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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

RELACIONAMENTO - COMO SABER QUE ACABOU?




Muitas pessoas fingem que não enxergam e não assumem que não existe mais um relacionamento saudável e feliz, tentam viver com esse sentimento achando que é algo temporário, uma fase ruim que vai passar. Apenas quando um fato real acontece é que caem em si de que o amor, a paixão, o carinho e, às vezes, até o respeito acabaram. Nada pior do que permitir que um sentimento que foi tão bom um dia acabe em ódio, raiva. É muito melhor utilizar a honestidade, o diálogo e terminar mantendo uma amizade.

Por esse motivo é muito importante que você tenha sempre respostas para as seguintes perguntas:


Eu amo meu parceiro(a)? Temos metas e objetivos de vida em comum? Imagino criar uma família com ele(a)? Sinto orgulho e admiração dele(a) e valorizo isso para todos? Percebo sinais claros de que ele(a) me ama? Vejo a liberdade da vida de solteiro dos(as) meus(minhas) amigos(as) e não os(as) invejo? Consigo viver tranquilamente com seus hábitos e manias? Conheço pessoas interessantes e não sinto desejo e vontade de ficar com elas? Consigo ser eu mesma(o) quando estou com ele(a)? Ele(a) nunca me coloca para baixo e trata minhas idéias como idiotas?

Enquanto você tiver respostas positivas para a maioria dessas perguntas e seu relacionamento for saudável, significa que o relacionamento ainda tem grandes chances de dar certo. Alguns pontos sempre são ajustáveis através de conversa.

Agora, se você respondeu não para a maioria, mas seu relacionamento não é saudável, se teu(tua) parceiro(a) sempre te coloca para baixo, é excessivamente controlador(a) e ciumento(a) é importante repensar se a longo prazo isso é saudável e se tem solução.

E se a resposta for não para a maioria, não sei o que ainda faz nesse relacionamento. Não mantenha uma situação apenas por medo de estar sozinha(o) ou não encontrar outro(a) ou por estar acostumada(o) com uma rotina e ter receio de não saber mais viver sozinha(o).

Não espere para perceber que acabou apenas quando pegar seu(sua) parceiro(a) com outra(o) ou for agredida(o) fisicamente ou ter perceber que discutem por tudo e não concordam com nada.

Mulheres, uma dica importante:
 estudos mostram que a maioria dos homens não sabe terminar um relacionamento, e por isso dão pistas para que vocês percebam e terminem. Por isso, ao perceber que chegou ao fim, é melhor para você terminar, porque a falta de vontade dele, a falta de respeito e de paciência podem te machucar muito mais.
http://espirita-online.blogspot.com.br/2010/10/relacionamento-como-saber-que-acabou.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mediunidade com Jesus


Mediunidade com Jesus



Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes. Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir.
Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados;
ali, um companheiro aplica energias curativas;
além, um cooperador ensina ao roteiro da verdade;
acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações.
Entretanto, é o mesmo poder que opera em todos. E a divina inspiraçao do Cristo, dinamizada através de mil modos para reerguer-nos da condição de inferioridade ou para sanar-nos o sofrimento.
E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama os títulos convencionais do mundo, quaisquer que sejam, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar beneficíos na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.
Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale mais a consagração do trabalhador à caridade legítima, em cujo exercício todas as realizações nobres da alma podem ser encontradas.
Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros;
quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.
Dar para receber. Auxiliar para ser amparado.
Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a bênção do amor.
Eis a lei, que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de vida imperecível.
Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxílio mútuo.
Nesse terreno há muito que fazer os círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as vantagens da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a aplicação respectiva no esforço da sementeira.
A tarefa pede fortaleza no serviço com raciocínio no sentimento.
Sem maturidade para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.
Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e preciso se torna ao instrumento humano da verdade, armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado.
Age, assim, com isenção de desânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de esclarecer e de auxiliar.
Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados, na certeza de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos.
O lavrador semeia, no entanto, é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto.
Indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpes e espinhos que povoam o chão.
Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralizasse os impulsos mais lies, tão-somente porque a opínião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.
Não importa que o tempo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.
O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestes sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abnegados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.
Não te apoquentes e segue com serenidade.
Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.
A mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvárío acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se transformam em asas de luz para a alma livre na imortalidade.
Não desprezes a oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta.
A estância física é uma estrada breve.
Aproveitamo-la sempre que possível na sementeira do Bem.
Em suma, ser médium no roteiro cristão, é doar de si mesmo em nome do Mestre.
E foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.
Segue para diante, amando e servindo.
Não nos deve preocupar a ausência de alheia compreensão.
Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme a Inesquecível Orientador que nos observou: "Amai-vos uns aos outros, tal qual eu vos amei".

BEZERRA DE MENEZES
[92 - página 57]

MEDIUNIDADE E JESUS
Cap. VI — ltem 7

Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.
É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.
E segue adiante, ...
enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo;
exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná;
honorificando-a, nas atividades da cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde;
ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas;
dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente;
glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e
elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, multiplicando pães e peixes para a turba faminta ou apaziguando as forças da natureza.
E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes — o momento inesquecível do Evangelho —, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.
Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que eliecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.
Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe — tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana —, porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso Divino Mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o Excelso Médium de Deus.

EURÍPEDES BARSANULFO
[89 - página 157]
JESUS E MEDIUNISMO
Felicitados pelas bênçãos com que o Espiritismo nos distende o socorro do Céu, busquemos no Evangelho o roteiro da Humanidade sublimada.
Intérprete fiel do Pai Celestial, foi Jesus o Excelente Médium da vida abundante.
Em todo o seu ministério, esteve em freqüente comunhão com os desencarnados, sendo, por isso mesmo, denominado “Senhor dos Espíritos”.
Obsidiados e loucos, fascinados e dementes, paralíticos e mudos, surdos e cegos receberam das suas mãos o auxílio vigoroso que os libertou dos desencarnados de mente atormentada, que os detinham sob o fardo de aflições indescritíveis.
Maria a famosa cortesã de Magdala, dominada por pertinaz fascinação obsessiva, recebeu dEle o convite libertador, renovando-se para a vida nobilitante.
Em Cafarnaum, “cheqada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os Espíritos” atormentadores que se compraziarn em obsidiar coletivamente(1)
Descendo do Tabor, um pai aflito, de joelhos, diz-lhe: — “Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito”, apresentando, na mediunidade torturada, os estigmas de obsessão profunda.(2)
O paralítico de Cafarnaum, que lhe foi apresentado “pelo telhado”, portava consigo a mediunidade ultrajada por Espíritos possessivos que lhe dominavam os movimentos.
O endemoninhado gadareno, médium obsidiado por “Legião”, defrontado com o seu magnetismo curador, estertorava, “porque lhe dizia: Sai deste homem. Espírito imundo.”(3)
Nos termos de Tiro e Sidon, “uma mullher cuja filha tinha um espírito imundo” e vivia vampirizada pela força maléfica, encontrou alívio para o desequilíbrio psíquico que a infelicitava.(4)
Judas, perturbado por obsessão indireta, serviu de fácil presa dos Espíritos levianos, “tendo-lhe o demônio posto no coração” a dúvida a respeito do apostolado.(5)
E, em todo o Novo Testamento, repontarn as afirmações sobre a Mediunidade em volta do Mestre Divino.
Em Caná, o Senhor honrou a mediunidade de efeitos físicos.
No Tabor, o Cristo elieceu a faculdade da transfiguração.
Sobre as águas do Genesaré, o Enviado Celeste prestigiou os recursos psíquicos da levitação.
Na Montanha, atendendo à multidão esfaimada, Jesus movimentou o mecanismo da materialização abundante.
O cego de Jericó foi por Ele felicitado no exercício da mediunidade curadora.
Em Nazaré, ante a turba enfurecida, utilizou a faculdade da desmateriaIização.
No dia do Pentecostes, favoreceu os companheiros da retaguarda com a psicofonia, desenvolvendo neles a mediunidade poliglota.
E no dia da ascensão triunfal, junto ao lago, na Galiléia, depois de investir os discípulos no sacerdócio da Mediunidade nos seus múltiplos aspectos, alçou-se ao Reino, nimbado de radiosa materialização luminosa.
Iniciou o ministério entre os homens, nas humildes palhas de modesta estrebaria, com o lar assinalado pelas forças espirituais condensadas numa estrela fascinante, e despediu-se dos companheiros, fulgurante como um sol de eterna luz...
Mediunidade, hoje, é recapitulação da Boa Nova sob a Presidência do Sábio Condutor.
Procuremos, assim, sintonizar com a Esfera Superior, no exercício da faculdade com que a vida nos honra, e sirvamos sem desfalecimento.
Toda mediunidade é nobre quando a libertamos da sombra que nasce conosco, como remanescente do passado.
Fascinação,
obsessão,
possessão,
vampirismo,
desequilíbrios e enfermidades são acidentes do caminho mediúnico.
Somos destinados á luz.
Temos a fatalidade do bem.
Libertemos a gema que se demora entre os cascalhos das imperfeições pessoais e, lapidando zelosamente as arestas que obstaculizam a projetação da luz, desenvolvamos os preciosos recursos que jazem latentes em nós.
Honremos a faculdade que nos felicita os dias, mediante a execução de um plano socorrista em favor dos sofredores, a fim de nos libertarmos do currículo das manifestações inferiores.
Cada médium segue o roteiro que se desdobra como senda de purificação.
Uns curam, outros materializam;
uns doutrinam, outros enxergam;
uns falam, outros escrevem;
uns ensinam, outros ouvem;
uns libertam, outros servem na incorporação psicofônica, ajudando os atormentados do Além-Túrnulo com as preciosas luzes do Evangelho.
Não pretendamos atender a todos os “dons espirituais” conforme a linguagem do Vidente de Damasco, que nos apresentou a diversidade deles em sua memorável carta aos Coríntios, 1-12:4-11.
Utilizemos a força mediúnica em todo tempo e lugar, consoante as necessidades, examinando se “os Espíritos vêm de Deus” e ensinando que todo o bem procede sempre do Pai que nos rege a vida.
E, calcando sob os pés dificuldades e óbices, vencendo as imperfeições milenárias, restauremos a Era do Espírito nestes dias que precedem ao Primado da Verdade, mesmo que mantenhamos no coração um espinho, na posição de seta direcional apontando o rumo dos Altos Cimos.

(1) Mat. 8.16; (2) Mat. 17-14; (3) Mar. 5-8; (4) Mar. 7-25; (5) Jo. 13-2, (Notas do autor espiritual)


Do livro À LUZ DO ESPIRITISMO
Ditado pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografado por Divaldo P. Franco
Prezados irmãos!
Mediunidade com Jesus é o pensamento agindo com amor.
Amor no mundo físico e no mundo espiritual.
Afasta-te de ti, medianeiro, o fantasma da dúvida e deixa fluir em ti a dor dos que perambulam pelas vias do sofrimento.
O trabalho incansável é o maior escudo contra as pedradas da incompreensão alheia.
Toma a tua cruz com o Senhor e seca as lágrimas dos que sofrem. Sê o médium do amor. “Fé que não afronta o ridículo dos homens” é fé superficial.
Com Jesus hoje e sempre seca as lágrimas dos que partiram e dos que ainda estagiam no Plano Físico.
Muita paz!

Cláudio Rossini
Mensagem psicografada por J. G. Argel em 28 de abril de 2007 em “Casa de Eurípedes”, Taubaté, SP.
http://www.palavraespirita.com.br/pe_conteudo.php?id_edicao=115&texto=5&detalhe=1

FONTE : http://www.guia.heu.nom.br/mediunidade_com_jesus.htm
JESUS e Mediunidade

.:: JESUS e Mediunidade ::.
IN : Revista "Reformador" Março 2003 - nº.2088 - Ed.FEB (págs.13 a 15)
DIVINA MEDIUNIDADE
Em nos reportando a qualquer estudo da mediunidade, não podemos olvidar que, em JESUS, ela assume todas as características de exaltação divina (19) .
Desde a chegada do Excelso Benfeitor ao Planeta, observa-se-Lhe o pensamento sublime penetrando o pensamento da Humanidade.
Dir-se-ía que no estábulo se reúnem pedras e arbustos, animais e criaturas humanas, representando os diversos reinos da evolução terrestre, para receber-Lhe o primeiro toque mental de aprimoramento e beleza.
Casam-se os hinos singelos dos pastores aos cânticos de amor nas vozes dos mensageiros espirituais, saudando Aquele que vinha libertar as nações, não na forma social que sempre lhes será vestimenta às necessidades de ordem colectiva, mas no ádito das almas, em função da vida eterna.
Antes Dele, grandes comandantes da idéia haviam pisado o chão do mundo, influenciando multidões.
Guerreiros e políticos, filósofos e profetas alinhavam-se na memória popular, recordados como disciplinadores e heróis, mas todos desfilaram com exércitos e fórmulas, enunciados e avisos, em que se misturam rectidão e parcialidade, sombra e luz.
Ele chega sem qualquer prestígio de autoridade humana, mas, com a Sua magnitude moral, imprime novos rumos à vida, por dirigir-se, acima de tudo, ao espírito, em todos os climas da Terra.
Transmitindo as ondas mentais das Esferas Superiores de que procede, transita entre as criaturas, despertando-lhes as energias para a Vida Maior, como que a tanger-lhes as fibras recônditas, de maneira a harmonizá-las com a sinfonia universal do Bem Eterno.
MÉDIUNS PREPARADORES
Para recepcionar o influxo mental de JESUS, o Evangelho nos dá notícias de uma pequena congregação de médiuns, à feição de transformadores eléctricos conjugados, para acolher-lhe a força e armazená-la, de princípio, antes que se lhe pudessem canalizar os recursos.
E longe de anotarmos aí a presença de qualquer instrumento psíquico menos seguro do ponto de vista moral encontramos importante núcleo de medianeiros, desassombrados na confiança e correctos da directriz.
Informamo-nos, assim, nos apontamentos da Boa Nova, de que Zacarias e Isabel, os pais de João Baptista, pecursor do Médium Divino, "eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão, em todos os mandamentos e preceitos do Senhor" (20) , que Maria, a jovem simples de Nazaré, que acolheria o Embaixador Celeste nos braços maternais, se achava "em posição de louvor diante do Eterno Pai" (21) , que José da Galiléia, o varão que O tomaria sob paternal tutela, "era justo" (22) , que Simeão, o amigo abnegado que o aguardou em prece, durante longo tempo, "era justo e obediente a Deus" (23) , e que Ana, a viúva que o esperou em oração, no Templo de Jerusalém, por vários lustros, vivia "servindo a Deus" (24) .
Nesse grupo de médiuns admiráveis, não apenas pelas percepções avançadas que os situavam em contacto com os Emissários Celestes, mas também pela conduta irrepreensível de que forneciam testemunho, surpreendemos o circuito de forças a que se ajustou a onda mental do Cristo, para daí expandir-se na renovação do mundo.
EFEITOS FÍSICOS
Cedo começa para o Mestre Divino, erguido à posição de Médium de Deus, o apostolado excelso em que lhe caberia carrear as noções da vida imperecível para a existência na Terra.
Aos doze anos, assenta-se entre os doutoures de Israel, "ouvindo-os e interrogando-os" (25) , a provocar admiração pelos conceitos que expendia e a entremostrar a sua condição de intermediário entre culturas diferentes.
Iniciando a tarefa pública, na exteriorização de energias sublimes encontramo-Lo em Caná da Galileia oferecendo notável demonstração de efeitos físicos, com acção a distância sobre a matéria, em "transformando a água em vinho" (26) . Mas, o acontecimento não permanece circunscrito ao âmbito doméstico, porquanto evidenciando a extensão dos seus poderes, associados ao concurso dos mensageiros espírituais que , de ordinário, lhe obedeciam às ordens e sugestões, nós o encontramos, de outra feita, a multiplicar pães e peixes (27) , no topo do monte, para saciar a fome da turba inquieta que Lhe ouvia os ensinamentos, e a tranquilizar a Natureza em desvario (28), quando os discípulos assustados lhe pedem socorro, diante da tormenta.
Ainda no campo da fenomenologia física ou metapsíquica objectiva, identificamo-lo em plena levitação, "caminhando sobre as águas" (29) , e em prodigiosa ocorrência de materialização ou ectoplasmia, quando se põe a conversar, diante dos aprendizes, com dois varões desencarnados que, positivamente, apareceram glorificados, a falarem-Lhe de acontecimentos próximos (30) .
Em Jerusalém, no templo, desaparece de chofre, desmaterializando-se, ante a expectação geral (31) e na mesma cidade, perante a multidão, produz-se a voz directa, em que bençãos divinas Lhe assinalam a rota (32).
Em cada acontecimento, sentimo-lo a governar a matéria, dissociando-lhe os agentes e reintegrando-os à vontade, com a colaboração dos servidores espirituais que lhe assessoram o ministério de luz.
EFEITOS INTELECTUAIS
No capítulo dos efeitos intelectuais ou, se quisermos, nas provas da metapsiquica subjectiva, que reconhece a inteligência humana como possuidora de outras vias de conhecimento, além daquelas que se constituem dos sentidos normais, reconhecendo Jesus no mais altos testemunhos.
A distância da sociedade hierosolimita, vaticina os sucessos amargos que culminariam com a Sua morte na cruz (33). Utilizando a clarividência que Lhe era peculiar, antevê Simão Pedro cercado de personalidades inferiores da esfera extra-física, e avisa-o quanto ao perigo que isso representa para a fraqueza do apóstolo (34). Nas últimas instruções, ao pé dos amigos, confirmando a profunda lucidez que lhe caracterizava as apreciações percucientes, demonstra conhecer a perturbação consciencial de Judas (35), a despeito das dúvidas que a ponderação suscita entre os ouvintes. Nas preces de Getsêmani, aliando clarividência e clariaudiência, conversa com um mensageiro espiritual que o reconforta (36).
MEDIUNIDADE CURATIVA
No que se refere aos poderes curativos, temo-los em Jesus nas mais altas afirmações de grandeza.
Cercam-no doentes de variada expressão. Paralíticos estendem-Lhe membros mirrados, obtendo socorro. Cegos recuperam a visão. Ulcerados mostram-se limpos. Alienados mentais, notadamente obsidiados diversos, recobram equilíbrio.
É importante considerar, porém que o Grande Benfeitor a todos convida para a valorização das próprias energias.
Reajustando as células enfermas da mulher hemorroíssa, diz-lhe, convincente: - "Filha, tem bom ânimo! A tua fé te curou". (37) Logo após, tocando os olhos de dois cegos que lhe recorrem à caridade, exclama: - "Seja feito, segundo a vossa fé." (38)
Não salienta a confiança por simples ingrediente de natureza mística, mas sim por recurso de ajustamento dos princípios mentais na direcção da cura.
E encarecendo o imperativo do pensamento recto para a harmonia do binómio mente-corpo, por várias vezes o vemos impelir os sofredores aliviados à vida nobre, como no caso do paralítico de Bestesda, que, devidamente refeito, ao reencontrá-lo no templo, dele ouviu a advertência inesquecível: - "Eis que já estás são. Não peques mais, para que te não suceda coisa pior." (39)
EVANGELHO e MEDIUNIDADE
A prática da mediunidade não está somente na passagem do Mestre entre os homens, junto dos quais, a cada hora, revela o seu intercâmbio constante com o Plano Superior, seja em colóquios com os emissários de alta estirpe, seja em se dirigindo aos aflitos desencarnados, no socorro aos obsessos do caminho, mas também na equipe dos companheiros, aos quais se apresenta em pessoa, depois da morte, ministrando intruções para o edifício do Evangelho nascente.
No dia de Pentecostes, vários fenómenos mediúnicos marcam a tarefa dos apóstolos, mesclando-se efeitos físicos e intelectuais na praça pública, a constituir-se a mediunidade, desde então, em viga mestra de todas as construções do Cristianismo, nos séculos subsequentes.
Em Jesus e em seus primitivos continuadores, porém, encontramo-la pura e espontânea, como deve ser, distante de particularismos inferiores, tanto quanto isenta de simonismo. Neles, mostram-se os valores mediúnicos a serviço da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria, na qual os regulamentos divinos, em todos os mundos, instituem a responsabilidade moral segundo o grau de conhecimento, situando-se, desse modo, a Justiça Perfeita, no íntimo de cada um, para que se outorgue isso ou aquilo, a cada Espírito, de conformidade com as próprias obras.
O Evangelho, assim, não é o livro de um povo apenas, mas o Código de Princípios Morais do Universo, adaptável a todas as pátrias, a todas as comunidades, a todas as raças e a todas as criaturas, porque representa, acima de tudo, a carta de conduta para a ascensão da consciência à imortalidade, na revelação da qual Nosso Senhor Jesus-Cristo enpregou a mediunidade sublime como agente de luz eterna, exaltando a vida e aniquilando a morte, abolindo o mal e glorificando o bem, a fim de que as leis humanas se purifiquem e se engrandeçam, se santifiquem e se elevem para a integração com as Leis de Deus.
André Luiz
FONTE: Livro “Mecanismos da Mediunidade”
Espírito: André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Editora: FEB - 21 ed. 2002, Rio de Janeiro, p.181-188
________________________________________
19 -
Em A Génese (p.293 e 294, FEB, 12. ed.), anota Allan Kardec, com referência aos fenómenos da mediunidade em Jesus:
"Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-Lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento, de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era Ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum ingfluxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, Ele era Médium de Deus." - (Nota indicada pelo autor espiritual.)

.:: JESUS e Mediunidade ::.
IN : Revista "Reformador" Março 2003 - nº.2088 - Ed.FEB (págs.13 a 15)
http://valintim.blogspot.com.br/2011/01/mediunidade-com-jesus.html

sexta-feira, 3 de junho de 2011

SER FELIZ


       “... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existên­cia, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam...” (Capítulo 5, item 20.)

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.

Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.

Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.

No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não ad­ministramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pes­soas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.

Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.

Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.

A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.

O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.

Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros étambém a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único re­banho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.

É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensa­mos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esque­cemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.

Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.

Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.

Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, considera­mos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obvia­mente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas mo­radas da Casa do Pai.


RENOVANDO ATITUDES
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELO ESPÍRITO HAMME


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mensagens de paz de Dalai Lama

“Todos queremos a felicidade. Mas para criar uma atmosfera agradável em nós mesmos, nas nossas famílias e em nossas comunidades, precisamos compreender que a fonte desse bem-estar está dentro do indivíduo, dentro de cada um de nós. (...) Devemos construir relacionamentos mais próximos, de confiança mútua e compreensão. Para isso, não é necessário seguir filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso próprio coração é o nosso templo. O cultivo de sentimentos amorosos ajuda a remover quaisquer temores ou inseguranças que possamos ter e nos dá força para enfrentarmos quaisquer obstáculos que encontrarmos pelo caminho. (...) Enquanto vivemos neste mundo, estamos destinados a encontrar problemas. Se, nessas ocasiões, perdemos a esperança e nos desencorajamos, diminuímos nossa habilidade de encarar as dificuldades. Cada novo obstáculo deve ser encarado como mais uma valiosa oportunidade de aprimorar nossa mente. Como resultado, a nossa força interior crescerá”.


Ensinamentos retirados de uma palestra proferida em Melbourne, Austrália; do Seminário sobre Valores Humanos Universais e sua Prática na Vida Cotidiana; e de artigos do site www. dalailama.org.br
FELICIDADE ESPIRITUAL SEGUNDO A DOUTRINA ESPÍRITA




A felicidade espiritual (incondicional) não depende de um fator externo para existir: ela existe simplesmente e jamais deixa de existir. Por isso, tantos a desejam.


A partir daí podemos afirmar que a felicidade espiritual vem de dentro para fora, independente de como o mundo está (os acontecimentos), diferente do prazer que vem de fora para dentro.

“... Jesus disse: “meu reino não é desse mundo, porquanto, não obstante a felicidade não possa ser totalmente fruída na Terra, aqui pode e deve ser trabalhada, constituída para atingir o seu estágio superior...” (Angelis, Joanna de, Alerta). Algumas pessoas utilizam essa frase de Jesus errôneamente como desculpa para viverem desanimados e justificarem sua falta de vontade em viver.

O estágio atual de evolução espiritual média do ser humano não lhe garante ausência total de sentimentos de ódio, inveja rancor, egoísmo e de atitudes compatíveis com esses sentimentos. O ser humano ainda não está apto, em sua maioria, para cumprir o que diz o mandamento maior da Lei: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Por isso a felicidade absoluta ainda é uma utopia – (Jornal Mundo Espírita de Janeiro de 1998).

O homem só irá experimentar a verdadeira felicidade, a felicidade eterna, no paraíso - região astral (colônias de luz) onde moram os Espíritos puros e os bons Espíritos, que já adquiriram saber e moralidade. São lugares de trabalho e ação no campo do Bem e do Saber.

"A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não está na ociosidade contemplativa, que seria, como frequentemente se diz, uma eterna e fastidiosa inutilidade.

"...A suprema felicidade consiste em desfrutar todos os esplendores da Criação, que nenhuma linguagem humana poderia exprimir, que a mais fecunda imaginação não poderia conceber.

Consiste no conhecimento e compreensão de todas as coisas, na ausência de qualquer sofrimento físico e moral, na satisfação íntima, na serenidade do Espírito que nada altera, no amor que une a todos os seres e portanto na ausência de todo o aborrecimento proveniente da relação com os maus, e acima de tudo na visão de Deus e na compreensão de seus mistérios revelados aos mais dignos" - (Allan Kardec - O Céu e o Inferno, cap. III, item 12).

Uma boa ferramenta usada nessa trilha para alcançar a felicidade espiritual é a fé. Não devemos nos deter nos obstáculos tão comuns encontrados por todo aquele que deseja a felicidade plena.

“Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. (...) (E.S.E., cap. 19, it 11). Respeitável, portanto, toda expressão de fé dignificadora em qualquer campo do comportamento humano. No que tange ao espiritual, o apoio religioso à Vida Futura, à justiça de Deus, ao amor indiscriminado e atuante, à renovação moral para melhor, é de relevante importância para a felicidade do homem”. (Divaldo – Loucura e Obsessão, cap. 25).

Esse é o caminho das pedras para um ser que quer subir um degrau na escalada evolutiva espiritual, aproximando-se mais e mais um pouquinho de Deus.

FELICIDADE E CARMA

A felicidade relativa é possível e se encontra ao alcance de todos os indivíduos, desde que haja neles a aceitação dos acontecimentos conforme se apresentam. Nem exigências de sonhos fantásticos, que não se corporificam em realidade, tampouco o hábito pessimista de mesclar a luz da alegria com as sombras densas dos desajustes emocionais.

As heranças do passado espiritual ressumam em manifestações cármicas, que devem ser enfrentadas naturalmente por fazerem parte da vida, elementos essenciais que são constitutivos da existência.

Como decorrência de uma vida anterior dissoluta, surgem os conflitos, as castrações, os tormentos atuais, da mesma forma, como efeito do uso adequado das funções se apresentam as bênçãos de plenificação.

“O fatalismo cármico da evolução é a felicidade humana, quando o ser, depurado e livre, sentir-se perfeitamente integrado na Consciência Cósmica (O homem integral – D. Franco)”.

A sua marcha, embora as aparências dissonantes de alegria e tristeza, de saúde e doença, está incursa no processo das conquistas que lhe cumpre realizar, passo a passo, com dignidade e com iguais condições delegadas aos seus semelhantes, sem protecionismos vis ou punições cerceadoras Indevidas, que formaram os arquétipos de privilégio e recusa latentes em muitos.

A resolução para ser feliz rompe as amarras de um carma negativo, face ao ensejo de conquistar mérito através das ações benéficas e construtivas, objetivando a si mesmo, o próximo e a sociedade.

Nenhum impedimento na vida à felicidade.

Uma resignação dinâmica ante o infortúnio — a naturalidade para enfrentar o insucesso negando-se a que interfiram no estado de bem-estar íntimo, que independe de fatores externos — realiza a primeira fase do estágio feliz.

O amadurecimento psicológico, a visão correta e otimista da existência são essenciais para adquirir-se a felicidade possível. (O homem integral – D. Franco)”.

Na sofreguidão da posse, o homem supõe que o apego às coisas, a disponibilidade de recursos, a ausência de problemas são os fatores básicos da felicidade e, para tanto, se empenha com desespero.

Ao desfrutar deles, porém, dá-se conta que não se encontra ditoso, embora confortado, porque é no seu mundo íntimo, de satisfação e lucidez em torno das finalidades da vida, que estão os valores da plenitude.

As leis cármicas são a resposta para que alguns indivíduos fruam hoje o que a outros falta, ao mesmo tempo são a esperança para aqueles que lutam e anelam, acenando-lhes a possibilidade próxima de aquisição dos elementos que felicitam.

Idear a felicidade sem apego e insistir para consegui-la; trabalhar as aspirações íntimas, harmonizando-as com os limites do equilíbrio; digerir as ocorrências desagradáveis como parte do processo; manter-se vigilante, sem tensões nem receios e se dará o amadurecimento psicológico, liberativo dos carmas de insucesso, abrindo espaço para o auto-encontro, a paz plenificadora (O homem integral – D. Franco)”.

Podemos dizer que é possível encontrar a felicidade mesmo padecendo de carmas terríveis, ao optar pela nossa regeneração. Decidindo não mais permitir que nossos defeitos afetem a nossa vida, mudando a nossa conduta, focando só as nossas qualidades e desenvolvendo nossos talentos.

Se o carma é estabelecido através dos pensamentos, palavras e as ações que praticamos, então tudo o que precisamos é antes de tudo, de um arrependimento sincero e uma vontade obstinada em corrigir-se.

Aprofundar a nossa fé e a nossa prática dos ensinamentos adquiridos, obtendo assim companhias mais luminosas que possam nos influenciar positivamente.

Totalmente determinados à superação das nossas limitações, podemos imaginar que não ficaremos confinados em nosso carma repetidas vezes. Podemos até sonhar que na próxima reencarnação viremos melhores e no planeta de regeneração.


DE FELICIDADE PARA FELICIDADE


Podemos nos considerar felizes aqui neste mundo quando atingimos um estado confortável de equilíbrio, quando estamos confortáveis com nossa saúde física e psíquica, em paz consigo mesmo e com todos evitando enxergar as limitações do próximo. É ajudar o nosso próximo com alegria e responsabilidade.

A felicidade desse mundo também é boa quando aprendemos a nos amar nos aceitando do jeito que somos. Felicidade terrena existe em não esperar ela acontecer, é estar participando dessa grande festa que é a vida, esse presente divino que nos surpreende a cada dia com vários momentos diferentes, às vezes alegres e às vezes tristes. Por isso devemos aproveitá-la ao máximo e sempre agradecer a Deus todas as oportunidades, todas as experiências vivenciadas boas ou ruins pois nesse caso o saldo sempre será positivo, afinal mudando para melhor seremos mais felizes.

Podemos nos considerar felizes quando estamos com a consciência tranqüila. O que dá mais valor ao homem é um juízo sereno e uma firme capacidade de trabalho. Juízo sereno é sinônimo de pureza de consciência. Tendo esta em plenitude, não importa onde estivermos, estaremos sempre usufruindo a felicidade relativa de que somos merecedores.

Os amigos espirituais não nos cansam de ensinar que a nossa felicidade será do tamanho da felicidade que proporcionarmos ao nosso próximo. Esforcemo-nos, então, para distribuir bom ânimo aos nossos companheiros de jornada. Esta é uma boa fórmula para prepararmos um desencarne tranqüilo e, conseqüentemente, uma vida futura feliz.

Podemos nos considerar felizes quando as pessoas que você ama te admiram pelo que você é, quando ganhamos cada novo amigo, quando conquistamos o respeito das pessoas, quando sentimos a nossa força espiritual crescer, e aceitamos bem esse nosso mundo também pois, apesar das misérias mundiais, sabemos que para tudo há um propósito e nada é por acaso.

Podemos nos considerar felizes quando reconhecemos que temos um Pai Todo Poderoso lá em cima que tudo pode, mas que por respeito à nossa individualidade nos deu a liberdade de escolha, e ainda, por amor, nos deu o mapa da felicidade.