sexta-feira, 15 de março de 2013

INGRATIDAO

Melindre: A Síndrome Do Orgulho Ferido por Francisco Aranda Gabilan



Melindre – Originariamente, um simples e comum substantivo masculino, com o sutil significado de ser a delicadeza no trato, cuidado extremo em não magoar ou ofender por palavras ou obras.
É o que dizem os dicionários…
Mas, curiosamente, no dia a dia de relação entre as pessoas, há mais significados, dependendo da ótica de quem o analisa. Se a visão é de quem provocou o melindre em alguém, fala mais alto seu sentido menor: suscetibilidade exagerada, escrúpulo, com profunda significação como agente das crises da sociedade humana. Se a visão é de quem se melindrou, o “paciente” liga tal sentimento a uma “justa” in­dignação, à injustiça e à ingratidão alheias, com uma acentuada pitada de sentimento melodramático de auto-piedade, de vítima.
Entretanto, sem rebuscamentos, sem volteios, sem rodeios e sem metáforas, melindre quer dizer mesmo orgulho ferido, egoísmo contrariado, vez que não há um autor sequer consultado e que se propõe analisar a questão – fora os dicionários – que não afirme peremptoriamente que o melindre não seja um sentimento filho direto do orgulho, usando da síntese de um ilustre espírito-espírita.1
Tenhamos presente que uma célula da sociedade humana das mais representativas é a Casa Espírita, onde, lastimavelmente, também grassam interesses pessoais, desejos de destaque, arroubos de sabedoria, vaidades e tantos outros sentimentos iguais. Daí porque, quando menos se espera, surge o melindre…
É o médium que não se conforma com a análise direta feita por companheiros estudiosos, quando ele, ao receber os Espíritos, bate os pés, as mãos, fala alto demais, repetitivamente, com linguagem às vezes inadequada, etc. Melindra-se e não aceita as observações e conselhos, retirando-se do trabalho ou isolando-se na crítica à Casa e seus dirigentes. É o expositor que não cumpre os horários, nem o programa, que desvia sempre do assunto da palestra ou da aula, descambando para análises outras, não raro pessoais ou sem importância doutrinária, e que não aceita as recomendações da direção de manter-se fiel ao programa ou à conduta em classe ou na tribuna, melindrando-se com facilidade, afirmando que “nessa etapa da vida” não está mais para ouvir críticas “especialmente de quem sabe menos e é muito mais moço…” É o dirigente de área na Casa que se julga auto-suficiente em tudo e não aceita conselhos e recomendações para melhoria do setor, ameaçando retirar-se, entregar o cargo, exigindo se promova reunião de Diretoria para ouvir suas reclamações. É o diretor que tem sua proposição refugada e se sente desprestigiado, desaparecendo das reuniões e das assembleias. É até mesmo o doador de donativos, cujo nome foi omitido nos agradecimentos, magoando-se e fugindo a novas colaborações.
E assim por diante…
O que se ouve, em todos os exemplos citados, é mais ou menos o seguinte: “Não entendo o porquê de tanta injustiça comigo, tanta ingratidão…, logo eu, que tanto fiz, que tanto dei de mim, que tanto ajudei…”, seguido de lamentações e, não raro, até de choro, entremeado de rasgos de vítima do mundo e de todos.
O erro está, neste caso, em o me­lindrado esperar (e até exigir) gratidão de todos pelo trabalho que ele desenvolveu na Casa, confundindo obrigações com favores. Ora, obrigações não implicam de modo algum em gratidão, muito especialmente se levando em conta que quem as assume, o faz livremente. Daí, quando contrariado, ferido em seu orgulho pessoal, julga-se vítima de ingratidão, de in­justiça… e ameaça retirar-se, quando não se esquiva definitivamente.
Um lembrete rápido para reflexão: Jesus houvera curado dez leprosos numa única tarde; mas, quantos deles se detiveram para agradecer-lhe? Apenas um! Quando o Cristo voltou-se para seus discípulos e perguntou-lhes onde estariam os outros nove curados, todos já tinham desaparecido, sem sequer um agradecimento. E daí: Jesus se melindrou, desistiu da tarefa, julgou-os ingratos?2 Para pensar!
Há mais uma agravante no fato que envolve o trabalhador descuidado: o melindre “propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral. Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.” (…) “Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente. Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.”3
Assiste razão integral ao preclaro Irmão X4 , a afirmar que “os melindres pessoais são parasitos destruidores das melhores organizações do espírito.
Quando o disse-me-disse invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual.”
Ouçamos, afinal, todos nós, trabalhadores da seara espírita, os simplíssimos – mas altamente judiciosos e adequadíssimos – conselhos de André Luiz, na cartilha de boa condução moral chamada Sinal Verde5, assim vazados:
“Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizades.Quem reclama, agrava as dificuldades.Não cultive ressentimentos. Melindrar-se, é um modo de perder as melhores situações.Não se aborreça, coopere.Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro”.
Contra os vermes corrosivos do egoísmo, da vaidade e do orgulho (ferido ou não!), recomenda-se o uso do anti-séptico da Boa Nova, distribuído altruisticamente por Jesus, quando nos exorta: “Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos.”6
BIBLIOGRAFIA
1 – Cairbar Schutel, in O Espírito de Verdade, cap. 36, psic. F. C. Xavier.                                                                                      2 – Lucas, 17:12-19.                                                                                                                                                                                        3 – Cairbar, idem.                                                                                                                                                                                            4 – Cartas e Crônicas, cap. 29, psic. F. C. Xavier.                                                                                                                                      5 – Sinal Verde, André Luiz, cap. 23- Melindres, psic. F. C. Xavier.                                                                                                                6 – Mateus, 16:24; Marcos, 8:34; Lucas, 9:23.                                                                                                                                Fonte: Revista Internacional de Espiritismo, de Jun 2006

Nas horas difíceis da ingratidão e da injustiça...




Não te preocupes com a ingratidão, a inveja, o ciúme e a falta de reconhecimento dos outros. Eles não sabem o que fazem; se soubessem, certamente não te tratariam da forma como trataram.
Segue o teu caminho fazendo o que te parece certo e tentando acertar, sem medo de ser feliz. O teu ego e o teu orgulho ferido só servem para deixar as coisas como estão: ruins.
Não te preocupes com as percepções que esses outros têm a teu respeito: eles só podem ver o que os seus olhos lhe permitem ver, de acordo com seus paradigmas.
Pensa de forma positiva, faz o melhor que puderes; se for a vontade de Deus, tudo se resolverá da forma que tu desejas; caso contrário, mais tarde, poderás perceber que, ainda assim, tudo está bem e correto. O Pai celestial nunca abandona seus filhos; Ele sempre nos ajuda, mesmo quando não percebemos.
Evita cultivar sentimentos de mágoa, rancor, raiva e desprezo pelas fraquezas e falhas alheias; respeita teus sentimentos, identifica-os, porém não os cultive. Livra te deles e segue em frente. Tudo se resolverá!
UM CARINHOSO ABRAÇO. CÉSAR: Cerikky!
http://psicologiaevidalivres.blogspot.com.br/2009/02/nas-horas-dificeis-da-ingratidao-e-da.html

quinta-feira, 14 de março de 2013

ATIVIDADES ESPÍRITAS - PERNAMBUCO 01





As inscrição para o EJEPE 2013 foram encerradas!

Aqueles que ainda não confirmaram suas inscrições terão até o dia 20/03/2013 para irem até o DIJ da Federação Espírita Pernambucana. Caso a confirmação não seja realizada até essa data, as inscrições não confirmadas serão reabertas para novos participantes. Qualquer dúvida entre em contato com a gente, pelos endereços e telefones abaixo.
(..)
Você deve levar a ficha de confirmação e o comprovante de pagamento da inscrição ao DIJ da FEP para efetivar sua inscrição no EJEPE.
Os horários de atendimento do DIJ-FEP são: quartas-feiras (das 19h às 21h) e aos domingos (das 14h30 às 17h30)
Endereço: Av. João de Barros, 1629 - Espinheiro - Recife - PE
E-mails: dijfep@gmail.com ou dij@fepernambucana.org - Telefones: (81) 3241-2157 ou 3427-6904
Um ótimo EJEPE pra você!

Quem fala o que quer…


Quem fala o que quer...
Quem fala o que quer…
por Morel Felipe Wilkon emhttp://www.espiritoimortal.com.br/quem-fala-o-que-quer
Acredito que você esteja em busca do autoaperfeiçoamento, da reforma íntima. Você comete erros, como eu cometo, como todo mundo comete, mas a sua intenção é melhorar a si próprio.
Nessa procura da verdade, nessas tentativas de equilíbrio, nos deparamos com as mais variadas opiniões e conceitos. Todos os dias surgem soluções miraculosas pra tudo. Dentro do próprio espiritismo há pessoas com posicionamentos muito diversificados.
Nós sabemos que as doenças são causadas por nós mesmos, pelas nossas emoções desreguladas. Muitas doenças são provocadas por sentimentos não externados, como a mágoa, o rancor, a raiva, a tristeza. Se nós não as externamos, se nós não sabemos como agir com elas, o corpo se encarrega disso. O corpo procura purgar, pôr pra fora essas emoções que funcionam como um veneno para o corpo físico. Assim nascem as gastrites, as úlceras, as alergias.
Parece não haver dúvida de que devemos externar os nossos sentimentos e emoções. Não podemos guardar dentro de nós mesmos tudo o que sentimos. Você concorda? Só que algumas pessoas levam isso às últimas consequências, e falam tudo o que passa em suas cabeças. São pessoas que se apresentam como sinceras, francas, diretas.
Acontece que não dá pra ser sempre sincero. Que direito eu tenho de ferir alguém com a minha sinceridade? Como querer ser verdadeiro em todas as ocasiões? Foram precisos milênios de evolução para que a nossa espécie desenvolvesse a fala. Você sabia que o ser humano, por natureza, não tem nenhum órgão especial para a fala? Nenhuma parte de nosso corpo serve exclusivamente para falar. Foi preciso um gigantesco esforço de adaptação. Graças à fala, podemos selecionar os nossos pensamentos, escolher os pensamentos que merecem ser externados.
Você acha que tem o direito de botar pra fora tudo o que você pensa? A pretexto de ser verdadeiro, de ser franco, de não guardar emoções, você acha que pode sair por aí dizendo o que bem entende?
A sinceridade é uma qualidade maravilhosa. Mas nem todas as virtudes são boas o tempo todo. Até bondade demais é prejudicial. Uma mãe ou um pai excessivamente bons para o seu filho o estão prejudicando. Até para as virtudes deve haver equilíbrio.
Não, você não pode dizer sempre tudo o que você quer dizer. Aliás, eu acho que muita, mas muita coisa deve ficar guardada. Entre uma doença psicossomática e um monte de pessoas feridas pelo verbo solto, acho preferível a doença. Dos males, é o menos egoísta.
Você acha que pode dizer pra uma mulher que o novo corte de cabelo dela ficou esquisito? Ou que o vestido novo é muito extravagante? Ou que a maquiagem que ela usa fica melhor em mulheres mais jovens? Você pensa que pode dizer para um homem que ele é muito inseguro? Que ele não tem pulso firme? Você pensa que pode falar pra alguém numa situação grave, de doença ou problema familiar, que o causador de tudo é ele mesmo?
Foram precisos milênios de civilização para chegarmos aonde chegamos.  E um dos motivos de a civilização ter se afirmado foi o respeito à hierarquia e à ordem. A hierarquia e a ordem nos dão noções de comportamento em sociedade que devem ser seguidos. E o resumo desse comportamento é o respeito. Respeito pelo professor porque sabe mais e pelo colega inexperiente porque sabe menos. Respeito pela mãe e pelo pai por suas responsabilidades e respeito pelos filhos por sua imaturidade. Respeito pelos que ensinam e pelos que aprendem, pelos que falam e pelos que calam, pelos que aparecem muito e pelos que quase não aparecem. Antes de dizer o que você pensa, pergunte a si mesmo se isso não vai magoar ou incomodar alguém. Na maioria das vezes vale mais a pena ficar calado.