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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

por Bella Burgos - JEMB.

Hoje,decidi iniciar nossas postagens do dia com uma pequena reflexão minha.Sem a pretenção de nada mais do que me comunicar. Deixar vazar,esvaziar esta avalanche de pensamentos que habitam a minha mente nos últimos dias. Estamos desenvolvendo este  mês, uma coletânea de postagens sobre renovação espiritual, planejamennto para 2011,reforma íntima,etc.
Falamos de vida, fazemos planos mas esquecemos que em nossa caminhada encontraremos  a transformação/passagem chamada morte, que faz parte do destino de todo ser humano.
Mas enquanto isso a vida continua acontecendo, fazendo concretizar as nossas programações reencarnatórias e a do nosso planeta. As mortes coletivas continuam ocorrendo intensamente,a migração do estágio de planeta de expiação para regeneração,para um planeta mais amoroso e solidário, acontece diante de nós,basta ler o noticiário e perceber.




 De outro lado,nós,parte integrante deste processo vivemos nossas proprias transições.Tenho um tio-amigo que se  encontra num leito de hospital ,sedado, aguardando o seu coração para de resistir.Ele vivia plenamente.Trabalho, filhas,amigos e há apenas dois meses, uma única dor e um diagnóstico ,câncer em estágio terminal, sem possibilidade de tratamento ou medicamentos. E,hoje,os médicos informaram que é questão de horas.Todos passaram pelo seu leito para se despedirem .Olharam, oraram e continuaram a passar. Ele está a  caminho do reencontro pleno consigo mesmo. Sem barreiras, sem esquecimento como atenuante. Se reconciliando com sua própria história

Não presenciei mas soube de algumas observações suas, num momento de relativa trégua da doença,após uma transfusão de sangue. Falava com voz fraca,quase inaudível.
Dizia as filhas: " - Está vendo quando eu digo para rezar todo dia.VIU COMO ESTÁ SENDO FÁCIL?"
"_ Não se revoltem com Deus por isso".
" _ Quando eu me sinto pior, nas crises, me sinto balançando como se estivesse num barco".                      ( bem sabemosdo que se tratou,não é amigos?)

Me surpreendeu estas colocações, que transcrevi conforme me foi narrado.Ele era reconhecidamente medroso, não gostava de hospital e estava agora tão forte diante desta díficil transição.
Sua esposa , leal companheira,sempre ao lado, se desdobrando em cuidados, fortalecendo-o e as filhas apesar de todo sofrimento. Toda despedida por mais curta que seja o tempo que se ficará distante é sempre muito dolorida. E, nossas certezas, quase sempre são vacilantes diante da dor.

Isso tudo me fez refletir  em qual é o verdadeiro sentido da vida? Por que falamos tanto da vida espiritual,mas agimos  no nosso dia-a-dia como se ela fosse algo distante,como tivessemos todo o tempo do mundo? Por que só nos concentramos efetivamente na nossa vida espiritual quando estamoscon-vivendo em nossa casa,templo religioso?Por que damos pouco tempo, pouca importância a verdadeira prática dos principios e leis espirituais do Cristo?

Você deve está pensando: Que exagero! pergunto,então a você: quantas horas do seu dia, sua semana, seu mês, seu ano você usou para a sua vida espiritual, para cuidar do ser espiritual que é você em 2010 ? E o que planeja , no mesmo sentido, para 2011? Se você faz parte daquelas pessoas que faz uma listinha de metas para o ano que começou ( feito eu!), dê lá uma espiadinha rápida e veja quantas metas espirituais você registrou . Eu reli a minha. Pouco ou quase nada,tinha lá especificamente espiritual. Estudo,trabalho, familia. Acredita que nao tinha na minha lista nenhum defeito a vencer, nenhum hábito a mudar , ninguém com quem me reconciliar,nenhuma tarefa nova a assumir?!!

Se temos a consciência que estamos aqui,nesta encarnação, numa stapa espiritual para expiação e evolução, por que  consideramos a vida espiritual  real como aquela que teremos após desercarnarmos? É comum escutarmos dizerem quando alguém desencarna: " _ Foi para  o mundo espiritual". "_ Vamos sintonizar com o mundo espiritual".
E aqui,então, que mundo é este?!Não é a terra uma escola espiritual?!!

Se estamos aqui para nos aprimorarmos,para provarmos que verdadeiramente mudamos, se as ações/decisões que tivermos aqui neste mundo, encarnados, definirão nosso estado espiritual futuro, como consequência das leis de causa e efeito , ação e reação, então este mundo é totalmente espiritual - o laboratório do espírito.

Nenhuma ação, pensamento, emoção nossa aqui deixará de ser registrada no livro espiritual da vida,sendo avaliadas na contabilidade divina na definição de nossas penas e gozos futuros.
Se é assim, por que não atentamos para isso?
Vivendo no automatismo,casa,trabalho,estudo,lazer,viagens?!
Santo Agostinho falou da avaliação  que deveríamos fazer ao final de cada dia. Será que  pelo menos fazemos isso uma vez no mês? !

Percebi,que  falar do evangelho do Cristo é muito fácil mas experencia-lo em cada momento de nossa vida, por mais simples que seja,é tarefa muito árdua. Porque precisariíamos orar e vigiar integralmente,a cada instante. Vigiar para não reagir diante dos acontecimentos com ira, impaciência, orgulho, vaidade.
Quando digo momentos simples, falo de calar aquela resposta rispida que sentimos o ímpeto de dar quando alguem contraria nossa opiniao ou gosto.A paciência com aquele parente difcil que nos tira do sério. De reconhecer um erro e humildemente pedir desculpas ( sem cair na tentação de achar que mudando de atitude a pessoa vai entender que você se arrependeu - isso é orgulho), de perdoar uma traição, de não fazer comentários maldosos mesmo com aquelas pessoas "impossíveis".


A vida espiritual é uma só.Contínua.Com vestimentas diferentes , só isso. Precisamos  ficar alertas para isso, orar mais, sintonizar com nossos amigos espirituais e criar metas diárias de melhoramento espiritual.
Um passo de cada vez.

 Podemos nos concentrar na vida espiritual sem perdermos a alegria de viver o esplendor que é a nossa encarnação.Verdadeira prova do imenso amor do criador por cada um de nós, transbordando  sua graça e sua misericordia  a cada momento.

Escrevo isso para mim mesma. Por isso falarei na primeira pessoa.Não tenho direito de avaliar ninguém. E, talvez, você também possa refletir sobre esta minha conversa, um monologo.

Precisamos nos reconhecer verdadeiramente como espíritos eternos.
Deixar de tratar a morte como uma surpresa de mal gosto, como algo sobrenatural.

 Falo de superação, mas trago em mim o medo que meus filhos morram.
Este temor me atormenta. Então,reflito : Que tipo de fé é  a minha na continuidade da vida que não evita que eu pense e me sinta assim? Eu respondo. Vivo pouco para o evangelho do Mestre, penso pouco nas suas lições, oro  mais para pedir ou mais intensamente quando sofro. Vivo ocupada com meu trabalho,minha casa,meus filhos, meu esposo, contas a pagar,coisas para fazer. Vivo perdida dentro de mim mesma porque ainda nao consigo me ver em primeiro lugar como um espírito e,sim, como pessoa humana.Eu ainda nao deixei minha fé atingir o tamanho do grão de mostarda,ela ainda nao chega a tanto.

Acredito que a cada um cabe seu livre arbitrio, sua avaliação e decisão sobre seu destino.

Não estou sendo severa demais, só realista.Não estou dando um jeito de me desculpar de nao viver mais amplamente a tarefa do amor , na seara do Cristo. Não vou dizer que é o cansaço, a falta de tempo, de dinheiro, a familia. Não. Se não faço mais é porque decidi nao fazê-lo. E o tempo perdido é sempre uma lamentação no mundo espiritual.

Mas esta atitude realista também me acresce porque começo a entender que tudo é amor. Que no dia que eu me amar de verdade, vou querer uma situação espiritual melhor. Não vou mais adiar.Não vou mais procurar desculpas. Vou arranjar tempo,vencer o cansaço,conversar com a familia. Vou deixar de ser um espírito de boa vontade para ser um espírito de vontade forte. E, quando fraquejar, buscarei forças neste amor imenso de Deus por mim para recomeçar. Porque agora entendi o primeiro e maior mandamento: "_ Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo COMO A TI MESMO."

Precisamos cultivar o auto-amor,o auto perdão e fazer um novo final para esta encarnação.Sem dores,nem sofrimentos, sem mágoas, sem resentimentos.E,se nao conseguirmos desta vez, pelo menos ja estaremos no caminho certo. E, quem sabe,em nossa hora derradeira nesta vida , possamos também dizer em meio a dor

                                             " - VIU COMO ESTÁ SENDO FÁCIL?"






sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Qual é o sentido de você viver?

Autor: Michele de Souza
http://eespiritualidade.blogspot.com/2011/01/o-sentido-de-voce-viver.html

O Livro dos Espíritas - Juventude - Capitulo II Qual é o sentido de você viver? Algum dia você parou para se perguntar porque você vive e qual é o sentido da sua existência? Não é possível que você passe uma vida toda achando que veio aqui para levantar todos os dias para fazer a mesma coisa que sempre e que sempre faz! Sua existência é muito mais importante do que você imagina. Você é parte de um organismo, é como uma molécula de toda uma existência. Tudo que você faz interfere diretamente no funcionamento desse organismo. A sua vida é importante para todos que estão ao seu redor por mais que nem você nem ninguém perceba isso. Você vem com a chance de melhorar, de evoluir e de fazer diferença para a vida das pessoas que surgem sempre no seu caminho. Sua existência nesse mundo não tem só como motivo a sua evolução, engana-se quem preocupa-se apenas em evoluir.


A tua vida também faz parte da evolução das outras pessoas que precisam da sua aparição. Agora caiu a ficha até de você que sempre estudou seja sobre o Espiritismo, Cristianismo, Hinduísmo, Taoísmo e etc. não é? Preocupar-se apenas com a sua evolução é mais uma maneira de egoísmo impensado. Achou mesmo que tinha que preocupar-se coma caridade só porque você precisa evoluir? Que isso! Muitas vezes a sua caridade só purga seus erros do passado, deixa elas por elas, mas dela dependem outros espíritos que precisam conhecer o amor para darem mais um passo adiante. Agora se esse conhecimento te desestimular em realizar a caridade é porque a mesma não era sincera. Além do mais quem foi que disse que a caridade é só dar aos pobres? Que caridade é entregar leite e pão somente? Não há caridade sem amor! Muitas vezes um mendigo que nada de material tem a oferecer faz bem mais caridade em abraçar um companheiro necessitado do que aquele que enche o carro de alimento e leva a uma instituição. Amor! O que as pessoas precisam é de amor! É preciso ajudar no alimento até que o indivíduo possa caminhar com os próprios pés? Sim. No entanto se der alimento e não lhe der alicerces esse alimento será perdido na próxima vez que ele for descartado pelo corpo. A sua existência aqui é tão necessária quanto a da gota no oceano que sem ela, uma a uma, ficaria seco.

http://www.artigonal.com/meditacao-artigos/qual-e-o-sentido-de-voce-viver-3921711.html

Perfil do Autor

Além de Cientista Noética atua na área da Cibernética sendo responsável por diversas pesquisas e projetos na área de desenvolvimento de sistemas para reabilitação. Teve a oportunidade de viver diversas experiências no mundo espiritual recordando-se inclusive de visita as Cidades espirituais e regiões de trabalho em grupo. Iniciou no segundo semestre de 2010 as pesquisas científicas sobre a água fluidificada, os passes energéticos, o ectoplasma e as ligações moleculares entre espírito, perispírito e corpo físico, desejando com isso desenvolver, após testes científicos e pesquisas, melhores condições de aplicação de terapias. Também atua no desenvolvimento de novos equipamentos para melhor comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Contato via e-mail micheledesouza24@gmail.com

RECLAMAR MENOS _ pelo Espírito de EMMANUEL

   

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles: porque esta é a lei e os profetas.” — Jesus (Mateus, 7:12)


Para extinguir a cultura do ódio nas áreas do mundo, imaginemos como seria melhor a vida na Terra se todos cumpríssemos fielmente o compromisso de reclamar menos.


Quantas vezes nos maltratamos, reciprocamente, tão-só por exigir que se realize, de certa forma, aquilo que os outros só conseguem fazer de outra maneira! De atritos mínimos, então partimos para atitudes extremas. Nessas circunstâncias costumamos recusar atenção e cortesia até mesmo àqueles a quem mais devemos consideração e amor; implantamos a animosidade onde a harmonia reinava antes; instalamos o pessimismo com a formulação de queixas desnecessárias ou criamos obstáculos onde as grandes realizações poderiam ter sido tão fáceis. Tudo porque não desistimos de reclamar — na maioria das ocasiões — por simples bagatelas.

De modo geral, as reivindicações e desinteligências repontam, mais frequentemente, entre aqueles que a Sabedoria Divina reuniu com os mais altos objetivos na edificação do bem, seja no círculo doméstico, seja no grupo de serviço ou de ideal. Por isso mesmo os conflitos e reprovações aparecem quase sempre no mundo, nas faixas de ação a que somos levados para ajudar e compreender. Censuras entre esposo e esposa, pais e filhos, irmãos e amigos. De pequenas brechas se desenvolvem os desastres morais que comprometem a vida comunitária: desentendimentos, rixas, perturbações e acusações.

Dediquemos à solução do problema as nossas melhores forças, buscando esquecer-nos, de modo a sermos mais úteis aos que nos cercam, e estejamos convencidos de que a segurança e o êxito de quaisquer receitas de progresso e elevação solicitam de nós a justa fidelidade ao programa que a vida estabelece em toda parte, a favor de nós todos: reclamar menos e servir mais.


XAVIER, Francisco Cândido. “Segue-Me!...”. Pelo Espírito Emmanuel. 7.ed. Matão, SP: Casa Editora o Clarim, 1994. “Reclamar menos”.