sexta-feira, 6 de maio de 2011

HOSPITAIS ESPIRITAS

São Paulo
Marília – SP
Hospital Espírita de Marília
R:DR. Joaquim de Abreu Sampaio Vidal, 470
Fone: (14) 433-1055
Fax: (14) 433-1058
Psiquiatria Dinânica - Comunidade Terapêutica

Amparo – SP
Sanatório Ismael (Fazenda Palmeiras)
R. Quintino bocaiúva, 505 – Centro – CEP 13900-000
Fone: (19) 3807.3866 e 3807.6466
Araras – SP
Sanatório Espírita Luis Sayão

Av. Padre Alarico, 1253 – CEP 13601-900
Fone: (19) 541.3211
Araraquara – SP
Hospital Psiquiátrico Cairbar Schutel

Av. Cairbar Schutel, 454 – Jd. Arco Íris – CEP 14808-362
Fone: (16) 222.4466
Itapira – SP
Hospital Espírita Américo Bairral

R. Dr. Hortêncio Pereira da Silva, 313 – CEP 13970-905
Fone: (19) 3863.9400 –
E-mail: bairral@bairral.com.br e site: HEAB
Catanduva – SP
Hospital Espírita Mahatma Ghandi

Rua Duartina, 1311 – Vila Souza – CEP 15810-150
Fone: (17) 522.7211
Penápolis – SP
Hospital Espírita “Discípulo de Jesus”

R. Dr. Ramalho Franco, 1039 – CEP 16300-000
Fone: (18) 652.0033
Presidente Prudente – SP
Hospital Espírita Bezerra de Menezes

Estrada Bezerra de Menezes, km 1 –
Umuarama - Caixa postal 180 – CEP 19053-680
Fone: (18) 222.2111
São Bernardo do Campo – SP
Comunidade Terapêutica bezerra de Menezes

Rua Batuira, 400 – Bairro Assunção – CEP 09861-550
Fone: (11) 4109.6422 – Fax: 4109.7290
Unidade Paulínia
Rua Um, 300/388 – Parque Represa – CEP 13140-000
Fone: (19) 874.4916
São Paulo – SP
Av. Nova Cantareira, 3050 – Bairro Tucruvi – CEP 02340-000
Fone: (11) 203.5773
Cidade de Caieiras – SP
Hospital Espírita Fabiano de Cristo

Rua Canário 500 – Bairro Portal de Laranjeiras
Fones (11) 4441 8076 Fundado em 17/10/1992
CNPJ 69.127.678/0001-36
Entidade Pública Municipal –Dec 4555 27/11/2000 Caieiras-SP

Atendimento de retaguarda aos portadores de câncer.
Aberto diariamente das 8:00 às 18:00
Atendimentos: Serviço Social, Atendimento Médico,Fisioterapia, Psicologia Terapia de Apoio e Ocupacional e ainda uma Farmácia Comunitária p/ doações de medicamentos

Outros Estados
Belo Horizonte – MG
Hospital Psiquiátrico Espírita “André Luís”

Rua Úrsula Paulino, 7 – Bairro Salgado Filho – CEP 30570-000
Fone (31) 3374.2323
Ituiutaba – MG
Hospital Espírita José Dias Machado

Rua Dezesseis, 102 – CEP 38300-070
Fone: (34) 3261.5111
Curitiba – PR
Hospital Psiquiátrico Espírita Bom Retiro

Rua Nilo Peçanha, 1552 – Bom Retiro – CEP 80520-000
Fone: (41) 352.3011 (ligado à Federação Espírita do Paraná – (41) 223.6174)
Porto Alegre – RS
Hospital Espírita de Porto Alegre

Praça Simões Lopes Neto, 157 – B. Teresópolis – CEP 91720-440
Fone: (51) 334.3583
Anápolis – GO
Sanatório Espírita de Anápolis

Rua Allan Kardec, 39 – Santa Isabel – CEP 75083-560
Fone: (62) 318.1400 – 318.1433
Goiânia – GO
Hospital Espírita Eurípedes Barsanulfo

Via Ana Luzia de Jesus, s/n – Setor Rio Formoso – CEP 74370-030
Fone: (62) 289.1800

Outras Instituições
Batatais – SP
Associação Batatense Comunidade Terapêutica

Av. Gen. Osório, 96 – Caixa Postal 9 – CEP 14300-000
Fone: (19) 761.2215 e 761.3377
Campinas – SP
Fazendas Unidas – Unidade de recuperação de Alcoolismo e Drogas

R. Francisco Andreo Aledo, 22 – CEP 13085-720
Fone: (19) 289.1016
Campinas – SP
Associação de Recuperação “A Caminho da Luz” (instituição espírita)

Rua Santo Antonio Claret, 352 – CEP 13073-450
Fone: (19) 242.0308 / 242.2274
São Paulo – SP
Instituto Fraternal de Laborterapia (instituição espírita)

Rua Santo Amaro, 224 – Bela Vista – CEP 01315-000
Fone (011) 3104.6707
São Paulo – SP
Grupo Interdisciplinar de Estudo de Alcoolismo e Farmacodependência – Hospital das Clínicas

Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, s/n – CEP 05403-010
Fone: (11) 3064.4973
São Paulo – SP
Associação Anti-alcoólica do estado de São Paulo

Viaduto Dona Paulina, s/n – Centro – CEP 01501-020
Fone: (11) 3106.0694
São Paulo – SP
Grupo Noel – Setor Alcoolismo (instituição espírita)

Av. Domingos de Moraes, 1905 – Vila Mariana – CEP 04009-003
Fone: (11) 571.1014
Araxa - MG
Sociedade de Promoção Humana

Av. Washington Barcelos, 52 Santa Rita -CEP 38181-292
Fone: (034) 3662.1180
Ipatinga - MG
Fazenda Água Viva

Rua Salmão, s/n - Forquilha - CEP 35164-009
Fone (031) 3827.1500
João Monlevade – MG
Comunidade Terapêutica Bom Samaritano

Av. Getúlio Vargas, 4232 – Centro – CEP35930-000
Fone: (31) 3851.3544
Santa Helena de Goiás – GO
Associação Nova Esperança

Rua Sebastião Ferreira de Souza, 714 – CEP 75920-000
Fone: (62) 614.1472
Salvador – BA
Espaço Viver Terapêutico

Av. Otávio Mangabeira, 1683 – Sala 206 – Pituba – CEP 41830-180
Fone: (71) 345.6084
Palotina – PR
Centro de Apoio a Toxicômanos e Alcoólatras

Rua 21 de abril, 971 – Caixa postal 107 – CEP 85950-000
Fone: (44) 649.4176
Porto Alegre – RS
Comunidade Terapêutica da cruz Vermelha Brasileira

Rua Independência, 993 – CEP 90035-076
Fone: (51) 221.5140
Aquidauana – MS
Grupo Martins Pescador

Praça Imaculada Conceição, 206
Caixa postal 86 – CEP 79200-000
Fone (67) 241.2789

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A lei de talião

 EM http://licoesdosespiritos.blogspot.com/2011/01/lei-de-taliao.html#ixzz1LVsFUzlg

A expressão “lei de talião” advém do latim lex talionis, onde lex significa lei e talis significa tal, ou igual. É o estabelecimento da proporcionalidade da pena no mesmo grau percebido da ofensa. Suas primeiras referências históricas constam das leis 196, 197 e 200 do Código de Hamurabi (por volta de 1780 a.C.). Na Torá ou Lei de Moisés (estima-se ter sido escrita pelo profeta no século 13 a.C.), esta lei é expressa em trechos como Êxodo 21:23-25; Levítico 24:20 e Deuteronômio 19:21.

A lei de talião é conhecida pelas expressões “olho por olho, dente por dente”; “pagar na mesma moeda”; “aqui se faz, aqui se paga”, entre outras. Tal pena é frequentemente indicada para referir uma punição cruel. Porém, em nosso mundo íntimo, se não contivermos e modificarmos nossos instintos inferiores, podemos nos perceber acalentando essa ideia, se não pensamentos ainda piores.

Ao recebermos uma ofensa, podemos superá-la com o pensamento caridoso de que o ofensor é uma pessoa necessitada de esclarecimento e ajuda. Em vez disso, podemos desejar ofender na mesma proporção de ofensa por nós percebida, seguindo os preceitos de quase 3800 anos da lei de talião. E, pior, podemos desejar atos muito piores e desproporcionais. Veem-se, no quotidiano, brigas com lesões graves, originadas de acidentes leves de trânsito, onde tinham ocorrido apenas danos materiais. Meras divergências de opiniões ou interesses ainda geram de agressões a guerras, em pleno século 21 d.C. Notemos a gravidade da situação: tais atitudes nos situam moralmente na Antiguidade da História; eram ações apenas tidas como razoáveis há mais de quatro mil anos! Não podemos permanecer tão atrasados em questões morais — e é o fazemos quando afirmamos, orgulhosamente, que “não levamos ofensa para casa”, ou que “bateu, levou”.



Uma interpretação literal do Evangelho parece endossar a aplicação, por nós, da lei de talião. A Doutrina Espírita, buscando a essência moral dos ensinos de Jesus, alerta para erros como esse. À questão 764 de “O Livro dos Espíritos”, encontramos:


“Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada perecerá. Estas palavras não consagram a pena de talião e, assim, a morte dada ao assassino não constitui uma aplicação dessa pena?

‘Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo em que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá a achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer. Este o sentido das palavras de Jesus. Mas, não vos disse ele também: Perdoai aos vossos inimigos? E não vos ensinou a pedir a Deus que vos perdoe as ofensas como houverdes vós mesmos perdoado, isto é, na mesma proporção em que houverdes perdoado, compreendei-o bem?’” [1]

Ou seja: se prejudicamos a alguém e perseverarmos nesse erro, sem darmos ouvidos à nossa consciência, acabaremos tendo de enfrentar erro similar imposto a nós, a fim de despertarmos. Contudo, não é esse o único caminho: se nos melhorarmos e trabalharmos por nosso aperfeiçoamento moral, pelo bem de nosso semelhante e de nosso planeta, não nos será necessária a pena de talião.

Deus, o Criador de tudo e de todos, é infinitamente justo e bom, e criou leis morais também perfeitas, como a Lei de Destruição, que não passa de uma transformação para melhor, como lemos à questão 728 de “O Livro dos Espíritos”.

Jesus propôs uma forma mais madura de buscar entender Deus. Na obra “A Gênese”, Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, esclarece:

“A parte mais importante da revelação do Cristo, no sentido de fonte primária, de pedra angular de toda a sua doutrina é o ponto de vista inteiramente novo sob que considera ele a Divindade.

(...)
Já não é o Deus que faz da vingança uma virtude e ordena se retribua olho por olho, dente por dente; mas, o Deus de misericórdia, que diz: ‘Perdoai as ofensas, se quereis ser perdoados; fazei o bem em troca do mal; não façais o que não quereis vos façam.’” [2]


Somos, diariamente, convidados a destruir o ser humano da Antiguidade que ainda possa viver em nós, permitindo nascer um Espírito renovado, focado no bem da Humanidade, de forma coerente com a Lei de Amor enunciada por Jesus. Foi Ele quem apresentou a evolução da Lei de Moisés em tantos pontos, como o em foco:



“Tendes ouvido que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.

Eu, porém, vos digo: Não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te dá na face direita, volta-lhe também a outra;

(...)

Tendes ouvido que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo.

Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem,

para que vos torneis filhos de vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos.” (Mateus 05:38-45)

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, assim comenta a passagem evangélica acima:

“Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente. (...)

Levado o ensino às suas últimas consequências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio às agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino. Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. É, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.” [3]

A Codificação Espírita existe, também, para nos fazer aprender com exemplos de êxito na transformação moral, bem como os relatos menos felizes e que nos alertam acerca de caminhos a evitar. O livro “O Céu e o Inferno”, em sua segunda parte, intitulada “Exemplos”, traz relatos que muito ilustram, de forma prática, os preceitos da Doutrina dos Espíritos. Vejamos o caso da mendiga Julienne-Marie, relatado nessa obra:

“Evocado a 10 de junho de 1864, na Sociedade de Paris, o Espírito Julienne ditou a mensagem seguinte:

‘Caro presidente: obrigada por quererdes admitir-me ao vosso centro. Previstes, sob o ponto de vista social, a superioridade das minhas antecedentes encarnações, pois, se voltei à Terra com a prova da pobreza, foi para punir-me do vão orgulho com o qual repelia os pobres, os miseráveis. Assim, passei pela pena de talião, fazendo-me a mais horrenda mendiga deste país; mas, ainda assim, como que para certificar-me da bondade de Deus, nem por todos fui repelida: e esse era todo o meu temor. Também foi sem queixumes que suportei a provação, pressentindo uma vida melhor, da qual não mais tornaria ao mundo do exílio e da calamidade. Que ventura a desse dia em que a nossa alma rejuvenescida pode franquear a vida espiritual para aí rever os seres amados! Sim, porque também amei e considero-me feliz pelo encontro dos que me precederam.

(...)

Agradecei ao Senhor o permitir que os bons Espíritos vos orientem, a fim de animardes o pobre nas suas mágoas, e deterdes o rico em seu orgulho. Capacitai-vos de quanto é vergonhosa a repulsa para com os infelizes, servindo-vos o meu exemplo, a fim de evitardes o retorno à Terra, em expiação de faltas (...)’” [4]

Notemos um aspecto crucial da atitude de Julienne, que foi o enfrentamento, sem revolta, das dificuldades. Entendendo toda prova ou expiação como lições a aprender, e efetivamente buscando tal aprendizado, evoluímos moralmente, amadurecemos espiritualmente. Resignação, com trabalho em prol de nosso aperfeiçoamento, nada tem a ver com conformismo inerte e improdutivo.

Importante termos em mente que nem toda situação dificultosa pela qual passemos significa a aplicação da lei de talião. Nem tudo que sofremos é decorrente de erros de vidas passadas. Pensar assim reforçaria sentimentos de culpa e/ou de autocomiseração, e ambos não levam a progresso nenhum. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, encontramos preciosas orientações a esse respeito:

“As tribulações podem ser impostas a Espíritos endurecidos, ou extremamente ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa. Os Espíritos penitentes, porém, desejosos de reparar o mal que hajam feito e de proceder melhor, esses as escolhem livremente.

Tal o caso de um que, havendo desempenhado mal sua tarefa, pede lha deixem recomeçar, para não perder o fruto de seu trabalho. As tribulações, portanto, são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que recebe nelas o merecido castigo, e provas com relação ao futuro, que elas preparam. Rendamos graças a Deus, que, em sua bondade, faculta ao homem reparar seus erros e não o condena irrevogavelmente por uma primeira falta.

Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação.” [5]

Examinemos nosso proceder diário, e veremos que poderíamos evitar muitos dissabores se agíssemos melhor para com nosso semelhante. Muito do que se pode pensar ser a pena de talião por vidas passadas, na realidade, são consequências de atos muito recentes:
“Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!” [6]

Ao líder pacifista Mohandas Karamchand Gandhi é atribuída a frase: “olho por olho torna o mundo inteiro cego”. Perdoar e superar erros, tanto nossos como alheios, não é mero discurso bonito, mas uma necessidade urgente para nossa própria evolução. Não vivamos remoendo erros do passado: só temos um tempo para nos melhorar — e esse tempo é agora.





Leia também, neste blog, as postagens “O amor cobre uma multidão de pecados”, “Expiação, Prova e Missão”, “O Bem e o Mal”, “Vigiai e Orai”, “Inteligência e Instinto” e “Considerações sobre a pluralidade das existências”.



Bons estudos!

Carla e Hendrio

Referências:

[1] KARDEC, Allan. “O Livro dos Espíritos”. 66ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987. Questão 764.

[2] KARDEC, Allan. “A Gênese”. 34.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991. Capítulo I, item 23.

[3] KARDEC, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 97.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987. Capítulo XII (“Amai os vossos inimigos”), item 8.

[4] KARDEC, Allan. “O Céu e o Inferno”. 37.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991. Segunda parte, Capítulo VIII.

[5] KARDEC, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 97.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987. Capítulo V, itens 8 a 9.

[6] Ibidem, item 4.

"O amor cobre uma multidão de pecados."

EM http://licoesdosespiritos.blogspot.com/2009/07/o-amor-cobre-uma-multidao-de-pecados.html

Conforme a primeira epístola de Pedro (I Pedro, 4:8), “o Amor cobre uma multidão de pecados”, podemos resgatar, através da prática do Bem, o mal praticado em outras instâncias.
No Capítulo VI de “O Céu e o Inferno”, o Codificador discorre sobre a não existência de penas eternas. Não há um determinismo inflexível no planejamento reencarnatório. O objetivo do Criador é que cumpramos com sabedoria a sua Lei.

Jesus, em Mateus 9:13, corrobora a citação de Oséias 6:6, quando diz: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento” (leia, também, a respeito dessas duas citações bíblicas, a postagem "Reconciliação", neste blog).

Na Obra “Ação e Reação”*, o companheiro de estudos de André Luiz, Hilário, ao interpelar sobre se há um determinismo de ordem absoluta, recebe o esclarecimento do instrutor Sânzio: “Sim, nas esferas primárias da evolução, o determinismo pode ser considerado irresistível. E o mineral obedecendo a leis invariáveis de coesão e o vegetal respondendo, fiel, aos princípios organogênicos, mas, na consciência humana, a razão e a vontade, o conhecimento e o discernimento entram em função nas forças do destino, conferindo ao Espírito as responsabilidades naturais que deve possuir sobre si mesmo. Por isso, embora nos reconheçamos subordinados aos efeitos de nossas próprias ações, não podemos ignorar que o comportamento de cada um de nós, dentro desse determinismo relativo, decorrente de nossa própria conduta, pode significar liberação abreviada ou cativeiro maior, agravo ou melhoria em nossa condição de almas endividadas perante a Lei.” André Luiz questiona se isso se aplica mesmo às piores posições expiatórias, e recebe a orientação: “Como não? – falou o Ministro, generoso – imaginemos um delinqüente monstruoso, segregado na penitenciária. Acusado de vários crimes, permanece privado de toda e qualquer liberdade na enxovia comum. Ainda assim, na hipótese de aproveitar o tempo no cárcere, para servir espontaneamente à ordem e ao bem-estar das autoridades e dos companheiros, acatando com humildade e respeito as disposições da lei que o corrige, atitude essa que resulta de seu livre arbítrio para ajudar ou desajudar a si mesmo, a breve tempo esse prisioneiro começa por atrair a simpatia daqueles que o cercam, avançando com segurança para a recuperação de si mesmo.”

O esquema abaixo demonstra como uma resolução de melhoria pode afetar um planejamento encarnatório.

Um exemplo prático é retratado pelo Espírito Hilário Silva, no capítulo 20 do livro "A Vida Escreve"**, no qual descreve o fato de Saturnino Pereira que, ao perder o dedo junto à máquina de que era condutor, se fizera centro das atenções: como Saturnino, sendo espírita e benévolo para com todas as pessoas, pôde perder o dedo? Parecia um fato que ia de encontro com a Justiça Divina. Contudo, à noite, em reunião íntima no Centro Espírita que freqüentava, o orientador espiritual revelou-lhe que numa encarnação passada havia triturado o braço do seu escravo num engenho rústico. O orientador espiritual assim lhe falou: "Por muito tempo, no Plano Espiritual, você andou perturbado, contemplando mentalmente o caldo de cana enrubescido pelo sangue da vítima, cujos gritos lhe ecoavam no coração. Por muito tempo, por muito tempo... E você implorou existência humilde em que viesse a perder no trabalho o braço mais útil. Mas, você, Saturnino, desde a primeira mocidade, ao conhecer a Doutrina Espírita, tem os pés no caminho do bem aos outros. Você tem trabalhado, esmerando-se no dever... Regozije-se, meu amigo! Você está pagando, em amor, seu empenho à justiça..."

Veja também, neste blog, em relação ao tema, as postagens “Pecado — Hamartia — Peccatu”, “A lei de talião”, “Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”, “Tranquilidade no Retorno à Pátria Espiritual” e “Considerações sobre o aborto induzido”.

Bons estudos!

Carla e Hendrio

* XAVIER, Francisco Cândido. “Ação e Reação”. 19ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1998. Cap. 7.

** XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. “A Vida Escreve”. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1986.

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