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sábado, 15 de fevereiro de 2014
MUDANÇA:POR QUE É TÃO DIFÍCIL MUDAR?
Este tema é muito apropriado para nossa época, uma vez que estamos vivenciando cada vez mais mudanças drásticas e rápidas em todas as relações: no país, entre países, na tecnologia, entre as pessoas, na forma de ver e viver o mundo, etc.
Vivemos rodeados de mudanças por todos os lados, o tempo todo e mesmo assim, ainda temos muito medo de mudar. Resistimos às mudanças bravamente.
Então vem a pergunta:
- Porque temos tanto medo de mudar, se as mudanças acontecem, em um determinado momento, queiramos ou não?
Vejamos: o medo por si só não é o responsável pela nossa resistência à mudança, o problema está na atitude paralisante diante do medo. Paralisamos quando, por algum motivo, algo novo, diferente, que não conhecemos nos tira de nossa zona de conforto, de nosso porto seguro e nos leva a um enfrentamento. Quanto mais importante for para nós aquilo que está sendo mudado, menos temos vontade de abrir mão dele. Esse é um comportamento normal e natural de todos nós, o problema está em continuar com ele por muito tempo.
A paralisia, a teimosia, a imobilidade nos traz limitação, nos deixa angustiados, presos ao medo de fracassar, de errar, de perder-se no caminho, de sofrer entre tantos outros. Ficamos parados à margem do caminho, focalizando nossos conflitos, dificuldades e problemas, deixando a vida girar em torno deles. Colocamos nossos dilemas como peças centrais e, quando essas forças conflitantes começam a nos ameaçar, sentimo-nos apavorados.Criamos mais obstáculos que nos impedem de avançar.
O resultado: o enfraquecimento e a perda de poder sobre a sua vida!
Ou seja, contnuar parado esperando que as coisas sejam as mesmas ou voltem a ser o que eram, faz com que você perca as rédeas do seu destino.
Ou seja, contnuar parado esperando que as coisas sejam as mesmas ou voltem a ser o que eram, faz com que você perca as rédeas do seu destino.
Do contrário, a mudança por sua vez, traz um desconforto momentâneo, desestruturante, intranqüiliza, mas ao mesmo tempo, nos faz evoluir, torna-nos mais criativos. A cada situação de mudança, oportuniza-se crescimento, aprendizado, possibilidade de validar ou não determinadas crenças e conceitos, de encontrar novos caminhos e soluções criativas.
É preciso lembrar que tudo no universo segue um ciclo: de nascimento, crescimento e morte. Isso quer dizer que tudo, de forma geral, segue este ciclo de renovação inerente da natureza. Deixar-se renovar é seguir o ciclo natural da vida, é abrir-se para o novo.
Assim, ao invés de resistir às mudanças, procure identificá-las com antecedência e beneficiar-se delas. Lembre-se, as coisas ignoradas geram mais medo do que as conhecidas!
O vídeo abaixo “Quem Mexeu no Meu Queijo”, de Spencer Johnsons, fala sobre as possibilidades de mudanças de maneira divertida e enfatiza a capacidade que temos, dentro de nós, para vencer tal desafio. Mostra-nos de que cada pessoa é responsável pelas suas escolhas, sucessos e insucessos.
Ele expressa esse dilema humano, através de uma parábola, onde dois ratinhos (Sniff e Scurry) e dois homenzinhos (Hen e Haw) vivem dentro de um labirinto e precisam enfrentar o seu medo para encontrar aquilo que mais almejam, no caso deles, o queijo. E para isso precisam sair de sua zona de conforto…
Vejamos qual personagem você mais se identifica:
1) Hem, que não aceita as mudanças, resistindo a elas, pensando que algo pior pode acontecer ou;
2) Haw, que adapta-se em tempo a nova realidade e acredita que as mudanças podem levar a algo melhor.
http://blog.soniaparucker.com.br/2009/08/mudanca-por-que-e-tao-dificil-mudar/
Por que é tão difícil adquirir bons hábitos e se livrar dos ruins?
- Orlando/UOL
Mudar os hábitos exige planejamento, disciplina, força de vontade e um tempo de adaptação
Acordar cedo, escovar os dentes, colocar o cinto de segurança no carro, dormir tarde, beber café. O nosso dia a dia está recheado de hábitos, do momento em que acordamos até voltarmos para a cama, e nem nos damos conta de quantas vezes fazemos todas essas coisas. É a "força do hábito", costuma-se dizer, e segundo psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), esses "são comportamentos há bastante tempo instalados e que são repetidos sistematicamente, até sem pensar". E mudá-los exige planejamento, disciplina e força de vontade.
Os hábitos são construídos a partir da recompensa que temos com a sua execução, como acionar o interruptor e a lâmpada se acender ou, se o desejo é ser bem recebido, sorrir para as pessoas, que irão, provavelmente, sorrir de volta. De tão arraigados, fica difícil mudar os que são considerados ruins, como procrastinar ou roer as unhas. Adquirir novos bons hábitos também é mais difícil do que costumamos achar, e um exemplo disso é a lista de resoluções a cada começo de ano. Traçar metas é fácil; colocar em prática, nem sempre.
A capacidade de dominar os hábitos é tão desafiadora que não param de surgir livros que prometem a receita para administrá-los. Um deles é o "Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes" (Editora Best Seller). Lançado nos Estados Unidos em 1990, a publicação teve uma edição revisada lançada em 2004 e está na lista de mais vendidos do site Amazon.
Neste ano, mais uma obra chegou às livrarias norte-americanas com proposta semelhante: o "Making Habits, Breaking Habits: Why We Do Things, Why We Don't and How to Make Any Change Stick" (em tradução livre, "Criando Hábitos, Perdendo Hábitos: Por Que Nós Fazemos Coisas, Por Que Não e Como Fazer Qualquer Mudança Durar"), escrito pelo psicólogo inglês Jeremy Dean e ainda sem previsão de lançamento no Brasil.
Para o autor, além da repetição automatizada, o hábito se caracteriza pela falta de emoção. Um exemplo é acordar cedo para quem costumava acordar tarde. Nos primeiros dias, é um drama, e o sono parece não ir embora ao longo do dia. Após algumas semanas e meses, o acordar torna-se automático. "Os hábitos têm importância para economizar energia", afirma o psicólogo Pereira. Ou seja, uma vez acostumado, o organismo passa de gastar menos energia para executar a ação repetitiva e a guarda para outras situações.
O tempo para que um hábito entre na rotina varia de acordo com o tipo de ação e, claro, de quem a executa. O psicólogo inglês cita, em seu livro, um estudo feito pela University College London em que 96 pessoas foram convidadas a escolher uma ação para se tornar hábito. A maioria escolheu algo relacionado à saúde, como comer uma fruta por dia ou caminhar 15 minutos à noite. Depois de quase três meses de estudo, os participantes indicaram se eles tinham ou não adquirido o novo hábito.
Os resultados mostraram que, em média, os participantes levaram 66 dias para atestar que a ação tinha se tornado hábito. Assim como os hábitos variavam, o tempo para adquiri-los, também. O participante que decidiu tomar um copo com água todo dia após o café da manhã conseguiu o hábito em 20 dias. Já quem preferiu inserir a fruta após o almoço levou o dobro do tempo.
Criando hábitos
Criar um novo hábito exige comprometimento. Para o psicólogo da PUC-SP, também são necessários motivação e, claro, repetição. Entre as dicas que o psicólogo Dean dá em seu livro, ele sugere começar anotando em um papel o hábito que você quer estabelecer; depois, escreva o que há de melhor no resultado do seu hábito; em seguida, os obstáculos que você deverá enfrentar. Por último, trace um plano específico, que é chamado pelo autor de "intenção de implementação".
O que ele quer dizer com a "intenção" é criar um plano, mas não o plano básico que todo mundo faz, como "neste ano, eu vou perder peso" ou "serei mais gentil com as pessoas", porque eles tendem a ser vagos. O autor orienta que, em vez de dizer que vai ficar em forma, escreva: "Se eu vou percorrer um trajeto curto, então eu devo ir a pé".
Se o objetivo é ter o hábito de ser mais gentil, estabeleça atitudes específicas, como: "Se eu vir um cadeirante tendo dificuldade para circular em uma calçada, então oferecerei ajuda". Para o autor, isso liga uma situação a uma resposta direta, uma ação. O segredo está na relação entre o "se" e o "então", em vez do simples "eu vou ajudar mais as pessoas" ou "eu vou ficar em forma".
http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/08/09/por-que-e-tao-dificil-adquirir-bons-habitos-e-se-livrar-dos-ruins.htm
http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/08/09/por-que-e-tao-dificil-adquirir-bons-habitos-e-se-livrar-dos-ruins.htm
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