segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Prece para Ti Mesmo


 Deus!... Sou eu que Te falo! Eu me proponho a ler este livro, já sabendo que ele trata de assuntos altamente incômodos à minha personalidade. Pelo sumário e pelo título, nota-se o quanto temos de nos esforçar como médicos de nós mesmos, fazendo diariamente a nossa cirurgia mental, de modo que ela restabeleça o equilíbrio espiritual em nosso coração, juntamente com os sentimentos.

Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.

Quero confiar em Teu amor... Ajuda-me!

Quero sentir a Tua presença na minha vida...Ajuda-me!

Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno... Ajuda-me!

Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os defeitos alheios. Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.

Deus de eterna bondade! O Teu amor conforta-me o coração! Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais. Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu. Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bisturi da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio. Ajuda-me a ajudar!

Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de auto-educação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.

Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas idéias nos corações dos que me cercam e vivem comigo.

Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a auto-educação. E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportunidade. Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo. Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçando-se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.

Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.


 Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo.
(Autor Desconhecido)




 


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando Deus tira algo de seu alcance, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor.

Concentre-se nesta frase ... "A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá protegê-lo."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Tolerância e Respeito - Sérgio Biagi Gregório
http://www.ceismael.com.br/artigo/tolerancia-e-respeito.htm

SUMARIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Sobre a Tolerância: 4.1. Os Vícios e as Virtudes; 4.2. Formas Falsas e Formas Verdadeiras de Tolerância; 4.3. Tolerância é uma Virtude Difícil. 5. Sobre o Respeito: 5.1. O Respeito em Kant; 5.2. A Lei Áurea; 5.3. A Tolerância é Passiva e o Respeito Ativo. 6. Tolerância, Respeito e Espiritismo: 6.1. Lei de justiça, Amor e Caridade; 6.2. Cristo é o Ponto Chave da Tolerância; 6.3. O Respeito ao Próximo. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

Tolerar é bom, mas respeitar é melhor. Respeitar é bom, mas amar é melhor.

1. INTRODUÇÃO
O que significa a palavra tolerância? E respeito? Tratamos o próximo da mesma forma que gostaríamos de ser tratados? Somos severos para com os outros e indulgentes para conosco ou severos para conosco e indulgentes para com os outros? Que tipo de subsídios o Espiritismo nos oferece para uma melhor interpretação do tema?

2. CONCEITO
Tolerância – do latim tolerantia, do verbo tolerare que significa suportar. É uma atitude de respeito aos pontos de vista dos outros e de compreensão para com suas eventuais fraquezas. Esta palavra está ligada a outros termos afins: paz, ecumenismo, diferença, intersubjetividade, diálogo, alteridade, não violência etc.

Respeito – do latim respectus, de reespicere que significa olhar. Sentimento de consideração àquelas pessoas ou coisas dignas de nossa veneração e gratidão, como aos pais, aos mais velhos, às coisas sagradas, aos sentimentos alheios etc.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Em seu sentido estrito, a tolerância é o regime de liberdade concedido pelo governo de um país, onde já se tem uma forma de religião estabelecida, de praticar qualquer outra forma de religião, ou mesmo de não seguir nenhuma.

A completa liberdade religiosa é fato recente no mundo ocidental. Antes da Reforma, a Igreja católica aplicava todo o tipo de penalidades a quem quer que se desviasse da sua ortodoxia. A Reforma (1517) deu início à tolerância, mas não de forma absoluta, pois os próprios reformadores não toleravam as teses que combatiam. Os Protestantes quiseram não só submeter indivíduos, mas nações inteiras às suas opiniões. Com isso, vimos aparecer o movimento denominado "Contra-Reforma", encetado pela Igreja católica, dando origem à "guerra das religiões", de caráter político religioso. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

A intolerância religiosa foi, no processo histórico, a maior causadora das guerras entre nações. Nesse mister, o próprio catolicismo demorou muito a respeitar o pluralismo das diversas crenças. Foi somente no Concílio Vaticano II que deixou claro: 1.º) a tolerância religiosa não se baseia no falso princípio de que todas as religiões sejam verdadeiras, mas no princípio da liberdade de consciência; 2.º) esta não dispensa ninguém do dever fundamental de fidelidade à verdade, isto é, não significa que se pode mudar de religião como se muda de roupa, mas significa que a aceitação de uma fé é um ato soberanamente livre e espontâneo da consciência. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

O ser humano moderno não é um Robinson Crusoe, desterrado em uma ilha, cuja única atividade era a de pescar e de caçar para sua sobrevivência. O homem tem que viver em sociedade, pois já se disse que ele é um animal político e social. E quando começa a se associar, a entrar em contato com mentes que pensam de forma diferente da sua, a contradição aparece. E é justamente aí que surge o ensejo de praticar a tolerância, que nada mais é do que o respeito para com o pensamento alheio.


4. SOBRE A TOLERÂNCIA

4.1. OS VÍCIOS E AS VIRTUDES


A virtude é a potência de um ato. É a atualização do que já existe no âmago do ser. A virtude do abacateiro é produzir abacate. A virtude do santo é produzir santidade. Segundo Aristóteles, a virtude deve ficar no meio, ou seja, nem se exceder para cima e nem para baixo. O relacionamento entre vício e virtude coloca-nos frente à lei da utilidade marginal decrescente, a qual nos ensina que o excesso de uma coisa pode transformar-se no seu oposto. Assim sendo, o excesso de humildade pode transformar-se em orgulho e o excesso de orgulho pode transformar-se em humildade. Tomemos o exemplo de Paulo. Depois da perda e recuperação de sua visão, no deserto de Damasco, o orgulhoso combatente de Cristo tornou-se o seu mais humilde servidor.

4.2. FORMAS FALSAS E FORMAS VERDADEIRAS DE TOLERÂNCIA

Existem formas falsas e verdadeiras de tolerância. Um exemplo de forma falsa é a do ceticismo, aquela que aceita tudo, subestima todas as divergências doutrinais, porque parte do princípio de que é impossível aproximar-se da verdade. A verdadeira tolerância é humilde, mas convicta. Respeita as idéias e condutas dos demais, sem desprezá-las, mas também sem minimizar as diferenças, porque sabe que é a contradição que leva ao bem comum. Nesse sentido, a frase atribuída a Voltaire, "Não concordo com nada do que você diz, mas defenderei o seu direito de dizê-lo até o fim", é providencial para elucidar o respeito que devemos ter para com os nossos semelhantes, sejam de que condições forem.


4.3. TOLERÂNCIA É UMA VIRTUDE DIFÍCIL

O dilema dos limites da virtude da tolerância pode resumir-se em dois princípios: "Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti" e "Não deixes que te façam o que não farias a outrem". O comodismo que norteia os nossos passos é o grande obstáculo para o não cumprimento desta virtude. Quantas não são as vezes que dizemos sim a um convite quando, com razão, deveríamos ter dito não, por faltar-nos a coragem de dizer que aquilo não faz parte de nosso projeto de vida.

Em se tratando dos erros alheios, a dificuldade está em delimitar aceitação dos mesmos. Pergunta-se: até que ponto devemos suportar as injúrias e violências, os agravos e os desatinos de nosso próximo? Qual é o limite? Jesus ensina-nos que devemos perdoar não sete, mas sete vezes sete, isto é, indefinidamente. É para sempre? Contudo, há um limite em que a paciência deixa de ser considerada virtude. Qual é o limite? Ainda: "O hábito de tudo tolerar pode ser fonte de inúmeros erros e perigos".


5. SOBRE O RESPEITO

5.1. O RESPEITO EM KANT

Em Kant, o respeito é o único sentimento comparável com o dever moral. Não é um sentimento "patológico" que procede da sensibilidade – como todos os outros – ou seja, da parte passiva do nosso ser. Ele procede da vontade. Em sua Fundamentação da Metafísica dos Costumes, define-o como a consciência da imediata determinação da vontade pela lei, ou seja, como a apreensão subjetiva da lei. Embora tenha certas semelhanças com as inclinações naturais e o temor, distingue-se de ambos porque não resulta de uma impressão recebida, mas de um conceito de razão. (Dorozói, 1993)

5.2. A LEI ÁUREA

A lei áurea já existia antes de Jesus. Os gregos diziam: "Não façais ao próximo o que não desejeis receber dele"; os persas: "Fazei como quereis que vos faça"; os chineses: "O que não desejais para vós, não façais a outrem"; os egípcios: "Deixar passar aquele que fez aos outros o que desejava para si"; os hebreus: "O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo"; os romanos: "A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo".

Com Jesus, porém, a regra áurea solidificou-se plenamente, pois o mestre não só a ensinou como a exemplificou em plenitude de trabalho, abnegação e amor. (Xavier, 1973, cap. 41)

5.3. A TOLERÂNCIA É PASSIVA E O RESPEITO ATIVO

A palavra tolerância relaciona-se com o substantivo "respeito" e o verbo "suportar". Conseqüentemente, devemos não somente respeitar como também suportar Deus, o próximo e a nós mesmos. Suportar a nós mesmos deve vir em primeiro lugar, porque não há peso mais pesado do que o nosso próprio peso. Quantas não são as vezes que pensamos estar agradando aos outros e não percebemos o elevado grau de grosseria, hostilidade e autoritarismo que lhes causamos. Eles acabam nos aturando porque não têm outra saída. É o caso do relacionamento entre o funcionário e o seu chefe. Se não lhe obedecer, estará sujeito a perder o emprego.

A tolerância obriga-nos a respeitar a regra de ouro: "Não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem". Evitar fazer mal aos outros é uma atitude meramente passiva. O respeito, ao contrário, carrega uma polaridade ativa: "Amar ao próximo como a nós mesmos". De acordo com Aristóteles, enquanto o respeito constitui uma virtude que nunca pode pecar por excesso, porque quanto mais respeito se tem mais se ama, a tolerância é o exemplo de uma virtude que se obriga ao meio termo porque, em excesso, resulta em indiferença, e, em falta, traz o sabor da intolerância. (Marques, 2001)

6. TOLERÂNCIA, RESPEITO E ESPIRITISMO

6.1. LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

A Lei de Justiça, Amor e Caridade ajuda a compreender a tolerância. Segundo o entendimento desta lei, a justiça, que é cega e fria, deve ser complementada pelo amor e pela caridade, no sentido de o ser humano conviver pacificamente com o seu próximo. Observe alguém, sem recursos financeiros, jogado ao sofrimento, como conseqüência de atos menos felizes do passado. Há justiça divina, porque nada ocorre por acaso. Mas o amor e a caridade dos semelhantes podem mitigar a sua sede e a sua fome.

6.2. CRISTO É O PONTO CHAVE DA TOLERÂNCIA

A base da tolerância está calcada na figura de Cristo. Foi Ele que nos passou todos os ensinamentos de como amar ao próximo como a nós mesmos. Ele nos deu o exemplo, renunciando a si mesmo em favor da humanidade. Fê-lo, sem queixas e sem recriminações, aceitando sempre as determinações da vontade de Deus e não a sua. Em suas prédicas alertava-nos que deveríamos ser severos para conosco mesmos e indulgentes para com o próximo, e não o contrário.

6.3. O RESPEITO AO PRÓXIMO

Respeitar o próximo é não lhe ser indiferente. É procurar vê-lo no interior do seu ser. Diz-se que o sábio pode se colocar no lugar do ignorante, mas este não pode se colocar no lugar do sábio, porque lhe faltam condições para bem avaliar o que é sabedoria, conhecimento e evolução espiritual. Contudo, os amigos espirituais nos alertam que penetrar no âmago do próximo não é tarefa fácil. Podemos fazer algumas ilações, algumas tentativas, mas como pensar com a cabeça do outro?

Numa Casa Espírita, o respeito ao próximo deve ser praticado com cada colaborador. Respeitar aquele que escolheu se dedicar aos animais, aquele que escolheu se dedicar ao trabalho de assistência social, aquele que escolheu transmitir os ensinamentos doutrinários. Nesse mister, não há trabalho mais ou menos importante, porque todos concorrem para a divulgação dos princípios doutrinários do Espiritismo.

7. CONCLUSÃO

O Espiritismo, entendido como ciência, filosofia e religião, é o que mais subsídios nos dá para respeitar as crenças e os comportamentos do nosso próximo. Isto porque, "quanto mais o ser humano sabe, melhor compreende os comportamentos humanos, desarmando-se de idéias preconcebidas, da censura sistemática, dos prejuízos das raças, de castas, de crenças, de grupos".

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.
DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1993
GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.]
MARQUES, Ramiro. O Livro das Virtudes de Sempre: Ética para Professores. Portugal: Landy, 2001.
XAVIER, F. C. Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1973.
São Paulo, agosto de 2007

Amar Com Respeito


Aquilo que existe em mim e faz parte de mim... pode ser transformado... se eu quiser...

Aquilo que é do outro... só pode ser transformado por ele... e será compreendido e aceito por mim... dentro dos meus limites... se existir respeito...

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz... se houver liberdade...

Não posso afirmar: “ Aquilo que o outro fez ou disse me feriu...” Eu é que me feri com AQUILO que ele fez ou disse... tenho opções...

Eu sou dono das minhas emoções... sensações e sentimentos... Também... das minhas atitudes... pensamentos e palavras ! maravilha...

Não é coerente dizer que fiz algo para alguém... só porque alguém fez isso comigo primeiro... Se eu agisse assim... eu seria apenas resposta e eco... sem vida...

É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir... É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações... e se faço algo... sou o responsável por isso... tenho escolhas...

Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos... e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro... é meu direito...

Busco o AMOR em sua mais bela expressão... e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro... Amém...

Quero amar com liberdade ! Quero amar com plenitude !

Quero Amar antes de tudo... porque é bom...

com RESPEITO e LIBERDADE ! AMAR

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Reencarnação (conferência)
Por Blog de Espiritismo http://blog-espiritismo.blogspot.com/



Nesta última sexta-feira a palestra no Centro de Cultura Espírita, em Caldas da Rainha, abordou o tema da Reencarnação.

Uns acreditam, outros questionam ou duvidam, mas a verdade é que a reencarnação é sempre um tema apelativo. Tão apelativo que muitos cientistas pesquisaram esta área, e chegaram a conclusões de que muitos dos casos que pesquisaram evidenciam a reencarnação. Mas, não só pela via cientifica se pode comprovar, mas sim também pelas comunicações mediunicas em que os Espíritos dão determinados detalhes, que depois são pesquisados e se confirmam.

A reencarnação evidência outra coisa: a imortalidade da alma.

Todos temos uma vida, dado que fomos criados, simples e ignorantes por Deus, e continuaremos nossa caminhada, no aperfeiçoamento, até que um dia façamos parte do mundo onde habitam os Espíritos Puros. Para chegar até esse ponto, vamos tendo várias reencarnações, nascendo em novos corpos de carne, tendo novas etapas na vida, com novas famílias, novos trabalhos, novas oportunidades. Esta explica as diferenças entre os Homens, o porquê de nascerem com condições diferentes entre si, quer no intelecto, ou moral, ou económico, de saúde, etc...

Só assim percebemos o porquê dessas diferenças, pois que a Justiça Divina não desampara ninguém, e a todos dá as mesmas possibilidades.
A palestrante destacou que somos constituídos por Espírito, Perispírito, e ainda Corpo Físico.

É no perispírito que estão arquivadas todas as nossas lembranças vividas no pretérito, e assim todo o conhecimento vivido e adquirido, sem que, o percamos a cada nova existência. Assim, todas as nossas tendências actuais, todo o conhecimento, todas as provas por que passamos, fazem ligação com o passado, e assim se demonstra a importância do perispírito. Este é o corpo do Espírito, que o acompanha na sua caminhada, e com a evolução do espírito este fica mais etéreo, até chegar ao ponto se confundirem os dois.

Foram projectadas, na sala onde decorria a palestra, 7 perguntas, sobre reencarnação, que foram feitas ao Dr. Ricardo Di Bernardi, médico homeopata geral e pediatra, espírita, palestrante e autor de diversos livros.

- Qual o número de vezes que já reencarnamos? Dizem que são 7, é verdade?

(*)Di Bernardi salientou que a reencarnação varia de individuo para individuo, pois tem a ver com o esforço deste na sua caminhada nas diversas existências. Não existe, portanto, nº fixo de reencarnações.

- De quanto em quanto tempo o Espírito reencarna?

Não existe uma tabela que defina o espaço entre reencarnações.

Para os Espíritos mais primitivos a reencarnação dar-se-á de forma mais rápida, no que ao tempo diz respeito. Sabe-se que tudo tem a ver com as necessidades do Espírito, pelas provas e aprendizagem porque tem de passar.

- Quem é que escolhe o tipo de vida que vamos levar na Terra quando reencarnamos?

Quando se trata de um Espírito que se recusa reencarnar, ou que ainda não tem noção das provas por que tem de passar, são os Espíritos Superiores que o orientam, pois estes sabem quais as provas pelas quais terá de passar. Assim, podemos observar que muitas vezes o Espírito reencarna de forma compulsória e durante a sua vida terrena pode mostra-se, em muitas situações, de forma contrariada.

Quando o Espírito tem noção dos seus actos, ele mesmo escolhe o tipo de provas pelas quais pretende passar, pois sabe que estas são precisas ao seu adiantamento.

- O esquecimento das vidas passadas é necessário? e porquê?

Sim, porque nem tudo nos é permitido saber.

Todos já cometemos actos que se hoje fossem do nosso conhecimento decerto nos envergonharíamos de os ter cometido.

Assim Deus oculta-nos esse conhecimento, e só assim é possível convivermos no círculo familiar, pois que faríamos se soubéssemos que o nosso parente, ou amigo, foi o nosso algoz numa vida passada? De certo isso nos condicionaria o livre-arbítrio, bem como o colocar em prática o que Jesus nos ensinou: o Amor.

- Seria possível um ser humano renascer como animal?
Não. Isso seria retroceder na escala evolutiva.

"A reencarnação, como os Espíritos a ensinam, se funda, ao contrário, na marcha ascendente da Natureza e na progressão do homem, dentro da sua própria espécie (...)", em O Livro dos Espíritos.

- O que o Sr. acha que foi em vida passada?

Todos fomos menos evoluídos, quer no intelecto quer moralmente; todos fomos mais egoístas, mais intolerantes.

Allan Kardec perguntou aos Espíritos se podíamos saber o que fomos em vidas passadas, ao que estes responderam para vermos nossas tendências actuais. Assim, pela nossa forma de agir, pelos obstáculos que temos, pelas limitações, quer também pela fé, esperança que temos, podemos fazer um juízo sobre o que teríamos sido no pretérito.

- Em termos de reencarnação, como vocês espíritas vêem a posição da Terra no contexto do Universo?

Podemos observar a escala dos mundos que os Espíritos ditaram a Kardec. Estes apontam 5 grandes classes de mundos (Primitivos; Expiação e provas; Regeneração; Ditosos ou felizes; Puros). A Terra, encontra-se na categoria de Expiação e provas, onde o mal ainda se supera ao bem, e onde o Espírito tem de expiar sua conduta, pelos erros que cometeu. No entanto, no planeta Terra o Espírito também pode ter missões, que o engrandecem, e que lhe atestam a perseverância e evolução.


A reencarnação possibilita a evolução do Homem, pois a cada existência ele fica mais próximo de Deus. A reencarnação não é uma punição, mas antes uma oportunidade que Deus dá a todos, de forma a repararmos nossas faltas, aprender com elas, e caminharmos na evolução que nos está destinada.



(*) As respostas não são transcrições das respostas dadas pelo Dr. Ricardo Di Bernardi, mas sim um resumo entre o que ele respondeu e o que se debateu na presente palestra.