]), que o nosso instrumento de manifestação, seja onde for, é templo da Força Divina, por intermédio do qual, associando corpo e alma, nos cabe a obrigação de aperfeiçoar-nos, aprimorando a vida, na exaltação constante a Deus.”

Na obra “Nosso Lar”, André Luiz, melindrado por ser tachado de suicida, recebe a seguinte orientação: “Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. O meu amigo, no entanto, iludiu excelentes oportunidades, esperdiçando patrimônios preciosos da experiência física. A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos Maiores da Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não se consumou. Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.”

Encontramos, no livro “Obreiros da Vida Eterna”, um caso em que a personagem Dimas não chegou a aproveitar todo o tempo a ele destinado, por sobrecarga física e emocional em tarefas voltadas para o Bem. André Luiz é orientado, a respeito do tema, conforme segue: “Dimas não conseguiu preencher toda a cota de tempo que lhe era lícito utilizar, em virtude do ambiente de sacrifício que lhe dominou os dias, na existência a termo. Acostumado, desde a infância, à luta sem mimos, desenvolveu o corpo, entre deveres e abnegações incessantes. (...) É verdade que não podemos louvar o trabalhador que perde qualquer órgão fundamental da vida física em atrito com as perturbações que companheiros encarnados criam e incentivam para si mesmos; no entanto, faz-se preciso considerar as circunstâncias em jogo. Dimas poderia receber, com naturalidade, semelhantes emissões destrutivas, mantendo-se na serenidade intangível do legítimo apóstolo do Evangelho. Todavia, não se organiza de um dia para outro o anteparo psíquico contra o bombardeio dos raios perturbadores da mente alheia, como não é fácil improvisar cais seguro ante o oceano em ressaca. (...) Segundo observamos, há existências que perdem pela extensão, ganhando, porém, pela intensidade. A visão imperfeita dos homens encarnados reclama o exame acurado dos efeitos, mas a visão divina jamais despreza minuciosas investigações sobre as causas...”

Na obra “Trilhas da Libertação”, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda conta o caso do médium Davi, que desencarnou por um fulminante ataque do coração quando intentava assassinar um oponente. “No momento da prece, em rogativa de socorro, o irmão Ernesto, sabendo da deficiência cardíaca de seu pupilo, exortou, sem palavras, a interferência do Pai para evitar uma tragédia mais grave, no que foi atendido.”

Em todos esses casos, não há injustiça de Deus e sim a Sua misericórdia e justiça. A vida verdadeira não é a vida física e sim a vida espiritual. O Espírito Sanson, na obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo”; assevera: “Frequentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.”
Bons estudos!
Carla e Hendrio
XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. “Evolução em Dois Mundos”. Pelo Espírito André Luiz. 14ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1995. 2ª parte, item 17.
XAVIER, Francisco Cândido. “Nosso Lar”. Pelo Espírito André Luiz. 23ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1981. Capítulo 04.
XAVIER, Francisco Cândido. “Obreiros da Vida Eterna”. Pelo Espírito André Luiz. 23ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1998. Capítulo 13.
FRANCO, Divaldo P. “Trilhas da Libertação”. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo “Novos Rumos”.
KARDEC, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 2ª ed. de bolso. Rio de Janeiro: RJ, FEB: 1999. Capítulo V, item 21.
Postado por Lições dos Espíritos às 20:08 https://blogger.googleusercontent.com/img/proxy/AVvXsEhEzBVrnwsTRHbjRadCRvMuVGY89OxNfb-QJkbtME-D7Qz0FlX2_DIwD3GJj_aMDuOehLYKyAOHi-ttE6lZA3MBgAY22H3tDjXPx3slkBCwWmgCzvtr8I6QwUuQR_ZgK83micvltezTuIHQAA0c=


Olá!!! Paz e Alegria!

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Zilma Gaspareto assume não ser mais Espírita !


Reportagem da Revista Isto É  sobre Zíbia Gasparetto (Edição nº 2.272 - 03/06/13)
por Marco Milani

A edição nº 2.272 da Revista Isto É tem como título de chamada de capa: “O Império Espírita de Zíbia Gasparetto”. Em que pese o forte apelo para atrair leitores simpatizantes e contraditores do Espiritismo, a chamada induz à associação dos interesses financeiros da referida escritora à exploração comercial da crença espírita.
Inicialmente destacando o sucesso mercadológico de Zíbia Gasparetto e o luxo de seu escritório no qual o repórter João Loes foi recebido, a matéria comenta a trajetória da psicógrafa, desde o início de suas experiências mediúnicas até a fundação do rentável negócio editorial mantido por ela e sua família.
A reportagem destaca a declaração da escritora de que não segue mais o Espiritismo, pois a mesma optou por trilhar caminhos que seriam incompatíveis com os princípios espíritas. Segundo a entrevistada, ela preferiu ter mais liberdade para agir e afirma não ter qualquer problema em receber os direitos autorais das obras psicografadas. “Não há problema em se ganhar dinheiro com a mediunidade”, diz ela. Em determinando momento da entrevista, Zíbia Gasparetto afirma, despudoradamente, que “Chico Xavier abriu mão dos direitos dos livros dele, mas uma vez chorou para mim, arrependido do que tinha feito”.
O texto é finalizado com a perspectiva de expansão dos negócios da família Gasparetto no nicho espiritualista, mencionando a abertura de novas frentes comerciais no rádio e televisão para constituir o império que a chamada de capa da revista erroneamente rotulou de espírita, pois se trata de um negócio privado construído sobre bases bem materiais.
O primeiro aspecto que deve ser criticado nessa reportagem é a conduta distorcida do responsável pela revista. Uma vez que na própria reportagem a entrevistada não se declara espírita, a Revista Isto É, portanto, comete dolo intencional ao usar o termo “espírita” em sua chamada de capa. A deplorável decisão do editor desse periódico pode induzir o leitor a associar o enriquecimento da mencionada escritora ao Espiritismo, fato esse que desvirtua o preceito espírita de não se cobrar pela atividade mediúnica. Ora, Sr. Editor, até que ponto as supostas vendas adicionais da revista compensam um ato de mau jornalismo?
O segundo aspecto a ser mencionado é a infeliz afirmação de Zíbia Gasparetto de que o médium Chico Xavier teria se arrependido de ter cedido integralmente os direitos autorais de seus livros. Ora Dª Gasparetto, será que a sua consciência está pesando por saber das consequências do apego à riqueza transitória e sua afirmação sobre Chico é uma tentativa de atenuar esse peso? Desde quando um homem que deu provas durante toda a sua vida de desinteresse material passou a reclamar sobre a situação financeira? Carece de fundamentação e lógica essa sua afirmação.
E o terceiro e último aspecto que merece ser mencionado é até favorável à Zíbia Gasparetto. Deve-se reconhecer que a mesma foi coerente ao não mais se afirmar adepta da Doutrina Espírita. Que bom seria se todas as pessoas descontentes com o Espiritismo simplesmente parassem de se autodenominar espíritas e assumissem outras linhas espiritualistas. Seria mais racional e elas parariam de gerar modismos e celeumas para tentar adequar a doutrina às próprias convicções. 
http://educadorespirita1.blogspot.com.br/2013/06/reportagem-da-revista-isto-e-sobre.html?spref=fb