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sexta-feira, 15 de março de 2013

O poder do perdão III

O perdão, proteção contra as doenças
Além da saúde espiritual, existem várias provas de que deixar para trás a hostilidade protege a saúde física. E não é metáfora nem “modo de dizer”. Um estudo chamado Perdão e Saúde Física, realizado pela Universidade do Wisconsin, mostrou que aprender a perdoar pode ajudar indivíduos de meia-idade a evitar doenças cardíacas. Nessa pesquisa, foi descoberto que, quanto maior a capacidade de perdoar, menos problemas nas artérias coronárias surgem no decorrer da vida. Por outro lado, quanto menor a capacidade de perdoar, mais frequentes os episódios de doenças cardiovasculares.
Em relação à recordação das feridas, eis aqui outra informação importante: uma pesquisa indicou que pensar cinco minutos em algo que provoca agitação, raiva ou desgosto pode diminuir a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), parâmetro da saúde do sistema nervoso que mostra a flexibilidade do sistema cardiovascular.
Para enfrentar e reagir ao estresse em boas condições, o coração precisa de flexibilidade. O mesmo estudo mostrou que esses cinco minutos de pensamento negativo desaceleram a reação do sistema imunológico, que defende o organismo.
Os benefícios do perdão (tanto os que protegem o corpo quanto os que aliviam e “limpam” a alma) não se aplicam aos outros, mas também a nós mesmos, quando, apesar dos erros e culpas, somos capazes de nos perdoar e deixar de nos sentir merecedores de castigo. Perdoar não é esquecer nem persistir no erro. É começar de novo, com a experiência adquirida, sem os rancores a sobrevoar e confundir as possibilidades do presente.
Assim como o amor, o perdão não é al­go que se “dê” ao outro, mas um pre­sente vital que damos a nós mesmos.
O poder do perdão I, II e III – Por Ágata Székely – Revista Seleções Readers Digest – Out. 2009 – Pág.80
“Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos quem nos tem ofendido”
Jesus de Nazaré no Pai Nosso

O poder do perdão II


A resiliência leva ao sucesso e a prosperidade
Resiliência, a palavra mágica
“A resiliência é o antidestino” Dá trabalho, não é fácil, mas é um espaço de liberdade interior que permite não se submeter às feridas. Quem consegue superar tragédias ou sair de períodos difíceis de dor emocional pode abandonar o papel de vítima e começar uma vida nova. Você já se perguntou por que algumas pessoas, oprimidas pelo desamparo na infância, caem na delinquência e se tornam agentes de agressão, ao passo que outras se recuperam, tornam-se pessoas de bem e são felizes, fortes, prósperas e bem-sucedidas? A resposta é a resiliência e, para consegui-la, o perdão é um dos ingredientes necessários.
De acordo com a psicoterapeuta Rosa Argentina Rivas Lacayo, sem perdão não podemos crescer nem ficar mais fortes com a adversidade. Também não conseguiremos ser flexíveis e resilientes. Algumas pessoas ‘cozinham’ a dor em fogo brando para mostrar ao mundo como foram maltratadas, e não querem perceber que assim se prejudicam. Quando nos apegamos à dor antiga, a autocomiseração embota a capacidade de dar e, quando assumimos o papel de mártires, ficamos à espera que alguém resolva milagrosamente a nossa vida. Para Lacayo, o perdão nos aju­da a reconhecer e admitir que somos frágeis e que não precisamos esconder essa fragilidade. Quando nos tornamos conscientes dos nossos limites, evitamos que a experiência se repita.
“Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos quem nos tem ofendido” 
Jesus de Nazaré no Pai Nosso
 http://bemviverapometria.wordpress.com/2010/03/

O poder do perdão I



 
Perdoar significa não sofrer
Os benefícios que a resiliência traz para nossa saúde física e mental
Muitas vezes não perdoamos porque acreditamos que o perdão contribui para a injustiça. Quem causa dano não merece perdão, pensamos. Se perdoarmos, voltarão a nos ferir, vão se aproveitar da “nossa nobreza”. Às vezes, o desgosto com os prejuízos e as ofensas não se reduz nem com o passar do tempo.
Não perdoamos ninguém. Nem sequer a nós mesmos.
Guardamos a ferida dentro da alma como um tesouro precioso, para tirá-la da memória de vez em quando e fitá-la, absortos, como se fosse um álbum de fotografias, uma jóia de vitrine. Nesse momento, passamos outra vez pela mente o filme triste do episódio imperdoável e o revivemos. O desgosto com o passado se alimenta de grandes porções do presente. Eis aí o rancor.

Mas, na verdade por que valeria a pena perdoar?
Só por uma questão religiosa, por puro altruísmo? Em um mundo tão absolutamente cruel em tantas ocasiões, há alguma questão que seja impossível de desculpar?
No guia O poder do perdão, de Fred Luskin, explica que os problemas não solucionados são como aviões que voam dias e semanas sem parar e sem pousar, consumindo recursos que podem ser necessários em caso de emergência. “Os aviões do rancor se convertem em fonte de estresse e, muitas vezes, o resultado é um choque”, “Perdoar é a tranquilidade que se sente quando os aviões pousam.”
Segundo o especialista, perdoar não é aceitar a crueldade, esquecer que algo doloroso aconteceu nem aceitar o mau comportamento. Também não significa reconciliar-se com o agressor. “O perdão é para nós, não para quem nos ofendeu”
Não desperdiçam energia valiosa enredando-se em fúria e dor quando nada se pode fazer. Ao perdoar, admitimos que nada se pode fazer pelo passado, e isso permite que nos libertemos dele. Perdoar ajuda os aviões a pousar para que sejam feitos os ajustes necessários. O perdão serve para relaxarmos e não significa que o agressor “se dê bem”, nem que aceitamos algo injusto. Ao contrário, significa não sofrer eternamente pela ofensa ou pela agressão.
“Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos quem nos tem ofendido” 
Jesus de Nazaré no Pai Nosso
 http://bemviverapometria.wordpress.com/2010/03/