sexta-feira, 15 de março de 2013

O poder do perdão II


A resiliência leva ao sucesso e a prosperidade
Resiliência, a palavra mágica
“A resiliência é o antidestino” Dá trabalho, não é fácil, mas é um espaço de liberdade interior que permite não se submeter às feridas. Quem consegue superar tragédias ou sair de períodos difíceis de dor emocional pode abandonar o papel de vítima e começar uma vida nova. Você já se perguntou por que algumas pessoas, oprimidas pelo desamparo na infância, caem na delinquência e se tornam agentes de agressão, ao passo que outras se recuperam, tornam-se pessoas de bem e são felizes, fortes, prósperas e bem-sucedidas? A resposta é a resiliência e, para consegui-la, o perdão é um dos ingredientes necessários.
De acordo com a psicoterapeuta Rosa Argentina Rivas Lacayo, sem perdão não podemos crescer nem ficar mais fortes com a adversidade. Também não conseguiremos ser flexíveis e resilientes. Algumas pessoas ‘cozinham’ a dor em fogo brando para mostrar ao mundo como foram maltratadas, e não querem perceber que assim se prejudicam. Quando nos apegamos à dor antiga, a autocomiseração embota a capacidade de dar e, quando assumimos o papel de mártires, ficamos à espera que alguém resolva milagrosamente a nossa vida. Para Lacayo, o perdão nos aju­da a reconhecer e admitir que somos frágeis e que não precisamos esconder essa fragilidade. Quando nos tornamos conscientes dos nossos limites, evitamos que a experiência se repita.
“Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos quem nos tem ofendido” 
Jesus de Nazaré no Pai Nosso
 http://bemviverapometria.wordpress.com/2010/03/

O poder do perdão I



 
Perdoar significa não sofrer
Os benefícios que a resiliência traz para nossa saúde física e mental
Muitas vezes não perdoamos porque acreditamos que o perdão contribui para a injustiça. Quem causa dano não merece perdão, pensamos. Se perdoarmos, voltarão a nos ferir, vão se aproveitar da “nossa nobreza”. Às vezes, o desgosto com os prejuízos e as ofensas não se reduz nem com o passar do tempo.
Não perdoamos ninguém. Nem sequer a nós mesmos.
Guardamos a ferida dentro da alma como um tesouro precioso, para tirá-la da memória de vez em quando e fitá-la, absortos, como se fosse um álbum de fotografias, uma jóia de vitrine. Nesse momento, passamos outra vez pela mente o filme triste do episódio imperdoável e o revivemos. O desgosto com o passado se alimenta de grandes porções do presente. Eis aí o rancor.

Mas, na verdade por que valeria a pena perdoar?
Só por uma questão religiosa, por puro altruísmo? Em um mundo tão absolutamente cruel em tantas ocasiões, há alguma questão que seja impossível de desculpar?
No guia O poder do perdão, de Fred Luskin, explica que os problemas não solucionados são como aviões que voam dias e semanas sem parar e sem pousar, consumindo recursos que podem ser necessários em caso de emergência. “Os aviões do rancor se convertem em fonte de estresse e, muitas vezes, o resultado é um choque”, “Perdoar é a tranquilidade que se sente quando os aviões pousam.”
Segundo o especialista, perdoar não é aceitar a crueldade, esquecer que algo doloroso aconteceu nem aceitar o mau comportamento. Também não significa reconciliar-se com o agressor. “O perdão é para nós, não para quem nos ofendeu”
Não desperdiçam energia valiosa enredando-se em fúria e dor quando nada se pode fazer. Ao perdoar, admitimos que nada se pode fazer pelo passado, e isso permite que nos libertemos dele. Perdoar ajuda os aviões a pousar para que sejam feitos os ajustes necessários. O perdão serve para relaxarmos e não significa que o agressor “se dê bem”, nem que aceitamos algo injusto. Ao contrário, significa não sofrer eternamente pela ofensa ou pela agressão.
“Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos quem nos tem ofendido” 
Jesus de Nazaré no Pai Nosso
 http://bemviverapometria.wordpress.com/2010/03/

ESPIRITISMO E ECOLOGIA




Diretrizes para implementar


Porque nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”, ao que a espiritualidade responde: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se …”
Livro dos Espíritos, cap. V, q.705
Por que Saber Ambiental?
Segundo o Enrique Leff, o saber ambiental desemboca no terreno da educação, questionando os paradigmas estabelecidos e abastecendo as fontes e mananciais que irrigam o novo conhecimento, vai descobrindo as relações de poder que atravessam as correntes do saber em temáticas emergentes, para despontar na qualidade de vida como fim último do desenvolvimento sustentável e do sentido da existência humana.
A construção deste novo saber remete a uma pergunta sobre o mundo, sobre o ser e o saber, implicando em uma transformação do conhecimento e das práticas educativas para uma nova racionalidade que orientam a construção de um mundo de sustentabilidade, de equidade, de democracia. “É um re-conhecimento do mundo que habitamos” [Enrique Leff, 2003].
rograma Saber Ambiental
Quando buscamos o entendimento e a vivência espírita, surge-nos, consequentemente, a consciência planetária, pois estamos aqui e agora neste planeta onde todos que o habitam passam pelo processo regenerador. Temos, também, muito clara a responsabilidade de cuidarmos de um cenário e de um espaço que acolherá as nossas futuras encarnações, bem como as de milhares de espíritos que seguem o fluxo do aprendizado reencarnatório. Diante disso, o Espiritismo tem um dever fundamentalmente de contribuir para uma reflexão profunda sobre nossa ação em relação aos bem naturais que nos foram oferecidos como recursos para nossa sobrevivência; por outro lado, poderá sugerir a proposição de comportamentos, pensamentos e atitudes que impulsionem a vida harmônica do planeta.
O Programa Saber Ambiental vem contribuir com a Federação Espírita do Rio Grande do Sul, nessa reflexão e consequentemente, na sociedade contemporânea em que está inserida.
Objetivo Geral
Sensibilizar o movimento espírita para a sua missão de contribuir na transformação da Realidade Ambiental do Planeta Terra, aportando e disseminando seus conhecimentos doutrinários, e ampliando os paradigmas de compreensão da necessidade de cuidarmos dessa Casa que nos acolhe na trajetória de experiências rumo ao progresso espiritual pela via da reencarnação. 
Alguns dos Objetivos Específicos
  • orientar os centros espíritas para a necessidade de cuidarmos do meio ambiente com a finalidade de cooperarmos com uma vida sustentável no planeta para nós e para as gerações futuras;
  • estudar e debater mais em detalhe os temas ambientais sob a ótica espírita;
  • desenvolver campanhas e eventos que visem melhorar as condições socioambientais.;
  • reduzir as impressões e correspondências, enfatizando o aspecto ecológico do correio eletrônico.
  • estimular a pesquisa nas obras básicas e demais obras de excelência da Doutrina Espírita para melhor compreendermos a necessidade de cuidar do planeta e fundamentarmos as ações e as campanhas de sensibilidade ecológica;
  • promover uma ética ambiental alicerçada na fraternidade preconizada pelo Cristo e no sentido mais amplo de família universal que se pode apreender do Espiritismo.
Na prática, nos centro espíritas…
No intuito de auxiliar em ações que contribuam na implementação do Saber Ambiental nos centros espíritas, destacamos a seguir aspectos importantes a serem considerados e exemplos de ações. Há de se considerar sempre o contexto em que cada centro espírita está inserido – social, ambiental, geográfico, mobilizações e prioridades locais, entre outras.
1.        Respaldar e disseminar a proposta na instituição
As proposições e desdobramento de ações do Saber Ambiental deve ser reconhecido e acreditado pelas lideranças do Centro Espírita, permitindo espaço de diálogo a respeito do assunto, identificando uma ou mais pessoas que se identifiquem e estudem alternativas de ações. Enfim, apoiar e orientar conforme as diretrizes administrativas é fundamental.
  • Oportunizar espaço para dialogar junto aos departamentos e setores, refletindo coletivamente quanto ao envolvimento de cada tarefa conforme especificidade – administração, comunicação, doutrinário, promoção social, família, evangelização…
  • Impulsionar equipe, setor, assessoria, abrangendo a representatividade da casa, buscando apoio técnico de voluntários – pessoas físicas, instituições correspondentes, legislações, políticas públicas

Exemplificar o discurso
Além de apoiar, a administração do Centro Espírita deve dar o exemplo. A expressão “faça o que eu faço” valerá mais que muitas palavras. Isto é, inserir no dia a dia dos trabalhos, cuidados que reduzam o impacto ambiental, gerar novos hábitos e multiplica-los em muitos outros espaços, pois as pessoas que frequentam e trabalham no Centro, compõe lares, ambientais profissionais, lazer, escolas, universidades, levando consigo essa atitude.
  • Observar e consumir de forma consciente – energia, água, materiais para desenvolvimento das atividades, pois tudo que usamos está baseado em recursos naturais.
  • Pensar antes de produzir resíduos, reduzindo o consumo de materiais descartáveis , de papéis, de impressões, etc.
  •  Divulgar informações em meio virtual e murais, reduzindo o consumo de papel.
  • Adotar produtos e serviços que sejam coerentes – produtos de limpeza biodegradáveis, materiais gráficos, banners, faixas, que venham de uma lógica de reaproveitamento, reciclagem.
  • Separar os resíduos produzidos e destinar corretamente, observando as alternativas locais para benefício ambiental, social e econômico.
  • Incluir plantas nos ambientes do Centro Espírita, tornando-os mais agradáveis e influenciando a sensação de bem-estar, desde que observadas as características das plantas (toxicidade).
  •  Considerar o aspecto ambiental no uso de transporte para que possa ser compartilhado entre mais pessoas; de equipamentos que consumam menos energia; de construções que contemplem iluminação e ventilação natural e até mesmo, a partir de materiais que privilegiem o reaproveitamento e a reciclagem de outros materiais.
 Inter-relação doutrinária
Ao demonstrar na prática a atitude de cuidado social e ambiental, o Centro Espírita tem espaços importantes para levar seu público à reflexão da responsabilidade do cuidado com o ambiente em que mora, com sua região, com seu país, com o planeta como um todo, a partir de ações e escolhas diárias.
  • Incluir em palestras, refletindo questões do mundo contemporâneo à luz da doutrina.
  • Convidar facilitadores e dirigentes de grupos de estudos a revisarem e analisarem os programas de estudo – Ciede, ESDE, considerando o processo de reforma íntima, o cuidado com nossas vidas, com o espaço em que todos estamos vivendo.
  • Integrar obras da Doutrina Espírita e que contemplem a temática ambiental na livraria, na biblioteca.
  • Incluir aspectos de cuidado ambiental nas Preces e Irradiadores, contribuindo para psicosfera planetária e o agir mais atencioso aos seres e aos recursos naturais no dia a dia

Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda a criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio de sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da Divindade.”
Missionário da Luz – André Luiz



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INGRATIDAO

Melindre: A Síndrome Do Orgulho Ferido por Francisco Aranda Gabilan



Melindre – Originariamente, um simples e comum substantivo masculino, com o sutil significado de ser a delicadeza no trato, cuidado extremo em não magoar ou ofender por palavras ou obras.
É o que dizem os dicionários…
Mas, curiosamente, no dia a dia de relação entre as pessoas, há mais significados, dependendo da ótica de quem o analisa. Se a visão é de quem provocou o melindre em alguém, fala mais alto seu sentido menor: suscetibilidade exagerada, escrúpulo, com profunda significação como agente das crises da sociedade humana. Se a visão é de quem se melindrou, o “paciente” liga tal sentimento a uma “justa” in­dignação, à injustiça e à ingratidão alheias, com uma acentuada pitada de sentimento melodramático de auto-piedade, de vítima.
Entretanto, sem rebuscamentos, sem volteios, sem rodeios e sem metáforas, melindre quer dizer mesmo orgulho ferido, egoísmo contrariado, vez que não há um autor sequer consultado e que se propõe analisar a questão – fora os dicionários – que não afirme peremptoriamente que o melindre não seja um sentimento filho direto do orgulho, usando da síntese de um ilustre espírito-espírita.1
Tenhamos presente que uma célula da sociedade humana das mais representativas é a Casa Espírita, onde, lastimavelmente, também grassam interesses pessoais, desejos de destaque, arroubos de sabedoria, vaidades e tantos outros sentimentos iguais. Daí porque, quando menos se espera, surge o melindre…
É o médium que não se conforma com a análise direta feita por companheiros estudiosos, quando ele, ao receber os Espíritos, bate os pés, as mãos, fala alto demais, repetitivamente, com linguagem às vezes inadequada, etc. Melindra-se e não aceita as observações e conselhos, retirando-se do trabalho ou isolando-se na crítica à Casa e seus dirigentes. É o expositor que não cumpre os horários, nem o programa, que desvia sempre do assunto da palestra ou da aula, descambando para análises outras, não raro pessoais ou sem importância doutrinária, e que não aceita as recomendações da direção de manter-se fiel ao programa ou à conduta em classe ou na tribuna, melindrando-se com facilidade, afirmando que “nessa etapa da vida” não está mais para ouvir críticas “especialmente de quem sabe menos e é muito mais moço…” É o dirigente de área na Casa que se julga auto-suficiente em tudo e não aceita conselhos e recomendações para melhoria do setor, ameaçando retirar-se, entregar o cargo, exigindo se promova reunião de Diretoria para ouvir suas reclamações. É o diretor que tem sua proposição refugada e se sente desprestigiado, desaparecendo das reuniões e das assembleias. É até mesmo o doador de donativos, cujo nome foi omitido nos agradecimentos, magoando-se e fugindo a novas colaborações.
E assim por diante…
O que se ouve, em todos os exemplos citados, é mais ou menos o seguinte: “Não entendo o porquê de tanta injustiça comigo, tanta ingratidão…, logo eu, que tanto fiz, que tanto dei de mim, que tanto ajudei…”, seguido de lamentações e, não raro, até de choro, entremeado de rasgos de vítima do mundo e de todos.
O erro está, neste caso, em o me­lindrado esperar (e até exigir) gratidão de todos pelo trabalho que ele desenvolveu na Casa, confundindo obrigações com favores. Ora, obrigações não implicam de modo algum em gratidão, muito especialmente se levando em conta que quem as assume, o faz livremente. Daí, quando contrariado, ferido em seu orgulho pessoal, julga-se vítima de ingratidão, de in­justiça… e ameaça retirar-se, quando não se esquiva definitivamente.
Um lembrete rápido para reflexão: Jesus houvera curado dez leprosos numa única tarde; mas, quantos deles se detiveram para agradecer-lhe? Apenas um! Quando o Cristo voltou-se para seus discípulos e perguntou-lhes onde estariam os outros nove curados, todos já tinham desaparecido, sem sequer um agradecimento. E daí: Jesus se melindrou, desistiu da tarefa, julgou-os ingratos?2 Para pensar!
Há mais uma agravante no fato que envolve o trabalhador descuidado: o melindre “propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral. Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.” (…) “Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente. Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.”3
Assiste razão integral ao preclaro Irmão X4 , a afirmar que “os melindres pessoais são parasitos destruidores das melhores organizações do espírito.
Quando o disse-me-disse invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual.”
Ouçamos, afinal, todos nós, trabalhadores da seara espírita, os simplíssimos – mas altamente judiciosos e adequadíssimos – conselhos de André Luiz, na cartilha de boa condução moral chamada Sinal Verde5, assim vazados:
“Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizades.Quem reclama, agrava as dificuldades.Não cultive ressentimentos. Melindrar-se, é um modo de perder as melhores situações.Não se aborreça, coopere.Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro”.
Contra os vermes corrosivos do egoísmo, da vaidade e do orgulho (ferido ou não!), recomenda-se o uso do anti-séptico da Boa Nova, distribuído altruisticamente por Jesus, quando nos exorta: “Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos.”6
BIBLIOGRAFIA
1 – Cairbar Schutel, in O Espírito de Verdade, cap. 36, psic. F. C. Xavier.                                                                                      2 – Lucas, 17:12-19.                                                                                                                                                                                        3 – Cairbar, idem.                                                                                                                                                                                            4 – Cartas e Crônicas, cap. 29, psic. F. C. Xavier.                                                                                                                                      5 – Sinal Verde, André Luiz, cap. 23- Melindres, psic. F. C. Xavier.                                                                                                                6 – Mateus, 16:24; Marcos, 8:34; Lucas, 9:23.                                                                                                                                Fonte: Revista Internacional de Espiritismo, de Jun 2006