Mostrando postagens com marcador igualdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador igualdade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Influência do Espiritismo sobre a Condição da Mulher



(Sociedade de Paris, 10 de maio de 1867 – Médium: Sr. Morin, em sonambulismo espontâneo)

“Em todos os tempos os homens têm sido orgulhosos; é um vício constitucional, inerente à sua natureza. O homem – falo do sexo – o homem, forte pelo desenvolvimento de seus músculos, pelas concepções um tanto ousadas de seus pensamentos, não levou em conta a fraqueza a que se faz alusão nas santas Escrituras, fraqueza que fez a desgraça de toda a sua descendência. Julgou-se forte e serviu-se da mulher, não como de uma companheira, de uma família, mas dela se servindo do ponto de vista puramente bestial, transformando-a num animal bastante agradável e acostumando-a a manter respeitosa distância do senhor. Mas como Deus não quis que uma metade da Humanidade fosse dependente da outra, não fez duas criações distintas: uma para estar constantemente a serviço da outra. Quis que todas as suas criaturas pudessem participar do banquete da vida e do infinito na mesma proporção.
“Nesses cérebros, por tanto tempo mantidos afastados de toda ciência como impróprios a receber os benefícios da instrução, Deus fez nascer, como contrapeso, astúcias que põem em xeque as forças do homem. A mulher é fraca, o homem é forte, concebe-se; mas a mulher é astuciosa e a ciência contra a astúcia nem sempre triunfa. Se fosse a verdadeira ciência, ela a venceria; mas é uma ciência falsa e incompleta, e a mulher facilmente encontra o seu calcanhar de Aquiles. Provocada pela posição que lhe era dada, a mulher desenvolveu o germe que sentia em si; a necessidade de sair do seu aviltamento lhe deu o desejo de romper suas cadeias. Segui sua marcha; tomai-a desde a era cristã e observai-a: vê-la-eis cada vez mais dominante, mas ela não consumiu toda a sua força; conservou-a para tempos mais oportunos e aproxima-se a época em que chegará a sua vez de a exibir. Aliás, a geração que se ergue traz em seus flancos a mudança que nos é anunciada desde muito tempo, e a mulher atual quer ter, na sociedade, um lugar igual ao do homem.
“Observai bem; olhai os interiores e vede quanto a mulher tende a libertar-se do jugo; ela reina como senhora, por vezes como déspota. Vós a tivestes vergada por muito tempo; ela se empertiga como uma mola comprimida que se distende, pois começa a compreender que é chegada a sua hora.
“Pobres homens! Se refletísseis que os Espíritos não têm sexo; que aquele que hoje é homem pode ser mulher amanhã; que escolhem indiferentemente, e por vezes de preferência, o sexo feminino, antes deveríeis regozijar-vos que vos afligir com a emancipação da mulher, e admiti-la no banquete da inteligência, abrindo-lhe de par em par todas as portas da Ciência, porque ela tem concepções mais finas, mais suaves, toques mais delicados que os do homem. Por que a mulher não poderia ser médica? Não é chamada naturalmente a prodigalizar cuidados aos doentes, e não os daria com mais inteligência se tivesse os conhecimentos necessários? Não há casos em que, quando se trata de pessoas de seu sexo, seria preferível uma médica? Muitas mulheres não têm dado provas de sua aptidão por certas ciências? da finura de seu tato nos negócios? Por que, então, os homens reservariam para si o monopólio, senão por medo de vê-las ganhar em superioridade? Sem falar das profissões especiais, a primeira profissão da mulher não é a de mãe de família? Ora, a mãe instruída é mais apta para dirigir a instrução e a educação de seus filhos; ao mesmo tempo que alimenta o corpo, pode desenvolver o coração e o espírito. Sendo a primeira infância necessariamente confiada aos cuidados da mulher, quando esta for instruída a regeneração social terá dado um passo imenso, e é o que será feito.
“A igualdade do homem e da mulher teria ainda outro resultado. Ser senhor, ser forte, é muito bom; mas é, também, assumir grande responsabilidade. Partilhando o fardo dos negócios da família com uma companheira capaz, esclarecida, naturalmente devotada aos interesses comuns, o homem alivia a sua carga e diminui sua responsabilidade, ao passo que a mulher, estando sob tutela e, por isto mesmo, num estado de submissão forçada, não tem voto na matéria senão quando o homem houver por bem condescender em lho dar.
“Diz-se que as mulheres são muito tagarelas e muito frívolas; mas, de quem a falta, senão dos homens que não lhes permitem a reflexão? Dai-lhes o alimento do espírito, e elas falarão menos; meditarão e refletirão. Acusai-as de frivolidade? Mas o que é que elas têm a fazer? – falo sobretudo da mulher do mundo – Nada, absolutamente nada. Em que ela pode ocupar-se? Se reflete e transcreve seus pensamentos, tratam-na ironicamente de mulher pedante. Se cultiva as ciências ou as artes, seus trabalhos não são levados em consideração, salvo raríssimas exceções e, contudo, como o homem, ela precisa de emulação. Lisonjear um artista é dar-lhe tom e coragem; mas, para a mulher, isto realmente não vale a pena! Então lhes resta o domínio da frivolidade, no qual elas podem estimular-se entre si. “Que o homem destrua as barreiras que seu amor-próprio opõe à emancipação da mulher e logo a verá alçar o seu vôo, com grande vantagem para a sociedade. Ficai sabendo que a mulher, como todos vós, tem a centelha divina, porque a mulher é vós, como vós sois a mulher.”
 http://sodecristo.org.br

A Emancipação da Mulher Na visão Espírita


À época em que se vislumbravam os primeiros ensaios, de ser possível à mulher ter algum direito nas atividades públicas tidas como exclusivas do homem, a Ciência Espírita já estava em pleno desenvolvimento,  trazendo revelações e esclarecimentos à Humanidade da importância de nossa estada neste Planeta, nos dando pleno conhecimento de nossas origens e apontando com segurança o rumo de nossos destinos na eternidade.

Os ensinos dos Espíritos, coordenados e publicados por Allan Kardec, deixavam e deixam sem nenhuma dúvida, qualquer um que os estudem, livre das peias do preconceito, pois, a tônica desses ensinos gira sempre no princípio de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade em todos os setores da vida Humana.

A partir do ano 1858, janeiro, quando ainda o preconceito contra a mulher era público, isto é, quando a minoria esclarecida tinha certos cuidados em advogar a favor  dos direitos de igualdade; quando as petições eram muito discutidas nos parlamentos, nas câmaras dos deputados, nos senados de vários países e eram refutadas,  Allan Kardec, por orientação dos Espíritos em missão, inaugurou o “Jornal de Estudos Psicológicos” Revista Espírita (RE) para a divulgação dos tratados espíritas, dentre eles e com destaque, a emancipação da Mulher.

O tema era tratado solenemente, com firmeza, pela fé inabalável ante a claridade de um futuro presente aos olhos dos que buscavam nesta fonte de verdades, que os Espíritos Superiores,  autorizados por Jesus a trazerem novas revelações que a mais de 2000 anos prometeu enviar-nos:

“Mulheres, não temais deslumbrar os homens pela beleza, pela graça e pela superioridade; mas que saibam eles, a fim de se vos tornarem dignos, que devem ser tão ricos de caráter quanto sois belas, tão sábios quanto sois boas, tão instruídos quanto sois ingênuas e simples. É necessário saberem que vos devem merecer, que sois o prêmio da virtude e da honra,... ...mas da honra segundo Deus.” (O Papel das Mulheres, RE, Dezembro/1858 – médium Sr. F...,  espírito Bernard Palassy)

“...as mulheres serão em tudo semelhantes a vós; então formareis um todo: sereis a cabeça e elas o coração; sereis o pensamento benfazejo e elas as mãos liberais. Uni-vos, pois, não apenas pelo amor, mas para o bem que podeis fazer a dois...” 
(Idem,Idem...)

“...A influência da mulher no século dezenove! Acreditais que ela tenha esperado esta época para que continueis a dominá-la, pobres e fracos homens que sois? Se tentastes aviltá-la, foi porque a temíeis; se tentastes abafar a sua inteligência, foi porque receastes a sua influência. Somente em seu coração não pudestes opor barreiras. ..” (
Dissertações Espíritas, RE, Dezembro/1860 – Médium Srta. Eugénie, espírito Alfredo de Musset) 
“...filha de Deus, ela amará em seus filhos a visita do Espírito criador; quererá saber para ensinar aos seus; amará seu país e saberá a sua história, a fim de iniciar seus filhos nas grandes ideias progressivas. Serão mães e médicas, conselheiras e mentoras; numa palavra, serão mulheres segundo o Espiritismo, isto é, o futuro, o progresso e a grandeza da pátria em sua mais larga expressão.” 
(Dissertações Espíritas: O Estado Social da Mulher, RE, Outubro/1865 – Médium: Sr. Leymarie , espírito Baluze )

“...Com a Doutrina Espírita, a igualdade da mulher não é mais uma simples teoria especulativa; já não é uma concessão da força à fraqueza, mas um direito fundado nas próprias leis da Natureza. Dando a conhecer essas leis, o Espiritismo abre a era da emancipação legal da mulher, ...”
(As Mulheres Têm Alma?  Título que Allan Kardec usa para expor pela ciência e pela filosofia espírita, a igualdade da mulher . Janeiro/1866) 

“Pode-se considerá-la como emancipada moralmente, se não legalmente. É a este último resultado que ela chegará um dia, pela força das coisas.”  
(Revista Espírita - Janeiro/1866 - Allan Kardec)

“Pobre homens! Se refletísseis..., antes deveríeis regozijar-vos que vos afligir com a emancipação da mulher, e admiti-la no banquete da inteligência, abrindo-lhe de par em par  todas as portas da Ciência,...” ; 
(Idem, Idem..)

“Que o homem destrua as barreiras que seu amor-próprio opõe à emancipação da mulher e logo a verá alçar o seu voo, com grande vantagem para a sociedade. Ficai sabendo que a mulher, como todos vós, tem a centelha divina, porque a mulher é vós, como vós sois a mulher.” 
(Sociedade de Paris, 10 de maio de 1867 – Médium: Sr. Morin, em sonambulismo espontâneo)
Banner 
Parabéns a todas as mulheres que lutaram, lutam e continuarão lutando, em todos os setores da vida, para alcançar seu espaço que lhes está reservado na sociedade e temos a certeza que alcançarão pois a Ciência Espírita melhora nossa visão contribuindo para revermos nossos conceitos a enxergar em cada ser, um igual.

“Ora, é para temer, e é o que ocorrerá, que na febre de emancipação que a atormenta, a mulher se julgue apta a preencher todas as atribuições do homem e que, caindo num excesso contrário, depois de ter tido muito pouco, queira ter em demasia. Tal resultado é inevitável, mas absolutamente não é para assustar. Se as mulheres têm direitos incontestáveis, a Natureza tem os seus, que jamais perde. Em breve elas se cansarão dos papéis que não são os seus. Deixai-as, pois, que reconheçam pela experiência sua insuficiência nas coisas às quais a Providência não as requisitou; ensaios infrutíferos as reconduzirão forçosamente ao caminho que lhes é traçado, caminho que pode e deve ser ampliado, mas que não pode ser desviado sem prejuízo para elas próprias, abalando a influência toda especial que elas devem exercer.”
 (Allan Kardec publicado na RE junho 1867)
A Natureza é equilíbrio e tudo caminha para tal. A harmonia entre o homem e a mulher nos seus direitos e deveres nos conduzirá a um mundo regenerado, de paz, de compreensão e respeito mútuo.

Artigos Relacionados
  • Influência do Espiritismo sobre a condição da Mulher