sexta-feira, 12 de outubro de 2012

1- EDUCAÇÃO E ESPIRITISMO A VIDA DE RIVAIL ( ALLAN KARDEC)




article_image

Amigo leitor, em postagem anterior de nossa autoria, encontraremos no fim do artigo, uma citação do venerando espirito Emanuel que diz:

“Os acontecimentos de uma época fazem parte do processo evolutivo para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal para toda Eternidade” (1)

Diante de inúmeras pesquisas, sobre a História do Espiritismo, realizada por nós outros, deparamos na maioria das vezes, relatos apenas de como foi codificado a Doutrina dos Espíritos, ficando de forma desprivilegiada “o universal cultural”, em que a figura do missionário Allan Kardec fazia parte.

Queremos agradecer a escritora Dra. DORA INCONTRI, por autorizar ao blog História do Espiritismo, para que realizássemos um estudo de seus livros e artigos, para compilarmos esta série de postagem sobre Pestalozzi.

Para compreendermos melhor como se processou, a codificação da Doutrina dos Espíritos voltaremos na história, há mais de um século antes de sua conclusão, onde tentaremos remontar como foi à preparação realizada pela Espiritualidade para que o fim do século XIX recebesse o Consolador Prometido através da invasão organizada dos Espíritos Superiores, compilada por Allan Kardec.

José Herculano Pires, em seu livro “O espírito e o Tempo”, abordando sobre a falange do Consolador, ele relata fatos históricos interessantes onde narra as primeiras experiências do Mestre Rivail com as mesas girantes. Pedimos licença para transcrever uma anotação de Allan Kardec, que está no mesmo livro, onde ele diz:
"Foi nessas reuniões que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo, menos por meio de revelações, do que de observações. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método experimental. Observava cuidadosamente, comparava, deduzia consequências; dos efeitos procurava remontar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão”. (2)
Ao refletirmos sobre esse trecho que foi anotado por Allan Kardec convidamos aos leitores amigos para analisar conosco: - Onde Allan Kardec aprendeu esse critério de analise tão lógico, sensato, racional para dirimir quaisquer dúvidas que surgissem nos fenômenos ditos, comunicações além - tumulo? Como ele conseguiu realizar todo trabalho de investigação dos fenômenos mediúnicos evidenciando fatos verídicos e fatos incorretos? Qual seria a bagagem intelectual que Allan Kardec recebeu para estar apto para tal trabalho?
Recorremos à pergunta 576 do Livro dos Espíritos onde Allan Kardec interroga os espíritos superiores:
Pergunta – Os homens que têm uma missão importante estão predestinados a ela antes de seu nascimento e tem consciência disso?
Resposta dada pelos espíritos foi: “Às vezes, sim, mas, na maior parte das vezes, o ignoram. Ao virem à terra, tem um vago sentimento a respeito; após o nascimento sua missão se desenvolve gradualmente, e de acordo com as circunstâncias. Deus os impulsiona no caminho em que devem cumprir os seus desígnios” (3)
Para exemplificarmos essa resposta, resolvemos citar um fato interessante, ocorrido na vida de Allan Kardec, quando ele ainda tinha duvidava sobre sua missão.
“(...) Em 12 de junho de 1856, os espíritos enviam uma comunicação direcionada a Rivail falando de seu compromisso, de sua responsabilidade, e que ele fora escolhido com a missão de ser o compilador encarnado do trabalho do Consolador Prometido. A princípio ele não tinha aceitado ainda esta tarefa como característica de uma missão pessoal e resolveu questionar o Espirito de Verdade, qual o seu compromisso diante de todo esse trabalho que se iniciava. Porém apenas em 1867, que a mensagem foi comentada, onde Allan Kardec comprova todas as previsões feitas pelo espírito comunicante (...)”.
Na comunicação o Espírito comunicante deixa claro, que Rivail tinha o livre arbítrio para assumir a missão ou não, em caso de desistência ou de falha no trabalho, outro espirito encarnado estaria pronto para assumir e substituí-lo, como prova de incentivo ao assumir o trabalho, os espíritos superiores se comprometeram a dar-lhe toda assistência necessária, para que seu trabalho fosse logrado com êxito, mas o advertiu que a tarefa seria árdua e difícil, não apenas no campo da publicação dos livros, mas que a mensagem trazida do Alto pela invasão organizada, iria fazer com que o codificador encontrasse muitos percalços e inimigos, e apenas a humidade e fé em Deus iria ajudar no êxito de sua missão (...) – (4)
Esta comunicação esta disponível para os meus amigos leitores, no Livro “Obras Póstumas”, Minha iniciação no Espiritismo: Minha missão.
No livro, “Nova Historia do Espiritismo”, o autor Dalmo Duque dos Santos, no capítulo intitulado “O investigador”, ele analisa pontos importantes da missão de Allan Kardec na codificação da doutrina dos Espíritos.
Pedimos licença para transcrever dois parágrafos que deixa evidenciado a importância da herança pedagógica na vida de Rivail / Allan Kardec:
(“...)” A missão de Allan Kardec, foi, essencialmente, um trabalho de comunicação, no aspecto técnico-científico, e muito acentuadamente no aspecto ideológico. Nos seus escritos encontramos sempre a preocupação com o formato da informação, a ser transmitida, com a linguagem, com a mídia a ser utilizada, com o publico alvo, bem como as repercussões e retorno dessas informações, das quais se autodenominava não um autor, mas um portador e membro de uma equipe.
No aspecto técnico percebe-se, claramente, não só sua habilidade de comunicador, herdada da Pedagogia, mostrando sempre um impecável ordenamento na organização e distribuição didática dos temas, mas também a sagacidade de um investigador a desvendar os paradigmas de uma nova ciência, cuja base filosófica, de consequências morais, deve ser informada de maneira adequada para a cética sociedade do seu tempo, e do futuro, aqui aparece seu aspecto ideológico” (5).
Em estudos minuciosos na obra Nova Historia do Espiritismo, o autor comenta na pagina 47 em diante, sobre o contexto político que a França do inicio do século XIX vivia, sobre o julgo de Napoleão Bonaparte aliada com a Igreja católica, trazendo um grande poder de dominação e retaliação no sistema educacional.
As famílias com ideais de liberdade absoluta, que tinham frescas em suas mentes as ideias de Voltaire, e que vislumbrava uma boa educação, enviava seus filhos para estudarem nos países vizinhos. No caso de Rivail sua família optou a envia-lo para Yverdon na Suíça sob a direção de J. H Pestalozzi.
(...) Mas a transferência do menino Rivail para Yverdon não foi um simples capricho de uma família burguesa, e sim uma necessidade ideológica
O pai de Rivail era maçom e a França estava agora sob o regime da intolerância da Concordata entre Bonaparte e Pio VII.
Após a revolução o clero se reerguera com todo fanatismo e sede de vingança contra o liberalismo. Todo o sistema educacional caíra nas mãos dos jesuítas. O ensino foi totalmente modificado; banindo-se do currículo disciplinas essenciais para a boa formação humanista, como o grego, a história, ciências morais e políticas
Comentaremos um pouco sobre o instituto educacional que Rivail frequentou:
(...) O famoso instituto, estruturado nas ideias do seu famoso diretor, teve influência marcante na formação intelectual e moral do jovem estudante Rivail.
Trabalho, solidariedade e tolerância não eram somente conceitos filosóficos de uso intelectual, mas princípios da prática educativa cotidiana (...).
(...) Rivail desenvolveu ali ainda mais sua habilidade para aprender novos idiomas, fator de grande enriquecimento da sua erudição e visão universalista que lhe seria muito útil na difusão do espiritismo, em outras culturas.
(...) Essa vocação para lidar com a diversidade cultural, numa época de nacionalismos radicais e exclusivistas, seria exercida com brilhantismo na Revista Espírita (6)
Referência bibliográfica
(1) – Consolador, O, Emmanuel (Espírito), Xavier, Francisco Cândido(autor), Ed FEB
(2) - Espírito e o Tempo, O, Pires, José Herculano (autor), Editora Paideia.
(3) - Livro dos Espíritos, O Kardec, Allan (autor) Pires, José Herculano(tradutor), Ed. Lake
(4) Obras Póstumas Kardec, Allan (autor), Ribeiro, Guillon (tradutor), Ed. FEB
kardek

Biografia de Allan Kardec


Nascido em Lião, a 3 de outubro de 1804, de antiga família que se distinguiu na magistratura e no foro, Allan Kardec (Léon-Hippolyte-Denizart Rivail ) não seguiu a carreira dos Avoengos, sentindo-se, desde os verdes anos, atraído pelos estudos da ciência e da filosofia. Matriculado na escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais aplicados discípulos daquele eminente professor e um dos mais zelosos propagadores do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu na reforma dos estudos de Alemanha e de França. Dotado de notável inteligência e atraído para o ensino por vocação e especiais aptidões, desde os quatorze anos ensinava aos condiscípulos menos adiantados o que ia aprendendo. Foi com essas lições que se lhe desenvolveram as idéias, que mais tarde deveriam colocá-lo entre os homens do progresso e do livre pensamento. Nascido na religião Católica, mas educado no Protestantismo, serviram-lhe os atos de intolerância por que passou de incentivo, em boa hora, ao pensamento de uma reforma religiosa, na qual trabalhou, em silêncio, por dilatados anos, procurando alcançar o meio de unificar as crenças, sem que pudesse descobrir, entretanto, o elemento indispensável para a solução do grande problema. Foi o Espiritismo que, mais tarde, lhe facultou esse meio, imprimindo-lhe aos trabalhos particular orientação.
Concluídos os estudos, tornou à França; possuindo profundo conhecimento da língua alemã, traduziu para ela diferentes obras de educação e moral, entre as quais, o que é característico, as de Fénelon, que mui particularmente o seduziram. Era membro de muitas sociedades científicas e entre elas a da Academia Real de Arras, que, no concurso de 1831, lhe coroou uma notável memória acerca da questão: Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?
De 1835 a 1840, fundou em sua casa, na rua Sévres, cursos gratuitos de física, química, anatomia comparada, astronomia, etc.- empresa digna de encômios em qualquer tempo, mas principalmente numa época em que bem poucos eram os interessados que se aventuravam pôr aquela senda. Sempre empenhado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou , ao mesmo tempo, um método engenhoso para aprender a contar e um quadro mnemônico da história de França, cujo objetivo era fixar na memória as datas dos mais notáveis acontecimentos, bem como os descobrimentos que ilustram cada reinado. 
Entre as numerosas obras de educação, podemos citar as seguintes: Plano para o melhoramento da instrução pública, 1828. _ Curso prático e teórico de aritmética, segundo o método de Pestalozzi , para uso de professores e de mães de família, 1829._ Gramática francesa clássica, 1831._ Manual para exames de capacidade. Soluções racionais de questões e problemas de aritmética e de geometria, 1846. _ Catecismo gramatical da língua francesa, 1848._ Programa dos cursos ordinários de física, química, astronomia, fisiologia (que ele dava no Liceu Polimático).
Pontos para os exames da Câmara Municipal e da Sorbonne, acompanhados de instruções especiais sobre as dificuldades ortográficas, 1849, obra muito estimada na ocasião da qual ainda recentemente se faziam novas edições. Antes que o Espiritismo lhe viesse popularizar o pseudônimo de Allan Kardec, havia ele, como se vê, sabido ilustrar-se com trabalhos de natureza mui diversa, os quais tinham pôr finalidade esclarecer a massa popular, prendendo-a ainda mais ao sentimento de família e ao amor de pátria. Em 1855, quando se começou a tratar das manifestações de Espíritos, Allan Kardec dedicou-se a perseverantes observações do fenômeno e cuidou principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas; entreviu de longe o princípio de novas leis naturais; aquelas que regem as relações entre o mundo visível e invisível.
Reconheceu, nas manifestações deste, uma das forças da natureza, cujo conhecimento devia projetar luz a uma infinidade de problemas considerados insolúveis. Finalmente percebeu a relação de tudo aquilo com pontos de vista religiosos. As suas principais obras acerca da nova matéria são: O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica, cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857. O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica, publicada em janeiro de 1861. O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral, publicada em abril de 1864. O Céu e o Inferno, ou A Justiça de Deus segundo o Espiritismo, agosto de 1865. A Gênese, os Milagres e as Predições, janeiro de 1868.
A Revista Espírita, órgão de estudos psicológicos, publicação mensal começada em 1 de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1 de abril de 1858, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Societé parisiense des études spirites, cujo o fim exclusivo era o estudo de tudo quanto pudesse contribuir para o progresso da nova ciência. Allan Kardec se defendeu admiravelmente da pecha de haver escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e severo observara os fatos e das observações deduziu as leis que os regem; foi o primeiro que, a propósito desses fatos, estabeleceu teoria e constituiu em corpo de doutrina, regular e metódico. Demonstrando que os fatos, falsamente chamados sobrenaturais, são sujeitos as leis, os subordinou à categoria dos fenômenos da natureza, e fez ruir, assim, o último reduto do maravilhoso, que é uma das causas da superstição.
Durante os primeiros anos de preocupação com os fenômenos espíritas, foram estes mais objetos de curiosidade que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos fez com que fossem encarados pôr outra face: desprezaram-se as mesas falantes, que tinham sido o prelúdio e se ligou o fenômeno a um corpo de doutrina, que compreendia questões concernentes à humanidade. Da aparição do livro data a verdadeira fundação do Espiritismo, que até então só possuía elementos esparsos, sem coordenação, e cujo o alcance não tinha sido compreendido pôr todos. Também foi desde aquela época que a doutrina prendeu a atenção dos homens sérios e adquiriu rápido desenvolvimento. “Em poucos anos, as idéias espíritas contavam com numerosos aderentes nas classes sociais e em todos os países.
O êxito, sem precedentes, é obra da simpatia que essas idéias encontram, mas também é devido, em grande parte, à clareza característica dos escritos de Allan Kardec. “Abstendo-se das fórmulas abstratas da metafísica, o autor soube fazer-se sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos de controvérsia, a sua argumentação, de uma lógica cerrada, oferece pouco material à contestação e predispõe o antagonista à convicção. “As provas materiais, que o Espiritismo fornece tanto da existência da alma como da vida futura, derrocam as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos da doutrina, o qual decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevista pôr inúmeros filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, pôr Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugène Sue e outros; mais tinha ficado no estado de hipótese, ao passo que o Espiritismo demonstra a sua realidade e prova que é um dos atributos essenciais da humanidade.
Desse princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais. O homem sabe assim donde vem, para onde vai, para que fim está na Terra e pôr que sofre aqui. “As idéias inatas explicam-se pelos conhecimentos adquiridos em vidas anteriores; o caminhar dos povos explica-se pelos homens do tempo passado, que voltam a esta vida, depois de terem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores, relações que ligam a grande família humana de todas as épocas aos altos princípios da fraternidade, da igualdade, da liberdade e da solidariedade universal, têm pôr base as mesmas leis a Natureza e não mais uma teoria.
Em vez do princípio: Fora da Igreja não há salvação, que mantém a divisão e a animosidade entre diferentes seitas e que tanto sangue tem feito correr- o Espiritismo tem pôr máxima: Fora da caridade não há salvação, isto é, a igualdade dos homens perante Deus, a liberdade da consciência, a tolerância e a benevolência mútuas. Em vez da fé cega, que aniquila a liberdade de pensar, ensina: a fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade; para a fé é preciso uma base e esta é a inteligência perfeita do que se deve crer; para crer não basta ver, é preciso sobretudo compreender; a fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que produz hoje o maior número de incrédulos, pôr querer impor-se. Exigindo a alimentação das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e i livre arbítrio. (Evangelho segundo o Espiritismo).
Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a iniciar o trabalho e o último a deixá-lo, Allan Kardec sucumbiu a 31 de março de 1869, em meio dos preparativos para mudar de domicílio, como lho exigia a extensão considerável das múltiplas ocupações. Numerosas obras, que tinha em mão, ou que só esperavam oportunidade para vir a lume, provar-lhe-ão um dia a magnitude das concepções. Morreu como viveu: trabalhando. Desde longos anos sofria do coração, que reclamava, como meio de cura, o repouso intelectual, com pequena atividade material. Ele, porém, inteiramente entregue às obras, negava-se a tudo o que lhe roubasse um instante das suas ocupações de predileção. Nele, como em todas as almas de boa têmpera, a lima do trabalho gastou o aço do invólucro. O corpo, entorpecido, recusava-lhe os serviços; mas o espírito, cada vez mais vivaz, mais enérgico, mais fecundo, alargava-lhe o círculo da atividade. Na luta desigual a matéria nem sempre podia resistir.
Um dia foi vencida: o aneurisma rompeu-se e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem desapareceu da terra, mas o seu grande nome tomou lugar entre as ilustrações do século e um culto espírito foi retemperar-se no infinito, onde aqueles, que ele próprio havia consolado e esclarecido, lhe esperavam a volta com impaciência. “A morte, dizia mui recentemente, a morte amiúda os golpes na falange dos homens ilustres!… A quem virá ela agora libertar?” Foi ele, depois de tantos outros, retemperar-se no espaço e buscar outros elementos para renovar o organismo gasto pôr uma vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que virão a ser os luminares da nova geração, a fim de voltar com eles para continuar e concluir a obra que deixou confiada a mãos dedicadas. O homem deixou-nos, mas a sua alma será sempre conosco.
É um protetor seguro, uma luz a mais, um labutador infatigável, que foi aumentar as forças das falanges do espaço. Como na terra, saberá moderar o zelo dos impetuosos, secundar as intenções dos sinceros e dos desinteressados, estimular os vagarosos – saberá enfim, sem ferir a ninguém, fazer com que todos lhe ouçam os mais convenientes conselhos. Ele vê e reconhece agora o que ainda ontem apenas previa. Não mais está sujeito às incertezas e aos desfalecimentos e contribuirá para participarmos das suas convicções, fazendo-nos alcançar a meta, dirigindo-nos pelo bom caminho, tudo nessa linguagem clara, precisa, que constitui um característico nos anais literários.
O homem, nós o repetimos, deixou-nos, mas Allan Kardec é imortal, e a sua memória, os trabalhos, o Espírito, estarão sempre com aqueles que sustentarem com firmeza e elevação a bandeira, que ele sempre soube fazer respeitar. Uma individualidade pujante construiu o monumento. Esse monumento será para nós na Terra a personificação daquela individualidade. Não se congregarão em torno de Allan Kardec: congregar-se-ão em torno do Espiritismo, que é o monumento pôr ele erigido. Através dos conselhos dele, sob a sua influência, caminharemos com passo firme para essas fases venturosas prometidas à humanidade regenerada. 
Fonte: (Revista Espírita maio 1869, site Federação Espírita Brasileira, sites Espíritas e obras de Allan Kardec).

APENAS UM MOMENTO - LIZ LANNE


A Criança – Uma visão espírita







A infância é a fase em que o espírito está mais acessível às impressões que recebe. O espírito lentamente assume o controle da organização fisiológica e o processo de reencarnação não se completa de imediato ao nascimento, ou seja, gradualmente ele vai se adaptando ao mundo em que reencarnou, os hábitos bons ou maus que adquirir, nesta fase, serão os que o nortearão por toda a existência planetária.

Lembra-nos Allan Kardec, em o Livro dos Espíritos (questão 199-a explicação e questão 385), que a infância não é um estado normal de inocência, o espírito já possui sua bagagem espiritual, boa ou má, de existências anteriores. Durante o período em que seus instintos se conservam adormecidos, a criança é mais maleável, acessível aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-la progredir. Nessa fase, é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão de dar contas.

Além de sua origem espiritual, a criança possui diversidades ligadas ao seu momento histórico, sócio-econômico, religioso, escolar e outros, que se refletem no plano reencarnatório e orgânico, determinando e modificando o comportamento. Crianças que, junto com seu núcleo familiar, apresentam comportamento que reflete inconscientemente o seu passado espiritual e suas atuais relações, podem criar em sua psicosfera, um ambiente propício para processos obsessivos de variadas matizes.

Na educação infantil o Movimento Espírita conta com a Evangelização, que repassa a Doutrina Espírita, levando às crianças a moral cristã de forma didática e sistemática. Porém, crianças que vem apresentando processos obsessivos, problemas psicológicos ou comportamentais, necessitam de uma forma diferenciada de trato. É necessário ter um trabalho individualizado, isto é, que não se entenda a criança apenas como parte de um grupo, mas também que compreendamos suas ações e reações em relação a tudo que ela vivencia na casa espírita e se possível no seu convívio familiar.

Com base nesse preceito, a Evangelização Infantil deve disponibilizar em sala uma sistemática, cuja finalidade principal é acompanhar as crianças e adolescentes de forma mais próxima, tentando conhecer a realidade familiar e espiritual daquele ser. Essa atividade poderia ser uma evangelização para auxílio a problemas espirituais infantis, que objetivará atender esses seres de forma holística.

(Este texto foi retirado das diretrizes do Tratamento Espiritual Infantil/Assitência Espiritual à Criança - implantando no Centro Espírita Fundação Allan kardec em Manaus/AM)

Desenho animado é coisa séria: o imaginário infantil e os conceitos espíritas



1 – Uma guerra quase silenciosa
Interessante reportagem publicada em 29 de outubro de 2005 no caderno “Pensar” do jornal Correio Braziliense, do Distrito Federal, falando do lançamento do livro do biólogo Ernst Mayr, grande estudioso no século XX da obra de Charles Darwin, assevera em suas linhas que vivemos uma guerra silenciosa no mundo atual, onde o criacionismo e a teoria do “Design inteligente” se confrontam às ideias evolucionistas originadas de Darwin. Apesar desta questão ter figurado em artigos de outros jornais e até em programas televisivos, ela ainda figura com um certo caráter de absurdo, com um ar de comicidade em face da teoria evolucionista. Esse caráter tem-se apresentado de outras formas. O palco dessa luta é o livro, a sala de aula, a conversa entre os amigos durante o filme, e não está restrita apenas à nação estadunidense. Já sabemos de casos aqui no Brasil de alunos que se recusam a estudar e tiram zero nas questões sobre esse tema na disciplina de biologia, por contrariar a sua crença. São ideias “andando” por aí, contrapondo-se em provocações e debates acirrados, em tempos de exacerbado fundamentalismo. 
Essa guerra típica de séculos diferentes revela que as ideias estão imbricadas nas diversas expressões, de uma simples aula a uma música, e se espalham e se contrapõem em fóruns diversos. Outra “revolução” silenciosa dos conceitos teológicos transmitidos está ocorrendo, sem ter alcançado, entretanto, as páginas dos jornais, como a questão de o “homem ter vindo do macaco”. Imagino que isso ainda causa furor nos mais orgulhosos porque vai de encontro a conceitos estabelecidos por séculos pelas religiões dominantes no mundo ocidental.
O objetivo deste artigo é analisar ideias que estão sendo transmitidas para o público infantil nos programas destinados a esse público, mormente no tocante aos conceitos que se coadunam com as ideias espíritas, e mostrar como esse material pode ser utilizado pelo pai e evangelizador na formação conceitual das crianças.
2 – TV criança
Na época do lampião de querosene, a diversão da petizada era correr na rua, brincar de pião, de cabra-cega e uma série de jogos e cantigas, atividade que persiste até hoje em muitas regiões do país e por força de muitos educadores. Na década de 60, televisão era aquele artigo de luxo que apenas um menino de cada rua tinha e, por isso, reunia-se toda a rua para assistir aos programas na casa do menino. Era o início da TV, onde tudo era novidade e nesses quarenta e poucos anos muita coisa mudou. Falamos hoje da TV Digital, da interatividade. Fomos invadidos pela cor, pelos efeitos especiais e pelas várias opções de canais da TV por assinatura. No Brasil, cerca de 14% da população tem acesso a TV por assinatura e 90% tem acesso à TV aberta e estima-se que a criança brasileira passa em média três horas em frente à tela, a maior média do mundo, conforme atestou pesquisa da Universidade de Brasília divulgada na revista VEJA de 18/1/2006.
A TV transformou-se em ferramenta didática e entrou para a escola. Filmes, seriados, novelas e desenhos voltados para o público infantil e produzidos no mundo todo fazem da TV o substituto da babá contadora de histórias. Esses programas que invadem a nossa residência sem pedir licença trazem no seu simbolismo e no seu roteiro conceitos oriundos por vezes da cultura do país produtor ou, por vezes, um mero merchandising cultural de hábitos e valores, inseridos conscientemente para estimular de maneira subliminar o consumo de determinados produtos, a inclusão, o combate ao preconceito, o ódio a um inimigo do país e até valores de conduta.
3 – A influências das histórias e dos personagens
Contudo, como essas histórias e personagens podem traduzir para as crianças conceitos e visões de mundo que podem interferir nos seus próprios conceitos? Os desenhos infantis substituem os antigos contadores, os narradores de outras épocas, que narravam o cotidiano e o maravilhoso. A grande diferença é que a história hoje já vem com texto e imagem, já mastigada, com muita informação e pouco espaço para a interpretação e a imaginação, permitindo reduzido espaço para a discussão. Os contos de fadas apresentados nos desenhos modernos apresentam a raiz de ser um instrumento psicológico para a criança enfrentar um mundo cheio de dificuldades, buscando a identificação com heróis, tendo hoje como diferencial a inserção de relações complexas e longas entre os personagens, com raízes psicanalíticas, onde persiste a “moral da história”, geralmente associada ao pensamento chamado de “politicamente correto”.

Imagem - Internet - O Consoslador
Essas histórias então apresentam às nossas crianças soluções de como enfrentar o mundo, heróis, ídolos, fórmulas de conduta e verdades contextuais. Sim, cada desenho tem uma lógica, um conjunto de regras que funcionam como a “verdade” daquele desenho. Por exemplo, no “Tom & Jerry”, apesar de não falar verbalmente, os animais (gato e rato) pensam e se comunicam, o que difere da realidade, mas para aquele desenho é uma realidade contextual. A criança no seu mundo da imaginação importa aquelas verdades contextuais e volta ao nosso mundo, em suas viagens de revivência das histórias.
Essas verdades contextuais influenciam a forma da criança ver o mundo, pois ela vive ali um mundo com novas regras. Ela não poderá voar como o “Peter Pan”, mas a verdade contextual de não querer crescer pode ser para ela uma verdade interior e exterior. A criança aos poucos vai descobrir que ela não pode disparar raios pelas mãos, mas aos poucos também descobre que, se não enfrentar o mundo, não conseguirá superar os obstáculos. Essas lógicas vão se confrontando e construindo as visões de mundo da criança, mediando o seu mundo de fantasia com o mundo real.
A questão é que essa lógica do mundo da fantasia sempre foi monopolizada. Por questões de ideologia dominante e de cultura do produtor, os desenhos mais antigos, como o citado “Tom & Jerry”, “Pica-Pau”, “Popeye, o marinheiro” ou “Mickey”, sempre trataram as questões teológicas mais cruciais, como Deus e a vida após a morte, de forma secular e clássica, representando sempre a oposição entre anjos e demônios, o céu de nuvens e o inferno flamejante, bem ao estilo medieval, com caldeirão e harpas. O contexto geopolítico também era outro… Desse modo, esses paradigmas eram reforçados e naturalizados nas crianças que assistiam àqueles desenhos.
4 – Os conceitos espíritas
Com a década de 80, com a queda do muro de Berlim, o início da globalização, o mundo começou a intercambiar mais as suas culturas. Com a ampliação das comunicações, com a internet e a TV por assinatura, com a entrada de desenhos de outros países, mormente os europeus e os japoneses, o eixo ideológico desses desenhos mudou. As culturas desses países vinham agora imbricadas nesses novos desenhos e a queda de modelos mais tradicionais, o avanço da corrida espacial e da astronomia, tudo isso fez com que as temáticas teológicas tivessem outra abordagem nas verdades contextuais dos desenhos animados. A imaginação necessária à competição precisa alçar voos e toda visão de mundo era importante para construir uma nova história. O público, mais crítico e esclarecido, tornava-se mais exigente e queria mais informações. 
Para ilustrar esse que é o ponto central deste artigo, vamos citar alguns desenhos voltados para o público infantil bem recentes, a maioria em exibição ainda, identificando neles conceitos similares aos conceitos espíritas, descritos na tabela a seguir:
ÍndiceConceito Espírita
AEvolução dos Espíritos
BComunicabilidade dos Espíritos com os encarnados/Imortalidade da alma
CPluralidade dos mundos habitados
DPluralidade das existências (Reencarnação)
Na lista a seguir vão os desenhos e, caso o leitor tenha dificuldade de identificar ou saber mais sobre algum dos títulos, pode perguntar para o seu filho ou sobrinho, que ele certamente saberá. Certamente, a maioria desses desenhos tem uma carga grande de violência, em muitos casos explícita, mas não é nosso propósito avaliar o desenho em si e sim verificar a mudança de conceitos transmitidos. 
INU YASHA - Sucesso japonês, conta a história de uma menina que entra em um poço no fundo do seu quintal e lá retorna no tempo até o Japão feudal, onde vive situações relacionadas à sua encarnação nessa época, como uma sacerdotisa. Conceito: D.
AVATAR - Desenho recente da Nickelodeon, fala de um tempo na China onde as pessoas dominavam os elementos ar, água, terra e fogo e o Avatar que estabeleceria a ordem é aquele que já encarnou nas tribos dos quatro elementos. Conceito: D.
DRAGON BALL – Desenho japonês inspirado em uma lenda chinesa, conta a história de um menino com rabo de macaco e muito forte que na verdade veio de outro planeta e vive aventuras na Terra, em busca das esferas do dragão. Tem vários episódios ocorridos no “mundo espiritual”. Conceitos: B e C.
YU YU HAKUSHO - Desenho japonês onde Yusuke Urameshi é um jovem indisciplinado que perde a vida ao salvar uma criança de um atropelamento. Por recompensa, ele se torna um “detetive” do mundo espiritual, travando neste grandes batalhas. Conceito: B.
OS CAVALEIROS DO ZODÍACO - Outro grande sucesso nipônico, em que jovens de um orfanato são criados por um milionário que os treina para se tornarem cavaleiros com armaduras especiais para salvar a Terra de um perigo iminente e defender a jovem Saori, reencarnação da Deusa Athena. Conceito: D.
A MÚMIA - Desenho norte-americano inspirado na refilmagem de um clássico de 1932 trata de uma família de arqueologistas contra uma múmia que volta a viver. Baseado na mitologia egípcia, trata da reencarnação de personagens com grande naturalidade. Conceito: D.
SHAMAN KING - Desenho japonês que narra a aventura de jovens xamãs (médiuns) que, com a ajuda de Espíritos guerreiros do passado, travam batalhas “incorporados” entre si. Conceito: B.
DISNEY - O megaestúdio Disney tem produções com temáticas interessantes, como Irmão Urso e Mulan, que apresentam contatos ostensivos com entidades já desencarnadas e outros como Little e Stitch e o Galinho Chicken Little, que tratam naturalmente da vida em outros planetas. Conceito: B.
STAR WARS - A saga de seis filmes de George Lucas que resultou em diversos desenhos correlatos, além de considerar a vida em outros planetas, fala da “força”, um tipo de fluido que pode ser manipulado. Apresenta também personagens desencarnados que realizam aparições e se comunicam com os encarnados. Conceitos: B e C.
GHOSTBUSTERS - Desenho inspirado no filme de sucesso que teve na sua continuação a formação de um grupo que resolve montar uma empresa para caçar fantasmas. Conceito: B.
SCOOBY-DOO – O velho cão medroso e o seu amigo ainda fazem muito sucesso, em filme ou nos desenhos. A comunicação com os Espíritos é na maioria das vezes revelada como um embuste com fins comerciais. Entretanto, os episódios nunca negam a existência desses fenômenos. Conceito: B.
MARTIN MYSTERY - Um jovem estudante e a sua irmã acompanhados de um homem das cavernas são membros de uma agência que investiga eventos paranormais em vários planetas, aparecendo nos episódios toda sorte de fenômeno mediúnico. Conceitos: A, B e C.
A TURMA DA MÔNICA - Os nossos queridos personagens brasileiros esbanjam conceitos como o astronauta que visita outros planetas, o dinossauro Horácio e o Piteco na pré-história e a turma do Penadinho, que sempre traz aspectos da reencarnação e da mediunidade. Conceitos: A, B, C e D.
DINOSSAUROS - Diversos desenhos de várias nacionalidades têm como pano de fundo a questão dos dinossauros, caracterizando as ideias de evolução. Conceito: A.
DANNY PHANTOM - Desenho norte-americano que narra as aventuras de um menino filho de caçadores de fantasmas que por um acidente passa a poder se transformar em fantasma e combate os espectros do mal na busca de defender a sua cidade, com diversos fenômenos mediúnicos nos episódios, como incorporação. Conceito: B.
HARRY POTTER - O bruxinho mais famoso do planeta, ratificando sua origem inglesa, apresenta fantasmas do passado passeando pela escola e conversando com os alunos em todos os filmes. Conceito: B.
Como podemos verificar, a lista é extensa e com certeza incompleta. Pergunte a qualquer criança e com certeza ela já viu algum desses desenhos, pois são todos bem recentes. Além disso, a maioria tem a sua versão em livro ou em quadrinhos.
Obviamente, os conceitos apresentados nos desenhos apresentam várias distorções dos conceitos espíritas, mas isso não invalida que foi rompida a hegemonia do paradigma anterior de céu versus inferno. Como era de esperar, a predominância é nas questões da mediunidade e suas facetas e na vida em outros planetas, fruto dos avanços da astronomia e das descobertas da Transcomunicação Instrumental e estudos afins, sendo que os desenhos orientais apresentam mais a questão da reencarnação, que enriquece muito a trama. 
5 – Como potencializar isso?
Como dito, certamente os nossos alunos da evangelização ou filhos assistem ou já assistiram a pelo menos um desses desenhos. É inevitável, pois eles estão na escola, nos produtos licenciados e no jornaleiro. Essa relação que o nosso evangelizando/filho estabelece com um desses programas é uma oportunidade ímpar de explorar os conceitos espíritas e até morais ali contidos e criar uma discussão frutífera sobre o tema. 
Hoje a educação toda gira em torno de trabalhar a partir da realidade do aluno. Se nessa realidade já estamos encontrando conceitos que são afins com os nossos conceitos espíritas, nós temos que trazê-los para a análise crítica. Não nos cabe somente ver o mundo contido na doutrina espírita e sim identificar a doutrina espírita no mundo. Como o apelo e a influência desses desenhos sobre as crianças são enormes, o ponto de convergência deve servir de “fio da meada” para iniciar uma discussão de conteúdo. Se na sala de casa com os amigos, assistindo a um desses desenhos, o nosso evangelizando/filho explicar o que realmente aconteceu à luz da doutrina espírita, o conceito ali se consolidou.
6 – Conclusão
Às vezes tendemos a isolar ou ignorar o material divulgado pela TV por ferir a pureza doutrinária. O fato é que a revolução silenciosa dos conceitos teológicos está aí. Porém, raramente um desses desenhos será integralmente fiel aos conceitos doutrinários, até porque sua finalidade é outra. Certos mecanismos conceituais básicos podem ser ilustrados a partir destes elementos da realidade das crianças, permitindo a elas um melhor discernimento. Fugirmos disso é cairmos em uma redoma, bem próximo dos nossos amigos criacionistas.
Marcus Vinicius de Azevedo Braga é pedagogo, evangelizador infantil e frequenta o Grêmio Espírita Atualpa em Brasília (DF), tendo editado em 2001 o livro “Alegria de servir” pela FEB.
EM Você leitor encontra este artigo também aqui > http://www.oconsolador.com.br/ano3/131/especial.html