quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Senhores e caros irmãos espíritas,

Não sois mais principiantes em Espiritismo. Assim, hoje deixarei de lado os detalhes práticos sobre os quais, devo reconhecer, estais suficientemente esclarecidos, para considerar a questão sob um aspecto mais largo, sobretudo em suas conseqüências. Este lado da questão é grave, o mais grave incontestavelmente, pois que mostra o objeto para onde se inclina a Doutrina e os meios para atingi-lo. Serei um pouco longo, talvez, pois o assunto é muito vasto e, contudo, restaria ainda muito a dizer para o completar. Assim, reclamarei vossa indulgência considerando que, não podendo ficar convosco senão por algum tempo, sou forçado a dizer de uma só vez o que, em outras circunstâncias, eu teria dividido em várias partes.

Antes de abordar o ângulo principal do assunto, creio dever examiná-lo de um ponto de vista que, de certo modo, me é pessoal. Todavia, se não se tratasse senão de uma questão individual, seguramente com ela eu não me ocuparia; porém, ela se liga a várias questões gerais, podendo resultar instruções para todo mundo. Foi esse o motivo que me levou a aproveitar esta ocasião para explicar a causa de certos antagonismos que muita gente se admira de encontrar em meu caminho.

No estado atual das coisas aqui na Terra, qual é o homem que não tem inimigos? Para não os ter, fora preciso não estar na Terra, por ser esta a conseqüência da inferioridade relativa de nosso globo e de sua destinação como mundo de expiação. Para isso, bastaria fazer o bem? Oh! Não; o Cristo não está aí para o provar? Se, pois, o Cristo, a bondade por excelência, foi alvo de tudo quanto a maldade pôde imaginar, por que nos admirarmos de que assim suceda com aqueles que valem cem vezes menos?

O homem que pratica o bem - isto dito em tese geral - deve, pois, esperar contar com a ingratidão, ter contra ele aqueles que, não o praticando, são ciumentos da estima concedida aos que o praticam. Os primeiros, não se sentindo fortalecidos para se elevarem, procuram rebaixar os outros ao seu nível, pondo em xeque, pela maledicência ou pela calúnia, aqueles que os ofuscam.

Ouve-se constantemente dizer que a ingratidão com que somos pagos endurece o coração e nos torna egoístas; falar assim é provar que se tem o coração fácil de ser endurecido, porquanto esse temor não poderia deter o homem verdadeiramente bom. O reconhecimento já é uma remuneração do bem que se faz; praticá-lo tendo em vista esta remuneração, é fazê-lo por interesse. E depois, quem sabe se aquele a quem se faz um favor, e do qual nada se espera, não será levado a melhores sentimentos por um reto proceder? É talvez um meio de levá-lo a refletir, de abrandar sua alma, de salvá-lo! Esta esperança é uma nobre ambição; se nos decepcionamos, não teremos realizado o que nos cabia realizar.

Entretanto, não se deve crer que um benefício que permanece estéril na Terra seja sempre improdutivo; muitas vezes é um grão semeado que só germina na vida futura do beneficiado. Várias vezes já observamos Espíritos, ingratos como homens, serem tocados, como Espíritos, pelo bem que lhes haviam feito, e essa lembrança, despertando neles bons pensamentos, facilita-lhes o caminho do bem e do arrependimento, contribuindo para abreviar-lhes os sofrimentos. Só o Espiritismo poderia revelar este resultado da beneficência; só a ele estava dado, pelas comunicações de além túmulo, mostrar o lado caridoso desta máxima: Um benefício jamais é perdido, em lugar do sentido egoísta que lhe atribuem. Mas, voltemos ao que nos concerne.

Pondo de lado qualquer questão pessoal, tenho adversários naturais nos inimigos do Espiritismo. Não penseis que me lastime: longe disto! Quanto maior é a animosidade deles, tanto mais ela comprova a importância que a Doutrina assume aos seus olhos; se fosse uma coisa sem conseqüência, uma dessas utopias que já nascem inviáveis, não lhe prestariam atenção, nem a mim. Não vedes escritos muito mais hostis que os meus quanto aos preconceitos, e nos quais as expressões não são mais moderadas do que a ousadia dos pensamentos, sem que, no entanto, digam uma única palavra? Dar-se-ia o mesmo com as doutrinas que procuro difundir, se permanecessem restritas às folhas de um livro. Mas, o que pode parecer mais surpreendente, é que eu tenha adversários, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. Ora, é aqui que uma explicação se faz necessária.

Entre os que adotam as idéias espíritas, há, como bem sabeis, três categorias bem distintas:

1. Os que crêem pura e simplesmente nos fenômenos das manifestações, mas que não lhes deduzem nenhuma conseqüência moral;

2. Os que vêem o lado moral, mas o aplicam aos outros e não a si próprios;

3. Os que aceitam para si mesmos todas as conseqüências da Doutrina, e que praticam ou se esforçam por praticar a sua moral.

Estes, vós bem o sabeis, são os verdadeiros espíritas, os espíritas cristãos. Esta distinção é importante, porque explica bem as anomalias aparentes. Sem isso seria difícil compreender-se a conduta de certas pessoas. Ora, o que reza esta moral? Amai-vos uns aos outros; perdoai aos vossos inimigos; retribuí o mal com o bem; não tenhais ódio, nem rancor, nem animosidade, nem inveja, nem ciúme; sede severos para convosco mesmos e indulgentes para com os outros. Tais devem ser os sentimentos de um verdadeiro espírita, daquele que vê o fundo e não a forma, que põe o Espírito acima da matéria; este pode ter inimigos, mas não é inimigo de ninguém, pois não deseja o mal a ninguém e, com mais forte razão, não procura fazer o mal a quem quer que seja.

Como vedes, senhores, este é um princípio geral, do qual todo mundo pode tirar proveito. Se, pois, tenho inimigos, não podem ser contados entre os espíritas desta categoria, porque, admitindo-se que tivessem legítimos motivos de queixa contra mim, o que me esforço por evitar, isto não seria motivo para me odiarem, considerando-se que não fiz mal a ninguém. O Espiritismo tem por divisa: Fora da caridade não há salvação, o que significa dizer: Fora da caridade não há verdadeiros espíritas. Concito-vos a inscrever, doravante, esta dupla máxima em vossa bandeira, porque ela resume ao mesmo tempo a finalidade do Espiritismo e o dever que ele impõe.

Texto extraído do Discurso pronunciado nas Reuniões Gerais dos Espíritas de Lyon e Bordeaux, do livro Viagem Espírita em 1862 e outras viagens de Kardec, de Allan Kardec, FEB, 2005.

Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita :: dezembro/2005

PODEMOS MORRER ANTES DO PRAZO PREVISTO?

Postado por Romeu Leonilo Wagner em 8 fevereiro 2011  em http://amigoespirita.ning.com/profiles/blogs/podemos-morrer-antes-do-prazo




  Ninguém gosta de pensar na morte. O natural é a pessoa achar que vai ficar para semente, como diz o dito popular, mas querendo ou não, todos se nivelarão um dia, deitados lá no cemitério. E o que os diferenciará lá no mundo espiritual? Resposta: a melhor colheita de tudo que foi plantado aqui neste planeta, durante a vida carnal.
      Rubens Santini, no seu livro O Despertar da Borboleta nos orienta:
       "Temos aquela falsa imagem de que tudo tem o seu dia, até para morrer. Só que na realidade, ocorre justamente o contrário. A grande maioria dos seres humanos não cumpre o que foi “contratado” antes da sua reencarnação, e acabam voltando antes do tempo previsto ao plano espiritual, devido as diversos fatores.
      Falando numa linguagem figurada, a título de exemplo, recebemos um carro novo, com o tanque cheio de combustível, todo calibrado, para que possamos fazer uma longa viagem. Quem nos forneceu o veículo, nos orienta para andar a 80 km/hora, a frear nas curvas, não forçar o mo­tor nas subidas, a fazer troca de óleo a cada 3.000 km, periodicamente fazer revisão, ... Se obedecermos todas as regras estabeleci­das, chegaremos ao nosso destino. Agora, se começarmos a correr a 120 km/hora, não respeitar as “regras de trânsito”, fazer as curvas “can­tando pneu”, ..., com certeza iremos desregular o motor, a gastar mais combustivel além do previsto e com certeza poderemos não chegar ao nosso destino, devido a problemas no automóvel.
      Fazendo uma analogia com o nosso corpo físico, podemos destruir o nosso organismo de fora para dentro com o álcool, o cigarro, os tóxi­cos, excessos alimentares, com a ausência de exercícios físicos, falta de higiêne, repouso físico inadequado. Tudo isto pode abreviar a nossa vida física.
     Também podemos lesar o nosso organismo de dentro para fora culti­vando pensamentos negativos, sentimentos desequilibrados, pessi­mismo, rancor, ódio, agressividade, irritação constante, podendo afetar o nosso sistema imunológico, represando mágoas, ressentimentos, depres­são, favorecendo a termos um infarte, tumores, câncer, ..., antecipan­do o nosso desencarne, e por consequência a nossa adaptação no Plano Espiritual, sendo considerado um caso de suicidio, onde teremos que responder pelos prejuízos causados ao nosso corpo físico, e por conse­quência, essas anomalias irão repercutir em nosso perispírito, trazendo problemas em futuras reencarnações, originando deficiências em nosso próximo corpo físico".
  Dadas as explicações e os devido alerta, competa a nós tomarmos todo o cuidado necessário, para caminharmos no bem, para que possamos cumprir o prazo estipulado por Deus. O Espiritismo nos ajudará nessa empreitada. Que assim seja! (Romeu  Wagner, Belém, Pará

O QUE PENSAM ALGUNS COLEGAS SOBRE O DESFILE DA VIRADOUROS  2011!!

VALE A PENA  ACOMPANHAR AS POSTAGENS E REFLETIR....
 
Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/viradouro-vai-levar-o-espiritismo-a-sapucai-com-carro-sobre-chico-xavier/#ixzz1E9FU1K6F


Re: Viradouro vai levar o espiritismo à Sapucaí, com carro sobre Chico Xavier
« Responder #1 em: Hoje às 13:50 »

Parabéns a Viradouro! Aguardarei ansiosa o desfile!!


Re: Viradouro vai levar o espiritismo à Sapucaí, com carro sobre Chico Xavier
« Responder #2 em: Hoje às 14:06 »

sso contraria princípios básicos da doutrina espírita...exaltação;adoração de um médium (aliás, admirável mesmo, sem restrições a meu ver); fazer do fenômeno um espetáculo...tudo isso contraria a serventia moral-intelectual da doutrina.

E esta parte de espíritas fazendo performance de mediunidade???Vixi...desandou geral messssmo.
Alguém consegue imaginar Chico Xavier em cima de um carro alegórico dando xauzinho?Ah não dá... 

Re: Viradouro vai levar o espiritismo à Sapucaí, com carro sobre Chico Xavier
« Responder #3 em: Hoje às 14:57 »
Maninha SOL,
se eu tivesse alguma coisa para falar seria apenas sobre o título pois a Viradouro não leva o Espiritismo, leva sim o médium, Chico.
Espiritismo é uma coisa trabalho medianímico mesmo ligado a parte da doutrina é outra.
Todos já me viram escrever que Chico para mim não falou de doutrina, falou sim o que lhe ditou Emmanuel , andré, e outros, mas que todos estes ditados não fazem doutrina e que alguns deles se distanciam dela.
Contudo o trabalho do médium é exponencial, sério, grave, bem feito sem arroubos de  uma falsa condição melhor.
Chico foi o que foi, apenas um bom médium. Foi engando? sim, algumas vezes, ele mesmo afirmou.
O problema da Viradouro , nem ao Chico, ou ao Espiritismo se liga, mas sim ao fato de que falar em chico é sempre um meio simples e fácil de se atingir a grande massa e o que eles querem é angariar votos para ganharem a competição.
Homenagem? Olha, tenho lá as minhas dúvidas em vista do que escrevi acima, mas não posso descrer que possa existir um viés bem pequeno de que se queira, também homenagear o bom amigo de todos.
Abraços,
Moura









Viradouro vai levar o espiritismo à Sapucaí, com carro 

sobre Chico Xavier

RIO - Fugir do convencional para voltar ao Grupo Especial. Essa é a estratégia da Unidos do Viradouro para este carnaval, de acordo com o carnavalesco Jack Vasconcelos. E dentro dessa proposta, uma das apostas da vermelha e branca é um setor inteiro, no fim do desfile, dedicado ao espiritismo. No enredo "Quem sou eu sem você", Jack fará, no último carro, uma homenagem a Chico Xavier. O médium será representado por uma escultura em que aparecerá psicografando, cercada por 60 componentes, alguns deles espíritas, que farão uma performance de mediunidade.

- Nosso enredo é sobre a comunicação usada para unir as pessoas. No último setor, vamos mostrar o contato entre os diferentes planos, com o além. De forma carnavalesca, mas com muita responsabilidade. Tenho certeza de que será um momento emocionante - diz Jack, filho de mãe espírita.

Em termos plásticos, o setor será todo inspirado na estética do filme "Nosso Lar", de Wagner de Assis, baseado na obra de Chico Xavier. A última alegoria, inclusive, terá uma espécie de pirâmide, reproduzindo o Ministério da Comunicação do filme. O ator Renato Prieto, protagonista da produção, também participará do desfile. É ele que faz a ponte entre a agremiação e a Federação Espírita, para evitar que qualquer preceito do espiritismo seja desrespeitado na apresentação da vermelha e branca.

Abre-alas representará a bandeira da agremiação
As ousadias da Viradouro, no entanto, não vão parar por aí. No terceiro carro, seis integrantes do grupo Gangue dos Patins vão patinar numa pista no alto da alegoria, como mensageiros do mundo conectado. Já no abre-alas, de 34 metros (dois carros acoplados), 120 componentes representarão a torcida da escola. O carro terá todos os símbolos da bandeira da vermelha e branca, como a coroa a as mãos unidas, também como parte do enredo sobre comunicação. Rebaixada ano passado para o Grupo de Acesso, a Viradouro será a terceira a desfilar no sábado do carnaval.

Fonte: http://oglobo.globo.com/carnaval2011/rio/mat/2011/02/15/viradouro-vai-levar-espiritismo-sapucai-com-carro-sobre-chico-xavier-923812140.asp




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LIÇÃO DO RATO

Encaminhado ao Blog por nossa Corrdenadora ADRIANA CASÈ

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.  
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa !! 
A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. 
O rato foi até o porco e: 
- Há ratoeira na casa, ratoeira !
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações. 
O rato dirigiu-se à vaca e:
- Há ratoeira na casa,
- O quê? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! 
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. 
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...  
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.  Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. 
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-lá. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. 
A mulher não melhorou e acabou morrendo.  
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.


Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. 
O problema de um é o problema de todos!