sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A TODOS DESEJO UM LAÇO NO FINAL DE SEMANA!


Do poeta e escritor gaúcho Mário Quintana, encontramos uma preciosidade que fala sobre algo muito simples: um laço.
Escreveu ele: Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita... Dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah, então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
* * *
Tem toda razão o poeta em sua analogia. Amor e amizade são sentimentos altruístas.
Quem ama somente deseja o bem do ser amado. Por isso, não interfere em suas escolhas, em seus desejos.
Sugere, opina, mas deixa livre o outro para a tomada das próprias decisões.
Quem ama auxilia o amado a atingir seus objetivos. Nunca cobra o ofertado, nem exige nada em troca.
Quem ama não aprisiona o amado, não o algema ao seu lado. Ama e deixa o amado livre para estender suas asas.
Assim crescem os dois, pois há espaços para ambos conquistarem.
Na amizade, não se faz diferente o panorama. O verdadeiro amigo não deseja que o outro pense como ele próprio pois reconhece que os pensamentos são criações originais de cada um.
Entende que o amigo é uma bênção que lhe cabe cultivar e o auxilia a realizar a sua felicidade sem cogitar da sua própria.
Sente-se feliz com o bem daquele a quem devota amizade. Entende que cada criatura humana é um ser inteligente em transformação e que, por vezes, poderão ocorrer mudanças na forma de pensar, de agir do outro.
Mudanças que nem sempre estarão na mesma direção das suas próprias escolhas.
O amigo enxerga defeitos no coração do outro, mas sabe amá-lo e entendê-lo mesmo assim.
E, se ventos diversos se apresentam, criando distâncias entre ambos, jamais buscará desacreditar ou desmoralizar aquele amigo.
Tudo isso, porque a ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Um laço que ata... Um laço que se desata..
Aqueles a quem oferecemos o coração, poderão se distanciar, buscar outros caminhos, atravessar outras fronteiras.
Eles têm o direito de assim proceder, se o desejarem. De nossa parte, lembremos da leveza do laço e cuidemos para que não se transforme em nó, que prende e retém.

Redação do Momento Espírita, com base em versos do poeta Mário Quintana e no cap. 12, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.Em 02.02.2011.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A ESPADA E A FAMÍLIA

Por TADEU  em http://espiritismoparatodos.blogspot.com/2011/02/espada-e-familia.html#comments

Espíritas, atenção! Concientes de nosso trabalho e de nossa responsabilidade em todos os locais onde frequentamos e com quem convivemos, precisamos triplicar esse trabalho e essa responsabilidade quando se trata de nossa família, os próximos mais próximos na nossa vida atual. É em nossa casa e com nossa família que devemos vivenciar e exemplificar a mensagem que comumente pregamos. E isso, justamente por ser na família que ocorrem as relações mais densas e mais tensas da nossa existência.

Em nossa casa, principalmente, a frase "Amai-vos uns aos outros" deve ser aplicada em todo seu sentido e significado, pois é onde se encontra os nossos credores de nossas vidas passadas e com quem devemos aprender a conviver, a tolerar, a ter paciência e, acima de tudo, a amar.

A família é composta em sua maior parte por credores e devedores, e não nos é dado saber, para o nosso bem, quem é quem, o que fizemos e o que nos fizeram. Sendo assim, o melhor caminho, o mais ameno e com menos dor é agir com amor e compreensão com todos, sem exceção.

O Espiritismo, retirando a venda de nossos olhos (o que nenhuma religião até então havia feito), leva-nos a ter como principal função procurar entender e compreender o que se passa a nossa volta para podermos caminhar de forma segura, sem tantos tropeços e dissabores.

Na família, muitas vezes é grande a diversidade de crenças e de opiniões, e esse é um dos motivos que faz haver tanta incompreensão e tantos desentendimentos. Por isso, tendo o espiritismo como base, e, antes de qualquer vínculo religioso, tendo a caridade e o amor como lema, precisamos evitar grandes polêmicas e desentendimentos, fazendo o possível para que, no reduto do nosso lar, haja paz e harmonia sempre. Tudo esta de acordo com os desígnios de Deus, e cada coisa tem seu tempo exato, por isso precisamos ter paciência, ter mais compreensão e saber que cada um tem a sua verdade.

E, além do mais, cada um de nós é único, singular, com o próprio lívre-arbítrio, o qual deve sempre ser respeitado. Vamos aceitar os outros como são para também podermos ser aceitos.

Não podemos nos esquecer da influência grande que sofremos dos desencarnados, muitas vezes sem muita evolução e que também são nossos credores e que tentam a todo o custo nos prejudicar.

Sabemos que muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos, sendo esse um dos motivos que faz até quem se acha um bom espírita cair e até mesmo sentir-se sem chão. Para erguer uma boa casa, é preciso ter uma boa base, e essa base é a família. Não adianta você trabalhar num centro espírita, achar-se um médium muito bom, e, contrapartida, ser visto como intolerante e incompreensivo dentro de seu próprio lar.

Por isso, vamos estar atentos e em alerta, procurando auxiliar e orientar a quem precisa, mantendo a calma, a paciência e a compreensão com todos, sejam ou não sejam nossos familiares. Respeitemos pais, irmãos, filhos, marido ou esposa, olhemos com amor e carinho a tudo e a todos. Olhemos o próximo como se fosse o ultimo olhar de nossa vida.


 

 

O Retorno de Chico Xavier

O Retorno do Apóstolo Chico Xavier
 por http://www.garanhunsespirita.com.br
 
Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas.

Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.

Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.

Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.

Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis. Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.

Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências. Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.

Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade.

Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.

Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido.

Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas.

As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.

A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade.

Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém.

Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.

Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa.

Por isso mesmo, o seu foi mediumato incomparável...

E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe:
– Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.
JOANNA DE ÂNGELIS
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

Texto extraido do Reformador - Agosto/2002 Especial - FEB - arquivo em PDF

RETRATO DE EMANUEL

 RETRATO DE EMANUEL
por http://eticaespirita.blogspot.com/

 Este é o retrato mediúnico do espírito Emmanuel, obra do pintor mineiro DELPINO FILHO: encontrava-se originalmente no Centro Espírita Gonzaga, em sua segunda sede construída exatamente aonde era a residência da família Xavier na época da Venerável Maria João de Deus, mãe de Chico Xaviver.


Comentário na Postagem

Foi com muita alegria que encontrei " O autêntico retrato de Emmanuel" reproduzido e sendo citado a autoria,pelo pintor mineiro Alberto André Delpino Filho.

Interessante:
Contou-nos o Delpino que,estando em Pedro Leopoldo, foi convidado por Chico Xavier,para que estivesse presente à reunião e lá pintasse o Retrato de Emmanuel. Delpino,levou na brincadeira e foi para o hotel onde esta hospedado.

Enquanto corria a reunião,Delpino ficou inquieto e sem poder se conter pintou este retrato.

Encerrada a reunião pública,Chico foi direto para o quarto de Delpino e ainda o viu dando os últimos retoques sob a aprovação do Médium, satisfeito e amorosamente vitorioso.

Delpino Filho é pai de Alberto André Delpino Neto - delpinoneto@gmail.com e de Leonardo André Reis Delpino.
tattooshow@gmail.com

Sou mãe deles e agradeço toda e qualquer informação sobre a obra original,assim como,se é pintado à óleo ou a pastel,o tamanho e a data correta, e se possível a descrição de como esta obra veio pertencer ao Centro Espírita Gonzaga - 

De coração agradeço a publicação e o possível retorno

Paz & Bem!
AdeirReis