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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Magoar-se é Adoecer

Mal dos maiores, a mágoa faculta o surgimento de morbos de ordem psíquica na condição orgânica de quem a agasalha.

Metaforicamente, poder-se-ia comparar a mágoa ao apodrecimento da madeira, a ferrugem do metal, apodrecimento e ferrugem que sempre têm efeito destruidor.

Costuma-se afirmar que a mágoa se instala quando o amor é ferido. Ora, quem ama nunca se fere com atitudes e procedimentos da pessoa amada. A expressão popularizada, portanto, mostra-se destituída de lógica, desde que entendamos o que seja o amor, o que significa o verbo amar.

A mágoa pode ser combatida de imediato, caso a criatura use o recurso da oração. É que também todo estado patológico, no seu início, oferece maior facilidade de ser debelado. Permitindo-se a sua continuidade, ela (a mágoa) se desdobra em várias modalidades, toma posse de compartimentos da emotividade, engendrando, em sua caminhada, pustulentas feridas de fundo moral, muitas vezes irreversíveis. A mágoa com livre curso atinge o caminho da aversão, transmudando-se depois para o campo do ódio, tornando-se aí enfermidade de largo período e de conseqüências imprevisíveis pela complexidade em que se enclausura.

Não somente quem cultiva a mágoa dela se ressente, mas os que estão dentro do círculo de sua atuação, geralmente familiares e amigos. Inimigos nem sempre, porque estes têm o revide pronto para desfechar sobre o magoado as suas queixas e seu mau humor.

A mágoa é um entulho que entope os caminhos por onde transita a esperança, a esta obstaculizando a execução da tarefa que lhe é específica: consolar.

Quem se magoa costuma cercar-se de argumentos muito bem urdidos, parecendo justificar quem tem o direito de não perdoar, de não esquecer, desta forma, ensejando a trajetória livre da causa da mágoa que, inegavelmente, é o orgulho.

Quantas e quantas desarmonias fisiológicas se originam na mágoa! Ela é uma geradora de cargas tóxicas de origem mental produzindo desequilíbrios no psiquismo, de cujas conseqüências só se pode esperar o pior, porque podem afetar os aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...

Joanna de Ângelis assevera que "O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Suas idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre." ("Florações Evangélicas", Editora G. Holman Ltda., pag. 91, psicografia de Divaldo Pereira Franco)

Segundo idéia freudiana, o EU seria o inconsciente, enquanto um membro de sua própria escola, Gustav Geley, afirmava que o inconsciente era o próprio espírito. Desde o feto a psicanálise vem encontrando manifestação do inconsciente, estabelecendo bases, desta forma, para que o psiquismo fetal seja uma realidade.

Fomos entrando por esse terreno meio escorregadio onde se localiza o inconsciente para demonstrar que é nele onde mais se fixa o espírito e suas vivências passadas. Onde ele está, também se encontram os desequilíbrios espirituais que conduzem o ser á mágoa, ao desequilíbrio, às distonias de patogêneses demasiadamente complexas.

Ela, a mágoa, não vem de fora, mas é exumada do interior da criatura, malgrado carregue toda a aparência de que vem de fora, que é trazida pelo semelhante.

O magoado traz toda uma história herdada de seu passado existencial, onde preponderou, com toda certeza, a exteriorização do orgulho e seus sequazes.

O espírito somente habita a Terra, mundo de provas e expiações, porque está enfermo moralmente, e ele somente deixará de reencarnar aqui quando estiver curado dessas enfermidades. A transformação que se apresta é antes moral que material, apesar do homem dirigir todos os seus esforços pela mudança e melhoramento do seu mundo físico que é perecível, esquecendo-se do seu aspecto imperecível - o espiritual.

A contumaz persistência da mágoa no indivíduo provoca, naturalmente, certos tipos de lesões cerebrais, as quais, não sendo combatidas a tempo, podem engendrar momentos de insanidade e de lucidez, numa verdadeira manifestação psicótica.

A mágoa deve ser trabalhada pelos pais tão logo a percebam em seus filhos, evitando assim o seu desenvolvimento. Isso poderá ser logrado, com certeza, caso procurem (os pais) fazer brotar e crescer a religiosidade do amor no interior de seus filhos.

As mágoas sejam quais forem as suas etiologias, marcam o eixo das neuroses; já o amor, o perdão, a humildade e a confiança em DEUS marcam a existência da alma sadia, lúcida, feliz...

Esse tipo de patologia da alma estiola a idéia e espalha suspeitas infundadas, isolando quem a cultiva, impossibilitando, inclusive, o auxílio que possa vir do exterior, geralmente de amigos e parentes.

Os agentes psíquicos inferiores, entre eles a mágoa, conspiram contra a serenidade. Os portadores da mágoa são merecedores, deste modo, da nossa compaixão e nunca da nossa indiferença, do nosso desprezo. Não esqueçamos: são enfermos espirituais.

Não há porque valorizar quem se magoa, dispensando-lhes atenções e preocupações, sendo necessário apenas que cultivemos pensamentos salutares, o que nos leva a pairar acima das viciações mentais agasalhadoras desses miasmas morbíficos que se alastram sobre a Terra, enquanto os seus habitantes se mantiverem afastados de DEUS e de quem ELE nos enviou como Guia e Modelo - JESUS.


ADÉSIO ALVES MACHADO em http://cienciafilosofiareligiao.blogspot.com/2011/08/magoar-se-e-adoecer.html

quinta-feira, 10 de março de 2011

Chico Xavier - Pinga Fogo 1 - MEDO DE AVIÃO

Na nossa casa de oração e trabalho, fiquei responsavel por facilitar o estudo do Livro da Codificação - O Céu e o Inferno. Quando tratamos do tema Morte, várias pessoas demonstraram muita severidade consigo mesmas, por "ainda terem medo da morte"...
Afirmaram que como espíritas não deveriam temer a morte....bom na hora lembrei dessa passagem  da entrevista do querido Chico no programa Pinga Fogo em 1971,que foi tao bem encenada no filme sobre o mesmo. Se ele, Chico, que convivia intensamente com a espiritualidade reagiu assim....não sejamos tão exigentes com nós mesmos. Lembremo-nos do Amor a si mesmo, que requer auto aceitação de nossas limitações e perseverança no Cristo e nos ensinamentos codificados por Kardec.
Bella