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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Filmes e documentarios, Espiritas e Espiritualistas

ACESSE

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Relação dos filmes:


 DOCUMENTÁRIOS:





Top 10: filmes mais marcantes sobre vida após a morte
Desde que o cinema brasileiro decidiu apostar em filmes sobre espiritualismo, descobriu um grande público interessado no tema. Mas não é de hoje que este assunto desperta a atenção, tanto na vida real quanto no mundo da ficção. 

É baseada em um livro do mais famoso médium brasileiro, Chico Xavier, o novo sucesso do cinema nacional este ano: Nosso Lar (2010), que retrata a trajetória de uma pessoa pelo mundo espiritual a partir do momento que desencarna. Conta a história de André Luiz (Renato Prieto) em sua passagem pelo purgatório, por uma “colônia espiritual” e pela cidade que dá nome ao longa, onde ele busca o sentido da “vida após a vida”. 

9. Minha Vida na Outra Vida
Minha Vida na Outra Vida (2000) é baseado em uma obra literária autobiográfica, que a autora Jenny Cockell afirma tratar-se de fatos reais. A personagem (Jane Seymour)começa a ter lembranças de sua vida anterior, quando era Mary, uma irlandesa que morreu na década de 30. Ao perceber que todas as suas visões são reais, vai em busca dos filhos que teve no passado. 

8. Um Olhar no Paraíso
Uma menina preocupada em zelar por sua família mesmo depois de morrer. Essa éSusie (Saoirse Ronan), a personagem principal de Um Olhar no Paraíso (2009), que é assassinada brutalmente aos 14 anos. Presa em um espaço entre o céu e o inferno, ela precisa lidar com um paradoxo de sentimentos: o desejo de vingança contra seu assassino e a vontade de ver sua família superar sua morte traumática. 

7. O Mistério da Libélula
Um filme que traz sutis sinais de uma pessoa que quer mostrar aos amados que permanecem na Terra que está bem. É assim O Mistério da Libélula (2002), no qual o médico Joe Darrow (Kevin Costner) fica viúvo e começa a perceber que sua mulher,Emily (Susana Thompson), quer se comunicar. Ela faz isso por meio de simbólicas libélulas e de seus antigos pacientes que, entre a vida e a morte, conseguem fazer contato com ela e podem ajudar o casal a resolver as pendências que não os deixam seguir em frente. 

6. A Casa dos Espíritos
A Casa dos Espíritos (1993) gira em torno das relações conflituosas da família deClara (Meryl Streep), que, com uma visão espiritualizada sobre a vida, tem sempre uma palavra reconfortante para levar equilíbrio àquele ambiente. Ela ainda tem a missão de usar o dom da mediunidade para ajudar o marido e a filha a resolverem suas desavenças. Baseado em romance de Isabel Allende. 

5. Cidade dos Anjos 
Anjos que, em vez de fantasiosas asas, usam roupas pretas e vagam pela Terra protegendo os humanos. Um deles, Seth (Nicolas Cage), se vê obrigado a lidar com sentimentos mundanos, como o amor que sente por Maggie (Meg Ryan), e passa a considerar a de voltar ao mundo mortal para viver ao lado dela. Esse é Cidade dos Anjos (1998) que, espiritualmente, deve ser visto mais como um filme no qual uma médica racional é tocada por um sinal divino e passa a acreditar que existe algo além da terra firme. 

4. Amor Além da Vida
Em Amor Além da Vida (1998), o céu não é um espaço necessariamente branco e cercado por nuvens, ao desencarnar cada um encontra o ambiente que mais lhe agrada. É, então, em um cenário que lembra os traços de uma pintura fresca para onde Chris Nielsen (Robin Williams) vai após sua morte. Tudo perfeito para ele, até ficar sabendo que sua mulher, Annie (Annabella Sciorra), não aguentou a dor de ficar sozinha e se matou. Como suicida, ela é enviada a um local obscuro, distante dele, e não será mais capaz de reconhecê-lo caso o encontre,o que não o impede de ir atrás de seu grande amor. 

3. Os Outros
Uma mãe vive em uma mansão isolada com seus dois filhos, enquanto espera que seu marido retorne da II Guerra Mundial. Como as crianças sofrem de uma doença rara de hipersensibilidade à luz solar, a família vive na quase completa escuridão. Apesar da rotina incomum e cercada de manias passam os dias tranquilos. Mas tudo começa a mudar em Os Outros (2001) quando Grace (Nicole Kidman) contrata novos empregados, que começam a quebrar suas regras e a levam a encarar um problema que acomete muitos espíritos. 

2. O Sexto Sentido

Abalado pelo trauma de ver um de seus pacientes se suicidar na sua frente, o psicólogo Malcolm Crowe (Bruce Willis) se dedica ao caso do menino Cole Sear (Haley Joel Osment) para tentar se redimir. Aos 8 anos, o pequeno médium é contatado por espíritos que pedem sua ajuda para resolver problemas terrenos que os impedem de evoluir. Mas como Cole não entende a intenção deles, torna-se uma criança aflita, amedrontada e com dificuldades de convivência. O médico o ajuda asuperar seus medos, mas também é auxiliado pelo garoto a entender parte de seus conflitos pessoais em O Sexto Sentido (1999). 

1. Ghost 

Ghost (1990) é um dos filmes mais bem sucedidos do gênero, pois a história de amor de Sam (Patrick Swayze) e Molly (Demi Moore) encanta quem é ou não adepto da doutrina espírita. A história começa com a morte de Sam, que não consegue ir para o outro plano porque ainda tem pendências na Terra, como proteger sua mulher de seu melhor amigo, que planejou sua morte. Para isso, conta com a ajuda da médium Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg), que precisa aprender a lidar com seu dom, ajudar Sam a entrar em contato com Molly e ainda participar do plano que planeja levar o criminoso para a cadeia. 

Fonte: Revista Veja
30/09/2010
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

DEPOIMENTO DA ATRIZ ANA ROSA SOBRE A DOR DA PERDA DE UMA FILHA




Depoimento da Atriz Ana Rosa
sobre a dor da perda de uma filha



Algumas vezes eu representei cenas de perdas de entes queridos em novelas. No dia 17 de novembro de 1995, no velório de minha filha Ana Luisa, nascida em São Paulo no dia 10 de dezembro de 1976, eu não queria acreditar que estivesse vivendo aquilo de verdade.
No dia seguinte, saí para comprar alguns presentes de Natal. Afinal, meus outros seis filhos ainda estavam ali e precisavam da mãe. Mas eu parecia um zumbi. Numa loja, me senti mal. Tontura, fraqueza, parecia que meu peito iria explodir, que eu não iria agüentar tanta dor. Pedi à vendedora que me deixasse sentar um pouco. Eu estava quase sufocando, as lágrimas queriam saltar de meus olhos. Mas eu não queria chorar. Queria esconder minha dor, fazer de conta que aquilo não havia acontecido comigo. Bebi água, respirei fundo e saí ainda zonza.

Eu sempre acreditei que iria terminar de criar minha filha, como todos os outros. Que iria vê-la formar-se em veterinária. Vê-la casada, com filhos. Achava que teria sempre a Aninha ao meu lado. Um dia, ela me contou que quando era pequena e eu saía pra trabalhar, ela sentia medo de que eu não voltasse. Por isso ficava sempre na porta de casa me olhando até eu sumir de sua vista. Por isso vivia grudada em mim.

Imagino que ela já pressentia ainda criança, que iríamos nos separar cedo. Só que foi ela a ir embora. Foi ela que saiu e não voltou mais. Foi ela que me deixou com a sua saudade. Para amenizar a falta, o vazio que ela deixou, eu ficava horas revendo os vídeos mais recentes com suas imagens. Nossas viagens, festas de aniversários, a formatura da irmã, seu jeitinho lindo tão meu conhecido de sentir vergonha.

Ela com o primeiro e único namorado. O gesto característico de arrumar os cabelos. A sua primeira apresentação de piano. Nesse vídeo então, eu ficava namorando suas mãos de dedos longos e finos. Até hoje eu me lembro de cada detalhe das mãos da Aninha. Assim como me lembro de cada detalhe de seus pés, do seu rosto...

Dali pra frente, o que mais me chocava e surpreendia era que todo o resto do mundo continuava igual. Como se nada tivesse acontecido: o sol nascia e se punha todos os dias, as pessoas andavam pelas ruas. O mesmo movimento, barulho. O mundo continuava a girar. Tudo, tudo igual. Só na minha casa, na minha família, dentro de mim, é que nada mais voltaria a ser como antes. Faltava minha filha, Ana Luisa!

Eu passava, quase diariamente, nos lugares comuns: o colégio Imaculada Conceição, em Botafogo. Cinema, lanchonete, restaurante, o metrô, onde tantas e tantas vezes viajamos juntas. A loja das comprinhas, o shopping, o parquinho, o clube onde fazia natação. A praia de Botafogo onde ela foi atropelada, o hospital Miguel Couto, onde passamos as horas mais angustiosas de nossas vidas.

O cemitério São João Batista, onde repousam seus restos mortais. Até hoje cada um desses lugares me lembra alguma coisa de minha filha. Até hoje guardo as lembranças de seus abraços, seus chamegos, o cheirinho da sua pele, o calor, seu carinho e aconchego. Ana vivia literalmente pendurada em mim. Já grandona, maior que eu, mas sempre como se fosse meu nenê pedindo colo.

Saudade. Saudade. Saudade, minha Aninha.

Não fosse a minha fé e a convicção de que a vida não termina com a morte, não fossem os outros filhos que ainda precisavam de mim, acho que teria pirado. Além da família, o trabalho, a terapia e o estudo da doutrina espírita me deram forças para superar a separação e a falta da Ana Luisa.

Sou e serei eternamente grata ao meu Pai do Céu, porque fui agraciada com muitos sinais de que a separação é apenas temporária. Alguns dias após sua passagem entrei em seu quartinho que ficou inundado pelo cheiro de rosas. Instintivamente fui olhar pela janela. Naturalmente o cheiro não vinha de fora. O perfume intenso era só ali dentro.

Um mês depois, no grupo que eu freqüentava no Centro Seara Fraterna, minha filha se manifestou. Ainda meio confusa pela mudança abrupta e repentina, mas já consciente de sua passagem. Naquela noite, o buraco no meu peito que parecia uma ferida sangrando, mudou de aspecto. Continuava a doer, mas a certeza de que minha filha continuava e continua viva em alguma outra dimensão me trouxe uma nova perspectiva. A de que eu poderia chorar pela sua ausência, nunca pelo seu fim.

Dalí pra frente, algumas vezes vi, em outras pressenti, sua essência ao meu lado. No decorrer desses doze anos, recebi, por acréscimo de misericórdia, um bom número de mensagens dela. Uma das últimas foi através de um médium reconhecido, que foi fazer uma palestra num evento que eu apresentava. Sem que eu esperasse ou solicitasse, ele disse que via uma jovem ao meu lado – me descreveu exatamente minha filha - e que ela me apontava para ele dizendo: é esta aqui, ó.

Esta é que é a minha mãe. Quando me sentei, ele disse que ela sentou-se no meu colo. Entre as várias coisas no recado que me mandou, encerrou dizendo que as violetas (enceno a peça “Violetas na janela” há 11 anos) que ela cultiva onde se encontra, não serão colocadas na janela, e sim, serão usadas para fazer um tapete de flores para eu pisar quando chegar lá.


Fonte: Luz da Existência - http://luzdaexistencia.blogspot.com.br